terça-feira, fevereiro 21, 2012

É Carnaval!

Pois é! Estamos no Carnaval, ano de 2012. Aqui não houve a habitual tolerância de ponto de Terça-feira. Para dar o exemplo de trabalho e organização. Mas notamos que nos anos anteriores e nos anteriores a estes havia a dita tolerância. E não se estava com a Crise. A Crise, menina bonita, de vestido de organdi e lantejoulas. As medidas que se tomam para a contentar não parecem satisfazê-la. A resolução será a longo prazo. É o que me parece. Sempre o longo prazo. O futuro está a ficar muito comprido. Estica, alarga, cresce, mas não encolhe. Não é já ali, ao virar da esquina! Tenho que estamos na gestação da Nova Mudança. A organização politica e social que vivemos está em mudança. Aqui, na nossa terra lusitana, após o 25 de Abril "dos amanhâs que cantam", as coisas não param. Aquilo que se pretendeu estabelecer - a organização politico-administrativa e ideológica - falhou. O Estado não é a salvação. Faz parte da vida de cada um, mas não se agiganta. O curioso de tudo isto é que no momento em que as ditaduras de esquerda - principalmente na URSS - estavam em retrocesso e vieram a cair - para dar no que conhecemos - aqui procurava-se instalar o mesmo processo. Não dava e não deu. Agora o futuro é uma busca de soluções para garantir o que temos e um novo processo! Ainda espero ver essa Nova Revolução.

sábado, fevereiro 18, 2012

Um dia de cada vez!

Li, ontem, a entrevista do ministro holandês que esteve em Portugal. Os contribuintes do país dele não gostam dos empréstimos porque olham?! e vêem o seu dinheiro a arder. Por causa das "manifs" gregas e outras mais por cá. Acho que tem razão. Se eu emprestar dinheiro a alguém fico à espera que ele tenha as condições para me pagar. Continuamos com o nosso problema de emprego. Os 14% são um número fantasmagórico. Leio e custa-me acreditar. A juventude - sempre ela - precisa de caminhos para seguir o seu sonho. Se nós não lhes proporcionarmos as condições para isso, terá que ir à luta e procurar novos horizontes e novas formas de obter o que anseia. Aqui manda-se emigrar. Neste nosso país já fazemos isso desde 1415 - tanto tempo! E ainda não mudámos. O que há neste território e nesta gente que ainda não conseguiram um rumo certo e uma afirmação estável e duradoura?! Para mim acredito que o facto de aqueles que têm a coragem e a inteligência suficientes para novos passos e novos horizontes,não tem sido ponto de mudança. Esses, são perseguidos, marginalizados, arrumados em prateleiras. Sempre foram. Os que ficam, que dominam o poder e a administração, esses passam de pais para filhos, para netos, para afilhados. Há uma permanência de "genes", de ADN, que mantém sempre intactas as mesmas formas de conduta. Ora bolas. Creio que já li isto em algum lado.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

O Mundo que nos surpreende

Agora é a calamidade humana de Beja. O pai mata a mulher, a filha e a neta. Barbaridade de um assassino. Não vejo nem encontro outra explicação. O mais só pode ser o conflito entre a moral e a ética. Para mim predomina a ética, pois assim é que as sociedades se conduzem. Os nossos amigos da Grécia, sempre eles, zangaram-se. Queimam tudo. Mas contra quem é que é a raiva? Contra eles próprios. Viveram acima das suas possibilidades - e nós também - agora chegou a hora do acerto de contas. A nossa preocupação está no que dizem de "contágio". Nós não somos gregos. Agora começo a compreender a expressão: "ver-se grego". A nossa Juventude continua no barco da indeterminação. Sem uma juventude forte e determinada não vamos a lado nenhum. Espero que não embarquem em sonhos do tipo do "Holandês voador". Correr demais, sem ter em conta as regras do jogo, para ser o melhor e ganhar, às vezes não resulta. O que é necessário é alterar as regras. O conteúdo dá a forma ou será que é a forma que dá o conteúdo?

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Questões de hoje - Nós e o Mundo

Há que ser persistente. A questão do discurso que é não-discurso, feito pelo Presidente do Parlamento Europeu, contínua a dar que falar e refletir. Agora o senhor diz que não disse o que disse. Era outra coisa que queria dizer. Estes políticos que dizem o que não dizem são muito engraçados. Somos um País pequeno e com dificuldades. Mas sempre assim fomos. O que é necessário é conseguir "subir de novo a montanha"! Talvez seja bom lembrar um provérbio chinês (ora bolas!): por trás de uma montanha há, sempre, outra montanha muito maior! O acordo ortográfico tem sido mais um momento do momento. Já se sabe que ainda está por aprovar em Angola e Moçambique. Creio que aí, nessas paragens africanas, ocidentais e orientais, o problema estará nas línguas nativas e na questão da libertação do colonialismo (agora na sua fase de lembrança de outros tempos). Tenho, na minha secretária, um livro explicativo das regras introduzidas pelo dito acordo. Para além das palavras com grafia diferente, aglutinadas e justapostas, o principal das alterações está na queda das consoantes mudas. Se tivermos em conta a manutenção de muitas delas em palavras de acordo com a pronúncia do português europeu, não me parece que haja grandes diferenças. Agora a senhora da Alemanha - mas que importante se está a tornar esse País - vem dizer que a aplicação dos fundos comunitários, na Madeira, não foi feita em favor do desenvolvimento e da inovação. Creio que ela não conhece o Jardim. Então não é inovação utilizar os dinheiros públicos para se manter no Poder? Não é desenvolvimento criar o processo de manutenção da oligarquia?

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

União Europeia - Controlo Europeu?

Acabo de ouvir o represente alemão no Parlamento Europeu. Segundo Sua Exc.ª Portugal não pode ter relações económicas e financeiras com Angola. Diz ele que ficamos mais imobilizados. O convite feito para o investimento angolano em Portugal não é saudável e não se deve fazer. De todas as razões que aponta fica uma sem-razão inexplicável. A União Europeia - onde diz que se deve procurar o apoio e investimento - não tem respondido com a necessária eficácia às questões que nos afligem no dia a dia. Até há alemães que nos chamam os preguiçosos da União. As relações com Angola começaram no final do Século XV. Esse vasto território esteve sob administração portuguesa até 1975, ano da Independência. A Comunidade dos PALOP funciona e, esperamos, virá a ter um lugar especial no Mundo. Há investimento português em Angola e vice-versa. Não me parece que seja uma atribuição dos parlamentares do PE a condução dos interesses nacionais de cada país. Já agora acrescenta-se: a Língua falada em Angola é o português.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Acordo Ortográfico: eis a questão

Já há muito que se escreve sobre este Acordo. Como já referi é um instrumento de regulação linguística - o português - destinado a vários países:Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guinés-Bissau, São Tomé e Timor. Um Mundo diverso e à escala da nossa bola azul. Foi aprovado por todos - creio eu - para entrar em vigor em Portugal este ano. Por todos? Parafraseando Goscini e Uderzo: todos não, há, lá na tirinha oceânica do Norte, quem resista! Há anos passados, aí por 1976, estive colocado na Escola do Sardoal. Fica próximo de Abrantes. Nas voltas pela região surgiu-me uma localidade com o nome de Brescovo. Fiquei surpreendido. De onde vinha aquele nome "que raio de nome!". Das buscas feitas chegou-me a informação: primitivamente chamava-se Brejo da Couve. Aí está. A pronúncia popular, sempre ela, aligeirou as palavras e deu origem a um nome. Claro que isto não seria aceite, hoje, pelos defensores do não Acordo. Acredito que a língua é como tudo o mais: evolui, transforma-se, enriquece. Hoje a Língua Portuguesa é a forma de comunicação de povos diversos. Resultou da expansão marítima. Não considerar o valor das contribuições desses povos para o engrandecimento do nosso idioma é uma menorização da nossa cultura e da sua grande capacidade de adaptação. O fundamentalismo não ajuda, antes e pelo contrário, é fonte de inércia e de obscuridade.

sábado, fevereiro 04, 2012

Almeirim- Ribatejo - Portugal - Uma novidade local!

Acrescento agora um evento. Ao longo dos últimos 30 anos estudei o Alto dos Cacos - zona arqueológica do concelho de Almeirim. Recolhi informações e materiais. Agora, com o concurso de dois especialistas na área da arqueologia, avanço com a publicação do trabalho: O Acampamento Romano do Alto dos Cacos - Almeirim. Os dois arqueólogos de Vila Franca, João Pimenta e Henrique Mendes, aceitaram a tarefa de um estudo mais minucioso e técnico que veio enriquecer o que aí tive a oportunidade de recolher. O que nos parece é que a nossa região, margem esquerda do Tejo, teve um papel mais evidente na colonização romana. A publicação está prevista para Março, dia 10.

Acordo Ortográfico!

Acabo de saber o que me parecia impossível: O responsável - nomeado pelo Governo - para o Centro Cultural de Belém, mandou retirar os indicadores das novas regras da Língua Portuguesa do sistema informático do dito Centro. Acontece que o Acordo Ortográfico foi discutido durante anos. Estiveram envolvidos todos os países que falam a Língua Portuguesa. Num Universo de mais de 240 milhões de pessoas nós, portugueses, somos cerca de 10 milhões. Mas o dito Acordo foi aprovado pelas instâncias oficiais, Governo e Assembleia da República e é para entrar em vigor este ano. Mas Sua Excelência o Snr. Graça Moura - deputado europeu nas listas do PSD - acha que não. Foi nomeado pelo Governo dos seus partidários e aí está. Ele quer, manda e pode. E o respeito pelas regras administrativas? É esta gente que nos governa. Não respeitam o que não lhes agrada. Vai daí, anula. Eu estou de acordo com o dito Acordo. As coisas da vida e do uso comum, mudam. Tudo se transforma. Sendo investigador de História Local, tenho consultado inúmeros documentos do Século XV ao XX. Neles é fácil verificar as transformações que a nossa língua escrita e falada sofreu. Eu ouvi a notícia. Mas não quero acreditar.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Almeirim - Pessoas e Factos - A escola da Minha Infância

No seguimento do que fazemos na Associação de Defesa do Património, abrimos no dia 7 a Exposição sobre "A Escola da minha Infância". Esta Expo pretende reviver os tempos dos nossos avós e pais, quando ir à escola era um benefício só para alguns. A amostra, que conta com materiais recolhidos junto das Escolas Primária e antigos alunos (algumas pessoas ainda guardam os materiais)faz uma retrospetiva sobre os tempos finais da Monarquia, 1.ª República e Estado Novo. Na disposição dos materiais optou-se por não acrescentar textos explicativos uma vez que as páginas dos livros e cadernos que então se utilizavam são bem explicitas do processo de ensino que se seguia. Ali podemos ver os livros de leitura, geometria, gramática, história, os instrumentos de peso e medidas de volume e capacidade, os mapas. Ao corrermos a amostra, os nossos olhos transportam-nos para um tempo em que a exigência do saber ultrapassava as capacidades de entendimento dos alunos (6 aos 9 anos). Esta Exposição pode ser vista em Almeirim, até ao dia 4 de Fevereiro, na Galeria Municipal

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Portugal, terra Linda.

Pois é isso mesmo. Somos lindos? Não sei se esta definição corresponde ao sentimento de toda a gente (exagerado) ou de alguns. Continuamos segundo a cantiga que nos ensinavam quando eramos crianças: "Lá vamos, cantando e rindo, levados, levados sim...". Há acordo para as reformas laborais e todos gritam. Aqui del Rei que nos matam, aqui del Rainha que nos tiram o rendimento, aqui del Presidente que é bom. Ora em que ficamos? Já é costume os senhores da CGTP fugirem das reuniões em que se discutem coisas sérias e graves. Simplesmente: quando sentem esturro fogem! Depois é o que se vê. Aparecem como heróis (que eles se classificam bem)os outros são traidores. Tenho para mim, que fui sindicalizado e paguei as minhas cotas, que a ligação dos Sindicatos e Centrais Sindicais a interesses partidários é uma machadada de morte nas organizações laborais. Basta sair à rua para ver os cartazes do PCP a anunciar e reclamar a Greve Geral. O mesmo para os do BE. Mas será que esta decisão compete as partidos de extrema (?) esquerda? Aparecem como os senhores e guias dos trabalhadores. Não acredito nisso e parece-me que estão a lutar pela sobrevivência e para conseguirem alguma audiência. Isso é mau para quem trabalha. A Madeira do Jardim (com ele no Leme) não assina acordo? Terá mesmo que ser assim? Há dias li a notícia de que estava em julgamento a importância de 25 euros. O Pingo Doce não desistiu da queixa contra um individuo que procurou levar bens nesse valor. Mas foi detetado e tiraram-lhe o que levava. Está já no Tribunal, o caso começou em - pasme-se - 2011. O Governo do Jardim violou as regras legais sobre Orçamentos, não incluiu despesas nas contas públicas. Onde gastou a massa? Que concursos foram feitos? Obras dadas a quem? Vamos a isso, quero de volta os meus subsídios: Férias e Natal. É lindo o meu País.

domingo, janeiro 08, 2012

Nós, os que ficamos!

Há um reboliço informativo e reclamativo. Todos protestam, comentam e... Parece que continua a revolta. O famoso Soares dos Santos - creio que da Jerónimo Martins - que fazia comentários sobre a melhor governação, que proferia "verdades" sobre o 1.º Sócrates, agora vendeu o que tinha ká e passou-se para a Holanda. Para mim é simples: nós vamos suportar a recuperação de Portugal e da Holanda. Pagamos para lá os impostos que outros deveriam pagar cá. Tudo isto é igual a "CáCá" (ou será caca?) ou então CáLá. Fica claro que todas as dificuldades financeiras serão (e sempre foram) suportadas por quem trabalha e vive do seu salário. Será que também posso deslocar os meus rendimentos para a Holanda?. É que ao ficar sem o subsídio de férias e de Natal - é bom lembrar que o do Natal foi atribuído por Marcelo Caetano em 1972 e o de Férias foi com o Governo depois do 25 de Abril.Acrescenta-se que o de Férias para os aposentados foi criado pelo Prof Aníbal C. Silva - vai provocar uma redução drástica nos meus proventos de Professor Aposentado. Posso deslocar para o país das flores? Será que aí pagam tudo? Reflexões parvas e desmioladas, dirão alguns, mas pertinentes, penso eu. Este ano de 2012 deveria trazer mais certezas, ou então pensarmos que seria assim. Temos que lutar por nós e pelos nossos jovens que procuram a saída para o seu sucesso. Para eles um desejo: a esperança e a persistência podem dar bons resultados.

A Escola da Minha Infância, uma Exposição para ver

Abriu ontem, dia 7, a Exposição "A Escola da Minha Infância". Integrada no ciclo "Almeirim-Pessoas e Factos"que pretende reviver e mostrar o que foi a Escola dos nossos avós e nossa. Apresenta um conjunto de documentos e materiais didáticos utilizados entre os anos 1890 e 1978. Quase 100 anos de Escola Primária neste concelho. Está patente na Galeria Municipal de Almeirim até ao dia 4 de Fevereiro. Sendo um dos elementos da Direção da Associação de Defesa do Património, de Almeirim, não poderia deixar de referir este acontecimento Cultural. É de acrescentar o agradecimento a todos os que forneceram informações e cederam material para a Exposição. Sendo eu um "chegado a esta terra" - embora os meus pais daqui sejam naturais, não posso deixar de referir o acrescentamento que esta inicitiva transporta para todos. Boa visita.

Um Bom Ano, que virá!

Embora seja habitual a saudação de Ano Novo, não me parece que este ano haja muita disposição. Mas é preciso desejar! Assim espero que esta Ano seja melhor e menos cinzento do que parece. É agradável termos surpresas. Junto uma imagem do que penso seja o que esperamos: surpresas e monstros. Bom Ano.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Estou-me Marimbando

Ora viva. Agora os resultados de tanta austeridade e de tanta privação. E"ainda a procissão vai no adro"! Um jovem deputado resolve dizer o que sente! Estará tramado? Não me parece. A vida para os jovens está cada vez pior. A procura da formação mais própria e mais avançada deveria terminar no resultado esperado: direito ao trabalho na sua área. Deveria! É o que se pode dizer, mas não concretizar. A palavra "marimbando" é de origem africana, não sei se angolana ou moçambicana. Mas é uma palavra do léxico português. E diz tudo. Quando somos diariamente confrontados com os julgamentos financeiros dos senhores dos EUA apetece dizer isto e muito mais. A guerra agora está a ser localizada nas moedas: euro versus dolar. Se o euro continuar a afirmar-se e o dólar continuar secundarizado como vai ser a economia dos EUA? Com tudo o que devem e gastam? Vai daí, como nas pequenas histórias de encantar, organizam um ataque sistemático à Eurolandia. É melhor esperarmos que a vitória final nos caiba em sorte. Até lá continuaremos a pagar para os outros e a apertar o cinto. Bom Natal e que o ano que dizem que vem chegue com novas revelações! Mas agradáveis.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Notícias de lá!

Tenho lido muita coisa sobre as terras de Angola! Há pouco surgiu uma nova publicação! De gente que veio de Luanda. É obvio que há uma necessidade evidente de se contar o que foi o tempo da Angola de feição europeia. A História não se compadece com ses ou com encobrimentos. A verdade Histórica passa pelo sentido correto da realidade e pela revelação das ocorrências que se verificaram. Não só agora, como ontem e até de há mais tempo. Tenho para mim que já devia ter escrito alguma coisa sobre o assunto. Mas a disponibilidade de tempo e paciência nem sempre ajudam e, às vezes, mais parece desculpa. Neste momento estudo a História Local de Almeirim. A pesquisa documental sobre o tempo e as ações que aqui ocorreram não é fácil nem rápida. Mas lá vamos. Se bem que não gostaria de escrever as Memórias, talvez fosse mais correto acrescentar "o relato de factos". Até ao próximo dia.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Há que ter Uma Esperança!

De acordo com o que já escrevi antes as coisas concretizam-se: sempre nos vão tirar o subsídio de férias e do Natal. Já não é preciso falar do "passeio e do asfalto a pagar, em frente de nossa casa". Agora fica a sensação da impotência e da busca de novas oportunidades (??). Gostaria de escrever alguma coisa sobre a nossa juventude. Onde vão estacionar no começo da vida? Quais as esperanças que vão herdar? A luta por um lugar é dura e dificil! As oportunidades que surgem são manipuladas e dirigidas. Tudo é incerteza. Mas há que procurar a esperança - no sentido de que se consegue obter o desejado - na capacidade de organização de trabalho. De resistência à tentação do "eu quero e dá-me". Em nenhum outro tempo a Juventude teve tanto conhecimento e tantas capacidades de ação como hoje. Lutem por um lugar ao Sol sem escurecer os outros.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Eu Quero! Eu Quero! Eu Quero!

Fiquei surpreendido com a letra da música dos da "Luta". Sábado à tarde, na RTP1. O dito conjunto musical, o que foi ao Festival para nosso mal, cantou "Eu quero um Hospital" Eu quero transporte" (...) e não sei que mais. A surpresa vem do texto. Todos nós queremos mas há uma diferença entre o querer e o ter. Talvez esteja aí a raiz do nosso problema. Para ter é preciso querer e para querer é preciso fazer. O desenvolvimento da linha de ação política que conduziu a esta forma de resolução dos problemas do "povo" conduziu à Madeira e à situação em que aqui vivemos. Esperar que os nossos problemas e necessidades se resolvam porque queremos é esperar por milagres. E estes são muito dificeis de acontecer(é o que diz a Igreja). Só com muita disciplina, organização e perseverança é que conseguiremos satisfazer o: eu quero! A propósito: não acredito nas profecias e afirmações de que somos os piores, os malandros, os madraços. Somos mais que isso e é preciso fazer para querer que a verdade seja outra. Junto uma caricatura de Bordalo Pinheiro. Do tempo em que todos "queriam" do Orçamento.

sexta-feira, outubro 07, 2011

Um Mais Querer Que Bem Querer!

Ouvir as notícias diariamente é coisa que enche a nossa capacidade de entendimento. Agora há uma que (?) me surpreendeu ainda mais: foi suspenso o Prémio para os Alunos mais Classificados do 12.ª Ano. Bem, suspenso não, mandou-se que fosse destinado às necessidades de apoio(?) das Escolas. E vai daí a Ordem dos Médicos resolveu assumir 10, outras entidades assumiram outros. Bom, moral de história: não dar o prometido que é esperado merece o inferno. Ouvi os comentários dos alunos que deixaram de receber. Trabalharam para isso; esforçaram-se, já contavam com ele! Ao que parece há um conhecimento limitado das aspirações e crenças da Juventude. Agora sim. Lá do outro lado do Atlântico começam a protestar. E contra os senhores da Finança. Os que nos trouxeram esta m... de situação. Ainda bem. Imponham a devolução dos dinheiros ganhos com a mentira dos pacotes de investimento que não existiam. Morreu Steve Jobs. O da Apple. Conheço muito do seu trabalho e exigência. Tem direito à lembrança eo reconhecimento.

sábado, setembro 24, 2011

Abriu-se a Caixa de Pandora!?

As situações continuam a desenvolver-se. Mais rápidas do que esperaríamos. A Madeira é o Outono do nosso descontentamento. O célebre Jardim, agora vai "Nu". Como foi possível deixarem este senhor chegar a este ponto? A Autonomia, consagrada na Constituição, é uma conquista democrática importante para as regiões insulares. Então para que serviu, ali na terra do Max(peço-lhe desculpa por invocar o seu nome)!? Para terem um responsável oportunista que jugou com os dinheiros públicos para se manter no Poder. Será que usou a sua fortuna pessoal para as Obras? Brincadeiras de mau gosto! Essa da Independência é um espanto. Então e os seus direitos de Autonomia só serviram para sugar ao "Continente"? Onde está, ou esteve, a sua capacidade gestora e de inovação? Nos cofres da Repúplica! Que nós pagamos. Há nuvens pesadas sobre o País. Os jovens estão a pagar um preço demasiado elevado por todas estas tropelias.

sábado, setembro 17, 2011

Madeira - Pomba Branca ou Corvo Negro?

Já está consumado! Ficámos a saber o que se adivinhava: o Jardim deve mais de 1.000.000 e não sei quantos. Quando estamos a suportar o quase "insuportável" sai-nos esta da cartola ilhotesca. Como é que foi possível chegar aqui? (ainda não sabemos o mais que pode vir). Daquelas bandas do mar oceano só vinha insulto, ameaça, cariacaturas grotescas da realidade. A oposição e quem fosse do contra não tinham direito à expressão. Orçamentos falsificados? Por um Governo Regional? Não. Isso é dos colonialistas do Continente. Estou a ficar revoltado, o que quer dizer revolucionário. E agora? Vão-nos tirar o subsídio de férias? E mais um imposto sobre o passeio fronteiro à nossa casa? E já agora aos metros quadrados de asfalto (para quem o tem). As filosofias pensantes sobre o comportamento político desta Região não chegam para explicar o que se consumou. A Democracia é o melhor regime de organização das sociedades. Mas, talvez por isso, tem fragilidades. Há que as assumir e dizer "com toda a frontalidade" que o Jardim não tem nada de democrata e muito menos de administrador bem educado e sofrivelmente organizado. Vamos defender a Madeira, que é um jardim. Fora com os malandros.