domingo, fevereiro 24, 2013

Todos à Procura!?

Aqui continuamos nesta "apagada e vil tristeza", com a devida vénia a Luís Vaz. Agora de novo se procura uma canção para motivar a contestação. Somos cantores? Nem por isso. Mas o Grândola Vila Morena de José Afonso, que começou por ser um poema de agradecimento à forma como o poeta/cantor foi recebido naquela cidade,agora surge como contestação mais soft.
Ainda guardo as palavras da Snr.ª Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Ordenamento do Território, e não sei que mais. Segundo ela é a agricultura que mais empregos tem. E disse isto com a glória de ser o seu Ministério a gerir a dita ocupação. Numa era da tecnologia e do avanço das ciências e de novos centros de riqueza, falar da agricultura como principal fonte de trabalho é proeza, só da Cristas.
Percorremos os nossos caminhos com uma carga pesada e pouco animadora. É ver as estatísticas, os números, gráficos e percentagens com que nos afogam a esperança no dia-a-dia. Gente fina, sabedora!
Neste Inverno que bem poderá continuar a ser o do descontentamento, não falta o frio e o vento. Os campos estão em mudança. Viva a agricultura. Aí vai uma imagem desta terra agora a ser verde: da cor do Limão (com umas azedas pelo meio).

domingo, fevereiro 10, 2013

Coreia do Norte! O inferno na Terra?

Terminei a leitura da obra "Dentro do Segredo" da autoria de José Luís Peixoto. Já conhecia o autor de outros trabalhos, mas este, a entrada no "Segredo" ultrapassou a noção da sua qualidade. Utilizando uma linguagem simples e esclarecedora o autor transporta-nos a uma irrealidade real. Para entrar num país é preciso deixar na fronteira o Telemóvel? Os livros e jornais, o rádio que se possa levar? Será que existe um País assim? Existe. É ali na península coreana. Mais esclarecedor: A Coreia do Norte.


A sucessão dos dias e da narrativa transporta-nos para uma sensação de claustrofobia e de horror. Como podem dominar um povo de mais de 22 milhões de seres? Humanos, seres humanos, é do que se trata.
A adoração fantasmagórica dos líderes, como se estes fossem a luz do dia, é coisa que se usava no antigo Egipto.
A existência de um Museu com objetos oferecidos ao grande líder e ao querido líder - assim é que se trata os ditos - parece demasiado surreal.
Ultimamente ouvimos que querem fazer testes nucleares para terem a bomba e atacarem o inimigo, os EUA.
Aconselho a leitura do trabalho de José Luís Peixoto. A Humanidade também tem aberrações, mas assim? durante tanto tempo e com os resultados que se conhecem?

As coisas que vemos.

Nestes dias na capital da Catalunha, Barcelona a das motas e das casas bonitas, fomos à descoberta. Gaudi e a sua visão futurista que nos deu uma Catedral - Basílica - que nos alivia. Visitar A Sarada Família é sentir uma conquista da Paz e da Simplicidade. No gigantismo das suas colunas há um sorriso de liberdade que muda o conceito de Religião.
Para melhor percebermos o sentimento transportado pela Basílic








a há que a visitar. As imagens podem dizer muito mas o sentimento verdadeiro só aparece com a presença direta.

domingo, janeiro 27, 2013

Barcelona - a cidade das "Motas"

Chegámos a Barcelona! Já com alívio pois o temporal em Lisboa deixou-nos a secar no aeroporto mais de 5 horas. Bem, parece que há situações piores, vamos lá com calma.
Barcelona é uma cidade com linhas retas. Às vezes parece Lisboa ou Amesterdão.As carreteras, as avingudas e os passeos (será assim?).
Mas o que me surpreende nesta cidade mediterrânica são as motas, lambretas e motos. Por todo o lado. Os estacionamentos estendem-se por todas as artérias. Fazem-me lembrar as cidades de Angola no antes da independência.
Já comecei a percorrer as suas ruas e avenidas. O Passeio de Gracia. A Praça de Catalunha, a La Pedrera de Gaudi. As formas e o traçado urbano são agradáveis e cativantes. Parece uma terra calma na calma dos seus moradores.
Há outra coisa a destacar. As mulheres andam com minissaias mesmo minis. Eu com frio. Encasacado e de calças grossas, elas de meias compridas. Isto é que é resistência.
Vão algumas imagens do que se vê. Como sempre a imagem do espaço comum, a urbe em vida!
Ainda haverá mais porque esta cidade se prolonga no tempo e no encontro de criações diversas.



quinta-feira, dezembro 20, 2012

Pobrezinhos mas resistentes!

A Resistência tem vários horizontes. Na fímbria de um deles será possível identificar uma solução ou caminho que nos alegre os dias e torne os passos mais seguros.
Estamos sempre de ouvido e olho no presente. Há gente que nos enche os sentidos com notícias e informações do que acontece aqui e ali. Como é possível assassinar tantas crianças numa Escola? Como se mata tantos adultos responsáveis desse mesmo espaço? Esse país, onde tudo acontece, continua a acontecer e vai permanecer assim, que direitos defende? Como educa a sua descendência? Cada vez mais percebo o sentido da guerra do Bush.
Para as famílias que sofreram o cúmulo do horror: ver mortas as suas crianças, vai um abraço fraterno e sentido!
Nós aqui vamos indo a pé-coxinho. O Estado dos Impostos que vamos ter obriga a uma reflexão profunda.
Como o Natal é aceite para a Família desejo um Bom Natal a todos. As afirmações de um Bom Ano, mais próspero e feliz, devem ser vistas com cuidado. Mas há exemplos que devemos seguir ou, então, compreender. Nas terras de S. Jorge, ilha açoreana, a conquista e o esforço humano mostram-nos a vitória perante a adversidade. Assim Um Bom Ano a sofrer com a coragem e sacrifício como tiveram as gentes daquela ilha comprida e alta.
As fajãns, línguas de terra que desabaram do alto, servem de morada e poiso. As rochas vulcanicas, a profundeza dos mares, tudo se utilizou par a sobrevivência. Um exemplo a ter em conta.

domingo, dezembro 09, 2012

De mala aviada

Ouvir e ver as notícias é coisa que surpreende. É claro que a surpresa já se torna habitual. Como classificar uma surpresa que já se experimentou? Mistério! Acontece então que ouvi há dias o nosso famoso Seguro, dito de seu nome António José (se não estou em erro). O que nos disse de surpresa o tonico? Simplesmente isto: estou preparado para ser governo (com estas ou outras palavras, mas o fim em vista será o mesmo).
Até agora não ouvi ou li nenhuma proposta de alternativa que tivesse apresentado e que fosse credível. Eu sou um cidadão que se considera de esquerda. Mas não me parece que a dita Esquerda possa querrer ser Governo sem uma Proposta alternativa credível e lógica. Exigir mais Tempo? Mais aberturas? Melhores juros? Como pode fazer destas afirmações uma Política de ação se quem tem o dinheiro e os que nele mandam não o permitem. Vamos dar porrada nos gajos se não aceitarem?
Perante este assalto aos nossos rendimentos, que trabalhámos para os ter, uma alternativa tem que ser consistente e ser para aplicação imediata. Não pode estar dependente de terceiros. Isso, de estar dependente de outros para um resultado, será para a nossa Seleção.
Guarda a mala e espera e aprende!

quinta-feira, novembro 22, 2012

Estamos com Gasparite aguda!

É assim mesmo. As receitas que nos são impostas, para o nosso repasto mensal e diário, ultrapassam o que seria esperado há uns tempos atrás. Retrocedendo a 2008 constato que já então visualizava um cenário bastante escuro para a nossa comum existência.
Agora continuo a estranhar a posição e afirmação do nosso mundo portugalense. O que nos importaria mais seria ouvir, ver e sentir medidas objetivas e concretas para ultrapassarmos o problema da dívida e seguirmos em frente, com certa "bonança" (ai os tempos da marinharia e dos slogans do Estado Novo).
Mas o que nos dizem e cantam são coisas não concretizáveis. Critica-se, defende-se, afirma-se, jura-se a pés juntos (viva a Inquisição) e não se diz nada de novo ou de satisfatório.
Gostaria de ouvir a quem faz oposição ao nosso primeiro - será que este sabe o que está a fazer? - apresentando soluções. No entanto o entanto é que falam e apresentam soluções irrealizáveis! Como vão proceder, se estiverem no Poder, para ultrapassar a fase crítica? Bem, o senhor do PS, o dito Seguro - pelo menos de nome - já aparece em S. Bento com um fato azul escuro e novo. Nunca o tinha visto com a dita fatiota. É para mostrar o quê?
Não falo sobre as medidas da CGTP, PCP e BE (sempre as mesmas e sempre o mesmo processo). Onde vão buscar o dinheiro que precisamos todos os dias? Continuo com o mesmo pensamento: o sindicalismo não pode ser ligado a organizações polític-partidárias. Veja-se o caso dos estivadores dos Portos (creio que de Lisboa, Setúbal e Aveiro). Fazem greve para exigir melhores condições. No entanto, entanto, têm melhores situações que todos os outros. E Viva O Regabofe.
Estamos no fim do Ciclo 25 de Abril: aquele em que se dá tudo, se têm todos os direitos. Agora há o retorno (palavra que me arrepia).
Vai uma foto: Gaivota voando sob o Céu Azul e eu debaixo dela.

segunda-feira, outubro 29, 2012

De Santarém à Pia do Urso!

Uma jornada e tanto! Não será assim tão longe, mas é uma mudança de horizontes e de espaços.
Aqui, nesta Almeirim ribatejana, as coisas são as mesmas. Talvez seja mais elucidativo referir que parecem mas não são. Há, ou melhor, houve, o lançamento de um livro. Não o meu: As Origens Benfica do Ribatejo. Este conheço-o bem. Fui eu que o escrevi. Depois de um trabalho intensivo de estudo e investigação. Mas outro. Enfim é para se dizer: A Ficção não é História.
Agora vamos a Santarém. A dita capital do Ribatejo. Que já não é porque o fragmentaram.
Na avidez de mais fundos comunitários desdobraram o distrito: a margem direita pretende à CCR de Coimbra. A margem esquerda à CCR de Évora.
Agora a cidade lá está. Com as suas ruas e praças. Depois a jornada à Pia do Urso. Junto a Fátima. Na serra com os seus encantos.
Vivendo um tempo de magreza - o nosso Orçamento leva-nos o que temos e não temos - desciar o olhar para a natureza que nos rodeia, ajuda a ganhar novas forças.




Agora a Pia do Urso. Aninhada na Serra, espera por quem a queira conhecer. Um dia de calma e Paz.





quarta-feira, setembro 26, 2012

A Ver o Mar em Peniche.

O mar traz calma. Sossego e novas formas para se entender o que sofremos. Estes dias amargos da fobia à Troika, que nos dá o dinheiro que precisamos. Estes dias de guerras de políticos pouco sabedores e muito faladores. Desconta-se, carrega-se nos impostos. Do estive lá, disse sim, mas não queria dizer isso!
Agora o mar. Peniche dos pescadores, dos "amigos de Peniche". Das gaivotas voadoras que circulam voando por todo o lado. Fui até lá. A razão era forte, a minha filha terminava a sua jornada marítima no Crioula. Enquanto esperava pela embarcadiça, demos umas voltas pela terra. Junto as imagens, apara ver e pensar. Sentir a azáfama das gentes, cheirar o mar.
Estamos todos a precisar de mar e de novos cheiros e novos voos.










domingo, setembro 09, 2012

Porque vamos Cantando e Rindo ?

Ouvi o nosso Primeiro! Atenção, o do Governo e não o da tropa que fizemos. À altura, na tropa, o primeiro era para nos dizer que o vencimento já estava a pagamento. Hoje o Primeiro é para nos dizer que continua a tirar o vencimento. Muitas são as razões. Gastámos (gastaram) muito, agora paga Zé-Povinho!
O que me surpreende é ouvir a nossa Oposição aos gritos. É contra, esfola-se o Povo, mais não! A pergunta que faço é a de saber qual a alternativa que têm para nos livrar disto! Não basta gritar, insultar ou combater. É preciso dizer o que fazer neste caso de aflição. Vão pedir mais tempo? A quem? à Troika? E eles estão de acordo? Vão aceitar? Se não, onde vão buscar a massa para o País?
Infelizmente temos um conjunto de políticos que só pensam em popularidade e em angariar votos. Sempre fizeram isso à custa do erário público, melhor, dos nossos impostos. Por aí fora, neste País do Mar, é ver placas a comemorar inaugurações. Inaugurado na presidência de Sua Exc.ª o Senhor Fulano de Tal. Há-as por todos os concelhos. Muitas das obras são faraónicas e sem grande impacto na satisfação de necessidades básicas. Fizeram-nas com o seu dinheiro para terem direito a placa comemorativa? É o que acontece em Inglaterra e nos EUA. Há placas a lembrar que fulano de tal doou uma obra, uma estátua, um banco para jardim. Até mesmo arranjos urbanísticos.Têm placa porque pagaram do seu bolso. Aqui não, a placa é paga por nós, o bolso infindável do erário público.
Aqui estamos em mais uma volta da nossa História. Haja qualidade e sabedoria para resolver o que nos amedronta!

terça-feira, agosto 21, 2012

Mar, Verde Mar!

Porque a cor verde significa Esperança. Que é coisa, sensação, desejo, aspiração, realidade que queremos. Aconteça o que tiver de acontecer, que isto de predizer o futuro é coisa que não me sugestiona.
Agora aqui, nas terras quentes do Algarve, em Altura das lindas praias, vou ouvindo e vendo o que nos chega. Parece que estamos noutro Espaço, mesmo com robôs marcianos em função. As notícias ligam-nos ao Mundo real. Por mais que nos afastemos ele está sempre ao nosso lado.
Há, ou houve, fogos. Sempre o mesmo. Não seria melhor preparar para responder às situações anuais? Sempre a mesma polémica. Mais meios, mais rapidez. Melhor desempenho. Talvez seja mais fácil interpretar tudo o que se houve como vontades de protagonismo!
Até o futebol é capaz de nos surpreender. Pela negativa. Um club da importância do Benfica de Lisboa não pode ter comportamentos altamente desviantes. A agressão ao árbitro em Dusseldorf foi uma violência inaceitável. Isto num jogo dito amigável.
Agora para Setembro já nos preparam para as doenças do Euro. A moeda que temos. É só ver e ler os cientistas da economia e da finança. Os que tudo fizeram para estarmos aqui agora são opinadores. Vão opinar para casa do c... mais velho!
Há sol e calor. A água está a convidar para um banho. Eu, que nasci junto ao mar, já não lhe noto tanta importância.
Agora lembrei-me da situação dos professores e do ensino. Não há lugares para todos. Muitos, com anos de trabalho, vão procurar outros sois e outras paragens. Fazendo uma retrospetiva a tudo o que fizeram à senhora Maria de Lurdes Rodrigues, até dá para considerar o cláasico: bem-feito. Não fosse a desgraça de muitos.
Para quando considerar que os Sindicatos são organizações de trabalhadores para defender os seus direitos e não organizações com interesses políticos de intervenção e subordinadas a nomenclaturas partidárias?
Haja esperança! Em quê não sei, mas que haja!

terça-feira, julho 24, 2012

Já estamos a arder?!

Os fogos estão por todo o lado. Aqui o sol aperta, o terreno aquece o fogo aparece! É que por vezes há gente que gosta de ver tudo a arder. Por terras ribatejanas, aqui em Almeirim, não há desse mal. Não sei a razão principal, mas parece porque todos têm a sua fazenda.
Há tempos tínhamos um célebre apaga-fogos. O rapaz, com problemas mentais, sentia prazer em ver os carros dos bombeiros a sair. Então ia lançar fogo a ervas em qualquer lado. Resolveram, na altura, o problema. Ficou a dar assistência ao quartel!
Mas por todo o lado - Algarve, Beiras e Madeira - há incêndios. Todos correm todos gritam. Não há espectáculo mais triste do que ver os moradores a chorar na terra queimada.
A Madeira ardeu. Depois das ocultações e esconderijos eis que se verifica que não têm os equipamentos necessários para a calamidade. Numa terra abrupta, montanhosa, difícil. Pouca preparação do pessoal. Para não arder tudo vai daqui - do Continente, dos colonialistas - o apoio para o combate aos fogos. Vai uma mangueirada de palmas para o inefável Jardim.
Agora o desvario dos professores. As novas normas para os agrupamentos e redução de horários com o aumento do número de alunos por turma e a reformulação dos currículos gera desemprego. Aqui del-Rei que matam a cotovia. Mas não protestam (estarão intimidados com o seu partido?). Arranjam uns quantos bloquistas desvairados para gritar na Assembleia da República. Mas só isso?
Então com a Sr.ª Maria de Lurdes vieram aos gritos para a rua. Fora com a Ministra! Eu votei PS mas já não voto! Tudo em marcha. E agora onde está a contestação?
Não me parece que seja com atitudes políticas sobre uma questão profissional, que resolvem o problema! A política é a política, o Sindicato é o Sindicato.

terça-feira, julho 17, 2012

O nosso Humanário!

Estamos todos num excelente Humanário! Talvez seja exagerado referir a palavra, ou adjetivo excelente". Mas é o que sugere o Mundo em que vivemos, depois da pegada humana melhor será Humanário.
Aqui vemos e sentimos quase tudo. Alunos do Secundário que querem fazer um movimento para acabar com os exames. Lindo! Professores que agora gritam: Acudam aqui delRei que nos querem despedir. Mas não foram capazes de dialogar com a Dona Maria de Lurdes. Vieram todos para a rua. Agora estão em casa?
O nosso Tribunal Constitucional declara inconstitucional (que nome tão grande e agora saboroso) os cortes dos subsídios de férias e Natal. Mas este ano não. Não percebi bem a alegação apresentada. Pareceu-me muito rebuscada e dar para muitas mais interpretações. O que vão fazer os nossos amigos da governança? Aí vem mais lenha, diriam os brasileiros.
Para a definiçção de Humanário nada mais sugestivo do que as imagens que escolhi.
Até logo humanístas!




segunda-feira, julho 09, 2012

Nós também somos bons!

A constante referência de que somos um país pequeno e sem futuro ou com um futuro remediado é coisa que não me entusiasma. Há que ter em conta o que de facto somos e o que se tem conseguido ao longo do tempo!
É certo que temos gastado demais em relação ao que ganhamos e temos (isto não é o meu caso pois gosto de administrar os meus bens com rigor). Toda a gente reclama com a dívida, agora que a têm de pagar mais depressa. Mas quando beneficiavam dos privilégios e das realizações que lhes traziam mais conforto, não reclamavam. Gente boa, boazinha da silva!?
Há duas semanas que cheguei da cidade de New York. A dos EUA. Aquela amálgama de prédios gigantescos espetados no chão da ilha de Manhatan!
Ali temos de tudo. A cidade e as suas ruas e avenidas, parques. Museus. Coleções. Enfim com o dinheiro que conseguiram, junto ao poder, trouxeram coisas de todo o lado.
Obras de arte, arrojadas realizações arquitectónicas. Tudo!
E nós? Será que podemos estabelecer algum grau de comparação? Tendo em conta o nosso tamanho?
Aqui, nesta Almeirim ribatejana, a família resolveu ir a Lisboa ao Oceanário. Comboio em Santarém. Descida na Gare do Oriente. E aí estamos nós no percurso para o dito Oceanário. Estive nesse espaço aquando da Lisboa 98. Expo98. Agora de novo a percorrer estes espaços verifico que não somos assim tão pequenos. As obras de arte estão ali, à vista desarmada para se utilizar! O espaço mantém a sua harmonia e traz-nos a sensação de grandiosidade!
É um bom espaço urbano para se comparar com a grande maçã! Nas devidas proporções, óbvio!
As imagens, porque de ver é que se constrói a realidade, mostram a vontade que houve em querer ser grande e igual aos outros. Pois claro que custou muito dinheiro.
Agora querem vender o Pavilhão Atlântico por 20 milhões? Fartai vilanagem!









quinta-feira, junho 21, 2012

De Novo em Casa!

Cá estamos de volta à nossa "tirinha" europeia. Já era tempo de partida! Ficaram saudades... vieram saudades. A família de cá estava à espera e chegámos a Almeirim. Bem! Ao pequeno almoço, que tomámos aqui na cidade da Lezíria - chegámos a Lisboa às 6 da matina - tinha uma informação. Riscaram-me o carro! Tudo bem quando acaba bem - fizeram o Marão sem um acidente!
Já em casa tinha uma informação! Aliás, tocou o telefone. O Jornal organizava um debate: Almeirim: Ontem vila ... Hoje cidade. Estava convidado para ser um dos oradores. Acontece-nos cada coisa. Lá fui e não correu mal.
Mas o engraçado da volta a casa foi o problema do "morcego"! Já me tinha entrado uma andorinha pela janela quando morava no apartamento. Agora um morcego? Esta novidade fala-nos da Natureza e da sua proteção. Vamos todos Salvar o Planeta! Bem o Planeta não, Almeirim e os seus morcegos.
Estava eu a ver o registo de emails quando a minha menina grita. Vem cá acima depressa! Depressa. Aí vou eu. Aconteceu-lhe alguma coisa? Caiu? Deu-lhe um amok? O que foi? Chego lá acima ao quarto!
Está aqui um pássaro! No quarto? Como é? Não sei eu vi aqui! Como não vi nada, considerei que se tinha escondido num armário ou debaixo da cama. Como estou a escrever no pc já venho apanhar o pássaro!
Qual herói com as calmas todas. Desço. Mas de novo o grito: Está agora no corredor! Que coisa é esta? É um bicho esquisito. Volto a subir (da primeira vez ia caindo nas escadas tal a pressa).
Chego à zona de impacto. No corredor, atrapalhado e a tremer um pequeno morcego!
Olha! É um morcego!
Fui buscar uma toalha, cobri o animal e lancei-o pela janela. Lá foi a voar o comedor de insectos.
Confirma-se. Estamos mesmo em casa.

segunda-feira, junho 18, 2012

Bye, Bye New York



Adeus! Até à próxima! Se é que isso poderá vir a acontecer. Depois destas quatro semanas eis que nos surge o tempo de partir.
A cidade e as suas ruas ladeadas de grandes edifícios. Gigantescos! Atravessam a terra e o céu. Nós estamos aqui! Chegámos e dominámos! É o que parecem dizer.
Fica-nos a gente nas ruas. Os corredores. Melhor: os e as atletas em corrida. Que percorrem constantemente o Park e as Avenidas e Ruas! Os cães? Tantos cães que há em Nova Iorque! Parece que há uma necessidades pessoal de afirmação. Ser igual ou ser mais que os outros? O certo é que por todo o espaço urbano se vê gente com cães. E o seu saquinho de plástico para apanhar a caquita. Pois é preciso deixar o espaço limpo.
Os seus Museus e coleções! Tantas que são. Considero como uma grande realização as famílias poderosas e endinheiradas (que tanto) deixarem as suas Fundações e Coleções para bem da cidade e usufruto dos seus habitantes.
Mas vamos de partida (parece que estou a ouvir o Fausto). Mais enriquecidos na nossa capaciade de entender a sociedade e a capacidade de ligação das suas gentes!