O pão nosso de cada dia está em conformidade com o tempo e as coisas que vão acontecendo. Agora os EUA já referem a necessidade de falar com o Sr. da Síria. A terra devastada, as populações em fuga, o sofrimento de milhões de indivíduos, homens, mulheres e crianças só agora desperta as consciências.
Mas o que me parece é que a necessidade de encontrar uma resposta que seja eficaz contra os depredadores dos bens e da vida humana é que falou mais alto.
Ninguém consegue impor um regime democrático através da guerra e da destruição do adversário, a não ser que já antes dela essa região ter vivido a democracia. O que não é o caso do Médio-Oriente.
A destruição dos regimes que governavam com mão de ferro os países da região provocou um vazio de autoridade que potenciou o triunfo do terror para se reorganizar uma nova forma de vida. As permanentes e brutais agressões praticadas pelos israelitas sobre as populações palestinianas gerou o ódio e uma sede de vingança que ultrapassa o que poderíamos considerar anormal.
Continua a ser difícil de explicar como é que jovens educados e educadas nos países ocidentais, com a vida democrática estabelecida, possam integrar esta horda hiper vandálica.
Agora um ataque num Museu na Tunísia. A matança de turistas ocidentais. Nós estamos a sofrer as consequências de não termos sabido impor uma Paz duradoura e estável na área israelo-palestiniana. Se os palestinianos atacam são terroristas, se os israelitas atacam estão a defender-se, mesmo que a proporção de mortes e destruições seja infinitamente superior no lado dos palestinianos.
Uma forma de Presença sobre a vida do nosso dia-a-dia e as ocorrências gerais de Almeirim, do Ribatejo e das posições culturais políticas e económicas do país. Livros e leituras, gente e comentários, numa forma de ser e de conhecer.
quarta-feira, março 18, 2015
domingo, março 08, 2015
Igualdade de Género - Um desafio global
Hoje é dia 8 de março. Novidade de La Palisse! Aqui, neste país de miragens e ambições, comemora-se o dia da mulher.
Porquê o reparo?
Parece-me que estamos numa fase de viragem universal. A profusão de equipamentos transmissores de mensagens, facilitando a comunicação instantânea, está a provocar uma autêntica revolução global. Tudo o que se faz, pensa ou prepara é divulgado e recebido.
As realizações, sejam mais ou menos grandiosas, encontram sempre um público interessado.
A utilização dos meios transmissores de mensagens é aberta. Funciona para todos os lados e com todos os interessados. A divulgação das atrocidades dos radicais islâmicos é bem a prova disso. Que controlo é que se pode ter sobre este procedimento?
Sabendo que funciona de ambos os lados, dos que procuram a informação mais correta e verdadeira aos que a utilizam como arma de guerra e de propaganda do terror, há que esperar os resultados que daí resultam.
Hoje um dos maiores valores da nossa cultura e, se assim se pode classificar, da nossa civilização é a valorização do lugar da mulher na sociedade.
Como cristão há que destacar a trilogia da sagrada família e a preponderância de Maria como mãe e protetora.
O hoje tão badalado mundo islâmico não vê o seu papel do mesmo modo. Se há países onde se começa a ter um novo conceito outros há que o renegam.
Já começa a ser desprezível este contínuo procedimento de comparação. Mas eles não nos deixam outro caminho.
A minha mãe foi uma mulher lutadora. Passou por adversidades e por alegrias. Mas deixou-nos uma mensagem de paz e de liberdade.
Para ela e para todas as mulheres um grande abraço de respeito e amizade.
Porquê o reparo?
Parece-me que estamos numa fase de viragem universal. A profusão de equipamentos transmissores de mensagens, facilitando a comunicação instantânea, está a provocar uma autêntica revolução global. Tudo o que se faz, pensa ou prepara é divulgado e recebido.
As realizações, sejam mais ou menos grandiosas, encontram sempre um público interessado.
A utilização dos meios transmissores de mensagens é aberta. Funciona para todos os lados e com todos os interessados. A divulgação das atrocidades dos radicais islâmicos é bem a prova disso. Que controlo é que se pode ter sobre este procedimento?
Sabendo que funciona de ambos os lados, dos que procuram a informação mais correta e verdadeira aos que a utilizam como arma de guerra e de propaganda do terror, há que esperar os resultados que daí resultam.
Hoje um dos maiores valores da nossa cultura e, se assim se pode classificar, da nossa civilização é a valorização do lugar da mulher na sociedade.
Como cristão há que destacar a trilogia da sagrada família e a preponderância de Maria como mãe e protetora.
O hoje tão badalado mundo islâmico não vê o seu papel do mesmo modo. Se há países onde se começa a ter um novo conceito outros há que o renegam.
Já começa a ser desprezível este contínuo procedimento de comparação. Mas eles não nos deixam outro caminho.
A minha mãe foi uma mulher lutadora. Passou por adversidades e por alegrias. Mas deixou-nos uma mensagem de paz e de liberdade.
Para ela e para todas as mulheres um grande abraço de respeito e amizade.
terça-feira, março 03, 2015
Hoje, a diferença!
Depois do que escrevi no texto anterior regista-se uma diferença de atitude assinalável. Refiro-me à posição dos EUA com Obama. Está naquele país o sr. Netanhiau, de Israel. Vai discursar no Senado (?). O Presidente da República não o recebe.
O que fará o Sr. dito Netanhiau naquelas partes da América? Quer guerra contra o Irão. Aqui valha-nos a Tora, eles querem destruir Israel!
Mas importa perguntar, no âmbito desta saga interminável e louca que estamos a viver, quem começou toda esta série de ameaças?
Já assistimos a demasiadas ações de guerra no Médio Oriente. Seria de esperar um discurso de Paz e de aproximação.
A questão que se vem colocar é a de haver o perigo do Irão produzir armas nucleares. Bem, ao que sabemos Israel já as tem. Estarão em boas mãos, é o que diziam. Mas será? Os outros não acreditam nisso.
A posição do governo norte americano parece razoável. Encontrar um caminho de ordem e paz na região. Mas só isso parece que não chega. O Irão é um país poderoso e desenvolvido. Constitui um valioso aliado na guerra contra o extremismo radicalizado no chamado EI. Há que saber tirar partido das necessidades de cada um. O chamado exército islâmico constitui uma séria ameaça para os iranianos.
Esse país tem uma população de mais de 60 milhões de pessoas. Possui armamento poderoso e moderno. Fazer a guerra contra eles? Exterminá-los? Não me parece coisa boa nem sequer realizável.
Os tempos do Sr. Bush, o da célebre frase i d'nt care, depois da negativa do conselho-geral das nações unidas (que paradoxo). A destruição do Iraque provocou uma insegurança total na região.
Agora Obama parece apostado em proceder a uma aproximação cuidada e necessária. Esperemos que tenha sucesso.
Aqui, nesta terra fértil do Ribatejo, a terra começa a ser preparada para a nova cultura. O inverno vai chegando ao fim. Do frio e da chuva desponta a primavera.Venha boa e alegre, traga mais razoabilidade e produção.
O que fará o Sr. dito Netanhiau naquelas partes da América? Quer guerra contra o Irão. Aqui valha-nos a Tora, eles querem destruir Israel!
Mas importa perguntar, no âmbito desta saga interminável e louca que estamos a viver, quem começou toda esta série de ameaças?
Já assistimos a demasiadas ações de guerra no Médio Oriente. Seria de esperar um discurso de Paz e de aproximação.
A questão que se vem colocar é a de haver o perigo do Irão produzir armas nucleares. Bem, ao que sabemos Israel já as tem. Estarão em boas mãos, é o que diziam. Mas será? Os outros não acreditam nisso.
A posição do governo norte americano parece razoável. Encontrar um caminho de ordem e paz na região. Mas só isso parece que não chega. O Irão é um país poderoso e desenvolvido. Constitui um valioso aliado na guerra contra o extremismo radicalizado no chamado EI. Há que saber tirar partido das necessidades de cada um. O chamado exército islâmico constitui uma séria ameaça para os iranianos.
Esse país tem uma população de mais de 60 milhões de pessoas. Possui armamento poderoso e moderno. Fazer a guerra contra eles? Exterminá-los? Não me parece coisa boa nem sequer realizável.
Os tempos do Sr. Bush, o da célebre frase i d'nt care, depois da negativa do conselho-geral das nações unidas (que paradoxo). A destruição do Iraque provocou uma insegurança total na região.
Agora Obama parece apostado em proceder a uma aproximação cuidada e necessária. Esperemos que tenha sucesso.
Aqui, nesta terra fértil do Ribatejo, a terra começa a ser preparada para a nova cultura. O inverno vai chegando ao fim. Do frio e da chuva desponta a primavera.Venha boa e alegre, traga mais razoabilidade e produção.
sábado, fevereiro 28, 2015
Há gente que não devia existir.
O título até parece sugerir alguma fobia. Mas não é essa a interpretação correta.
Estamos envolvidos numa saga interminável. Quando era criança o que ouvia na rádio e causava surpresa, produzindo imagens de violência e guerra, era a informação sobre os confrontos entre os israelitas e árabes. Um conflito interminável. Uma violência que se foi progressivamente agravando, com um tempo de duração que chegou até hoje.
Afinal esta raiva o que provocou?
A nossa civilização, diga-se ocidental, caminhou no sentido da igualdade de género. A mulher libertou-se por direito e contestação ao que existia de opressor e de diminuição das suas capacidades.
O mundo islâmico tem um conceito de vida que não considera o papel da mulher na sua sociedade.
Hoje isso está em constante conflito com o que é observável nas regiões não islâmicas. O islamismo está perante um desafio inultrapassável: tem que mudar.
As famílias com a religião islâmica emigraram para os países de base cristã. Encontraram um mundo diferente. Será que o seguiram? Na rua comportam-se como os seus anfitriões? Não, essa é a verdade. Arreigados aos seus costumes não os deixam e reclamam tratamento de diferença. Mas não há o mesmo no sentido contrário.
Afinal o que gerou este conjunto de gente que se passeia pelo médio oriente de armas na mão, manto, violando, causando tanto sofrimento nas populações que são seguidoras do mesmo credo?
Há um bando de assassinos que domina zonas territoriais vastas. Agora, juntando à matança indiscriminada, há a destruição de património cultural dos povos.
Violência tão bárbara e inumana contra as gentes e a sua cultura.
A sua destruição exige um esforço gigantesco. Eles já estão aqui no meio de nós. Não vieram do espaço, nasceram aqui.
Estamos envolvidos numa saga interminável. Quando era criança o que ouvia na rádio e causava surpresa, produzindo imagens de violência e guerra, era a informação sobre os confrontos entre os israelitas e árabes. Um conflito interminável. Uma violência que se foi progressivamente agravando, com um tempo de duração que chegou até hoje.
Afinal esta raiva o que provocou?
A nossa civilização, diga-se ocidental, caminhou no sentido da igualdade de género. A mulher libertou-se por direito e contestação ao que existia de opressor e de diminuição das suas capacidades.
O mundo islâmico tem um conceito de vida que não considera o papel da mulher na sua sociedade.
Hoje isso está em constante conflito com o que é observável nas regiões não islâmicas. O islamismo está perante um desafio inultrapassável: tem que mudar.
As famílias com a religião islâmica emigraram para os países de base cristã. Encontraram um mundo diferente. Será que o seguiram? Na rua comportam-se como os seus anfitriões? Não, essa é a verdade. Arreigados aos seus costumes não os deixam e reclamam tratamento de diferença. Mas não há o mesmo no sentido contrário.
Afinal o que gerou este conjunto de gente que se passeia pelo médio oriente de armas na mão, manto, violando, causando tanto sofrimento nas populações que são seguidoras do mesmo credo?
Há um bando de assassinos que domina zonas territoriais vastas. Agora, juntando à matança indiscriminada, há a destruição de património cultural dos povos.
Violência tão bárbara e inumana contra as gentes e a sua cultura.
A sua destruição exige um esforço gigantesco. Eles já estão aqui no meio de nós. Não vieram do espaço, nasceram aqui.
sábado, agosto 16, 2014
Mar Novo.
Depois de um espaço temporal alargado aqui me encontro dedilhando sobre as teclas do meu portátil. As letras agrupam-se e formam palavras que vão saindo de uma memória já adestrada no ofício.
Aqui tem estado o meu Dasibao. Creio que era este o nome dos chineses de Mao. O maior embuste da História da Humanidade.
Tantas afirmações, tantas defesas do Povo e tanto crime e desumanidade.
Hoje vemos desenvolver-se um vasto conjunto de novas hipocrisias que nos levam para o caminho do Nada.
Não se olha para o massacre de Gaza mas reclama-se e ameaça-se com o que se passa na Ucrania. Aí pode-se matar e destruir, é pela Democracia. Não sei que Democracia será esta que nos querem impingir.
O Sr. que manda (?) na NATO diz que há que se armar. Os países da organização têm que reforçar o orçamento da guerra. Para quê? Para atacarem os russos. Eles são malandros e bem armados. Parece-me que estão a inventar mentiras para um novo Iraque.
Já agora a mente empurra-me para uma questão: podemos denunciar ao Tribunal Internacional dos Direitos Humanos o tremendo crime contra a humanidade e a paz feito pela América do Sr. Bush no que foi a guerra contra o Iraque? E os que o seguiram alegremente - Lá Vamos Cantando e Rindo. O que se está a passar naquela país e em parte da Síria - que apoiaram no que diziam os manifestantes e opositores do regime - é uma hecatombe. Mas quem destruiu o país? Quem anulou as forças armadas e de polícia?
Aqui na nossa Santa Terrinha damos graças ao Tribunal Constitucional. Perante uma vocação de desprezo pelo trabalho, pelo tempo de serviço, pelas exigências feitas para progressão na carreira e, até, para a admissão ao serviço. Agora defendem o valor das pensões como elevado e há que o diminuir.
Malvados.
Nesta praia. A da Altura, no reino que foi do Algarve, junto umas fotos. Perante o agreste da terras - a beira-mar - a força e resistência das plantas.
Força e resistência. Duas linhas de conduta que devemos manter.
Aqui tem estado o meu Dasibao. Creio que era este o nome dos chineses de Mao. O maior embuste da História da Humanidade.
Tantas afirmações, tantas defesas do Povo e tanto crime e desumanidade.
Hoje vemos desenvolver-se um vasto conjunto de novas hipocrisias que nos levam para o caminho do Nada.
Não se olha para o massacre de Gaza mas reclama-se e ameaça-se com o que se passa na Ucrania. Aí pode-se matar e destruir, é pela Democracia. Não sei que Democracia será esta que nos querem impingir.
O Sr. que manda (?) na NATO diz que há que se armar. Os países da organização têm que reforçar o orçamento da guerra. Para quê? Para atacarem os russos. Eles são malandros e bem armados. Parece-me que estão a inventar mentiras para um novo Iraque.
Já agora a mente empurra-me para uma questão: podemos denunciar ao Tribunal Internacional dos Direitos Humanos o tremendo crime contra a humanidade e a paz feito pela América do Sr. Bush no que foi a guerra contra o Iraque? E os que o seguiram alegremente - Lá Vamos Cantando e Rindo. O que se está a passar naquela país e em parte da Síria - que apoiaram no que diziam os manifestantes e opositores do regime - é uma hecatombe. Mas quem destruiu o país? Quem anulou as forças armadas e de polícia?
Aqui na nossa Santa Terrinha damos graças ao Tribunal Constitucional. Perante uma vocação de desprezo pelo trabalho, pelo tempo de serviço, pelas exigências feitas para progressão na carreira e, até, para a admissão ao serviço. Agora defendem o valor das pensões como elevado e há que o diminuir.
Malvados.
Nesta praia. A da Altura, no reino que foi do Algarve, junto umas fotos. Perante o agreste da terras - a beira-mar - a força e resistência das plantas.
Força e resistência. Duas linhas de conduta que devemos manter.
quarta-feira, agosto 07, 2013
Almeirim - Hipocrisia e Ética
Este meu título é problemático. Ouvi há dias o ainda Presidente da Câmara do Porto falar sobre a candidatura do Sr. Menezes, ainda Presidente de Gaia. Não foram boas nem meigas essas palavras.
De palavras se constrói o nosso mundo. Já desde os tempos primordiais da evolução da espécie humana que se fala. Usa-se a linguagem como uma forma de comunicar, de expressar sentimentos, pensamentos e formas de conduta.
Houve um tempo em que isso era proibido neste País. Lembro-me das histórias que o meu pai contava ainda eu era criança: tive que sair de Almeirim para não ser preso, falava de mais contra o que se vivia.
No entanto hoje estamos num outro tempo e numa realidade diferente.
Voltando ao título, creio que a Hipocrisia que se vive é notória nos textos de apoio e não apoio que se têm registado nas chamadas negociações para as eleições autárquicas de Setembro. A acompanhar estas contra-danças figurinistas temos e tivemos um conjunto de mensagens eletrónicas com ameaças a elementos apoiantes e integrantes da lista do PS.
Devo dizer que integro a Lista do candidato Pedro Ribeiro, logo a lista do PS.
Não deixa de ser curioso o processo de intimidação e de oposição que temos assistido.
Mas do mais que se disse e se espera que venha a ser dito importa realçar estes dois aspetos: a hipocrisia e a ética. No que se refere à hipocrisia saliento os beijos e abraços dos elementos que se degladiaram e insultaram durante todos os mandatos do ainda Presidente da Câmara. Processos em Tribunal, violação de email, denúncias, insultos. Tudo isso se registou numa série interminável e bizarra para quem considera o Poder Autárquico como uma forma de expressão Democrática importante para as populações.
Agora andam aos beijinhos uns aos outros como se nada tivesse acontecido. Fenomenal.
A ética é o princípio que gere toda a causa pública, da Justiça ao exercício do Poder Democrático, conseguido através de eleições. Ora a Ética exige lealdade e respeito por regras e normas dignificadoras das funções que se exercem. Não deixa de ser esclarecedora a norma que se lê e jura ao assumir um cargo: "Juro por minha Honra que cumprirei com lealdade as funções que me foram confiadas".
No meu entender o assumir o Poder exige acima de tudo Lealdade. Como diz um poeta anónimo no nosso Cancioneiro: A Lealdade dos Bezerras anda muito pela Beira (isto nas Cantigas de escárnio e maldizer).
De palavras se constrói o nosso mundo. Já desde os tempos primordiais da evolução da espécie humana que se fala. Usa-se a linguagem como uma forma de comunicar, de expressar sentimentos, pensamentos e formas de conduta.
Houve um tempo em que isso era proibido neste País. Lembro-me das histórias que o meu pai contava ainda eu era criança: tive que sair de Almeirim para não ser preso, falava de mais contra o que se vivia.
No entanto hoje estamos num outro tempo e numa realidade diferente.
Voltando ao título, creio que a Hipocrisia que se vive é notória nos textos de apoio e não apoio que se têm registado nas chamadas negociações para as eleições autárquicas de Setembro. A acompanhar estas contra-danças figurinistas temos e tivemos um conjunto de mensagens eletrónicas com ameaças a elementos apoiantes e integrantes da lista do PS.
Devo dizer que integro a Lista do candidato Pedro Ribeiro, logo a lista do PS.
Não deixa de ser curioso o processo de intimidação e de oposição que temos assistido.
Mas do mais que se disse e se espera que venha a ser dito importa realçar estes dois aspetos: a hipocrisia e a ética. No que se refere à hipocrisia saliento os beijos e abraços dos elementos que se degladiaram e insultaram durante todos os mandatos do ainda Presidente da Câmara. Processos em Tribunal, violação de email, denúncias, insultos. Tudo isso se registou numa série interminável e bizarra para quem considera o Poder Autárquico como uma forma de expressão Democrática importante para as populações.
Agora andam aos beijinhos uns aos outros como se nada tivesse acontecido. Fenomenal.
A ética é o princípio que gere toda a causa pública, da Justiça ao exercício do Poder Democrático, conseguido através de eleições. Ora a Ética exige lealdade e respeito por regras e normas dignificadoras das funções que se exercem. Não deixa de ser esclarecedora a norma que se lê e jura ao assumir um cargo: "Juro por minha Honra que cumprirei com lealdade as funções que me foram confiadas".
No meu entender o assumir o Poder exige acima de tudo Lealdade. Como diz um poeta anónimo no nosso Cancioneiro: A Lealdade dos Bezerras anda muito pela Beira (isto nas Cantigas de escárnio e maldizer).
sexta-feira, julho 12, 2013
As Barracas do Portas e o Portugal!
Eu acredito que todos se surpreenderam. Mas o que se podia esperar de um "menino de linha"?
Com tanto discurso de austeridade para aqui, austeridade para acolá, eis que berra que quer sair. Mas fica. A mim parece-me que o dito pensava que era mais esperto que os outros. Enganou-se, mas primeiro lixou-nos.
Esta situação mostra o desprezo que esta gente tem para com o Zé Povinho. Eles é que sabem (acreditam nisso) e comportam-se como o famoso elefante em loja de porcelana.
Ontem, vi o que se passou na Assembleia da República. Ao nível do Portas estão os sindicalistas - ou quem os manda fazer o que fizeram.
No tempo do salazar havia a Assembleia Nacional. Ninguém lá ia barafustar ou arremessar coisas. Os que lá estavam ocupavam os lugares depois de eleições manipuladas e fraudulentas.
Hoje Não. As eleições constituem um direito sagrado dos povos e há que as respeitar. Os eleitos para a Assembleia da República foram-no através desse voto.
Entrar no espaço de reunião para gritar impropérios e insultos não será a melhor forma de valorizar a democracia. Antes pelo contrário: é querer fazê-la a seu jeito. Ouvi a senhora sindicalista Avoila referir que "ela não é a dona disto" e outras mais palavras. Pareceu-me que se referia à Presidente da Assembleia. Não é a dona. O dono sou eu e todos os cidadãos portugueses.
Esta linha de ação sindical, desenvolvida nos sindicatos, liderados por células ativas de partidos da extrema-esquerda, não dignifica o sindicalismo nem quem trabalha, antes o radicaliza.
Neste nosso tempo, que não esperávamos que surgisse, há que se ser bom jogador. Continuamos a precisar de um New Deal para ver se chegamos lá, onde há céu azul e esperança no olhar e não ódio ou vingança.
Agora estou a lembrar-me da senhora dos Verdes. Diz que vai apresentar uma moção de censura ao governo. Mas este partido nunca apareceu sozinho às eleições. Qual a sua força e verdade políticas?
Com tanto discurso de austeridade para aqui, austeridade para acolá, eis que berra que quer sair. Mas fica. A mim parece-me que o dito pensava que era mais esperto que os outros. Enganou-se, mas primeiro lixou-nos.
Esta situação mostra o desprezo que esta gente tem para com o Zé Povinho. Eles é que sabem (acreditam nisso) e comportam-se como o famoso elefante em loja de porcelana.
Ontem, vi o que se passou na Assembleia da República. Ao nível do Portas estão os sindicalistas - ou quem os manda fazer o que fizeram.
No tempo do salazar havia a Assembleia Nacional. Ninguém lá ia barafustar ou arremessar coisas. Os que lá estavam ocupavam os lugares depois de eleições manipuladas e fraudulentas.
Hoje Não. As eleições constituem um direito sagrado dos povos e há que as respeitar. Os eleitos para a Assembleia da República foram-no através desse voto.
Entrar no espaço de reunião para gritar impropérios e insultos não será a melhor forma de valorizar a democracia. Antes pelo contrário: é querer fazê-la a seu jeito. Ouvi a senhora sindicalista Avoila referir que "ela não é a dona disto" e outras mais palavras. Pareceu-me que se referia à Presidente da Assembleia. Não é a dona. O dono sou eu e todos os cidadãos portugueses.
Esta linha de ação sindical, desenvolvida nos sindicatos, liderados por células ativas de partidos da extrema-esquerda, não dignifica o sindicalismo nem quem trabalha, antes o radicaliza.
Neste nosso tempo, que não esperávamos que surgisse, há que se ser bom jogador. Continuamos a precisar de um New Deal para ver se chegamos lá, onde há céu azul e esperança no olhar e não ódio ou vingança.
Agora estou a lembrar-me da senhora dos Verdes. Diz que vai apresentar uma moção de censura ao governo. Mas este partido nunca apareceu sozinho às eleições. Qual a sua força e verdade políticas?
sexta-feira, junho 28, 2013
Estas horas que vamos vivendo!
Os dias passam. O tempo está em constante mudança. Nós vamos acompanhando este "passar" sem obter as respostas que desejamos.
Ouvir o Brasil e a Copa das Confederações, ou lá como se designa, é reconhecer as insuficiências sociais que aquele país apresenta. Grande Brasil. Construção portuguesa de séculos. Conquistou o seu próprio caminho na imensidão geográfica do seu território.
E agora? Há que atender à voz dos que mais necessitam. Já temos experiência nesse domínio. Importem os nossos políticos que eles encontram a solução. Depois podem ficar a dever montanhas de dinheiro. Mas vão lá.
Aqui tivemos a Greve-Geral. Já vamos na não-sei-quantas. Assunto principal: derrubar o governo e exigir eleições. Para quê? Não tenho nada a ver com os que nos governam. Mas aceitei e continuo a aceitar o regime. Há que o assumir. É preciso lutar contra as desigualdades e austeridades. Não resolvem o problema. Antes fazem parte dele. Mas a haver derrube do governo e a serem realizadas eleições o que teremos? As sondagens e a constatação que faço no meio em que vivo dão o mesmo: não há maiorias a sair de um novo processo eleitoral. Mais grave ainda: o partido a colher maior número de votantes será o PS, mas não terá maioria para governar. A seguir a ele e muito perto estará o PSD. Bonito. Nas manifestações e greves parece que há a tentativa de imposição de um processo político a ser dirigido pelo PCP e, já agora, pelo BE. Eles falam em nome do povo: "o nosso povo reclama o derrube do governo", "os portugueses querem outra maioria". E por aí fora. Juntam-se militantes em vários pontos do país, fazem-se manifestações, grita-se, e lá está o nosso povo e o nosso país.
Continuo com o mesmo conceito: as alternativas têm que ser credíveis e aplicáveis à situação que vivemos. Berrar, desculpem, falar, por "um novo amanhã que canta" exige propostas e ações concretas em que possamos ver o que se vai fazer.
Como vão cumprir as promessas de fim da austeridade, saída do euro, tributar os ricos e as empresas, aliviar os trabalhadores, dar-lhes o direito ao trabalho e à justa remuneração?
Com estas "ações de luta" direcionadas para um projeto político só se consegue o reforço da direita e dos seus representantes. Há que ser mais explícito e mais concreto.
O Mundo mudou, haja uma nova esquerda que nos traga respostas mais inteligentes e mais credíveis.
Ouvir o Brasil e a Copa das Confederações, ou lá como se designa, é reconhecer as insuficiências sociais que aquele país apresenta. Grande Brasil. Construção portuguesa de séculos. Conquistou o seu próprio caminho na imensidão geográfica do seu território.
E agora? Há que atender à voz dos que mais necessitam. Já temos experiência nesse domínio. Importem os nossos políticos que eles encontram a solução. Depois podem ficar a dever montanhas de dinheiro. Mas vão lá.
Aqui tivemos a Greve-Geral. Já vamos na não-sei-quantas. Assunto principal: derrubar o governo e exigir eleições. Para quê? Não tenho nada a ver com os que nos governam. Mas aceitei e continuo a aceitar o regime. Há que o assumir. É preciso lutar contra as desigualdades e austeridades. Não resolvem o problema. Antes fazem parte dele. Mas a haver derrube do governo e a serem realizadas eleições o que teremos? As sondagens e a constatação que faço no meio em que vivo dão o mesmo: não há maiorias a sair de um novo processo eleitoral. Mais grave ainda: o partido a colher maior número de votantes será o PS, mas não terá maioria para governar. A seguir a ele e muito perto estará o PSD. Bonito. Nas manifestações e greves parece que há a tentativa de imposição de um processo político a ser dirigido pelo PCP e, já agora, pelo BE. Eles falam em nome do povo: "o nosso povo reclama o derrube do governo", "os portugueses querem outra maioria". E por aí fora. Juntam-se militantes em vários pontos do país, fazem-se manifestações, grita-se, e lá está o nosso povo e o nosso país.
Continuo com o mesmo conceito: as alternativas têm que ser credíveis e aplicáveis à situação que vivemos. Berrar, desculpem, falar, por "um novo amanhã que canta" exige propostas e ações concretas em que possamos ver o que se vai fazer.
Como vão cumprir as promessas de fim da austeridade, saída do euro, tributar os ricos e as empresas, aliviar os trabalhadores, dar-lhes o direito ao trabalho e à justa remuneração?
Com estas "ações de luta" direcionadas para um projeto político só se consegue o reforço da direita e dos seus representantes. Há que ser mais explícito e mais concreto.
O Mundo mudou, haja uma nova esquerda que nos traga respostas mais inteligentes e mais credíveis.
quarta-feira, junho 19, 2013
Vamos mudar o "Mundo"!
O Título não será o que parece. Mas há necessidade de mudanças. Não só para nós aqui estacionados na beira do Atlântico e com os cais de memória posicionados em horizontes já passados. Talvez que na fímbria da nossa herança haja motivos para questionar o presente.
Temos agora a contestação dos brasileiros. Há muito adormecida sobre os direitos sociais e económicos eis que a grande nação sul-americana se levanta. Esperamos por bom senso e objetividade. Também na Turquia. E por aí fora.
O Mundo está em mudança e há quem não queira ver isso. As novas tecnologias colocam os acontecimentos à nossa porta a cada instante. Podemos mesmo interferir neles e participar das questões. Aí está o novo processo de comunicação: o emissor é múltiplo. O contexto da mensagem permite várias interpretações e o recetor recebe várias propostas e centra-se na que mais o sugestiona.
Para nós a crise não sai. Espreme-se o povinho (funcionários públicos) arrancam-se os rendimentos e nada!
Será que não se percebe a mudança? O comunismo - nas suas várias aplicações - desapareceu, auto-devorou-se. Os que diziam que iam criar o homem-novo foram derrubados por ele.
O capitalismo rejubilou. Mas esqueceu-se do que aí vinha. A vitória foi para os senhores do capital financeiro - já não o industrial ou comercial. O financeiro diz que só importa aplicar dinheiro onde dê o maior lucro. Há muitas leis sobre a produção, o trabalho, a proteção social? Muda-se a empresa ou fábrica- Para onde?
Para os países onde isso nunca existiu, leia-se China, Bangladesh, Índia e outros.
Depois trazem-se os produtos para se vender na Europa e nos Estados Unidos. Aqui há leis que exigem um comportamento social e económico respeitador do trabalhador e do consumidor. Estas leis e outras obrigações encarecem a produção. Lá nada disso. Há leis sindicais. Os trabalhadores reclamam, protestam, fazem greves. Lá nada.
E agora?
Nunca mais saímos da crise porque não temos produção suficiente para garantir impostos que sustentem o Estado.
A resposta do Estado (dos que o dirigem)e das empresas é a de se cortar nos pagamentos, nas pensões, nos direitos de quem trabalha e já trabalhou.
Já que há tantos prémios Nobel invente-se mais um para estes seres inteligentes. Olhem que eles se perdem!
Temos agora a contestação dos brasileiros. Há muito adormecida sobre os direitos sociais e económicos eis que a grande nação sul-americana se levanta. Esperamos por bom senso e objetividade. Também na Turquia. E por aí fora.
O Mundo está em mudança e há quem não queira ver isso. As novas tecnologias colocam os acontecimentos à nossa porta a cada instante. Podemos mesmo interferir neles e participar das questões. Aí está o novo processo de comunicação: o emissor é múltiplo. O contexto da mensagem permite várias interpretações e o recetor recebe várias propostas e centra-se na que mais o sugestiona.
Para nós a crise não sai. Espreme-se o povinho (funcionários públicos) arrancam-se os rendimentos e nada!
Será que não se percebe a mudança? O comunismo - nas suas várias aplicações - desapareceu, auto-devorou-se. Os que diziam que iam criar o homem-novo foram derrubados por ele.
O capitalismo rejubilou. Mas esqueceu-se do que aí vinha. A vitória foi para os senhores do capital financeiro - já não o industrial ou comercial. O financeiro diz que só importa aplicar dinheiro onde dê o maior lucro. Há muitas leis sobre a produção, o trabalho, a proteção social? Muda-se a empresa ou fábrica- Para onde?
Para os países onde isso nunca existiu, leia-se China, Bangladesh, Índia e outros.
Depois trazem-se os produtos para se vender na Europa e nos Estados Unidos. Aqui há leis que exigem um comportamento social e económico respeitador do trabalhador e do consumidor. Estas leis e outras obrigações encarecem a produção. Lá nada disso. Há leis sindicais. Os trabalhadores reclamam, protestam, fazem greves. Lá nada.
E agora?
Nunca mais saímos da crise porque não temos produção suficiente para garantir impostos que sustentem o Estado.
A resposta do Estado (dos que o dirigem)e das empresas é a de se cortar nos pagamentos, nas pensões, nos direitos de quem trabalha e já trabalhou.
Já que há tantos prémios Nobel invente-se mais um para estes seres inteligentes. Olhem que eles se perdem!
quinta-feira, junho 13, 2013
Big Brother! USA Today
A História do candidato a agente secreto que fugiu dos EUA para Hong Kong parece ser muito surrealista.
Fugiu para denunciar que havia a gravação e estudo das comunicações de toda a gente. Aí nos States faz-se a espionagem das conversações e mensagens, emails e outros de toda a gente. Há o perigo dos ataques terroristas. Dizem e defendem-se com a informação de que com essa forma de agir já conseguiram evitar alguns ataques. Não duvido ou não tenho elementos para duvidar. Mas ouvir e gravar toda a gente?
Não estaremos perante um caso de violação das liberdades individuais? É claro que falam em segurança nacional. Mas o dito violador dos segredos, porque esse processo de vigilância das comunicações era secreto, esse fugiu com elementos. Mas como o fez? Ao que consegui ler não passava de um técnico menor de uma empresa subcontratada. Mas tinha acesso a segredos? Então vigia-se os outros e deixa-se o que se tem à mão de semear?
Esta Aldeia Global em que vivemos tem destas coisas. A eterna vigilância em busca do mal conduz a coisas que não são compatíveis com a liberdade dos cidadãos e do seu direito à privacidade. Geoges Orwell escrevia sobre o ano de 1984 (se não me engano) e aí introduzia a figura do Grande Irmão. Aproveitou o processo estalinista de controlo do povo russo e soviético para prefigurar estas formas de funcionamento do Estado.
Esperemos que haja o cuidado de se articular a segurança nacional dos países com os direitos dos cidadãos.
Fugiu para denunciar que havia a gravação e estudo das comunicações de toda a gente. Aí nos States faz-se a espionagem das conversações e mensagens, emails e outros de toda a gente. Há o perigo dos ataques terroristas. Dizem e defendem-se com a informação de que com essa forma de agir já conseguiram evitar alguns ataques. Não duvido ou não tenho elementos para duvidar. Mas ouvir e gravar toda a gente?
Não estaremos perante um caso de violação das liberdades individuais? É claro que falam em segurança nacional. Mas o dito violador dos segredos, porque esse processo de vigilância das comunicações era secreto, esse fugiu com elementos. Mas como o fez? Ao que consegui ler não passava de um técnico menor de uma empresa subcontratada. Mas tinha acesso a segredos? Então vigia-se os outros e deixa-se o que se tem à mão de semear?
Esta Aldeia Global em que vivemos tem destas coisas. A eterna vigilância em busca do mal conduz a coisas que não são compatíveis com a liberdade dos cidadãos e do seu direito à privacidade. Geoges Orwell escrevia sobre o ano de 1984 (se não me engano) e aí introduzia a figura do Grande Irmão. Aproveitou o processo estalinista de controlo do povo russo e soviético para prefigurar estas formas de funcionamento do Estado.
Esperemos que haja o cuidado de se articular a segurança nacional dos países com os direitos dos cidadãos.
quarta-feira, junho 05, 2013
Uma Aldeia Global esquecida?
Estou a ler o livro de Martin Page: A Primeira Aldeia Global - como Portugal mudou o mundo. Não estva à espera do texto que compõe a história. O autor, jornalista e escritor conceituado, reformula o contexto da História de Portugal, apresentando-a sobre uma nova perspectiva. O seu olhar de jornalista e escritor acrescenta novas formas de entendimento da história portuguesa que não eram divulgados ou sequer enunciados.
Do que já li considero o trabalho de investigação e a redação como um dos grandes acontecimentos literários. Martin Page inicia uma viagem fabulosa sobre este território ocidental da Europa e coloca os homens e as mulheres no seu sítio. Dá vida a uma realidade que esteve sempre presente mas que foi adulterada.
Um dos princípios que considero fundamentais para o exercício de historiador é o da independência perante os factos, rigor com as fontes e interpretação cuidada e objetiva. É o que consigo perceber da obra. Daí o meu respeito pelo trabalho.
No nosso país temos tido uma História feita ao gosto e comando dos que julgam ter o Poder. Sempre se praticou a história panegírica, aduladora, encomiasta e feita de acordo com o olhar de quem a escreve. Um dos exemplos mais evidentes da manipulação da história nacional foi a conduta do Estado Novo, de Oliveira Salazar e companheiros de jornada. O pressuposto essencial: Deus, Pátria e Família, levou à construção do país de heróis e santos. Ao contrário a História dos progressistas ou esquerdistas - não estou a menosprezar o valor e conhecimentos de cada um (sim, é bom dizer isto)- assentando no materialismo histórico e princípios afins, procura denegrir o passado com conceitos de verdade que também só procuram um olhar direcionado para a sua utopia.
Ler Martin Page é acompanhar uma viagem desprendida de manipulações e de sujeição a regras e princípios pré-determinados. Vale a pena.
Do que já li considero o trabalho de investigação e a redação como um dos grandes acontecimentos literários. Martin Page inicia uma viagem fabulosa sobre este território ocidental da Europa e coloca os homens e as mulheres no seu sítio. Dá vida a uma realidade que esteve sempre presente mas que foi adulterada.
Um dos princípios que considero fundamentais para o exercício de historiador é o da independência perante os factos, rigor com as fontes e interpretação cuidada e objetiva. É o que consigo perceber da obra. Daí o meu respeito pelo trabalho.
No nosso país temos tido uma História feita ao gosto e comando dos que julgam ter o Poder. Sempre se praticou a história panegírica, aduladora, encomiasta e feita de acordo com o olhar de quem a escreve. Um dos exemplos mais evidentes da manipulação da história nacional foi a conduta do Estado Novo, de Oliveira Salazar e companheiros de jornada. O pressuposto essencial: Deus, Pátria e Família, levou à construção do país de heróis e santos. Ao contrário a História dos progressistas ou esquerdistas - não estou a menosprezar o valor e conhecimentos de cada um (sim, é bom dizer isto)- assentando no materialismo histórico e princípios afins, procura denegrir o passado com conceitos de verdade que também só procuram um olhar direcionado para a sua utopia.
Ler Martin Page é acompanhar uma viagem desprendida de manipulações e de sujeição a regras e princípios pré-determinados. Vale a pena.
sábado, junho 01, 2013
Arte Contemporânea em Barcelona.
Como era de prever aqui estamos de novo na cidade das motas. A Barcelona do Barça e outras coisas mais. Muito mais, claro. Desta vez temos segmentado a nossa saída. Pegamos no Roteiro, selecionamos um ou mais sítios e aí vamos nós. A viagem é de autocarro. Comprámos os tiquetes e aprendemos o número das linhas que nos interessam.
Desta vez fomos ao Museu de Arte Contemporânea de Barcelona. Um edifício bem conseguido arquitetonicamente. Linhas direitas, branco. Salas amplas, convidativas.
Visitámos demoradamente o espaço. A Arte Contemporânea deve ser entendida no conjunto de circunstâncias que a fizeram surgir.
Não conhecíamos Eulália Grau. Percorremos as suas colagens e representações através da imprensa. O seu sentido de contestação e a oposição aos regimes capitalistas. A verdadeira sensação está em ver diretamente o trabalho produzido. A própria artista refere: "Nunca he pintado ángeles dourados" (em língua catalã). Daí parte para a crítica à polícia, às prisões, à escola às relações laborais.
Um dos pensamentos que me ocorreu, hoje em que estamos no ano 2013, foi o de que os artistas modernistas e contemporâneos, que contestaram a ordem existente através da sua capacidade criadora, devem ser vistos com um novo olhar.
Ao seu tempo a crítica e a oposição iam para os modelos capitalistas, ditos imperialistas. Mas não olhavam para o outro lado, para os de regime comunista: A URSS, a China e os seus satélites. Aí desenvolvia-se uma feroz perseguição à liberdade e à livre criação e livre pensamento. Mas os nossos artistas olhavam para a direita e não para a esquerda.
As revelações que se sucederam sobre essa dita esquerda, a queda do muro de Berlim e o horror que escondia, o desaparecimento, como fumo levado pelo vento, da chamada URSS, as alterações drásticas na China e a revelação dos crimes de Mao, tudo nos traz uma noção da luta pela liberdade que não se realiza apenas num campo.
Ainda não escrevo sobre a Cuba do famoso Fidel. Uma nação sugeita ao domínio de uma oligarquia que se mantém há mais de 60 anos.
Junto umas imagens do espaço, que é bom de se visitar e conhecer.


Desta vez fomos ao Museu de Arte Contemporânea de Barcelona. Um edifício bem conseguido arquitetonicamente. Linhas direitas, branco. Salas amplas, convidativas.
Visitámos demoradamente o espaço. A Arte Contemporânea deve ser entendida no conjunto de circunstâncias que a fizeram surgir.
Não conhecíamos Eulália Grau. Percorremos as suas colagens e representações através da imprensa. O seu sentido de contestação e a oposição aos regimes capitalistas. A verdadeira sensação está em ver diretamente o trabalho produzido. A própria artista refere: "Nunca he pintado ángeles dourados" (em língua catalã). Daí parte para a crítica à polícia, às prisões, à escola às relações laborais.
Um dos pensamentos que me ocorreu, hoje em que estamos no ano 2013, foi o de que os artistas modernistas e contemporâneos, que contestaram a ordem existente através da sua capacidade criadora, devem ser vistos com um novo olhar.
Ao seu tempo a crítica e a oposição iam para os modelos capitalistas, ditos imperialistas. Mas não olhavam para o outro lado, para os de regime comunista: A URSS, a China e os seus satélites. Aí desenvolvia-se uma feroz perseguição à liberdade e à livre criação e livre pensamento. Mas os nossos artistas olhavam para a direita e não para a esquerda.
As revelações que se sucederam sobre essa dita esquerda, a queda do muro de Berlim e o horror que escondia, o desaparecimento, como fumo levado pelo vento, da chamada URSS, as alterações drásticas na China e a revelação dos crimes de Mao, tudo nos traz uma noção da luta pela liberdade que não se realiza apenas num campo.
Ainda não escrevo sobre a Cuba do famoso Fidel. Uma nação sugeita ao domínio de uma oligarquia que se mantém há mais de 60 anos.
Junto umas imagens do espaço, que é bom de se visitar e conhecer.
domingo, maio 26, 2013
Economia e Política!
É deveras curioso conseguir compreender a ligação entre a economia e a política. O que importa será definir a relação de dependência entre elas: será a política dependente da economia ou será o contrário? Razão dos contrários, eis a razão principal!
Há dias acompanhei parte da entrevista do Sr. Bagão Felix, que de entre os vários títulos que tem acrescenta o de ministro das finanças. A sua intervenção era crítica relativamente ao atual Governo. Mas, vai daí, e com o maior desplante de cientista económico e financeiro apresenta um gráfico. Junta o número de funcionários do Estado com os aposentados da Caixa Geral e da Segurança Social, soma os beneficiários do Rendimento Mínimo e apresenta um número superior a 5.000.000 de pessoas. Acrescenta a seguir que há pouco mais de 3.000.000 de trabalhadores do privado a fazer descontos (impostos). Bonito e muito informativo. Mas para esclarecer o que quer dizer acrescenta que só há 3.000.000 a contribuir e que o número dos dependentes do Estado é incomportável. Grande economista e financeiro. Vamos por partes: será que é possível a um Estado funcionar sem trabalhadores? Esses trabalhadores não terão direito a uma remuneração pelo serviço que prestam? Não lhes são descontados impostos? No fim da sua carreira contributiva e depois de atingida a idade da reforma não terão direito a ela? O Estado, qualquer Estado, não tem obrigações perante os seus trabalhadores?
Conclusão: para o Sr. Bagão Felix o Estado não é uma entidade patronal com as obrigações legais de todas as entidades patronais. Mais: os trabalhadores do Estado (leia-se funcionários públicos) não têm direitos nem regalias. Acrescente-se que as obrigações resultantes das pensões que se pagam (houve descontos mensais nos salários feitos de acordo com o montante mensal recebido)são um peso e não podem suportar-se. Já não falo na sua conceção sobre os direitos sociais.
A Política deve ser a norma principal de conduta para quem gere os negócios públicos do Estado. Mas os políticos devem ser rigorosos no exercício das suas funções. Tudo o resto deve estar dependente dessa relação.
Também há dias li uma declaração dos economistas que tinham um artigo científico sobre a questão da solvência dos países com dívidas superiores a 90% do PIB. O que tinham escrito estava errado por haver um erra de cálculo. No entanto os autores apareciam a dizer que o erro, que já tinham emendado, não era suficiente para anular as suas conclusões. O que estava errado é que os políticos tinham aproveitado o seu estudo para introduzir justificações à ação que estavam a desenvolver (viva o nosso Gaspar).
O chamado Mundo-Global está a adulterar a nossa realidade e o nosso direito à segurança e bem-estar.
Há dias acompanhei parte da entrevista do Sr. Bagão Felix, que de entre os vários títulos que tem acrescenta o de ministro das finanças. A sua intervenção era crítica relativamente ao atual Governo. Mas, vai daí, e com o maior desplante de cientista económico e financeiro apresenta um gráfico. Junta o número de funcionários do Estado com os aposentados da Caixa Geral e da Segurança Social, soma os beneficiários do Rendimento Mínimo e apresenta um número superior a 5.000.000 de pessoas. Acrescenta a seguir que há pouco mais de 3.000.000 de trabalhadores do privado a fazer descontos (impostos). Bonito e muito informativo. Mas para esclarecer o que quer dizer acrescenta que só há 3.000.000 a contribuir e que o número dos dependentes do Estado é incomportável. Grande economista e financeiro. Vamos por partes: será que é possível a um Estado funcionar sem trabalhadores? Esses trabalhadores não terão direito a uma remuneração pelo serviço que prestam? Não lhes são descontados impostos? No fim da sua carreira contributiva e depois de atingida a idade da reforma não terão direito a ela? O Estado, qualquer Estado, não tem obrigações perante os seus trabalhadores?
Conclusão: para o Sr. Bagão Felix o Estado não é uma entidade patronal com as obrigações legais de todas as entidades patronais. Mais: os trabalhadores do Estado (leia-se funcionários públicos) não têm direitos nem regalias. Acrescente-se que as obrigações resultantes das pensões que se pagam (houve descontos mensais nos salários feitos de acordo com o montante mensal recebido)são um peso e não podem suportar-se. Já não falo na sua conceção sobre os direitos sociais.
A Política deve ser a norma principal de conduta para quem gere os negócios públicos do Estado. Mas os políticos devem ser rigorosos no exercício das suas funções. Tudo o resto deve estar dependente dessa relação.
Também há dias li uma declaração dos economistas que tinham um artigo científico sobre a questão da solvência dos países com dívidas superiores a 90% do PIB. O que tinham escrito estava errado por haver um erra de cálculo. No entanto os autores apareciam a dizer que o erro, que já tinham emendado, não era suficiente para anular as suas conclusões. O que estava errado é que os políticos tinham aproveitado o seu estudo para introduzir justificações à ação que estavam a desenvolver (viva o nosso Gaspar).
O chamado Mundo-Global está a adulterar a nossa realidade e o nosso direito à segurança e bem-estar.
quinta-feira, maio 23, 2013
Portugal - Guerra aberta aos pensionistas!
Pois está mesmo a ver-se e a sentir-se. Há uma tentativa aberta e não disfarçada de se tapar o sol com a peneira. O Portas - lembram-se do dito eleitoral: "passos de coelho e portas a bater?" - que vem a dizer e proclamar que tem uma linha vermelha. Ele o homem do azul centrista a classificar-se de vermelho? A sua guerra contra a chamada tsu dos pensionistas não é mais do que um disfarce para o ataque total aos pensionistas do Estado. Aí é que está a ação mais devastadora possível para o rendimento de quem realizou uma atividade profissional no Estado (o português, pois claro). A chamada convergência das pensões do público com o privado não é para beneficiar o privado mas sim para destruir o rendimento dos que serviram no público.
Há que se esclarecer que no serviço público as categorias profissionais funcionavam e funcionam sem alterações de anos ou tempos. Há um escalão que corresponde a um vencimento, que progridem ao longo da carreira. Assim não há e não houve anos de maior ou menor rendimento, consoante a carreira e a entidade a que se prestou serviço. O cálculo da pensão foi sobre esses montantes auferidos ao longo da carreira contributiva. Agora falar em igualdade para impor a "convergência" é introduzir nas regras de conduta obrigatória entre entidade patronal e entidade laboral, um discurso que nunca existiu. E dizem que é com buscas para trás - retroatividade. Como?
Há no horizonte fumos negros e castanhos. Também podem colocar uns amarelos e vermelhos. Os tambores da guerra parecem ouvir-se no negrume da insensatez.
Há que se esclarecer que no serviço público as categorias profissionais funcionavam e funcionam sem alterações de anos ou tempos. Há um escalão que corresponde a um vencimento, que progridem ao longo da carreira. Assim não há e não houve anos de maior ou menor rendimento, consoante a carreira e a entidade a que se prestou serviço. O cálculo da pensão foi sobre esses montantes auferidos ao longo da carreira contributiva. Agora falar em igualdade para impor a "convergência" é introduzir nas regras de conduta obrigatória entre entidade patronal e entidade laboral, um discurso que nunca existiu. E dizem que é com buscas para trás - retroatividade. Como?
Há no horizonte fumos negros e castanhos. Também podem colocar uns amarelos e vermelhos. Os tambores da guerra parecem ouvir-se no negrume da insensatez.
sexta-feira, maio 10, 2013
Lisboa e Joana Vasconcelos
Agora é que a coisa muda. A Exposição de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda traz uma realidade que permite leituras novas. A arte de se transformar os objetos do quotidiano em coisas lindas não é para amadores. JV dá-nos a sensação da construção de novos espaços e de novas formas de entendimento daquilo que somos e desejamos vir a ser. O Palácio da Ajuda, residência do Rei D. Luís, aquele que foi rei por acaso - o irmão morreu doente - é uma construção que ainda mantém a sua "vida própria". Os trabalhos artísticos de Joana V
asconcelos introduzem-se sem perturbar a ordem, antes modificando-a e acrescentando-lhe uma leitura mais inovadora.
O Tejo, o mar da palha e Lisboa. A volta pelas suas águas mostra-nos uma Lisboa diferente. Seguramente esta nossa cidade não foi feita para ser vista do rio. Mas casa-se com ele. Sem grandes alardes ou imponências.
A Torre manuelina lá está. Hoje vigilante mudo e quieto. Mas vigilante. O Padrão henriquino, afirmação do estado Novo, parece romper as águas e partir para uma viagem de aventura e descoberta.
Vale a pena a visita. O Azul do céu de Maio traz um grito de esperança. Não sei em quê! Mas traz.







O Tejo, o mar da palha e Lisboa. A volta pelas suas águas mostra-nos uma Lisboa diferente. Seguramente esta nossa cidade não foi feita para ser vista do rio. Mas casa-se com ele. Sem grandes alardes ou imponências.
A Torre manuelina lá está. Hoje vigilante mudo e quieto. Mas vigilante. O Padrão henriquino, afirmação do estado Novo, parece romper as águas e partir para uma viagem de aventura e descoberta.
Vale a pena a visita. O Azul do céu de Maio traz um grito de esperança. Não sei em quê! Mas traz.
terça-feira, maio 07, 2013
Um Tempo Complicado!
Estas "Conversas em Família" que estes nossos primeiro e segundo ministros trazem, são de incluir no conjunto das regras do absurdo.
Agora se continua com o mesmo procedimento: para encolher a despesa pública tira-se o rendimento aos funcionários e pensionistas. Mas que forma de Governo é esta que se utiliza a diminuição dos ganhos de quem trabalha para provocar crescimento? De quem?
O despudor - aqui até estou a utilizar frases bonitas - com que trabalham no corte dos rendimentos pessoais é esclarecedor da sua arrogância e respeito pelos outros.
Todos fazem contas e apresentam soluções. Continuo com o mesmo princípio: o que pretendo são propostas válidas e credíveis. Nesta linha de conduta estou a recordar as declarações do Sr. do PCP. "Pedimos a todos os democratas e camaradas que ajudem a derrubar este Governo". Como? o PCP teve cerca de 11% da votação em eleições livres e democráticas. Os ditos do Governo têm maioria absoluta. Qual será a forma mais adequada para alterar as políticas seguidas e qual o tempo para o fazer? As próximas eleições são em 2015. Agora temos as autárquicas.
Parece-me que falta sentido da realidade aos nossos políticos. fazem marchas, organizam manifestações, protestos. Até aparecem a misturar-se com manifestações genuínas das populações em protesto.
Enfim. Precisamos de uma dinâmica democrática, séria e realista, para defrontar esta guerra aberta contra os servidores do Estado e os Pensionistas.
Junto umas fotos. Que a Luz, a Cor e a Forma nos alegrem o pensamento e permitam o encontro de uma solução.
Aqui nos campo do Ribatejo e, mais ao lado, na cidade de Almeirim, as coisas parecem esquecidas. Espera-se o calor . Todos temos várias palavras a dizer.


Agora se continua com o mesmo procedimento: para encolher a despesa pública tira-se o rendimento aos funcionários e pensionistas. Mas que forma de Governo é esta que se utiliza a diminuição dos ganhos de quem trabalha para provocar crescimento? De quem?
O despudor - aqui até estou a utilizar frases bonitas - com que trabalham no corte dos rendimentos pessoais é esclarecedor da sua arrogância e respeito pelos outros.
Todos fazem contas e apresentam soluções. Continuo com o mesmo princípio: o que pretendo são propostas válidas e credíveis. Nesta linha de conduta estou a recordar as declarações do Sr. do PCP. "Pedimos a todos os democratas e camaradas que ajudem a derrubar este Governo". Como? o PCP teve cerca de 11% da votação em eleições livres e democráticas. Os ditos do Governo têm maioria absoluta. Qual será a forma mais adequada para alterar as políticas seguidas e qual o tempo para o fazer? As próximas eleições são em 2015. Agora temos as autárquicas.
Parece-me que falta sentido da realidade aos nossos políticos. fazem marchas, organizam manifestações, protestos. Até aparecem a misturar-se com manifestações genuínas das populações em protesto.
Enfim. Precisamos de uma dinâmica democrática, séria e realista, para defrontar esta guerra aberta contra os servidores do Estado e os Pensionistas.
Junto umas fotos. Que a Luz, a Cor e a Forma nos alegrem o pensamento e permitam o encontro de uma solução.
Aqui nos campo do Ribatejo e, mais ao lado, na cidade de Almeirim, as coisas parecem esquecidas. Espera-se o calor . Todos temos várias palavras a dizer.
sexta-feira, maio 03, 2013
USA Today!?
A notícia vai correndo por tudo quanto é papel escrito, blogosfera, net, espaço mediático e afins. Nos Estados Unidos uma criança de 5 anos matou a tiro a irmã de 2. É isso mesmo. também fui confirmar e reli. Mas não havia engano.
A história do caso é a explicação real do "way of life" norte-americano: todos têm o que querem e ter armas faz parte da sua cultura. Então porque andam para aí a matar a gente de outras terras e lugares segundo o princípio da "democracia e respeito pelos direitos humanos?".
Os pais das crianças dizem que não sabiam que a arma estava carregada. Mas ofereceram a arma à criança de 5 anos e ensinaram-na a utilizar o artefacto. A mãe diz que se ausentou por três minutos. Aí está: em três minutos uma criança vai buscar uma espingarda - que é feita propositadamente para crianças (brinquedo lindo) - aponta-a à irmã e dispara. Já se perguntaram o que será, a partir de agora, a vida do menino de 5 anos? E o direito à vida daquela criança de 2 que deveria ter quem a ajudasse e protegesse?
Vai muito longa a discussão naquele país a propósito das armas. Impressiona o discurso dos que dizem que as ditas fazem parte da sua cultura e que o que há é ter cautela. É incrível o desprezo pela vida e segurança das pessoas. Armas todos os países têm. Carregar no gatilho e disparar toda a gente pode fazer. O que importa é saber se é um direito universal cada um possuir esses instrumentos de morte e utilizá-los como lhe apetecer. Os exemplos são tantos que importa perguntar: afinal onde é que estão os terroristas?
A história do caso é a explicação real do "way of life" norte-americano: todos têm o que querem e ter armas faz parte da sua cultura. Então porque andam para aí a matar a gente de outras terras e lugares segundo o princípio da "democracia e respeito pelos direitos humanos?".
Os pais das crianças dizem que não sabiam que a arma estava carregada. Mas ofereceram a arma à criança de 5 anos e ensinaram-na a utilizar o artefacto. A mãe diz que se ausentou por três minutos. Aí está: em três minutos uma criança vai buscar uma espingarda - que é feita propositadamente para crianças (brinquedo lindo) - aponta-a à irmã e dispara. Já se perguntaram o que será, a partir de agora, a vida do menino de 5 anos? E o direito à vida daquela criança de 2 que deveria ter quem a ajudasse e protegesse?
Vai muito longa a discussão naquele país a propósito das armas. Impressiona o discurso dos que dizem que as ditas fazem parte da sua cultura e que o que há é ter cautela. É incrível o desprezo pela vida e segurança das pessoas. Armas todos os países têm. Carregar no gatilho e disparar toda a gente pode fazer. O que importa é saber se é um direito universal cada um possuir esses instrumentos de morte e utilizá-los como lhe apetecer. Os exemplos são tantos que importa perguntar: afinal onde é que estão os terroristas?
quarta-feira, abril 17, 2013
O Vira da Troika!
Nesta primavera ensolarada eis que nos trazem novas de tempos de agrura e revolta. Continuamos com a Troika às costas. E que bem nos carrega nas ilhargas. Estou a lembrar-me do Zé Povinho de Rafael Bordalo Pinheiro.
As novas medidas, que de novas não têm nada, estão para decorar a nossa sala de estar. E que linda decoração. Mais uma vez os funcionários do Estado (a que isto chegou) vão sofrer quebras de rendimento. Eu propunha a criação da Associação dos Pedintes do Estado (a AsPED), talvez conseguíssemos alguma coisa mais.
Tenho à mão o livro "O Mendigo e Outros Contos", de Fernando Pessoa, um trabalho de recolha e identificação feito e editado por Ana Maria Freitas. Aí temos um Pessoa filosófico em diálogos interiores que bem poderiam ser de hoje.
Temos gente, muita gente, que sabe pensar e realizar, mas só aparecem depois de mortos ou, então, emigram.
Continuo a ouvir e ver as ações dos nossos representantes políticos. Será que continuam a não ver a realidade real? Cada um faz o seu discurso como se tivesse a solução ali, já ao virar da esquina.
As medidas para o Ensino, para o funcionalismo público e para os trabalhadores por conta de outrem não ajudam ninguém a não ser os nossos pagadores e credores.
Será que anda não entenderam que os senhores da massa da Comunidade (os países nórdicos) não querem arriscar em nós e se estão, literalmente, borrifando para o que passamos?
Está-me a parecer que isto já não vai com mezinhas da tia Maria. Também me parece que não é possível adivinhar o que aí vem. Talvez seja mais lógico referir o que já cá está.
Agora estou de novo por terras transmontanas. Aqui em Vila Real faz calor. O sol inunda tudo de luz e cor e dá a sensação da verdadeira primavera. As montanhas apresentam-se erguidas e distantes, sobranceiras à urbe. A leitura será a que se quiser: montanhas são sinal de força e de resistência, ou sinal de imobilismo e prisão?
Os chineses têm um provérbio milenar: Por trás de uma montanha há sempre outra montanha muito maior.
As novas medidas, que de novas não têm nada, estão para decorar a nossa sala de estar. E que linda decoração. Mais uma vez os funcionários do Estado (a que isto chegou) vão sofrer quebras de rendimento. Eu propunha a criação da Associação dos Pedintes do Estado (a AsPED), talvez conseguíssemos alguma coisa mais.
Tenho à mão o livro "O Mendigo e Outros Contos", de Fernando Pessoa, um trabalho de recolha e identificação feito e editado por Ana Maria Freitas. Aí temos um Pessoa filosófico em diálogos interiores que bem poderiam ser de hoje.
Temos gente, muita gente, que sabe pensar e realizar, mas só aparecem depois de mortos ou, então, emigram.
Continuo a ouvir e ver as ações dos nossos representantes políticos. Será que continuam a não ver a realidade real? Cada um faz o seu discurso como se tivesse a solução ali, já ao virar da esquina.
As medidas para o Ensino, para o funcionalismo público e para os trabalhadores por conta de outrem não ajudam ninguém a não ser os nossos pagadores e credores.
Será que anda não entenderam que os senhores da massa da Comunidade (os países nórdicos) não querem arriscar em nós e se estão, literalmente, borrifando para o que passamos?
Está-me a parecer que isto já não vai com mezinhas da tia Maria. Também me parece que não é possível adivinhar o que aí vem. Talvez seja mais lógico referir o que já cá está.
Agora estou de novo por terras transmontanas. Aqui em Vila Real faz calor. O sol inunda tudo de luz e cor e dá a sensação da verdadeira primavera. As montanhas apresentam-se erguidas e distantes, sobranceiras à urbe. A leitura será a que se quiser: montanhas são sinal de força e de resistência, ou sinal de imobilismo e prisão?
Os chineses têm um provérbio milenar: Por trás de uma montanha há sempre outra montanha muito maior.
domingo, março 31, 2013
Há Cheia no Tejo!
Agora que temos a Primavera de entrada surge o perigo das cheias. Há alguns anos que não se sentia. As alterações climáticas provocaram pouca chuva, as barragens retiveram a água, o desvio de águas em Espanha ajudou. Já parecia uma paisagem normal o rio Tejo, aqui por Santarém e Almeirim, ter as areias à mostra (o mesmo que dizer: ter a fralda à mostra).
Agora corre grosso e abundante. Parece um prazer novo ver o movimento das águas e a ocupação dos espaços marginais.
Flores crescem. Como sempre cresceram. Há um conforto de limpeza que parece estar para durar.
Desta vez os agricultores não se devem lamentar. Há água. E mesmo assim não sei, a mama dos subsídios está a acabar!
E que venham as águas e corram para o mar.
É caso para se dizer: limpos mas a ficar pobrezinhos.






Agora corre grosso e abundante. Parece um prazer novo ver o movimento das águas e a ocupação dos espaços marginais.
Flores crescem. Como sempre cresceram. Há um conforto de limpeza que parece estar para durar.
Desta vez os agricultores não se devem lamentar. Há água. E mesmo assim não sei, a mama dos subsídios está a acabar!
E que venham as águas e corram para o mar.
É caso para se dizer: limpos mas a ficar pobrezinhos.
quinta-feira, março 28, 2013
Sócrates: O Regressado!
E então? Ei-lo que regressa! Não o Sócrates de Atenas, o grego, que gregos não queremos, embora nos estejamos a ver nisso!. É José Sócrates que foi primeiro ministro antes deste Governo.
Causou espanto e reclamação. Não sei porquê! O nosso regime parece que ainda é democrático o que permite aos cidadãos intervir quando o desejarem. Mas os que protestaram será que se aperceberam do que fizeram? Então vai passar a ser moda reclamar com a presença dos que exerceram cargos políticos! Nesta linha de pensamento podemos perguntar o que se vai fazer ao nosso Passos e ao famoso Gaspar e Companhia?
Ouvi com atenção o que se disse na entrevista. A conclusão é que já devia ter falado há mais tempo. As revelações vieram esclarecer muitas dúvidas. Claro que para quem as quer ouvir.
Parem de escavar o buraco. Lógico e tão simples como isso. Mais austeridade aumenta o buraco da miséria e das falências; mais liberalidade aumenta o buraco da dívida. Então? Em que ficamos!?
Buraco por buraco prefiro não ver e sentir a miséria, o desemprego, o desespero da gente que procura um lugar, principalmente os jovens.
Porra! Parem de escavar e de aumentar a buraca!
Causou espanto e reclamação. Não sei porquê! O nosso regime parece que ainda é democrático o que permite aos cidadãos intervir quando o desejarem. Mas os que protestaram será que se aperceberam do que fizeram? Então vai passar a ser moda reclamar com a presença dos que exerceram cargos políticos! Nesta linha de pensamento podemos perguntar o que se vai fazer ao nosso Passos e ao famoso Gaspar e Companhia?
Ouvi com atenção o que se disse na entrevista. A conclusão é que já devia ter falado há mais tempo. As revelações vieram esclarecer muitas dúvidas. Claro que para quem as quer ouvir.
Parem de escavar o buraco. Lógico e tão simples como isso. Mais austeridade aumenta o buraco da miséria e das falências; mais liberalidade aumenta o buraco da dívida. Então? Em que ficamos!?
Buraco por buraco prefiro não ver e sentir a miséria, o desemprego, o desespero da gente que procura um lugar, principalmente os jovens.
Porra! Parem de escavar e de aumentar a buraca!
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