Uma forma de Presença sobre a vida do nosso dia-a-dia e as ocorrências gerais de Almeirim, do Ribatejo e das posições culturais políticas e económicas do país. Livros e leituras, gente e comentários, numa forma de ser e de conhecer.
domingo, março 25, 2012
Guimarães- Capital Europeia da Cultura
terça-feira, março 20, 2012
O rosto da Notícia - O Almeirinense
Pois é. Às vezes vemos coisas que nos agradam pela sua simplicidade e pela clareza do que nos transmitem. Aqui há algum tempo a senhora Ministra da Agricultura e outros mais afirmou que ia fazer a ocupação das terras não cultivadas para as entregar a quem as quisesse (atenção: é figura política do CDS, partido da direita). Acrescentou ainda que ia entregar as terras do Estado a quem as quisesse aproveitar. Mas continua a não chover e as culturas, que são a rentabilidade económica de quem as cultiva, estão secas, sôfregas - já nos fazem lembrar os versos de Florbela Espanca "Árvores do Alentejo" - situação que deu para um cartoon de Paulo Serra, publicado no jornal O Almeirinense de 15/03, n.º 1017. Paulo Serra é um cartoonista e caricaturista de excelente qualidade e também Professor de Artes Visuais na Escola Secundária Marquesa da Alorna, de Almeirim. Já o conheço há muito tempo e guardo alguns dos seus trabalhos. Desta vez a sua arte foi para as afirmações da Sr.ª Ministra Assunção Cristas. A da Agricultura e outros. Fica o reconhecimento pela arte e qualidade da mensagem.
segunda-feira, março 19, 2012
Toulouse-França-Com muito ódio!
Mais uma vez ficamos chocados com as notícias que nos trazem. Já não basta a constante referência à dona Crise e às situações de pobreza! Agora mais uma de morte e ódio. Ali, para as bandas do Sul de França, em Toulouse. Junto a uma escola judaica! Crianças e adulto abatidos a tiro. Quais as razões? Sempre o mesmo. A procura de razões. Pois elas existem e vão continuar a existir. Não sei nem tenho qualquer informação sobre os motivos e quem foi o autor. Apenas a notícia de um acto criminoso e sem justificação.
Mas é necessário olhar para procurar ver o que a penumbra esconde. Para mim estamos mais uma vez perante as fronteiras do caso Palestiniano. E islamita. Os israelitas nunca se entenderam com os palestinianos que viviam na terra que eles ocuparam transformando-a em país. Agora e sempre. O mesmo comportamento. Será que é possível a Paz nesta região do Mundo? A anormalidade dos acontecimentos que se estendem por todo o Médio-Oriente precisa de um fim. O ódio racial, religioso e nacionalista não traz nada de bom. Olho para a minha infância e relembro o que então ouvia das guerras aí travadas. E continuamos no mesmo.
sábado, março 17, 2012
Salazar-de Santa Comba
A notícia, ou divulgação dela, deixou-me surpreendido. O Presidente da Câmara de Santa Comba Dâo quer lançar uma marca de vinho "Memórias de Salazar"! Assim mesmo. Já antes tinha havido polémica com a intenção de criar um centro interpretativo sobre o Estado Novo e Salazar. Acontece que o antigo criador e chefe do regime do Estado Novo era natural desta terra , ao que parece do Vimioso. Houve uma grande polémica sobre a proposta. Críticas, ataques, deslocações e perigo de confrontos em Santa Comba. Na altura não me pareceu que a iniciativa fosse de condenar. António de O. Salazar foi uma realidade nacional deste país. Construíu nome a partir da resolução do problema de endividamento (curioso e próximo) e da falta de disciplina. Usou da Ditadura que os militares instalaram com o golpe do 28 de Maio de 1926. Quero dizer que o Salazar não esteve sozinho na criação da ditadura nem da sua manutenção. Parece que toda a gente quer resumir na sua figura os males e as perseguições. Houve muito mais gente!
Mas a marca o vinho com o seu nome? Como é? Mais uma vez há apoiantes e datratores. Para mim, que nasci na época em que este senhor mandava, não me parece problemático. Compra o vinho quem quer bebe quem o desejar. Associar esta fórmula de marketing a uma valorização e restauro político é uma forma de mostrar que ainda não resolvemos os problemas dos medos da Ditadura.
Se ela quisesse aparecer agora - seja de que quadrante for - estarei na primeira fila do combate democrático. Agora o vinho e o centro de interpretação não me incomodam.
quinta-feira, março 15, 2012
Tempos de Mudança!
quarta-feira, março 14, 2012
A Justiça e a Política!
Escrevermos sobre a Justiça não é fácil. Podemos ser lidos e encontrarem matéria "crime" no que dizemos. Há sempre essa possibilidade! Ontem à noite ao ver a tv apareceu um senhor da Associação Sindical dos Juizes (acho que é assim o nome) a dizer que iam enviar para o Ministério Público a questão dos cartões de Crédito dos membros do Governo anterior. Haviam reunido informações que consideravam prova de haver duplicação de gastos e recebimentos. É curioso o facto! Já na revista Visão, n.º992, a pgs. 30, de 8 de Março, se fala no assunto, agora sobre os cartões dos governantes de agora. Mais transparência ou menos transparência! Para mim, cidadão que procura acompanhar as coisas da vida pública isto é curioso. Diz-se na dita revista que: "Foi exatamente isto que aconteceu à Associação Sindical dos Juízes ... Pretendia argumentar que a classe estava a ser prejudicada pelo Orçamento de Estado de 2011, nomeadamente em relação ao subsídio de renda, para o qual se previa um corte de 20%, quando para os organismos governativos, a redução do apoio se ficaria pelos 5% a 10 por cento".
Li e filosofei: Então os Juizes usam do seu conhecimento e intervenção na questão da Lei para defender as suas prerrogativas? Não questiono o direito a reclamar de situações que se consideram lesivas dos interesses de classe. Mas julgar em causa própria? Por que não foram os juizes, um de cada vez, a apresentar a questão? Foi a Associação? Os juizes constituem um dos lados do Poder. Exercem a justiça que é independente. Será?
segunda-feira, março 12, 2012
A emigração!
Para nós, os habitantes desta faixa atlântica, voltou em força um pesadelo antigo. Não me parece que seja verdadeiramente um pesadelo, talvez mais uma forma de esperança. Esperança de alto risco, de incertezas. Quando me debruço sobre as razões que motivam este caminhar constante encontro sempre as mesmas. De início, nos anos de quatrocentos, procurava-se uma nova oportunidade. As gentes, pobres na maioria, procuravam uma nova terra para melhorar a sua condição de Vida. Nos anos de quinhentos é a fuga às perseguições religiosas, a aposta na aventura conseguida. Os novos territórios das américas enfeitiçam a Europa. Depois, o continuar das perseguições religiosas, os conflitos armados entre as várias potências, tudo motiva o exôdo. De África tira-se a mão-de-obra. Segundo modelos de profunda desumanidade.
Para nós, agora, é a crise. Toda a gente acreditou que estávamos bem. Feita a descolonização entrou-se na comunidade europeia. Afinal não chegava. Para mim isto não é surpresa. Não produzimos a riqueza necessária para todos e com o nível que cada um quer ter.
À juventude está aberto um caminho doloroso. Mas começa a sê-lo, também, para os mais velhos. Não há trabalho e é preciso sustentar a família.
Precisamos de uma "Nova Ordem". Melhor regulação do que precisamos, queremos e podemos ter. Mas sempre na base da democracia e do respeito pela dingidade humana|
Nas Terras distantes do Afeganistão
Se já se cescreveu sobre a violência, a guerra, os atos de terrorismo, enfim, sobre as incongruências do ser humano, parece - sempre - que não dissemos tudo. Agora o que nos chega é a matança feita por um sargento americano no Afeganistão. Já tinhamos visto e ouvido o que se passou na Noruega com um atirador. A matar jovens e gente indefesa. Agora é um quadro militar que avança armado e executa civis. Aquela região do nosso mundo é muito instável. As gentes são radicais nos seus costumes e tradições. A religião comanda a vida. E agora? A seguir ouço - mais uma das muitas vezes desde que comecei a ser criança com entendimento - a matança de palestinianos. A aviação israelita bombardeia Gaza. Não me interessa saber os pormenores das razões. O que se houve e vê são aviões militares a lançarem misseis. Tudo volta ao princípio.
Os povos tem que ser tolerantes, quer no que respeita aos princípios religiosos quer no que se refere à política e domínio territorial. O contrário não nos vem ajudar.
quinta-feira, março 08, 2012
A violência que temos!
As coisas da vida comum não são fáceis de entender! Agora ficamos a saber que o jovem encontrado morto - e que barbaridade! - foi assassinado por dois amigos. Cabeça esmagada com pedras, facadas pelo corpo, arrastado, calças queimadas. Fica o registo da violência gratuita e inexplicável. Parece que estamos na Síria - no meio dos bombardeamentos e das atrocidades que se relatam.
A juventude não está a ser educada como devia ser! Quem assassinou foram dois jovens - ao que se diz - de 15 e 18 anos.
Talvez nunca se encontre a justa medida para todos. Educar, responsabilizar e formar, são ações que podem resultar para a maioria, mas haverá sempre quem ultrapasse as regras e não aceite o comum.
terça-feira, março 06, 2012
A Síria!
Daí vem mais horror. A chamada Primavera árabe mais parece ter-se tornado num inverno negro e sombrio! No Egito ainda andam à procura do lugar certo. Vá lá. A Tunísia parece ter encontrado o seu caminho. E a Líbia? Depois do que vimos com a prisão e execução pública de Kadafi, são só desgraças. As forças militares da Inglaterra e França (Força Aérea) intervieram para parar a agressão contra os civis e revoltados. Agora o que se faz? Ou pensa fazer? É claro, a resposta é sempre a mesma: o País é deles.
A Síria e os bombardeamentos de cidades revoltadas fazem um tempo de horror. Para nós, de formação humanista e cristã, é impossível ver a destruição provocada por interesses políticos e de manutenção do poder. Também é claro que tivemos a guerra de 39-45. Cidades destruídas. Bombardeamentos indiscriminados. Será que aprendemos alguma coisa? Fica um tempo de reflexão, humana e civilizacional.
segunda-feira, março 05, 2012
A Ponte de Santarém
Uma Ponte parece notícia. É o que podemos pensar. Por baixo dela passa o rio Tejo. Hoje é quase areia. Quero dizer: a seca deste ano fez baixar consideravelmente o nível das águas do Rio. A Ponte, construída em 1881, é uma obra que teve o trabalho da empresa construtora de Gustavo Eiffell. O famoso construtor da Torre de Paris. Esta ponte surgiu para ligar duas zonas importantes nas margens do Tejo: Santarém e Almeirim, permitindo a ligação com a linha férrea. Inaugurada no tempo da Monarquia, ganhou o nome do rei D. Luís.
Todos, por aqui, passamos sobre ela. Mas o que não se sabe é que, quando foi construída, era para peões, para carros de tração animal e para o gado. No Século XX foi transformada para permitir a circulação automóvel. A armação que sustenta os tabuleiros, na parte de viaduto, foi reforçada com apoios de betão.
Admirei a beleza das estruturas, o seu impacto na paisagem ribeirinha.
As fotos mostram a referida ponte, o alto de Santarém - Portas do Sol - e a zona da Ribeira de Santarém.
Há água. O rio vai caudaloso. Mas porque a tirei no ano passado. Agora façamos como a Senhora Ministra: ter fé em que vai chuver.
sexta-feira, março 02, 2012
Conhecer o Passado e as Origens.
A Estação Romana de Alto dos Cacos-Almeirim
Vamos apresentar o Livro O Acampamento Romano de Alto dos Cacos - Almeirim. Sendo um trabalho que resulta da parceria entre os arqueólogos e historiadores Eurico Henriques, João Pimenta e Henrique Mendes, constitui a primeira revelação em termos técnicos e científicos, da presença romana neste território. A apresentação será no dia 10 deste mês, pelas 15 horas no Salão Nobre da Câmara Municipal.
Eu localizei o espaço após a informação da realização de trabalhos agrícolas. Em corrida, a seguir um tractor de lagartas, consegui a recuperação de um espólio considerável e efetuar o registo das ocorrências. Agora, em conjunto com técnicos especializados na área, apresentamos o resultado do estudo feito.
Fica uma revelação e uma certeza: aqui as pessoas não sentem qualquer tipo de interesse pela salvaguarda dos vestígios de outros tempos. É só destruir o que se encontra "na sua propriedade".
A ocupação romana e pré-romana foi muito intensa na nossa região. Esperamos poder vir a revelar mais informação e trabalhos sobre este assunto.
terça-feira, fevereiro 28, 2012
A Colonização Inglesa
Tomei conhecimento, há poucos dias, da situação existente no Canadá. Tendo sido criada uma Comissão para analisar e investigar os casos de educação dos povos aborígenes, chegou-se à conclusão de que as crianças, filhos daqueles, passaram por inúmeros sacrifícios e maus tratos. Incluindo a violação, sendo aprovada uma elevada soma em dinheiro como indemnização. Nós já conhecíamos o que se passara na Austrália com os filhos dos povos nativos e com a declaração de pedido de perdão por parte do primeiro ministro.
Nós - os portugueses - que fomos colonizadores e teremos criado situações não muito boas, com violências e maus tratos, éramos, por assim dizer, os que apareciam em primeiro lugar como exploradores. Não foi assim. A separação dos filhos dos pais e a proibição de falarem - nas escolas e colégios para onde foram - a sua língua, a obrigação de aprendizagem do modo de vida ocidental. Enfim um vasto conjunto de violências acabou por ser o lugar comum dos dominadores europeus que se instalaram noutras regiões. Pode dizer-se que agiam com boas intenções, mais formação para povos mais atrasados. Será? As diferentes culturas, quando se encontraram, tiverem sempre situações de conflito e violência. Grecia capta ferum victorium cepisset - a Grécia vencida venceu o seu feroz vencedor - isto era para o facto de a Grécia, sendo dominada por Roma, ter passado a controlar o conhecimento e a educação dos romanos. Mas nem sempre foi assim. É bom sabermos isso!
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Afeganistão: o templo da loucura!
Há dias que soubemos de um facto insólito. Numa base norte-americana, no Afeganistão, queimaram alguns livros. Creio que de entre eles havia exemplares do Corão. Que é a Bíblia dos Muçulmanos. Não conheço o Livro! Mas sei que todos os muçulmanos o conhecem. Qual a reação ao acto? Gente vem para a rua. Ataca as bases dos forças da Nato. Assassinam pessoas. Oficiais americanos. Proclama-se o ódio à América. Segundo me lembro o Afeganistão esteve sujeito a uma governação que exerceu uma tirania e repressão, do pior que se pode imaginar, sobre o seu próprio povo. A intervenção militar foi contra um regime brutal que apoiava a Alkaida. Que fez os ataques nos EUA. Para mim é impossível compreender, ou aceitar, a violência de raiz religiosa. Já tivemos isso aqui na Europa. Não nos deixou boas recordações. Os países muçulmanos estão em grande convulsão. As revoltas para um regime mais equilibrado são enormes. Hoje a Síria debate-se com uma violência que não se pode aceitar e cujo termo se adivinha!
As religiões já passaram o seu tempo. A explicação do Mundo exige mais igualdade e liberdade. Os Homens e as Mulheres são livres e iguais. O pensamento e a sua expressão são direitos "sagrados".
Onde vai terminar aquele país?!
Ver Televisão e ler Jornais!
É notório o facto de que estamos num mundo globalizado que, por sua vez, está sujeito aos media. Ver Televisão não pode ser apenas o ver, há que se ter em conta que é necessário ver, ouvir e pensar. No momento em que corre o programa. Seja ele qual for. A caixa mágica passa-nos imagens a um velocidade impossível de controlar. Agora acrescentaram as notas de rodapé, que trazem mais informação. Ligaram o Jornal à Televisão.
Isto porque há dias fomos confrontados com uma reportagem televisiva no canal 1, a RTP. Falava-se sobre a família de Beja assassinada. Comentava-se, entrevistava-se e o que se mostrava? Que havia casos de incesto, que havia outras situações de relações sexuais. Como puderam fazer isso? As pessoas foram mortas de um modo bárbaro. Não estão cá para se defenderem ou argumentarem. Onde foram buscar as provas dos actos? É só apresentar coisas e depois tudo bem?
O Jornal o Público de Domingo, publicou uma entrevista com a Ministra da Agricultura. Atenção é da Agricultura, do Mar, do Ambiente, do Ordenamento do Território, e não sei se de mais alguma coisa. Logo aqui um espanto. Sabe tanto? Está preparada para exercer o poder sobre todas estas matérias? Isso não importa. É uma entrevista para a senhora falar das suas ideias. Neste tempo de Seca, de falta de água, o que diz? O Estado vai entregar terras que possui e não utiliza. Mais, vai propor a nacionalização das terras abandonadas? Como? Contra quem? Já passou de CDS a PC?!
Estes senhores e senhoras (que não tenho qualquer tipo de problema de Género) que nos governam deviam saber que a responsabilidade de exercer o cargo é para fazerem coisas para o bem comum.
Apresenta o Jornal uma nota com um comentário às propostas. Pouco se refere a elas.
Mas as fotografias mostram uma senhora na "passerelle". E viva a propaganda!
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
É Tempo de Inverno!
Estamos no Inverno! Não é coisa que se proponha para admirar. É o tempo dele! Mas o que é grave é que não chove. As alterações climáticas, afirmadas e defendidas por uns e rejeitadas por outros, parece que estão por aí. Inundações no Perú. Cheias na Austrália. Aqui temos um tempo seco. Frio, muito frio. Os campos, que deveriam estar alagados ou inundados, encontram-se secos, como no Verão! O ciclo da vida está alterado. Percorremos toda a faixa atlantica do território e nada de chuva. Gritam os alentejanos por falta de água. Não haverá pastos para os gados, as culturas não se desenvolvem. Clamam os do Centro e Norte que falta água nas barragens. De Espanha nem bom vento, nem bom casamento! É o que o povo diz - já há muito tempo - o certo é que os ventos continentais só trazem frio e secura.
Esperemos por melhores dias. Será que Março terá mais chuva? Nós, por cá, gostamos de Sol na Eira e chuva no Nabal. Mas por vezes nem sempre isso acontece.
terça-feira, fevereiro 21, 2012
É Carnaval!
Pois é! Estamos no Carnaval, ano de 2012. Aqui não houve a habitual tolerância de ponto de Terça-feira. Para dar o exemplo de trabalho e organização. Mas notamos que nos anos anteriores e nos anteriores a estes havia a dita tolerância. E não se estava com a Crise. A Crise, menina bonita, de vestido de organdi e lantejoulas. As medidas que se tomam para a contentar não parecem satisfazê-la. A resolução será a longo prazo. É o que me parece. Sempre o longo prazo. O futuro está a ficar muito comprido. Estica, alarga, cresce, mas não encolhe. Não é já ali, ao virar da esquina! Tenho que estamos na gestação da Nova Mudança. A organização politica e social que vivemos está em mudança. Aqui, na nossa terra lusitana, após o 25 de Abril "dos amanhâs que cantam", as coisas não param. Aquilo que se pretendeu estabelecer - a organização politico-administrativa e ideológica - falhou. O Estado não é a salvação. Faz parte da vida de cada um, mas não se agiganta. O curioso de tudo isto é que no momento em que as ditaduras de esquerda - principalmente na URSS - estavam em retrocesso e vieram a cair - para dar no que conhecemos - aqui procurava-se instalar o mesmo processo. Não dava e não deu.
Agora o futuro é uma busca de soluções para garantir o que temos e um novo processo! Ainda espero ver essa Nova Revolução.
sábado, fevereiro 18, 2012
Um dia de cada vez!
Li, ontem, a entrevista do ministro holandês que esteve em Portugal. Os contribuintes do país dele não gostam dos empréstimos porque olham?! e vêem o seu dinheiro a arder. Por causa das "manifs" gregas e outras mais por cá. Acho que tem razão. Se eu emprestar dinheiro a alguém fico à espera que ele tenha as condições para me pagar.
Continuamos com o nosso problema de emprego. Os 14% são um número fantasmagórico. Leio e custa-me acreditar. A juventude - sempre ela - precisa de caminhos para seguir o seu sonho. Se nós não lhes proporcionarmos as condições para isso, terá que ir à luta e procurar novos horizontes e novas formas de obter o que anseia. Aqui manda-se emigrar. Neste nosso país já fazemos isso desde 1415 - tanto tempo! E ainda não mudámos. O que há neste território e nesta gente que ainda não conseguiram um rumo certo e uma afirmação estável e duradoura?! Para mim acredito que o facto de aqueles que têm a coragem e a inteligência suficientes para novos passos e novos horizontes,não tem sido ponto de mudança. Esses, são perseguidos, marginalizados, arrumados em prateleiras. Sempre foram. Os que ficam, que dominam o poder e a administração, esses passam de pais para filhos, para netos, para afilhados. Há uma permanência de "genes", de ADN, que mantém sempre intactas as mesmas formas de conduta.
Ora bolas. Creio que já li isto em algum lado.
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
O Mundo que nos surpreende
Agora é a calamidade humana de Beja. O pai mata a mulher, a filha e a neta. Barbaridade de um assassino. Não vejo nem encontro outra explicação. O mais só pode ser o conflito entre a moral e a ética. Para mim predomina a ética, pois assim é que as sociedades se conduzem.
Os nossos amigos da Grécia, sempre eles, zangaram-se. Queimam tudo. Mas contra quem é que é a raiva? Contra eles próprios. Viveram acima das suas possibilidades - e nós também - agora chegou a hora do acerto de contas. A nossa preocupação está no que dizem de "contágio". Nós não somos gregos. Agora começo a compreender a expressão: "ver-se grego".
A nossa Juventude continua no barco da indeterminação. Sem uma juventude forte e determinada não vamos a lado nenhum. Espero que não embarquem em sonhos do tipo do "Holandês voador". Correr demais, sem ter em conta as regras do jogo, para ser o melhor e ganhar, às vezes não resulta. O que é necessário é alterar as regras. O conteúdo dá a forma ou será que é a forma que dá o conteúdo?
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Questões de hoje - Nós e o Mundo
Há que ser persistente. A questão do discurso que é não-discurso, feito pelo Presidente do Parlamento Europeu, contínua a dar que falar e refletir. Agora o senhor diz que não disse o que disse. Era outra coisa que queria dizer. Estes políticos que dizem o que não dizem são muito engraçados. Somos um País pequeno e com dificuldades. Mas sempre assim fomos. O que é necessário é conseguir "subir de novo a montanha"! Talvez seja bom lembrar um provérbio chinês (ora bolas!): por trás de uma montanha há, sempre, outra montanha muito maior!
O acordo ortográfico tem sido mais um momento do momento. Já se sabe que ainda está por aprovar em Angola e Moçambique. Creio que aí, nessas paragens africanas, ocidentais e orientais, o problema estará nas línguas nativas e na questão da libertação do colonialismo (agora na sua fase de lembrança de outros tempos). Tenho, na minha secretária, um livro explicativo das regras introduzidas pelo dito acordo. Para além das palavras com grafia diferente, aglutinadas e justapostas, o principal das alterações está na queda das consoantes mudas. Se tivermos em conta a manutenção de muitas delas em palavras de acordo com a pronúncia do português europeu, não me parece que haja grandes diferenças.
Agora a senhora da Alemanha - mas que importante se está a tornar esse País - vem dizer que a aplicação dos fundos comunitários, na Madeira, não foi feita em favor do desenvolvimento e da inovação. Creio que ela não conhece o Jardim. Então não é inovação utilizar os dinheiros públicos para se manter no Poder? Não é desenvolvimento criar o processo de manutenção da oligarquia?
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
União Europeia - Controlo Europeu?
Acabo de ouvir o represente alemão no Parlamento Europeu. Segundo Sua Exc.ª Portugal não pode ter relações económicas e financeiras com Angola. Diz ele que ficamos mais imobilizados. O convite feito para o investimento angolano em Portugal não é saudável e não se deve fazer. De todas as razões que aponta fica uma sem-razão inexplicável. A União Europeia - onde diz que se deve procurar o apoio e investimento - não tem respondido com a necessária eficácia às questões que nos afligem no dia a dia. Até há alemães que nos chamam os preguiçosos da União.
As relações com Angola começaram no final do Século XV. Esse vasto território esteve sob administração portuguesa até 1975, ano da Independência. A Comunidade dos PALOP funciona e, esperamos, virá a ter um lugar especial no Mundo. Há investimento português em Angola e vice-versa. Não me parece que seja uma atribuição dos parlamentares do PE a condução dos interesses nacionais de cada país.
Já agora acrescenta-se: a Língua falada em Angola é o português.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
Acordo Ortográfico: eis a questão
Já há muito que se escreve sobre este Acordo. Como já referi é um instrumento de regulação linguística - o português - destinado a vários países:Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guinés-Bissau, São Tomé e Timor. Um Mundo diverso e à escala da nossa bola azul.
Foi aprovado por todos - creio eu - para entrar em vigor em Portugal este ano. Por todos? Parafraseando Goscini e Uderzo: todos não, há, lá na tirinha oceânica do Norte, quem resista!
Há anos passados, aí por 1976, estive colocado na Escola do Sardoal. Fica próximo de Abrantes. Nas voltas pela região surgiu-me uma localidade com o nome de Brescovo. Fiquei surpreendido. De onde vinha aquele nome "que raio de nome!". Das buscas feitas chegou-me a informação: primitivamente chamava-se Brejo da Couve. Aí está. A pronúncia popular, sempre ela, aligeirou as palavras e deu origem a um nome. Claro que isto não seria aceite, hoje, pelos defensores do não Acordo. Acredito que a língua é como tudo o mais: evolui, transforma-se, enriquece. Hoje a Língua Portuguesa é a forma de comunicação de povos diversos. Resultou da expansão marítima. Não considerar o valor das contribuições desses povos para o engrandecimento do nosso idioma é uma menorização da nossa cultura e da sua grande capacidade de adaptação. O fundamentalismo não ajuda, antes e pelo contrário, é fonte de inércia e de obscuridade.
sábado, fevereiro 04, 2012
Almeirim- Ribatejo - Portugal - Uma novidade local!
Acrescento agora um evento. Ao longo dos últimos 30 anos estudei o Alto dos Cacos - zona arqueológica do concelho de Almeirim. Recolhi informações e materiais. Agora, com o concurso de dois especialistas na área da arqueologia, avanço com a publicação do trabalho: O Acampamento Romano do Alto dos Cacos - Almeirim.
Os dois arqueólogos de Vila Franca, João Pimenta e Henrique Mendes, aceitaram a tarefa de um estudo mais minucioso e técnico que veio enriquecer o que aí tive a oportunidade de recolher. O que nos parece é que a nossa região, margem esquerda do Tejo, teve um papel mais evidente na colonização romana. A publicação está prevista para Março, dia 10.
Acordo Ortográfico!
Acabo de saber o que me parecia impossível: O responsável - nomeado pelo Governo - para o Centro Cultural de Belém, mandou retirar os indicadores das novas regras da Língua Portuguesa do sistema informático do dito Centro. Acontece que o Acordo Ortográfico foi discutido durante anos. Estiveram envolvidos todos os países que falam a Língua Portuguesa. Num Universo de mais de 240 milhões de pessoas nós, portugueses, somos cerca de 10 milhões. Mas o dito Acordo foi aprovado pelas instâncias oficiais, Governo e Assembleia da República e é para entrar em vigor este ano.
Mas Sua Excelência o Snr. Graça Moura - deputado europeu nas listas do PSD - acha que não. Foi nomeado pelo Governo dos seus partidários e aí está. Ele quer, manda e pode. E o respeito pelas regras administrativas? É esta gente que nos governa. Não respeitam o que não lhes agrada. Vai daí, anula.
Eu estou de acordo com o dito Acordo. As coisas da vida e do uso comum, mudam. Tudo se transforma. Sendo investigador de História Local, tenho consultado inúmeros documentos do Século XV ao XX. Neles é fácil verificar as transformações que a nossa língua escrita e falada sofreu.
Eu ouvi a notícia. Mas não quero acreditar.
terça-feira, janeiro 24, 2012
Almeirim - Pessoas e Factos - A escola da Minha Infância
No seguimento do que fazemos na Associação de Defesa do Património, abrimos no dia 7 a Exposição sobre "A Escola da minha Infância". Esta Expo pretende reviver os tempos dos nossos avós e pais, quando ir à escola era um benefício só para alguns. A amostra, que conta com materiais recolhidos junto das Escolas Primária e antigos alunos (algumas pessoas ainda guardam os materiais)faz uma retrospetiva sobre os tempos finais da Monarquia, 1.ª República e Estado Novo.
Na disposição dos materiais optou-se por não acrescentar textos explicativos uma vez que as páginas dos livros e cadernos que então se utilizavam são bem explicitas do processo de ensino que se seguia.
Ali podemos ver os livros de leitura, geometria, gramática, história, os instrumentos de peso e medidas de volume e capacidade, os mapas.
Ao corrermos a amostra, os nossos olhos transportam-nos para um tempo em que a exigência do saber ultrapassava as capacidades de entendimento dos alunos (6 aos 9 anos). Esta Exposição pode ser vista em Almeirim, até ao dia 4 de Fevereiro, na Galeria Municipal
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Portugal, terra Linda.
Pois é isso mesmo. Somos lindos? Não sei se esta definição corresponde ao sentimento de toda a gente (exagerado) ou de alguns. Continuamos segundo a cantiga que nos ensinavam quando eramos crianças: "Lá vamos, cantando e rindo, levados, levados sim...".
Há acordo para as reformas laborais e todos gritam. Aqui del Rei que nos matam, aqui del Rainha que nos tiram o rendimento, aqui del Presidente que é bom. Ora em que ficamos? Já é costume os senhores da CGTP fugirem das reuniões em que se discutem coisas sérias e graves. Simplesmente: quando sentem esturro fogem! Depois é o que se vê. Aparecem como heróis (que eles se classificam bem)os outros são traidores. Tenho para mim, que fui sindicalizado e paguei as minhas cotas, que a ligação dos Sindicatos e Centrais Sindicais a interesses partidários é uma machadada de morte nas organizações laborais. Basta sair à rua para ver os cartazes do PCP a anunciar e reclamar a Greve Geral. O mesmo para os do BE. Mas será que esta decisão compete as partidos de extrema (?) esquerda? Aparecem como os senhores e guias dos trabalhadores. Não acredito nisso e parece-me que estão a lutar pela sobrevivência e para conseguirem alguma audiência. Isso é mau para quem trabalha.
A Madeira do Jardim (com ele no Leme) não assina acordo? Terá mesmo que ser assim? Há dias li a notícia de que estava em julgamento a importância de 25 euros. O Pingo Doce não desistiu da queixa contra um individuo que procurou levar bens nesse valor. Mas foi detetado e tiraram-lhe o que levava. Está já no Tribunal, o caso começou em - pasme-se - 2011. O Governo do Jardim violou as regras legais sobre Orçamentos, não incluiu despesas nas contas públicas. Onde gastou a massa? Que concursos foram feitos? Obras dadas a quem?
Vamos a isso, quero de volta os meus subsídios: Férias e Natal. É lindo o meu País.
domingo, janeiro 08, 2012
Nós, os que ficamos!
Há um reboliço informativo e reclamativo. Todos protestam, comentam e... Parece que continua a revolta. O famoso Soares dos Santos - creio que da Jerónimo Martins - que fazia comentários sobre a melhor governação, que proferia "verdades" sobre o 1.º Sócrates, agora vendeu o que tinha ká e passou-se para a Holanda. Para mim é simples: nós vamos suportar a recuperação de Portugal e da Holanda. Pagamos para lá os impostos que outros deveriam pagar cá. Tudo isto é igual a "CáCá" (ou será caca?) ou então CáLá.
Fica claro que todas as dificuldades financeiras serão (e sempre foram) suportadas por quem trabalha e vive do seu salário. Será que também posso deslocar os meus rendimentos para a Holanda?. É que ao ficar sem o subsídio de férias e de Natal - é bom lembrar que o do Natal foi atribuído por Marcelo Caetano em 1972 e o de Férias foi com o Governo depois do 25 de Abril.Acrescenta-se que o de Férias para os aposentados foi criado pelo Prof Aníbal C. Silva - vai provocar uma redução drástica nos meus proventos de Professor Aposentado. Posso deslocar para o país das flores? Será que aí pagam tudo?
Reflexões parvas e desmioladas, dirão alguns, mas pertinentes, penso eu.
Este ano de 2012 deveria trazer mais certezas, ou então pensarmos que seria assim. Temos que lutar por nós e pelos nossos jovens que procuram a saída para o seu sucesso.
Para eles um desejo: a esperança e a persistência podem dar bons resultados.
A Escola da Minha Infância, uma Exposição para ver
Abriu ontem, dia 7, a Exposição "A Escola da Minha Infância". Integrada no ciclo "Almeirim-Pessoas e Factos"que pretende reviver e mostrar o que foi a Escola dos nossos avós e nossa. Apresenta um conjunto de documentos e materiais didáticos utilizados entre os anos 1890 e 1978. Quase 100 anos de Escola Primária neste concelho. Está patente na Galeria Municipal de Almeirim até ao dia 4 de Fevereiro.
Sendo um dos elementos da Direção da Associação de Defesa do Património, de Almeirim, não poderia deixar de referir este acontecimento Cultural. É de acrescentar o agradecimento a todos os que forneceram informações e cederam material para a Exposição. Sendo eu um "chegado a esta terra" - embora os meus pais daqui sejam naturais, não posso deixar de referir o acrescentamento que esta inicitiva transporta para todos. Boa visita.
Um Bom Ano, que virá!
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Estou-me Marimbando
Ora viva. Agora os resultados de tanta austeridade e de tanta privação. E"ainda a procissão vai no adro"!
Um jovem deputado resolve dizer o que sente! Estará tramado? Não me parece. A vida para os jovens está cada vez pior. A procura da formação mais própria e mais avançada deveria terminar no resultado esperado: direito ao trabalho na sua área. Deveria! É o que se pode dizer, mas não concretizar.
A palavra "marimbando" é de origem africana, não sei se angolana ou moçambicana. Mas é uma palavra do léxico português. E diz tudo.
Quando somos diariamente confrontados com os julgamentos financeiros dos senhores dos EUA apetece dizer isto e muito mais. A guerra agora está a ser localizada nas moedas: euro versus dolar. Se o euro continuar a afirmar-se e o dólar continuar secundarizado como vai ser a economia dos EUA? Com tudo o que devem e gastam? Vai daí, como nas pequenas histórias de encantar, organizam um ataque sistemático à Eurolandia. É melhor esperarmos que a vitória final nos caiba em sorte.
Até lá continuaremos a pagar para os outros e a apertar o cinto.
Bom Natal e que o ano que dizem que vem chegue com novas revelações! Mas agradáveis.
quarta-feira, novembro 30, 2011
Notícias de lá!
Tenho lido muita coisa sobre as terras de Angola! Há pouco surgiu uma nova publicação! De gente que veio de Luanda. É obvio que há uma necessidade evidente de se contar o que foi o tempo da Angola de feição europeia. A História não se compadece com ses ou com encobrimentos. A verdade Histórica passa pelo sentido correto da realidade e pela revelação das ocorrências que se verificaram. Não só agora, como ontem e até de há mais tempo.
Tenho para mim que já devia ter escrito alguma coisa sobre o assunto. Mas a disponibilidade de tempo e paciência nem sempre ajudam e, às vezes, mais parece desculpa. Neste momento estudo a História Local de Almeirim. A pesquisa documental sobre o tempo e as ações que aqui ocorreram não é fácil nem rápida. Mas lá vamos.
Se bem que não gostaria de escrever as Memórias, talvez fosse mais correto acrescentar "o relato de factos".
Até ao próximo dia.
quarta-feira, outubro 19, 2011
Há que ter Uma Esperança!
De acordo com o que já escrevi antes as coisas concretizam-se: sempre nos vão tirar o subsídio de férias e do Natal. Já não é preciso falar do "passeio e do asfalto a pagar, em frente de nossa casa". Agora fica a sensação da impotência e da busca de novas oportunidades (??).
Gostaria de escrever alguma coisa sobre a nossa juventude. Onde vão estacionar no começo da vida? Quais as esperanças que vão herdar? A luta por um lugar é dura e dificil! As oportunidades que surgem são manipuladas e dirigidas. Tudo é incerteza.
Mas há que procurar a esperança - no sentido de que se consegue obter o desejado - na capacidade de organização de trabalho. De resistência à tentação do "eu quero e dá-me". Em nenhum outro tempo a Juventude teve tanto conhecimento e tantas capacidades de ação como hoje.
Lutem por um lugar ao Sol sem escurecer os outros.
segunda-feira, outubro 10, 2011
Eu Quero! Eu Quero! Eu Quero!
Fiquei surpreendido com a letra da música dos da "Luta". Sábado à tarde, na RTP1. O dito conjunto musical, o que foi ao Festival para nosso mal, cantou "Eu quero um Hospital" Eu quero transporte" (...) e não sei que mais. A surpresa vem do texto. Todos nós queremos mas há uma diferença entre o querer e o ter. Talvez esteja aí a raiz do nosso problema. Para ter é preciso querer e para querer é preciso fazer.
O desenvolvimento da linha de ação política que conduziu a esta forma de resolução dos problemas do "povo" conduziu à Madeira e à situação em que aqui vivemos. Esperar que os nossos problemas e necessidades se resolvam porque queremos é esperar por milagres. E estes são muito dificeis de acontecer(é o que diz a Igreja).
Só com muita disciplina, organização e perseverança é que conseguiremos satisfazer o: eu quero!
A propósito: não acredito nas profecias e afirmações de que somos os piores, os malandros, os madraços. Somos mais que isso e é preciso fazer para querer que a verdade seja outra.
Junto uma caricatura de Bordalo Pinheiro. Do tempo em que todos "queriam" do Orçamento.
sexta-feira, outubro 07, 2011
Um Mais Querer Que Bem Querer!
Ouvir as notícias diariamente é coisa que enche a nossa capacidade de entendimento. Agora há uma que (?) me surpreendeu ainda mais: foi suspenso o Prémio para os Alunos mais Classificados do 12.ª Ano. Bem, suspenso não, mandou-se que fosse destinado às necessidades de apoio(?) das Escolas. E vai daí a Ordem dos Médicos resolveu assumir 10, outras entidades assumiram outros. Bom, moral de história: não dar o prometido que é esperado merece o inferno. Ouvi os comentários dos alunos que deixaram de receber. Trabalharam para isso; esforçaram-se, já contavam com ele!
Ao que parece há um conhecimento limitado das aspirações e crenças da Juventude.
Agora sim. Lá do outro lado do Atlântico começam a protestar. E contra os senhores da Finança. Os que nos trouxeram esta m... de situação. Ainda bem. Imponham a devolução dos dinheiros ganhos com a mentira dos pacotes de investimento que não existiam.
Morreu Steve Jobs. O da Apple. Conheço muito do seu trabalho e exigência. Tem direito à lembrança eo reconhecimento.
sábado, setembro 24, 2011
Abriu-se a Caixa de Pandora!?
As situações continuam a desenvolver-se. Mais rápidas do que esperaríamos. A Madeira é o Outono do nosso descontentamento. O célebre Jardim, agora vai "Nu". Como foi possível deixarem este senhor chegar a este ponto? A Autonomia, consagrada na Constituição, é uma conquista democrática importante para as regiões insulares. Então para que serviu, ali na terra do Max(peço-lhe desculpa por invocar o seu nome)!? Para terem um responsável oportunista que jugou com os dinheiros públicos para se manter no Poder. Será que usou a sua fortuna pessoal para as Obras? Brincadeiras de mau gosto!
Essa da Independência é um espanto. Então e os seus direitos de Autonomia só serviram para sugar ao "Continente"? Onde está, ou esteve, a sua capacidade gestora e de inovação? Nos cofres da Repúplica! Que nós pagamos.
Há nuvens pesadas sobre o País. Os jovens estão a pagar um preço demasiado elevado por todas estas tropelias.
sábado, setembro 17, 2011
Madeira - Pomba Branca ou Corvo Negro?
Já está consumado! Ficámos a saber o que se adivinhava: o Jardim deve mais de 1.000.000 e não sei quantos. Quando estamos a suportar o quase "insuportável" sai-nos esta da cartola ilhotesca. Como é que foi possível chegar aqui? (ainda não sabemos o mais que pode vir). Daquelas bandas do mar oceano só vinha insulto, ameaça, cariacaturas grotescas da realidade. A oposição e quem fosse do contra não tinham direito à expressão.
Orçamentos falsificados? Por um Governo Regional? Não. Isso é dos colonialistas do Continente.
Estou a ficar revoltado, o que quer dizer revolucionário.
E agora? Vão-nos tirar o subsídio de férias? E mais um imposto sobre o passeio fronteiro à nossa casa? E já agora aos metros quadrados de asfalto (para quem o tem).
As filosofias pensantes sobre o comportamento político desta Região não chegam para explicar o que se consumou. A Democracia é o melhor regime de organização das sociedades. Mas, talvez por isso, tem fragilidades. Há que as assumir e dizer "com toda a frontalidade" que o Jardim não tem nada de democrata e muito menos de administrador bem educado e sofrivelmente organizado.
Vamos defender a Madeira, que é um jardim. Fora com os malandros.
sexta-feira, agosto 19, 2011
Novos Tempos, Velhos Tempos
Agora é tempo de refletir. Sobre o que vivemos. O Mundo está em mudança. E não se percebe para onde se quer ir. Aqui, no nossos espaço, as coisas continuam a não ir bem.
Assistimos ao ataque continuado da Oposição (em conjunto) ao Governo do Sócrates. Vai daí? Eleições. Agora é tempo de Passos e de Portas. E então? Antes iniciaram o movimento de anular as taxas moderadoras da saúde. Agora? Acabam-se os apoios às despeas com tratamentos, com diagnósticos, exames. Bem. E vamos Bem.
Acabe-se com o TGV. Já. Quando formos Governo é liquidado. E então? O que se fez? Não sabiam? Os compromissos internacionais assumidos? Ignoravam? Boa gente. Santa gente.
Aqui nos Algarves vou refletindo. E ouvindo e vendo. É só gerúndio porque não dá para mais.
quarta-feira, julho 27, 2011
Aos Novos Tempos sucedem Novos Tempos
A minha ausência tem um motivo. Parece que me estou a cansar destes processos de vida e de organização. Tudo está de pés para o ar e há quem considere o "tudo bem".Há a crise. Em crise já vivemos nós há muito tempo. Fomos sempre adiando, encontrando alternativas escapatórias. Adiando. Vamos acompanhar o processo da salvação para saber o que a realidade nos prepara!
Agora não podia deixar de registar algumas opiniões. Oslo. A terra dos nórdicos. Os que se dizem civilizados e que são a inteligência e a organização. Afinal não tinham nada. Há um energúmeno que pega na arma, que tinha, e vai a uma ilha onde estavam centenas de jovens e mata o que lhe aparece pela frente.
A polícia teve que arranjar transporte para lá ir salvar as pessoas. Trájico. Não há discursos ou alegações que valham. Mentes criminosas.
Agora, outra vez, Amy Winehouse. Morreu. Pronto. Assim mesmo: morreu. E quando se apresentava em público em estado alterado e incontrolável? Tudo é permitido. E depois lamentam-se.
Mas que coisas para lembrar. O Mundo não é um "mar-de-rosas". A liberdade e a democracia não podem permitir o livre-arbítrio.
sábado, maio 14, 2011
Açores - As ilhas de Encanto!
segunda-feira, maio 09, 2011
Açores - Terras do Pico
Agora estou por terras dos Açores. Terceira, Faial e agora o Pico. Depois S. Miguel e volta a Lisboa.
Esta escrita tem por fim registar apenas um primeiro comentário. Fiquei impressionado com a paisagem. Não conhecia a terra vulcânica. Agora já dá para perceber a sua formação e transformações ocorridas durante os tempos geológicos. Mas o que é de considerar é o conhecimento do esforço humano que foi necessário fazer para se habitar estes territórios e viver neles.
Um cumprimento muito especial para os açorianos.
sábado, abril 30, 2011
Avaliação e desempenho profissional!
Agora o que já se sabia. O tribunal Constitucional anulou a suspensão da Avliação de Professores, decidida pela A.R. quando já estavam de partida.Já escrevi que a Avaliação de trabalho, para verdadeiros profissionais, é uma exigência que não se pode ignorar, ou, então, impedir que exista. A votação da "Santa Aliança", que pretendia a nulação da dita Avaliação, que já estava em marcha e que procurava distinguir o trabalho sério da simulação, tudo isto, foi feito com espírito de arrogância, rancor e cálculo político.
Mas o que me surpreende é o facto de os deputados da A.R. não saberem o que fazem e, ainda pior, não conhecerem os limites do Poder que exercem. Sem Avaliação não há qualidade no trabalho qe se faz. Não há respeito pelo mérito de cada um. Pior será uma Avaliação feita pelos avaliados. Seria bom que, por exemplo, o treinador da equipa 1 fosse para o jogo com as suas regras e exigências!
Há que se tirar o oportunismo político da Carreira Docente.
terça-feira, abril 19, 2011
Não Vou! Não Negoceio!
Acabo de ouvir e ver a posição de dois Partidos que se reclamam de esquerda: Não vão reunir com os senhores do FMI e da CE e do BCE. Mas que novidade. Quando alguém vem à nossa casa para nos ajudar ou tentar explicar qualquer coisa é de bom tom receber e ouvir. Não se recusa ou despreza. Enfim. Mas então? vão continuar a receber os vencimentos das funções políticas? com o dinheiro que eles vão emprestar? Ou não?
Não me agrada o FMI e companhia. Mas recebemos os apoios da CE para a integração e desenvolvimento.
O nosso modelo de base, surgido após o 25 de Abril, que consubstancia o Estado Social, está falido. O Estado não é a salvação. Há que repartir e tornar a dar. Esperemos mais consenso em torno das necessidades nacionais e não dos interesses ideológicos. A Utopia deve existir, mas é, e sempre será, Utopia.
domingo, abril 10, 2011
Novidades da Primavera
sábado, abril 02, 2011
Geração À Rasca!
Já tive oportunidade de assinalar a minha opinião sobre esta designação escolhida para a juventude de hoje. É claro que há razões para se concordar com ela assim como as há para a não concordância. As dificuldades aguçam o engenho, é o que se costuma dizer. Só que temos de aceitar que as dficuldades da juventude de hoje são mais especializadas e, por isso mesmo, mais dificeis de ultrapassar. O facto desta juventude ter como formação o Curso Universitário, muitos com especializações diversas, acrescenta valor às dificuldades e às reivindicações. O que me parece é que se está a criar uma forma de contestação que leva à negação das realidades sociais e políticas, ao mesmo tempo que se pretende entrar nelas. O célebre Coelho da Madeira, agora, já aparece a oferecer o Partido dele para servir "O Movimento" ? Agora já é Movimento. A pretensão de se apresentar na AR um pedido legislativo sobre a situação dos recibos verdes parece-me legítima. Mas o que leio é um conjunto de conclusões, de gente de fora e que se pretende comentadora eficaz, que aparece a rejeitar as organizações Políticas e a classificá-las como nocivas. Foi isso o que disseram os grandes ditadores do Século XX: Estaline, Mao, Hitler, Enver Hoxa, Castro e o nosso Salazar. Sim, nosso porque também tivemos direito à receita das reivindicações (com a 1.ª república).
À medida que vamos envelhecendo - nos, os pais da geração à rasca - vamos criando maiores distâncias em relação à juventude e aos seus anseios e esperanças. Esse é que é o problema. A juventude atual é a nossa continuação, das nossas esperanças e dos nossos desejos de um mundo melhor. Separando o trigo do joio acrescento que é necessário permitir à juventude o lugar e os direitos que lhes competem.
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