Os fogos estão por todo o lado. Aqui o sol aperta, o terreno aquece o fogo aparece! É que por vezes há gente que gosta de ver tudo a arder. Por terras ribatejanas, aqui em Almeirim, não há desse mal. Não sei a razão principal, mas parece porque todos têm a sua fazenda.
Há tempos tínhamos um célebre apaga-fogos. O rapaz, com problemas mentais, sentia prazer em ver os carros dos bombeiros a sair. Então ia lançar fogo a ervas em qualquer lado. Resolveram, na altura, o problema. Ficou a dar assistência ao quartel!
Mas por todo o lado - Algarve, Beiras e Madeira - há incêndios. Todos correm todos gritam. Não há espectáculo mais triste do que ver os moradores a chorar na terra queimada.
A Madeira ardeu. Depois das ocultações e esconderijos eis que se verifica que não têm os equipamentos necessários para a calamidade. Numa terra abrupta, montanhosa, difícil. Pouca preparação do pessoal. Para não arder tudo vai daqui - do Continente, dos colonialistas - o apoio para o combate aos fogos. Vai uma mangueirada de palmas para o inefável Jardim.
Agora o desvario dos professores. As novas normas para os agrupamentos e redução de horários com o aumento do número de alunos por turma e a reformulação dos currículos gera desemprego. Aqui del-Rei que matam a cotovia. Mas não protestam (estarão intimidados com o seu partido?). Arranjam uns quantos bloquistas desvairados para gritar na Assembleia da República. Mas só isso?
Então com a Sr.ª Maria de Lurdes vieram aos gritos para a rua. Fora com a Ministra! Eu votei PS mas já não voto! Tudo em marcha. E agora onde está a contestação?
Não me parece que seja com atitudes políticas sobre uma questão profissional, que resolvem o problema! A política é a política, o Sindicato é o Sindicato.
Uma forma de Presença sobre a vida do nosso dia-a-dia e as ocorrências gerais de Almeirim, do Ribatejo e das posições culturais políticas e económicas do país. Livros e leituras, gente e comentários, numa forma de ser e de conhecer.
terça-feira, julho 24, 2012
terça-feira, julho 17, 2012
O nosso Humanário!
Estamos todos num excelente Humanário! Talvez seja exagerado referir a palavra, ou adjetivo excelente". Mas é o que sugere o Mundo em que vivemos, depois da pegada humana melhor será Humanário.
Aqui vemos e sentimos quase tudo. Alunos do Secundário que querem fazer um movimento para acabar com os exames. Lindo! Professores que agora gritam: Acudam aqui delRei que nos querem despedir. Mas não foram capazes de dialogar com a Dona Maria de Lurdes. Vieram todos para a rua. Agora estão em casa?
O nosso Tribunal Constitucional declara inconstitucional (que nome tão grande e agora saboroso) os cortes dos subsídios de férias e Natal. Mas este ano não. Não percebi bem a alegação apresentada. Pareceu-me muito rebuscada e dar para muitas mais interpretações. O que vão fazer os nossos amigos da governança? Aí vem mais lenha, diriam os brasileiros.
Para a definiçção de Humanário nada mais sugestivo do que as imagens que escolhi.
Até logo humanístas!
Aqui vemos e sentimos quase tudo. Alunos do Secundário que querem fazer um movimento para acabar com os exames. Lindo! Professores que agora gritam: Acudam aqui delRei que nos querem despedir. Mas não foram capazes de dialogar com a Dona Maria de Lurdes. Vieram todos para a rua. Agora estão em casa?
O nosso Tribunal Constitucional declara inconstitucional (que nome tão grande e agora saboroso) os cortes dos subsídios de férias e Natal. Mas este ano não. Não percebi bem a alegação apresentada. Pareceu-me muito rebuscada e dar para muitas mais interpretações. O que vão fazer os nossos amigos da governança? Aí vem mais lenha, diriam os brasileiros.
Para a definiçção de Humanário nada mais sugestivo do que as imagens que escolhi.
Até logo humanístas!
segunda-feira, julho 09, 2012
Nós também somos bons!
A constante referência de que somos um país pequeno e sem futuro ou com um futuro remediado é coisa que não me entusiasma. Há que ter em conta o que de facto somos e o que se tem conseguido ao longo do tempo!
É certo que temos gastado demais em relação ao que ganhamos e temos (isto não é o meu caso pois gosto de administrar os meus bens com rigor). Toda a gente reclama com a dívida, agora que a têm de pagar mais depressa. Mas quando beneficiavam dos privilégios e das realizações que lhes traziam mais conforto, não reclamavam. Gente boa, boazinha da silva!?
Há duas semanas que cheguei da cidade de New York. A dos EUA. Aquela amálgama de prédios gigantescos espetados no chão da ilha de Manhatan!
Ali temos de tudo. A cidade e as suas ruas e avenidas, parques. Museus. Coleções. Enfim com o dinheiro que conseguiram, junto ao poder, trouxeram coisas de todo o lado.
Obras de arte, arrojadas realizações arquitectónicas. Tudo!
E nós? Será que podemos estabelecer algum grau de comparação? Tendo em conta o nosso tamanho?
Aqui, nesta Almeirim ribatejana, a família resolveu ir a Lisboa ao Oceanário. Comboio em Santarém. Descida na Gare do Oriente. E aí estamos nós no percurso para o dito Oceanário. Estive nesse espaço aquando da Lisboa 98. Expo98. Agora de novo a percorrer estes espaços verifico que não somos assim tão pequenos. As obras de arte estão ali, à vista desarmada para se utilizar! O espaço mantém a sua harmonia e traz-nos a sensação de grandiosidade!
É um bom espaço urbano para se comparar com a grande maçã! Nas devidas proporções, óbvio!
As imagens, porque de ver é que se constrói a realidade, mostram a vontade que houve em querer ser grande e igual aos outros. Pois claro que custou muito dinheiro.
Agora querem vender o Pavilhão Atlântico por 20 milhões? Fartai vilanagem!
É certo que temos gastado demais em relação ao que ganhamos e temos (isto não é o meu caso pois gosto de administrar os meus bens com rigor). Toda a gente reclama com a dívida, agora que a têm de pagar mais depressa. Mas quando beneficiavam dos privilégios e das realizações que lhes traziam mais conforto, não reclamavam. Gente boa, boazinha da silva!?
Há duas semanas que cheguei da cidade de New York. A dos EUA. Aquela amálgama de prédios gigantescos espetados no chão da ilha de Manhatan!
Ali temos de tudo. A cidade e as suas ruas e avenidas, parques. Museus. Coleções. Enfim com o dinheiro que conseguiram, junto ao poder, trouxeram coisas de todo o lado.
Obras de arte, arrojadas realizações arquitectónicas. Tudo!
E nós? Será que podemos estabelecer algum grau de comparação? Tendo em conta o nosso tamanho?
Aqui, nesta Almeirim ribatejana, a família resolveu ir a Lisboa ao Oceanário. Comboio em Santarém. Descida na Gare do Oriente. E aí estamos nós no percurso para o dito Oceanário. Estive nesse espaço aquando da Lisboa 98. Expo98. Agora de novo a percorrer estes espaços verifico que não somos assim tão pequenos. As obras de arte estão ali, à vista desarmada para se utilizar! O espaço mantém a sua harmonia e traz-nos a sensação de grandiosidade!
É um bom espaço urbano para se comparar com a grande maçã! Nas devidas proporções, óbvio!
As imagens, porque de ver é que se constrói a realidade, mostram a vontade que houve em querer ser grande e igual aos outros. Pois claro que custou muito dinheiro.
Agora querem vender o Pavilhão Atlântico por 20 milhões? Fartai vilanagem!
quinta-feira, junho 21, 2012
De Novo em Casa!
Cá estamos de volta à nossa "tirinha" europeia. Já era tempo de partida! Ficaram saudades... vieram saudades. A família de cá estava à espera e chegámos a Almeirim. Bem! Ao pequeno almoço, que tomámos aqui na cidade da Lezíria - chegámos a Lisboa às 6 da matina - tinha uma informação. Riscaram-me o carro! Tudo bem quando acaba bem - fizeram o Marão sem um acidente!
Já em casa tinha uma informação! Aliás, tocou o telefone. O Jornal organizava um debate: Almeirim: Ontem vila ... Hoje cidade. Estava convidado para ser um dos oradores. Acontece-nos cada coisa. Lá fui e não correu mal.
Mas o engraçado da volta a casa foi o problema do "morcego"! Já me tinha entrado uma andorinha pela janela quando morava no apartamento. Agora um morcego? Esta novidade fala-nos da Natureza e da sua proteção. Vamos todos Salvar o Planeta! Bem o Planeta não, Almeirim e os seus morcegos.
Estava eu a ver o registo de emails quando a minha menina grita. Vem cá acima depressa! Depressa. Aí vou eu. Aconteceu-lhe alguma coisa? Caiu? Deu-lhe um amok? O que foi? Chego lá acima ao quarto!
Está aqui um pássaro! No quarto? Como é? Não sei eu vi aqui! Como não vi nada, considerei que se tinha escondido num armário ou debaixo da cama. Como estou a escrever no pc já venho apanhar o pássaro!
Qual herói com as calmas todas. Desço. Mas de novo o grito: Está agora no corredor! Que coisa é esta? É um bicho esquisito. Volto a subir (da primeira vez ia caindo nas escadas tal a pressa).
Chego à zona de impacto. No corredor, atrapalhado e a tremer um pequeno morcego!
Olha! É um morcego!
Fui buscar uma toalha, cobri o animal e lancei-o pela janela. Lá foi a voar o comedor de insectos.
Confirma-se. Estamos mesmo em casa.
Já em casa tinha uma informação! Aliás, tocou o telefone. O Jornal organizava um debate: Almeirim: Ontem vila ... Hoje cidade. Estava convidado para ser um dos oradores. Acontece-nos cada coisa. Lá fui e não correu mal.
Mas o engraçado da volta a casa foi o problema do "morcego"! Já me tinha entrado uma andorinha pela janela quando morava no apartamento. Agora um morcego? Esta novidade fala-nos da Natureza e da sua proteção. Vamos todos Salvar o Planeta! Bem o Planeta não, Almeirim e os seus morcegos.
Estava eu a ver o registo de emails quando a minha menina grita. Vem cá acima depressa! Depressa. Aí vou eu. Aconteceu-lhe alguma coisa? Caiu? Deu-lhe um amok? O que foi? Chego lá acima ao quarto!
Está aqui um pássaro! No quarto? Como é? Não sei eu vi aqui! Como não vi nada, considerei que se tinha escondido num armário ou debaixo da cama. Como estou a escrever no pc já venho apanhar o pássaro!
Qual herói com as calmas todas. Desço. Mas de novo o grito: Está agora no corredor! Que coisa é esta? É um bicho esquisito. Volto a subir (da primeira vez ia caindo nas escadas tal a pressa).
Chego à zona de impacto. No corredor, atrapalhado e a tremer um pequeno morcego!
Olha! É um morcego!
Fui buscar uma toalha, cobri o animal e lancei-o pela janela. Lá foi a voar o comedor de insectos.
Confirma-se. Estamos mesmo em casa.
segunda-feira, junho 18, 2012
Bye, Bye New York
Adeus! Até à próxima! Se é que isso poderá vir a acontecer. Depois destas quatro semanas eis que nos surge o tempo de partir.
A cidade e as suas ruas ladeadas de grandes edifícios. Gigantescos! Atravessam a terra e o céu. Nós estamos aqui! Chegámos e dominámos! É o que parecem dizer.
Fica-nos a gente nas ruas. Os corredores. Melhor: os e as atletas em corrida. Que percorrem constantemente o Park e as Avenidas e Ruas! Os cães? Tantos cães que há em Nova Iorque! Parece que há uma necessidades pessoal de afirmação. Ser igual ou ser mais que os outros? O certo é que por todo o espaço urbano se vê gente com cães. E o seu saquinho de plástico para apanhar a caquita. Pois é preciso deixar o espaço limpo.
Os seus Museus e coleções! Tantas que são. Considero como uma grande realização as famílias poderosas e endinheiradas (que tanto) deixarem as suas Fundações e Coleções para bem da cidade e usufruto dos seus habitantes.
Mas vamos de partida (parece que estou a ouvir o Fausto). Mais enriquecidos na nossa capaciade de entender a sociedade e a capacidade de ligação das suas gentes!
sábado, junho 16, 2012
Conhecer e aprender!
É sempre uma nova conquista do conhecimento sobre o mundo que nos envolve. A cada volta que damos (ou somos forçados a dar) conseguimos uma nova forma de ver o que nos rodeia. Há quem diga (ou possa dizer) que o nosso mundo é feito de pequenas aquisições. Que se juntam. Reunem.
Como escrevi no texto anterior ler é um bom processo de conhecimento. Pelo menos não se é iletrado - ou não se padece da sindrome de iliteracia (dirão outros).
A obra "O Amante do Vulcão" de Susan Sontag. Que terminei de ler. É uma revelação! Depois de um trabalho de pesquisa e investigação a autora brinda-nos com a realidade romanceada. Rebuscando no tempo, limpando o pó e as cinzas à memória, traz-nos os heróis de Republica de Roma - de 1779 - e da ação devastadora e criminosa do célebre almirante Nelson (o inglês, pois claro!). A entrega dos republicanos à chusma do rei de Nápoles foi um processo nelsoniano criminoso.
Não posso deixar de referir Leonor da Fonseca Pimental. Já tinha conhecimento da sua ação em Nápoles. Sontag dá-nos a dimensão correta da sua fugura e do seu amor à Liberdade.
Na cidade americana mais famosa - esta new iork - também se fazem provas de rua (ou de Park). Na quinta - dia 14 - houve grande ajuntamento. Pelo que se soube cerca de 5.000 pessoas representando 300 empresas. Uma prova de competição saudável. Achei engraçado. Em Almeirim há os 20Km. Mas isto é diferente.
De diferenças vivemos nós. E continuamos a viver.


Como escrevi no texto anterior ler é um bom processo de conhecimento. Pelo menos não se é iletrado - ou não se padece da sindrome de iliteracia (dirão outros).
A obra "O Amante do Vulcão" de Susan Sontag. Que terminei de ler. É uma revelação! Depois de um trabalho de pesquisa e investigação a autora brinda-nos com a realidade romanceada. Rebuscando no tempo, limpando o pó e as cinzas à memória, traz-nos os heróis de Republica de Roma - de 1779 - e da ação devastadora e criminosa do célebre almirante Nelson (o inglês, pois claro!). A entrega dos republicanos à chusma do rei de Nápoles foi um processo nelsoniano criminoso.
Não posso deixar de referir Leonor da Fonseca Pimental. Já tinha conhecimento da sua ação em Nápoles. Sontag dá-nos a dimensão correta da sua fugura e do seu amor à Liberdade.
Na cidade americana mais famosa - esta new iork - também se fazem provas de rua (ou de Park). Na quinta - dia 14 - houve grande ajuntamento. Pelo que se soube cerca de 5.000 pessoas representando 300 empresas. Uma prova de competição saudável. Achei engraçado. Em Almeirim há os 20Km. Mas isto é diferente.
De diferenças vivemos nós. E continuamos a viver.
quarta-feira, junho 13, 2012
Romances de hoje!
Ler continua a ser um exercício de treino e formação individual! À medida que desfolhamos cada página do livro que nos acompanha verificamos que há um constante enriquecimento: da nosssa memória, da nossa capacidade de entender e da vivência de histórias que, por vezes, nos parecem familiares!
J.E. Agualusa é um dos escritores da atualidade linguística portuguesa. Sendo angolano transporta consigo as nuances africanas da alma de Angola. O seu livro "Barroco Tropical" transporta-nos à vida de Angola num tempo já de afirmação nacional - para 2020 - mas com os tiques da pós-independência! A língua portuguesa não é já propriedade deste ou daquele país ou povo! Ela conseguiu o feito extraordinário de se aclimatar aos povos que a usam. Em cada latitude há termos e sensibilidades que lhe acrescentam uma riqueza notável quer no léxico, na semântica e - expressivamente - na fonia.
A significação de lusofonia atravessa os mares, os continentes e os povos.
Como faz bem ler aconselho o Barroco Tropical.
Já em contrapartida estou agora com "O Amante do Vulcão" de Susan Sontag. A escritora é norte-americana. Como tal utiliza a língua inglesa. As suas expressões não minimizam o idioma da velha Albion. A sua história - romance - situa-nos no Século XVIII. Em Nápoles. Seguindo o seu discurso romanesco - que se apoia em pesquisas sobre a època e as personagens - conseguimos perceber muito do que foi a penetração inglesa no Mediterrâneo e - já agora interessante - no processo como conseguiram tantos materias arqueológicos sobre as civilizações dessa area. É um trabalho que vale a pena conhecer.
Ainda para o conhecimento e para nossa comum reflexão fiquei informado sobre as novas medidas da FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia (é o que conheço) - destinadas aos estudantes de doutoramento ou pd (leia-se pós-doc.)
O valor a atribuir aos candidatos, em propinas a pagar nas Universidades estrangeiras, desce 60% - de 12.500 para 5.000 €. A medida aplica-se às novas candidaturas e às antigas que forem repetidas. O apoio para as deslocações em serviço de investigação também desce. Na prática a partir de agora só os filhos de pai rico (ou mãe) é que podem fazer doutoramentos no estrangeiro. Mas por alegoria ou caricatura o nosso Ministro da Educação - que está hoje em Luanda - faz a apologia dos doutoramentos em Portugal: somos bons nessa área, os nossos doutoramentos são reconhecidos e de grande rigor. Alvíssaras especiais. Nada de sair, tudo para vir!
J.E. Agualusa é um dos escritores da atualidade linguística portuguesa. Sendo angolano transporta consigo as nuances africanas da alma de Angola. O seu livro "Barroco Tropical" transporta-nos à vida de Angola num tempo já de afirmação nacional - para 2020 - mas com os tiques da pós-independência! A língua portuguesa não é já propriedade deste ou daquele país ou povo! Ela conseguiu o feito extraordinário de se aclimatar aos povos que a usam. Em cada latitude há termos e sensibilidades que lhe acrescentam uma riqueza notável quer no léxico, na semântica e - expressivamente - na fonia.
A significação de lusofonia atravessa os mares, os continentes e os povos.
Como faz bem ler aconselho o Barroco Tropical.
Já em contrapartida estou agora com "O Amante do Vulcão" de Susan Sontag. A escritora é norte-americana. Como tal utiliza a língua inglesa. As suas expressões não minimizam o idioma da velha Albion. A sua história - romance - situa-nos no Século XVIII. Em Nápoles. Seguindo o seu discurso romanesco - que se apoia em pesquisas sobre a època e as personagens - conseguimos perceber muito do que foi a penetração inglesa no Mediterrâneo e - já agora interessante - no processo como conseguiram tantos materias arqueológicos sobre as civilizações dessa area. É um trabalho que vale a pena conhecer.
Ainda para o conhecimento e para nossa comum reflexão fiquei informado sobre as novas medidas da FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia (é o que conheço) - destinadas aos estudantes de doutoramento ou pd (leia-se pós-doc.)
O valor a atribuir aos candidatos, em propinas a pagar nas Universidades estrangeiras, desce 60% - de 12.500 para 5.000 €. A medida aplica-se às novas candidaturas e às antigas que forem repetidas. O apoio para as deslocações em serviço de investigação também desce. Na prática a partir de agora só os filhos de pai rico (ou mãe) é que podem fazer doutoramentos no estrangeiro. Mas por alegoria ou caricatura o nosso Ministro da Educação - que está hoje em Luanda - faz a apologia dos doutoramentos em Portugal: somos bons nessa área, os nossos doutoramentos são reconhecidos e de grande rigor. Alvíssaras especiais. Nada de sair, tudo para vir!
segunda-feira, junho 11, 2012
Coisas que Acontecem!
Há sempre uma surpresa em cada lugar que visitamos. Às vezes nem é preciso visitar, basta sairmos do normal rotineiro. Este Domingo fomos à Missa. A Católica, pois claro!
Não sou habitual frequentador da cerimónia religiosa domingueira, mas como a minha mulher ia, também fui! Procurei sentar-me perto da porta de saída. Resulta sempre quando há incómodo ou pretendemos escapar ao atropelo da saída.
Estava eu entretido a ouvir quando alguém me fala. Uma senhora, de origem asiática, fala comigo. Percebi! Queria que a acompanhasse no ofertório. Tinha para me entregar uma grande pá com um cesto retangular na ponta (fez-me lembrar a pá do forno) e eu devia estendê-la aos paroquianos. Tentei eximir-me do cerimonial: não sou de cá, estou de visita, não falo bem inglês. Não faz mal, acompanha-me. Responde ela. Lá fui. Primeiro os dois, parados ao fundo da igreja. Eu de pá na mão, muito direito, não fosse escapar-me o objeto recolhedor. Chegou o momento de avançar. Fez-me sinal. Lá fiz a coleta, fila a fila fui passando a pá e recolhendo as massas da malta presente.
Não estava à espera desta intervenção! Mas foi mais uma experiência sobre a vida na grande cidade.
Aqui as informações e novidades surgem sempre. Agora o que me surpreendeu foi saber o número de suicídios de soldados norte-americanos que prestaram serviço na guerra do Afeganistão. De Janeiro até agora mais de cento e cinquenta, o que prefaz a quantidae de mais de um suicídio por dia. As condições desta guerra são muito complicadas. A atenção que se deve ter no terreno. O risco das emboscadas. A insegurança total em qualquer lugar.Mas tudo isso não chega. Explicar esta catástrofe militar (há mais mortes por suicídio do que por ação do inimigo) é uma urgência para o país. É muito mau. Apetece perguntar que treino é dado? Como tratam os soldados? Os recrutas como são treinados?
Quem vai para a guerra e se mata a si próprio deixa uma mensagem pesada, carregada de significados.
Continuemos pela cidade. Observando, registando as mudanças de olhar!



Não sou habitual frequentador da cerimónia religiosa domingueira, mas como a minha mulher ia, também fui! Procurei sentar-me perto da porta de saída. Resulta sempre quando há incómodo ou pretendemos escapar ao atropelo da saída.
Estava eu entretido a ouvir quando alguém me fala. Uma senhora, de origem asiática, fala comigo. Percebi! Queria que a acompanhasse no ofertório. Tinha para me entregar uma grande pá com um cesto retangular na ponta (fez-me lembrar a pá do forno) e eu devia estendê-la aos paroquianos. Tentei eximir-me do cerimonial: não sou de cá, estou de visita, não falo bem inglês. Não faz mal, acompanha-me. Responde ela. Lá fui. Primeiro os dois, parados ao fundo da igreja. Eu de pá na mão, muito direito, não fosse escapar-me o objeto recolhedor. Chegou o momento de avançar. Fez-me sinal. Lá fiz a coleta, fila a fila fui passando a pá e recolhendo as massas da malta presente.
Não estava à espera desta intervenção! Mas foi mais uma experiência sobre a vida na grande cidade.
Aqui as informações e novidades surgem sempre. Agora o que me surpreendeu foi saber o número de suicídios de soldados norte-americanos que prestaram serviço na guerra do Afeganistão. De Janeiro até agora mais de cento e cinquenta, o que prefaz a quantidae de mais de um suicídio por dia. As condições desta guerra são muito complicadas. A atenção que se deve ter no terreno. O risco das emboscadas. A insegurança total em qualquer lugar.Mas tudo isso não chega. Explicar esta catástrofe militar (há mais mortes por suicídio do que por ação do inimigo) é uma urgência para o país. É muito mau. Apetece perguntar que treino é dado? Como tratam os soldados? Os recrutas como são treinados?
Quem vai para a guerra e se mata a si próprio deixa uma mensagem pesada, carregada de significados.
Continuemos pela cidade. Observando, registando as mudanças de olhar!
sábado, junho 09, 2012
Pictures and Exhibition!
Pois é. A figura e a exibição. Poderemos nós, simples mortais, construir uma figura sem pensar ou desejar a sua exibição? Figuras há muitas, mas mais há exibições. Estou a lembrar-me da frase "Seu palerma! Chapéus há muitos!" Dita por Vasco Santana, actor português do Século passado.
Li as reclamações contra o Jornal da Madeira. Pertenceu à diocese e agora é detido em mais de 90% pelo famoso governo do Sr. Jardim. É distribuido gratuitamente nas igrejas. Há guerra declarada. Só difunde novidades governamentais; os outros - os mais figurantes - nada, zero!
A nossa Democracia está a admitir uma incongruêcia. Precisamos de um S. Jorge, de lança em riste, a galope, para destruir o Dragão!
Já parece doentio escrever e tratar do mesmo. É que isto preocupa!
Agora aqui nesta city a vida corre um correr constante. A gigantesca selva urbana protege as gentes que nela circulam. Todos os caminhos vão para o Central Park.
Para mais uma exhibition aí vão umas pictures. Em cada pixel há uma informação. Exige uma leitura. O interessante dela é que é livre! Como o vento ou como a chuva. A opção é de cada um!



Li as reclamações contra o Jornal da Madeira. Pertenceu à diocese e agora é detido em mais de 90% pelo famoso governo do Sr. Jardim. É distribuido gratuitamente nas igrejas. Há guerra declarada. Só difunde novidades governamentais; os outros - os mais figurantes - nada, zero!
A nossa Democracia está a admitir uma incongruêcia. Precisamos de um S. Jorge, de lança em riste, a galope, para destruir o Dragão!
Já parece doentio escrever e tratar do mesmo. É que isto preocupa!
Agora aqui nesta city a vida corre um correr constante. A gigantesca selva urbana protege as gentes que nela circulam. Todos os caminhos vão para o Central Park.
Para mais uma exhibition aí vão umas pictures. Em cada pixel há uma informação. Exige uma leitura. O interessante dela é que é livre! Como o vento ou como a chuva. A opção é de cada um!
quinta-feira, junho 07, 2012
Poderes Ocultos!?
Vão e voltam as notícias. Agora há a questão de ocultar. O verbo significa esconder, não mostrar, tirar da vista e do conhecimento. É o que sabemos da dívida da Madeira. Portuguese Regional Power. Muito fixe este nome. O Eurostat - mecanismo de estatística da UE - vem a dizer que a Região A. da Madeira deve ser severamene punida pela ocultação da dívida. Responde o inefável Jardim: vamos lutar contra os Poderes Ocultos que querem mandar em Portugal!? Parece que foi mesmo assim. Mas então onde está o ocultismo? Há gente que o pratica, ao Ocultismo, adivinhação, querer saber o que os outros não sabem.
Ainda temos a nossa Seleção. A de Futebol. Chovem cobras e lagartos sobre a equipa. Será que estão com o desejo de ajuste de contas por não terem sido convidados para a dirigir? Ou porque tiveram de ser postos fora da carroça? Vamos ver o que podem conseguir. Os adversários são importantes. Mas os desafios sabem melhor quando o valor do adversário sobe!
Há projetos para emprego dos jovens. Umas migalhas inventadas à pressa. Tenho para mim que este é o nosso maior problema! A juventude significa ousadia, desejo de vencer, sempre a vontade de subir às montanhas. Nunca tivemos - como País - tantos jovens com formação superior. Parece que vai servir para servir outros países. Emigrar é desviar a força humana para outras regiões. Quem estiver informado sobre esta movimentação portuguesa sabe também que representa um valor acrescentado para esses países. Trabalhamos e pagamos impostos para os outros terem o resultado: a nossa força de trabalho culta e inteligente.
Na Grécia houve porrada na TV. Ali a confusão atingiu um ponto sem retorno. Será? Espero que não. Hoje não estamos no tempo das confrontações políticas de esquerda e direita ou de ultras. O mundo já mudou e a guerra das sociedades tem que se fazer a um outro nível. A reforma social tem que ser feita através de um maior aprofundamento dos direitos de cada um. Mas não se pode excluir o todo e o seu conjunto. O Mundo - como já referia M. Macluhan - é global. Acabei de ler a obra de Henry David Thoreau: A Desobediência Civil. O autor - do Século XIX e norte-americano - introduz um conceito ilegal e anti-humano: a Escravatura, para a partir daí considerar que as Leis que a defendem são iníquas. Também o seu texto em defesa de Jonh Brown merece um reflexão especial.
As dificuldades de hoje entroncam em princípios e comportamentos, que embora reconhecidos em leis, não se podem aceitar. A liberalização dos mercados financeiros trouxe um monstro. A questão não é entre esquerda e direita, é entre todos para regular os mercados financeiros no sentido da equidade.
Mesmo aqui, nos EUA, quando compro algum equipamento aparece o fatídico Made in China. E agora?
Onde estão as igualdades legislativas e sociais?
Ainda temos a nossa Seleção. A de Futebol. Chovem cobras e lagartos sobre a equipa. Será que estão com o desejo de ajuste de contas por não terem sido convidados para a dirigir? Ou porque tiveram de ser postos fora da carroça? Vamos ver o que podem conseguir. Os adversários são importantes. Mas os desafios sabem melhor quando o valor do adversário sobe!
Há projetos para emprego dos jovens. Umas migalhas inventadas à pressa. Tenho para mim que este é o nosso maior problema! A juventude significa ousadia, desejo de vencer, sempre a vontade de subir às montanhas. Nunca tivemos - como País - tantos jovens com formação superior. Parece que vai servir para servir outros países. Emigrar é desviar a força humana para outras regiões. Quem estiver informado sobre esta movimentação portuguesa sabe também que representa um valor acrescentado para esses países. Trabalhamos e pagamos impostos para os outros terem o resultado: a nossa força de trabalho culta e inteligente.
Na Grécia houve porrada na TV. Ali a confusão atingiu um ponto sem retorno. Será? Espero que não. Hoje não estamos no tempo das confrontações políticas de esquerda e direita ou de ultras. O mundo já mudou e a guerra das sociedades tem que se fazer a um outro nível. A reforma social tem que ser feita através de um maior aprofundamento dos direitos de cada um. Mas não se pode excluir o todo e o seu conjunto. O Mundo - como já referia M. Macluhan - é global. Acabei de ler a obra de Henry David Thoreau: A Desobediência Civil. O autor - do Século XIX e norte-americano - introduz um conceito ilegal e anti-humano: a Escravatura, para a partir daí considerar que as Leis que a defendem são iníquas. Também o seu texto em defesa de Jonh Brown merece um reflexão especial.
As dificuldades de hoje entroncam em princípios e comportamentos, que embora reconhecidos em leis, não se podem aceitar. A liberalização dos mercados financeiros trouxe um monstro. A questão não é entre esquerda e direita, é entre todos para regular os mercados financeiros no sentido da equidade.
Mesmo aqui, nos EUA, quando compro algum equipamento aparece o fatídico Made in China. E agora?
Onde estão as igualdades legislativas e sociais?
quarta-feira, junho 06, 2012
Flores para Androulla Vassiliou!
A senhora Comissária da UE para a Cultura, Educação e Juventude esteve em Portugal. É de destacar a entrevista que deu ao jornal O Público. Aí refere que a Cultura é uma parte menosprezada pelos políticos, principalmente em tempos de crise. Na referência às críticas aos países do Sul, principalmente aos gregos: "vendam o Partenon", refere que este monumento, o Partenon, não é só dos gregos, pertence a todos. Genial! Estou a lembrar-me dos frisos que estão em Londres e que foram para lá levados no Século XIX!
Esta obra monumental, o Partenon de Atenas, como afirma a Comissária Europeia, faz parte de uma herança comum e de um passado partilhado por todos. Isso é que é falar. Espero que não a mandem embora por isso!
Ao que se refere conseguiu 1.8 mil milhões de euros para o Orçamento da Cultura. Isto para funcionar nos anos de 2014 a 2020 (afinal não parece assim tanto). Há que privilegiar os países do Sul - Itália e Grécia - nos apoios ao restauro de monumentos. É onde os há em maior quantidade!
O que li deixou-me entusiasmado: a Cultura é um motor do Desenvolvimento Económico. 40% do Turismo mundial é cultural, e a Europa é a região em que aparece em primeiro plano. Eureca! Palmas para a descoberta! Há muito que tenho - em conjunto com o grupo da Associação do Património - defendido isso mesmo! Mas nada! Os nossos políticos locais, que tudo sabem e tudo modernizam, deviam ler e aprender o que disse a senhora Comissária.
A iniciativa da UE - Cultura - Heritage Label - veio para dar importância ao Património.
Está-me a parecer que devemos arranjar um projeto: daqueles de dar que falar. Para Almeirim, margem esquerda do Tejo - Near Santarém. Mais precisamente - e para já - para os moinhos da Ribeira de Muge. Já existiam no Século XV. Permitiram o aproveitamento das terras e da produção cerealífera da região. Tiveram um papel importante no desenvolvimento local e regional. Hoje estão abandonados. Transportam consigo uma importante herança!
No meio do bulício das palavras. A seguir aos cruzamentos de importância das gentes do poder. Aí para a paragem 2013, pode ser que haja novidades!
Hoje há Sol. Ao que parece há a conjugação de Venus, terra e o Sol. É o dia do Desembarque na Normandia por parte das forças aliadas.
Também ao que me parece amanhã vai ser dia 7, de Junho. Ora viva o Sol vai lá estar à nossa espera!
Esta obra monumental, o Partenon de Atenas, como afirma a Comissária Europeia, faz parte de uma herança comum e de um passado partilhado por todos. Isso é que é falar. Espero que não a mandem embora por isso!
Ao que se refere conseguiu 1.8 mil milhões de euros para o Orçamento da Cultura. Isto para funcionar nos anos de 2014 a 2020 (afinal não parece assim tanto). Há que privilegiar os países do Sul - Itália e Grécia - nos apoios ao restauro de monumentos. É onde os há em maior quantidade!
O que li deixou-me entusiasmado: a Cultura é um motor do Desenvolvimento Económico. 40% do Turismo mundial é cultural, e a Europa é a região em que aparece em primeiro plano. Eureca! Palmas para a descoberta! Há muito que tenho - em conjunto com o grupo da Associação do Património - defendido isso mesmo! Mas nada! Os nossos políticos locais, que tudo sabem e tudo modernizam, deviam ler e aprender o que disse a senhora Comissária.
A iniciativa da UE - Cultura - Heritage Label - veio para dar importância ao Património.
Está-me a parecer que devemos arranjar um projeto: daqueles de dar que falar. Para Almeirim, margem esquerda do Tejo - Near Santarém. Mais precisamente - e para já - para os moinhos da Ribeira de Muge. Já existiam no Século XV. Permitiram o aproveitamento das terras e da produção cerealífera da região. Tiveram um papel importante no desenvolvimento local e regional. Hoje estão abandonados. Transportam consigo uma importante herança!
No meio do bulício das palavras. A seguir aos cruzamentos de importância das gentes do poder. Aí para a paragem 2013, pode ser que haja novidades!
Hoje há Sol. Ao que parece há a conjugação de Venus, terra e o Sol. É o dia do Desembarque na Normandia por parte das forças aliadas.
Também ao que me parece amanhã vai ser dia 7, de Junho. Ora viva o Sol vai lá estar à nossa espera!
segunda-feira, junho 04, 2012
Street Fair & Others!
Uma das marcas urbanas está na realização de eventos públicos. Deles destacamos a Feira. Essa criação medieval que orginou o aparecimento da maioria das cidades!
Aqui pelas terras do tio sam também se realizam. Nova Iorque, NY, na 3.ª Avenida, em todo o seu percurso. Mais precisamente no dia 2 de Junho, Sábado. Toda a Avenida estava ocupada com as famosas "barraquinhas de comes e bebes" de vendas de óculos, roupas e bijutarias. Num corredor imenso circulava gente. Parava gente, voltava a andar e comprava e comia!
O mesmo de qualquer feira urbana no nosso País, das que agora surgem em dias comemorativos e de festas.
Há gente que circula com o seu próprio feeling! Há fotógrafos, cantores e músicos, há balões mas não vi marchas.
Da distância, do outro lado do mar, as notícias não são tão calmas! Tudo é contradição, reclamação, protesto! A Madeira, a famosa das bananas, onde a oposição se junta para fazer contestação à maioria que não lhes dá madeiro nem cavaco. Fazem um acordo para concertar iniciativas. Mas não pode ser no salão do Parlamento que lhes é negado! Ora essa! aquele "Salão Nobre" é para cerimónias oficiais e não para partidárias. O quê?! O que é um Parlamento - ou Assembleia Regional?
No Canadá a greve dos estudantes vai longa. Não querem o aumento das propinas! A Juventude está com problemas! Por todo o lado há contestação. Em Lisboa os Okupas invadem o gabinete da vereadora. Foram expulsos de um espaço municipal que tinham ocupado. Ilegalmente. É claro que um dos objetivos deste movimento está na ocupação de espaços devolutos para os devolver à utilização e à Comunidade. Mas também são adeptos da chamada democracia direta.
Boas razões das quais já ouvimos e aprendemos o suficiente. As ditaduras mais ferozes do Século XX - e que as há ainda neste 21 - começaram assim.
Hoje está a chover o que complica a vida de quem quer dar uma volta urbana! Só por dar. Para ver e sentir os espaços.





Aqui pelas terras do tio sam também se realizam. Nova Iorque, NY, na 3.ª Avenida, em todo o seu percurso. Mais precisamente no dia 2 de Junho, Sábado. Toda a Avenida estava ocupada com as famosas "barraquinhas de comes e bebes" de vendas de óculos, roupas e bijutarias. Num corredor imenso circulava gente. Parava gente, voltava a andar e comprava e comia!
O mesmo de qualquer feira urbana no nosso País, das que agora surgem em dias comemorativos e de festas.
Há gente que circula com o seu próprio feeling! Há fotógrafos, cantores e músicos, há balões mas não vi marchas.
Da distância, do outro lado do mar, as notícias não são tão calmas! Tudo é contradição, reclamação, protesto! A Madeira, a famosa das bananas, onde a oposição se junta para fazer contestação à maioria que não lhes dá madeiro nem cavaco. Fazem um acordo para concertar iniciativas. Mas não pode ser no salão do Parlamento que lhes é negado! Ora essa! aquele "Salão Nobre" é para cerimónias oficiais e não para partidárias. O quê?! O que é um Parlamento - ou Assembleia Regional?
No Canadá a greve dos estudantes vai longa. Não querem o aumento das propinas! A Juventude está com problemas! Por todo o lado há contestação. Em Lisboa os Okupas invadem o gabinete da vereadora. Foram expulsos de um espaço municipal que tinham ocupado. Ilegalmente. É claro que um dos objetivos deste movimento está na ocupação de espaços devolutos para os devolver à utilização e à Comunidade. Mas também são adeptos da chamada democracia direta.
Boas razões das quais já ouvimos e aprendemos o suficiente. As ditaduras mais ferozes do Século XX - e que as há ainda neste 21 - começaram assim.
Hoje está a chover o que complica a vida de quem quer dar uma volta urbana! Só por dar. Para ver e sentir os espaços.
sábado, junho 02, 2012
Strawberry Fields
Agora fomos ao caminho do John Lennon . Aqui onde se sentava para ver e apreciar a calma do Park. Do outro lado a zona West. Onde morava e quando desceu havia um louco de arma na mão à sua espera. É difícil de entender esta forma de se afirmar. Tirar a vida ao próximo para se ser famoso. Ele criou o seu trabalho. De Inglaterra, Liverpool, conseguiu que todos o conhecessem e sentissem a sua música. Somos mais famosos que Jesus Cristo, era o que a altura diziam. Em resposta os representantes da Igreja afirmaram que não era assim porque Cristo estava à mais tempo no pódio.
O certo é que este lugar se transformou num espaço de romagem. Recordam-se os tempos de juventude onde tudo se queria conquistar. Era partir e sentir o desejo de novas coisas e novas realizações.
As fotos marcam o espaço, a sua cor e movimento, mas também a viagem para o tempo que se esperava fosse novo e de Paz.
Deu no que deu. Abatido a tiro à saída de casa.
O Mundo é assim, mas isso não impede que o queiramos mudar. Também é e sempre foi, assim!
O certo é que este lugar se transformou num espaço de romagem. Recordam-se os tempos de juventude onde tudo se queria conquistar. Era partir e sentir o desejo de novas coisas e novas realizações.
As fotos marcam o espaço, a sua cor e movimento, mas também a viagem para o tempo que se esperava fosse novo e de Paz.
Deu no que deu. Abatido a tiro à saída de casa.
O Mundo é assim, mas isso não impede que o queiramos mudar. Também é e sempre foi, assim!
quinta-feira, maio 31, 2012
City Connections
A cidade que é diferente traz-nos sempre mais surpresas. Desta vez fomos ver o memorial para a Alice no País das Maravilhas. Percorremos o Central Park e acampámos alguns minutos no café junto ao lago. Esta gente não sabe servir o café à nossa moda. Mas conhecer e sentir o diferente é assim! Há aqui uma forma característica de servir. Sabendo já que a maior parte dos funcionários e empregados destas lanchonetes ou cafés (não sei como as classificam por aqui) são sul-americanos, o certo é que não são muito simpáticos a servir. Atendem ao balcão e depois levamos para a mesa - pagamos primeiro. No fim temos que pôr tudo no lixo.
As connections sentem-se em cada espaço que vemos. As obras na via pública estão bem assinaladas e feitas com rigor. Gosto de ver isso para comparar! Aqui também se preocupam com a conservação das fachadas dos imóveis classificados.
Mas foi uma revelação a composição escultórica sobre a Alice no País das Maravilhas. Feita em bronze tem uma dimensão considerável! O que será de revelar? A dedicatória que está no passeio. A escultura foi oferecida por um benemérito que quis assinalar a memória da esposa que gostava muito de crianças. Ao que parece nos países de tradição protestante ou anglicana esta é uma forma de certas pessoas se retratarem perante a sua comunidade. Tiveram muito, agora querem distribuir. Bonito. Nós, os católicos,
temos a confissão - para quem a faz. Por mais pesadas que sejam as culpas morais vai-se ao padre e confessa-se. No fim a receita: dois Pais-Nossos, Três Avé-Marias e um Credo. A culpa está saldada.
Enfim cada terra com o seus uso e cada roca com o seu fuso.
As connections sentem-se em cada espaço que vemos. As obras na via pública estão bem assinaladas e feitas com rigor. Gosto de ver isso para comparar! Aqui também se preocupam com a conservação das fachadas dos imóveis classificados.
Mas foi uma revelação a composição escultórica sobre a Alice no País das Maravilhas. Feita em bronze tem uma dimensão considerável! O que será de revelar? A dedicatória que está no passeio. A escultura foi oferecida por um benemérito que quis assinalar a memória da esposa que gostava muito de crianças. Ao que parece nos países de tradição protestante ou anglicana esta é uma forma de certas pessoas se retratarem perante a sua comunidade. Tiveram muito, agora querem distribuir. Bonito. Nós, os católicos,
temos a confissão - para quem a faz. Por mais pesadas que sejam as culpas morais vai-se ao padre e confessa-se. No fim a receita: dois Pais-Nossos, Três Avé-Marias e um Credo. A culpa está saldada.
Enfim cada terra com o seus uso e cada roca com o seu fuso.
terça-feira, maio 29, 2012
Notas de um dia!
Estar fora de casa é uma forma diferente de ver e ouvir. Também de ler. Em cada momento encontramos novas coisas que nos enriquecem. Isto porque acabei de ler uma obra de Roberto Bolaño: O Terceiro Reich. Apesar do nome pouco pacífico trata-se de um romance que aborda o clima de jogos de guerra: wargames. O escritor nasceu no Chile e percorreu várias cidades do país na sua infância. Conseguiu ultrapassar a dislexia. Foi para a cidade do México com a família e aí continuou os estudos e dedicou-se à poesia. Regressou ao Chile antes do golpe militar contra Salvador Allende. Foi preso pelos militares e libertado posteriormente. Regressou ao México onde constituiu o grupo Infra-Realista, que é considerado um movimento-Punk-Surrealista com apelo às armas e à provocação. Nos anos setenta do século passado vai para a Europa e percorre vários países dedicando-se a trabalhos de ocasião. Por fim fixa-se em Barcelona onde inicia a sua escrita. Este Romance: O Terceiro Reich, é um trabalho muito interessante e conjuga vários factores: intriga, amor, amizade, violência e divertimento.
Gostei de o ler.
Para além disso vou vendo e lendo as notícias do Portugal que está do outro lado do grande mar-oceano. As malas com dinheiro para a Suissa. O caro Isaltino que afinal tem como profissão ter sido (ou ainda ser) magistrado do Ministério Público. As facturas escondidas da Madeira. Mais de 1800. De 2000 a 2011. Linda coisa.
A Trika (ou Troika) e os seus exames. Bons alunos. Mais pobres e de tacho na mão, mas bons alunos. Enfim é uma forma de vida: uma estranha forma de vida.
Vou fazer uma profecia:
o nosso País vai passar a considerar a qualidade das pessoas (jovens e não só) pelo mérito que mostram e provam ter para exercer qualquer atividade e não o conhecimento familiar, o amiguismo, o apadrinhamento. Era o que queriam?
Gostei de o ler.
Para além disso vou vendo e lendo as notícias do Portugal que está do outro lado do grande mar-oceano. As malas com dinheiro para a Suissa. O caro Isaltino que afinal tem como profissão ter sido (ou ainda ser) magistrado do Ministério Público. As facturas escondidas da Madeira. Mais de 1800. De 2000 a 2011. Linda coisa.
A Trika (ou Troika) e os seus exames. Bons alunos. Mais pobres e de tacho na mão, mas bons alunos. Enfim é uma forma de vida: uma estranha forma de vida.
Vou fazer uma profecia:
o nosso País vai passar a considerar a qualidade das pessoas (jovens e não só) pelo mérito que mostram e provam ter para exercer qualquer atividade e não o conhecimento familiar, o amiguismo, o apadrinhamento. Era o que queriam?
segunda-feira, maio 28, 2012
Central Park - lugar da muita gente!
Quem vem a Nova Iorque e não visita em pormenor o Central Park não fica a conhecer a cidade. A sua construção data do Século XIX. Este espaço de mais de 300 hectares foi uma revelação. Sabendo já que a cidade ocupa todo o espaço da ilha de Mannhatan, o lugar de lazer e de encontro - os arredores ou zona das hortas - é este
Park.
Esta cidade não vive dos arredores. Ela é em si tudo o que as cidades europeias são com os seus arrabaldes e arredores. A difrença começa e acaba no facto de ser uma cidade nova. As zonas urbanas da Europa são antigas, começaram em pequenos burgos amuralhados e evoluiram. Esta nasceu da necessidade de espaço das gentes, sem haver a predefinição de lugares especiais: o castelo, a igreja ou abadia.
As imagens do quotidiano mostram essa diferença.
Na segunda avenida a construção das entradas para o metro lembra um navio no porto. A gente que se move no parque, o habilidoso que faz bolas de sabão com dois paus e uma corda, as charretes para os turistas, os marinheiros que se deixam fotografar. Já próximos do west side, onde o beetle jonh lennon foi assassinado um conjunto canta por notas de dólar. É uma sinfonia de gentes, gestos e cores.
Park.
Esta cidade não vive dos arredores. Ela é em si tudo o que as cidades europeias são com os seus arrabaldes e arredores. A difrença começa e acaba no facto de ser uma cidade nova. As zonas urbanas da Europa são antigas, começaram em pequenos burgos amuralhados e evoluiram. Esta nasceu da necessidade de espaço das gentes, sem haver a predefinição de lugares especiais: o castelo, a igreja ou abadia.
As imagens do quotidiano mostram essa diferença.
Na segunda avenida a construção das entradas para o metro lembra um navio no porto. A gente que se move no parque, o habilidoso que faz bolas de sabão com dois paus e uma corda, as charretes para os turistas, os marinheiros que se deixam fotografar. Já próximos do west side, onde o beetle jonh lennon foi assassinado um conjunto canta por notas de dólar. É uma sinfonia de gentes, gestos e cores.
sábado, maio 26, 2012
Sinais novaiorquinos
Percorrer a cidade não é tarefa fácil. Não porque haja dificuldades. Isso praticamente não existe, é descer à rua, e começar a andar. As dificuldades prendem-se com a quantidade e com a diversidade. Muitos, mais que muitos prédios. Uma caraterística de identidade. A cidade apresenta-se coberta de construções gigantescas. Mas tem consigo a particularidade de possuir os espaços comuns e coletivos. Corre-se na rua com fato de ginástica, com calções. Sem camisa, com fones e sem fones. Há os cães. Muitos. Estes animais domésticos fazem parte do rito urbano. Há gente que traz um, outros mais. Passear o cão é trabalho e obrigação. Não se pode ter um animal e não lhe dar os direitos que merece. Também há crianças. Muitas. Aqui podemos ver que a natalidade não estagnou. As nanis passeiam os filhos de quem trabalha. Às vezes vemos carrinhos com duas crianças, gémeos. É agradável ver esta amálgama de movimento. Os carros na rua. Mão vermelha, parar. Mão branca, avançar. De registar esta mudança de cor. Em Portugal a cor para avançar é o verde. Somos mais coloridos. Em cada recanto há um sinal identificador da vida urbana. A caixa dos jornais, o telefone público, o número da rua. Esta montagem representa a vida da cidade, ou talvez o viver-se na cidade. Em cada foto uma informação e um sinal.
Para mim a leitura é mais clara se tivermos a imagem. Aí vão as que escolhi.
Para mim a leitura é mais clara se tivermos a imagem. Aí vão as que escolhi.
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