Uma forma de Presença sobre a vida do nosso dia-a-dia e as ocorrências gerais de Almeirim, do Ribatejo e das posições culturais políticas e económicas do país. Livros e leituras, gente e comentários, numa forma de ser e de conhecer.
domingo, abril 10, 2011
Novidades da Primavera
sábado, abril 02, 2011
Geração À Rasca!
Já tive oportunidade de assinalar a minha opinião sobre esta designação escolhida para a juventude de hoje. É claro que há razões para se concordar com ela assim como as há para a não concordância. As dificuldades aguçam o engenho, é o que se costuma dizer. Só que temos de aceitar que as dficuldades da juventude de hoje são mais especializadas e, por isso mesmo, mais dificeis de ultrapassar. O facto desta juventude ter como formação o Curso Universitário, muitos com especializações diversas, acrescenta valor às dificuldades e às reivindicações. O que me parece é que se está a criar uma forma de contestação que leva à negação das realidades sociais e políticas, ao mesmo tempo que se pretende entrar nelas. O célebre Coelho da Madeira, agora, já aparece a oferecer o Partido dele para servir "O Movimento" ? Agora já é Movimento. A pretensão de se apresentar na AR um pedido legislativo sobre a situação dos recibos verdes parece-me legítima. Mas o que leio é um conjunto de conclusões, de gente de fora e que se pretende comentadora eficaz, que aparece a rejeitar as organizações Políticas e a classificá-las como nocivas. Foi isso o que disseram os grandes ditadores do Século XX: Estaline, Mao, Hitler, Enver Hoxa, Castro e o nosso Salazar. Sim, nosso porque também tivemos direito à receita das reivindicações (com a 1.ª república).
À medida que vamos envelhecendo - nos, os pais da geração à rasca - vamos criando maiores distâncias em relação à juventude e aos seus anseios e esperanças. Esse é que é o problema. A juventude atual é a nossa continuação, das nossas esperanças e dos nossos desejos de um mundo melhor. Separando o trigo do joio acrescento que é necessário permitir à juventude o lugar e os direitos que lhes competem.
sábado, março 26, 2011
Avaliação, Trabalho, ... Avaliar!
Agora mais uma! O nosso célebre Parlamento - diga-se Assembleia da República - aprovou, através da Santa Aliança, a anulação do Processo de Avaliação para os Professores.
Fico surpreendido! O que representa o valor e a qualidade de uma Profissão é a Avaliação que a mesma sofre em todo o processo da sua ação. É curioso registar que se diz que se aceita a "avaliação" mas, esta, não! Qual será? A que os avaliados exigem. Melhor, quem se sujeita a ser avaliado é que quer ditar as regras do processo!
Já fui avaliado e já fiz avaliação! Não ditei as regras ao que fui sujeito e não abdiquei do direito de proceder à aplicação do processo avaliativo.
Não vi que tivesse sofrido males por isso. Antes pelo contrário, progredi na carreira. Infelizmente vi outros, graças ao processo existente, progredir como eu quando não tinham realizado metade do que eu havia realizado. Coisas que se querem continuar!?
Cá para mim há a certeza: o individuo a ser avaliado não pode ditar as regras! É mais democrático, aberto e leal!
quinta-feira, março 24, 2011
Austeridade! Sim? ou Não?
Ontem assistimos ao inevitável. As medidas governamentais para reduzir o déficit do Estado não foram aceites pelas forças políticas da Oposição e o Governo saíu. Estamos numa situação que lembra outros tempos, tempos constantes e continuados. Desde o Século XVI que se repete a situação: o estado não tem dinheiro para pagar as suas despesas, e, vai daí, pede empréstimos e aumenta os impostos.
Como somos nós para estarmos em constante repetição? Talvez masoquistas? Itimeratos? Seja o que for, não me agrada esta situação. Não fui educado a viver à custa das benesses do Estado. Tendo nascido em Angola não tinha apoios sociais, de saúde ou outros. O que se conseguia resultava do esforço e do trabalho de cada um e de cada família.
Como vamos ultrapassar a situação? Pelo que disseram as Oposições, todos e a uma só voz, há solução e não é necessário exigir sacrifícios. Boa. Venha o novo Governo para nos dar o que queremos.
E viva o "regabofe".
quinta-feira, março 10, 2011
Estamos todos "À Rasca ?"
Parece que vai haver uma manifestação de jovens (?) sobre as dificuldades resultantes de terem formação universitária e não terem emprego ou, então, estarem em trabalho precário ou com os chamados recibos verdes. É engraçado ouvir esta justificação. Ela lembra-me os meus tempos de estudante, no Liceu e na Universidade, o que quer dizer nas décadas de 60 e 70 do Século que já passou. Tanto tempo.
Quando estava a finalizar o Liceu o que se discutia era a empregabilidade de quem se formava. Ao tempo as notícias chegavam-nos da Suécia. Os jovens suecos, saíam da Universidade e tinham que se sujeitar ao emprego que era possível encontrar, fora do que era a sua formação. Já na Universidade, numa discussão sobre o mesmo tema, o Prtofessor Joel Serrão dizia: Estive recentemente nos EUA, em casa de um amigo universitário. Vou lá para partcipar em Encontros e Colóquios. Fiquei em casa dele, pois quando ele vem a Portugal fica em minha casa. Uma noite levou-me a jantar a um restaurante de qualidade (5 estrelas). A empregada aproximou-se para registar o pedido de refeição. O professor americano falou familiarmente com ela, conheciam-se pelo nome. Ele, português, admirou-se. Vem cá muitas vezes? perguntou. O americano respondeu que não. Era caro, só vinha com amigos em ocasiões especiais. Então? conhece bem a empregada. Responde o dito americano: Á, ela foi minha aluna na Universidade, boa aluna. Vai ter um bom futuro.
Perante a admiração do professor Joel Serrão, ele acrescentou. Aqui é assim, não basta ter um curso universitário para ter garantido um lugar. É preciso lutar por isso. É o que ela está a fazer.
Prarece-me que todos querem tudo dado. O meu progresso pessoal foi feito à custa de muitas dificuldades.
A juventude de hoje parece estar à espera que lhe ofreçam tudo. A vida é uma luta contínua.
Não estou de acordo com a afirmação de que se está a hipotecar o futuro dos outros. Então e o nosso? O que nos entregaram para resolver?
terça-feira, fevereiro 22, 2011
50 Anos da Guerra de África
Este ano fazem anos a memória e o sofrimento. Aconteceu, pela primeira vez, em Fevereiro, Luanda dia 4, ano de 1961. A revolta contra o envio dos prisioneiros políticos para o Tarrafal produziu várias mortes. Mas o pior estava para vir. 15 de Março, massacres da UPA. Foram indiscriminados e de extrema violência.
Falar ou comentar a Guerra Colonial sem ter em conta os acontecimentos de Angola, em Março, é não atingir os pontos cruciais da História.
Milhares de pessoas, homens, mulheres, crianças, brancos, mestiços e negros, foram massacrados à catanada, numa erupção de violência que se devia esperar e não se teve em conta.
É preciso lembrar os mortos, todos os mortos, para se ter a dimensão do sofrimento e do que custou a Guerra da Independência das colónias portuguesas de África.
Há sempre mais uma memória para descrever, uma revelação a acrescentar.
Há fogo a Oriente!
Estamos a assitir a um novo mundo. As revoltas das populações de credo muçulmano são extraordinárias. Há uns tempos atrás seria impensável considerar esta movimentação.
Agora tudo está em mudança. As ditaduras estão a ficar sem sentido.
A net, e com ela, os lugares de encontro e debate podem muito.
E viva o facebook.
quarta-feira, dezembro 29, 2010
Reflexões para uma certeza.
domingo, dezembro 26, 2010
Um ano que termina!
segunda-feira, dezembro 13, 2010
De Monsaraz a Portel
O Alentejo e o Alqueva
terça-feira, novembro 16, 2010
Benfica do Ribatejo - Uma vila colorida
sábado, novembro 06, 2010
À Cadeia com quem Governa
Depois de um longo período de hibernação. Que isto de se atender ao bate-à-porta para vender o acesso mais barato é um problema. Volto a escrever algumas palavras.
Surpreendeu-me o que acabo de ler. O lider do PSD diz que se deve responsabilizar civil e criminalmente pelo mau desempenho da economia. Mas isto foi o que fez o Joseph Staline, na década de trinta do Século passado. Perante o colapso do regime que tinha criado: a nacionalização e ocupação brutais das propriedades e meios de produção da União Soviética (com a execução de milhões de mujiques), a economia estava a degradar-se. Vai daí, para além de criar os Planos Quinquenais, com resultados obrigatórios, estabeleceu penas gravíssimas para o seu não cumprimento. Estamos todos a ver o que isso deu. Hoje, com o desaparecimento da URSS e a chegada a Portugal de centenas de milhar de emigrantes dessa região, podemos pesar bem do que foi esse regime.
Esta afirmação nunca a ouvi do PCP, que se considera herdeiro das teorias marxistas-leninistas.
Vivendo e aprendendo.
Só interessa saber se a aplicação desta proposta vai ser sempre cumprida. Quando ele estiver, se estiver, no Governo e não progredirmos, para onde o iremos mandar!?
domingo, setembro 12, 2010
Ainda e sempre - A Casa Pia
O termo do julgamento do caso de pedofilia na Casa Pia, em vez de trazer o seu fim traz, pelo contrário, um interminável conflito: os poderes dos poderosos e as desgraças dos fracos.
Durante todo o tempo em que durou o Processo e Julgamento estes decorreram com atrasos e outras figuras processoais, do âmbito da advocacia e que desconheço.
Terminado o julgamento, Aqui delRei, que estou inocente!
Mais do que essa alegação dos condenados - têm direito à defesa - o que assistimos foi a uma manipulação tendenciosa e destinada a favorecer alguns. A RTP apresentou - quase que em permanência - a presença de um dos acusados, Carlos Cruz, com todos os direitos de tempo e de Programa.
Não conheço outra situação de condenações onde isso tenha acontecido.
A nossa Comunicação Social está pelas ruas da amargura.
Ontem ouvi a notícia que dava como falso o documento que se revelou sobre as desinteligências entre os magistrados no caso do Freeport. Como é possível informar com bases incorrectas?
Verdade e sentido Ético para a Comunicação e Jornalismo. E já!
A educação e os seus custos
Temos sempre a sensação de que somos os piores, ou então, de que não conseguimos ultrapassar dificuldades. A Educação é uma das causas de tudo. Estamos pior colocados, não conseguimos, enfim, é uma relação de pergaminho:
Contudo e para esclarecer, deparamo-nos com a seguinte informação: "Davis Guggenheim, que estã a realizar um Documentário sobre a Educação nos Estados Unidos, convidou Bill Gates - o da Informática e dos PC - para participar com a demonstração do seu sucesso. O título do dito Documentário será "À Espera do Superhomem". Assunto do mesmo: mostrar as dificuldades do sistema educativo norteamericano que apresenta fracos resultados embora tenha havido um aumento do seu orçamento de despesa.
domingo, agosto 29, 2010
Os Manuais Escolares
Continua-se com a ideia de que a utilização de Manuais Escolares de anos anteriores constitui uma forma de poupança ou de incentivo. Não me parece que assim seja.
Os Manuais e qualquer outro material escolar são utilizados pelo aluno durante o seu ano de escolaridade. Nesse tempo transporta-o diariamnete, folheia-o, faz os trabalhos e sugestões que nele se apresentam.
No fim do ano já se encontram em mau estado, ou então, com folhas marcadas, riscados. Com sinais evidentes de uso. Pegar neles e entregá-los a novos alunos segundo a alegação de que estes, sendo de parcos recursos, não os podem comprar e que é uma ajuda à família, são posições inadequadas. O aluno é obrigado a aceitá-los. Rapidamente ficará com a prova de que é diferente dos outros que trazem livros novos. Ele sofre, à partida, uma auto-discriminação. Depois virá a dos colegas. O resultado será a recusa em trazê-lo para a Escola, em o utilizar. Fazer trabalhos para quê? Se já estão escritos?
A uma folha dobrada seguir-se-ão mais folhas dobradas.
É mais positivo e mais aconselhável que se distribuam livros novos a cada ano. Para isso há a Ação Social Escolar.
quarta-feira, agosto 25, 2010
Portugal - Despatrimónio Europeu!?
Quem leu o jornal "Diário de Notícias" de hoje, 25 de Agosto de 2010, pg. 50, só pode perguntar: como pode isto ser possível?
Com o título "Despatrimónio Europeu" o "Escritor" Vasco Graça Moura, que também é (ou foi) Deputado no Parlamento Europeu escreve uma Crónica que me parece descabida.
A terminar o seu escrito refere:"Assim, um país analfabeto, predisposto à mendicância e propenso à falta de vergonha, desertificado e macrocéfalo, desequilibrado em todos os aspectos, que não trabalha, não produz, não tem agricultura nem indústria(...)Portugal tornou-se o mais sério candidato a despatrimónio europeu."
Ora eu conheço o autor de há muitos anos na política. Esteve em governos do PSD, esteve no Parlamneto Europeu. O que andou a fazer para chegar a estas conclusões? É curioso registar este espírito puro de maledicência, do bota-abaixo, do desprezo pela nação onde se nasceu.
Analfabeto significa desconhecimento de um código, o escrito, não ignorância ou incapacidade. Das realizações existentes fala a projecção actual do país! Há dificuldades, que não são só nossas!
O que precisamos é de gente que tenha a capacidade de contribuir para o progresso.
Os apóstolos da desgraça e dos desgraçadinhos sempre deram mau resultado.
Agora vou à praia. Está um dia quente. Passam por mim na Marginal de Quarteira espanhóis, ingleses, italianos, alemães e franceses. Também vão brincar com as águas oceânicas. E sentimo-nos bem.
A foto é nocturna. É para olhar com noção de património. Que seja cultural. Incline a cabeça!
terça-feira, agosto 17, 2010
É chegado o tempo quente
Desta vez foi em Agosto. A praga dos incendios ganhou forma a partir deste mês. A ação humana é cada vez mais avassaladora. O meio recente-se e sofre alterações que trazem profunda perturbação.
No Norte do País as matas e campos estão a arder. O Parque Nacional da Peneda - Gerês foi, mais uma vez, devastado. Conheço a região e a sua beleza encantou-me.
Para espanto de todos também a Rússia ardeu. Aí, onde as temperaturas eram baixas, registaram-se subidas alarmantes. É o que se vê. Continuamos a falar e a discutir as alterações climáticas mas pouco se faz para as evitar. Será que essas alterações resultam mesmo da ação humana?
Outro fator de surpresa foi a execução, por lapidação, de um jovem casal no Afeganistão. Os Talibans voltam a matar. Fuzilam médicos e técnicos de saúde com a acusação de cristãos. Lapidam gente segundo uma lei religiosa. Que lei é essa? Que gente é essa?
sexta-feira, julho 30, 2010
António Feio - O Artista
Mais uma vez se pode ler a notícia que não nos agrada. Morreu António Feio. Conheço muito do seu trabalho, no Teatro e na Televisão.
Ainda me recordo dos problemas que teve por cantar o Hino Nacional com uma música diferente. Alto aí! Disseram! Isto é uma traição à Pátria, ouviu-se. Contudo tinha apresentado um programa que teve o seu impacto. Discutir e criticar, agir com conhecimento, técnica e sabedoria, são formas de apresentação de uma concepção da vida e do mundo que devemos respeitar.
Nas Conversas da Treta maravilhou-nos com a sua capacidade de interpretação e de estar em palco. Um grande artista.
O seu ultimo desafio, a luta contra um problema oncológico, não foi vencido. Fisicamente. Porque a qualidade do seu trabalho estará sempre presente.
O certo é que nos faz falta.
sábado, julho 24, 2010
As Grandes Novidades!
Depois de vários dias sem escrever parece que há muitas novidades, ou novos acontecimentos. Mas tudo está na mesma (como a lesma). De Ká tudo parece quase igual. Àh. Parece que estamos um pouco melhor, os "nossos Bancos" aguentam-se.
Há outros problemas? Dificuldades de emprego. De criação de novas empresas? Nada disso. O que é preciso é discutir-se uma nova Constituição. Ainda bem! Ao que se parece!
Ouvi e vi o famoso Fidel. Certo! O de Cuba. Daquela miséria de país que escravisou o seu povo deixando-no numa miséria pior que à franciscana. O dito Grande Democrata do Povo ainda está vivo. Bom para ele. Aparece agora a falar. E o que diz? Vão libertar todos os prisioneiros políticos e deixá-los no País? Vão poder criar Associações culturais e políticas independentes?
Nada disso. Falou sobre o perigo de uma Guerra nuclear no Médio Oriente. Quando um País funciona assim! Quando o povo vive na mais absoluta miséria. Quando não há direito à Liberdade.
Ainda bem que estamos aqui e com estas dificuldades.
segunda-feira, julho 12, 2010
Os reis da Bola!
Tudo está terminado. Depois de várias semanas eis que deixamos de ouvir as famosas vuvuzelas e passamos para outra coisa.
A Espanha ganhou. Nós viémos mais cedo.É preciso poupar nos gastos.Creio que o assunto mais interessante a discutir será o que se relaciona com os erros da arbitragem. Foram muitos e maldosos. A Fifa diz que os senhores do apito (a mini-vuvuzela)acertaram em 96%. Mas erraram em 4% e que erros. Parece-me que a Espanha foi carregada em ombros (aliás em apitos) para a Vitória Final.
Estes erros deixam-nos a pensar sobre a fiabilidade da categoria de um vencedor. Enfim já está.
Agora nós por estes lados continuamos no que devemos de fazer. Não errei nos meus vaticínios.
É hora de se considerar que todos temos que entender a realidade. O individualismo não conduz nada. Há que se assumir as dificuldades e procurar acertar nos remédios. Aí é que está o busilis da questão.
quarta-feira, junho 16, 2010
As Vuvuzelas! A Novidade!
Esta não lembrava a ninguém! A utilização das cornetas de plástico sul-africanas traz-nos uma novidade! O futebol é um espectáculo. Podemos ver e ouvir. Ver o jogo, os espectadores, as movimentações individuais e colectivas. Mas podemos igualmente ouvir. Esta é uma das partes importantes dos jogos. Transmitidos pela televisão, ao espectador, defronte do seu aparelho, resta a movimentação e o ruído envolvente. Hoje o jogo não é apenas destinado aos espectadores nos estádios. Ele é muito mais do que isso. Pode ser visto por centenas de milhar, por milhões de espectadores.
Há que ter em conta que as Televisões transportam a imagem em directo.
Agora estarmos a ver e a ouvir, não o jogo e os seus ruídos, mas uma parafernália indiscritível de sons que nada têm a ver com o futebol? Isso é que não lembrava ao diabo.
segunda-feira, junho 14, 2010
Formas de Olhar a Escola!
É claro que não estou a pensar na forma geométrica! Talvez nem na forma ideal. Esta que sei que é difícil de existir.
A questão prende-se com a perspectiva do olhar do observador e do posicionamento cultural e interventivo que essa posição transporta.
Estamos a verificar continuamente a problemática reivindicativa dos profissionais da educação: os professores. Diariamente aparecem-nos novas "formas de luta", novas que parecem o continuar do que já existiu, talvez fosse melhor falar de novas-velhas.
A redução do número de alunos por turma, "se bem me lembro" já se discutia há mais de 20 anos. Estive nisso.
É uma medida que não faz sentido. A não ser que se queira ter menos trabalho. O que importa e constitui assunto de abordagem imediata, é a questão da disciplina, da organização do trabalho e da participação dos agentes externos, leia-se pais, encarregados de educação e entidades. Mas tudo isso está no chamado Conselho Geral, agora em funções com a nova lei da gestão escolar.
Então o que se passa? Parece-me que o problema continua a estar no mesmo: a forma de olhar e ver a Escola. Os professores veem a Escola de dentro. Entraram, fecharam as portas e pronto. As entidades externas olham e veem a Escola de fora: O que se passa lá dentro? Como estão a funcionar? Que respostas estão a ser dadas?
A existência do chamado Conselho Geral pode e deve ser a resposta a esta dicotomia visual! Pode ou podia. Mas não está a ser. Pelo menos nos lugares que conheço mais de perto
É pena. Frase interessante!
terça-feira, junho 08, 2010
Coisas de hoje e de ontem
Já não tenho lá os passarocos. Afinal eram três, os filhotes. Voaram. Adeus e até à próxima. O que é curioso é que no princípio contei dois. Eram os que estavam à vista!
Moral da estória: não devemos confiar em tudo o que parece e estamos a ver.
Agora lá por fora. Aí, onde há outra gente e mais países, a situação é igual à nossa. Cortes, reduções, diminuições. Sector do Estado em decomposição.
Agora a Inglaterra, a Alemanha e mais virão.
O que sabem os nossos políticos? Seria lícito que acreditássemos que sabem mais que nós. Mas não. As propostas e criticas da Oposição, admiram-me. Se estamos em condições de fornecer o que dizem que se pode, porque não assumem e passam a governar? É o meu conselho. Façam o favor de se juntar e criar um governo para nos trazer o que dizem que este não faz. Ao Poder, já!
Brincalhões irresponsáveis!
terça-feira, junho 01, 2010
Ataque pirata no Mar Mediterrâneo!
Este era um grito comum nos alvores da civilização mediterrânica! Continuou até ao Século XVIII. Por isso as forças portuguesas de D. João I tomaram Ceuta. Patrulharam as águas de Gibraltar. O mesmo fizeram os espanhóis, franceses italianos e ingleses.
Agora temos nova versão. Ataque de um Estado, com as suas forças especiais. A barcos com ajuda Humanitária. Só este nome nos faz sentir horrorizados.
E isto para a célebre Faixa de Gaza. Mais de dois milhões de pessoas estão de bloqueio. Não podem receber ajuda de ninguém. Bonito.
Ataca-se o Sudão. Ataca-se o Iraque. Que morra o Amadinejade do Irão! E isto?
Já se sabe. Vai intensificar-se a guerra no Afeganistão. Os ataques no Paquistão e Iraque vão crescer. Não estamos livres de novos rebentamentos nas nossas terras. E tudo porquê?
Hoje o Mundo é Global. Em português há um ditado que diz: Cá se fazem, cá se pagam!
Não há dúvida que o problema com as populações e países islâmicos está centrado na questão Palestiniana. Aí impera o horror e a prepotência. Expulsar para se ficar com mais teritório é a moda.
Não há bons ventos daquela marca. Aliás, nunca houve.
Ter um Ninho
domingo, maio 16, 2010
Mirandela - Mais uma!
A situação da professora que aparece na Playboy é de se ter em conta! O presidente da Câmara e a vereadora da educação do sítio proferiram a sua sentença: não seria contratada. Isto de aparecer numa revista masculina não é para professoras.
Foi transferida, ficaria sem colocação. Hoje o que dizem é diferente. Não senhor! Foi mudada para a Biblioteca a seu pedido. Não senhor! Se concorresse e tivesse a mesma classificação ficaria colocada!
Tudo bem a não ser que houve grandes protestos pelas declarações dos "estimados autarcas". Isto de respeitar os outros e de se considerar as coisas normais da vida, não é para todos.
Há muto moralismo por aí. Temos que ser éticos e considerar as liberdades de cada um.
sexta-feira, maio 14, 2010
O rancor saíu à rua!!
Também li o seguinte: " o adepto do Sport Lisboa e Benfica espancado em Braga, morreu dos ferimentos recebidos".
Não posso aceitar isto.
Os energúmenos que sairam à rua, não esconderam o seu rancor pelo que não conseguiram alcançar.
Esta gente tem que ser condenada!
Não se pode funcionar com uma justiça que só age quando lhe apetece!
Ouvi,e vi, na altura, o que disseram na rua.
Ponham bandeiras negras nessa terra! Pintem a cara de preto e sigam para Fátima a pé e de costas!
Penso, logo estou atónito!
As notícias, sempre elas, chegaram. Não vieram num pombo-correio! Isso já não se usa. Nem de balão, ou, mais rápidas de avião!
Isto é linguagem antiga. Mas eu penso.
As agências noticiosas, TVs e rádios, SMS e outras similares, lançaram a Boa Nova. Vamos ter mais medidas de austeridade! Já tinha previsto. Não me surpreenderam. Só que, e mais uma vez, apetece perguntar: então assim que se formou o novo Governo porque não aceitaram uma coligação e criaram um Governo paralelo na Assembleia da República?! Criticaram o que se fazia! Aprovaram despesas suspenderam pagamentos!
Vamos ter que pagar o que devemos. Isto é tão simples como a verdade de "La Palisse". Sabem o que é esta verdade? Bem, o que se conta é que, durante a 1.ª Guerra Mundial, nas trincheiras de França um capitão, messieur de La Palisse, que era muito estimado pelos seus soldados, foi atingido e morto.
Os soldados, para destacar o valor e a amizade que tinham para com ele, procuraram uma frase que o imortalizasse. Houve um que disse: o nosso capitão era um homem tão bom, que cinco minutos antes de morrer estava vivo.
E ficou.
quinta-feira, maio 13, 2010
Há tempos assim
Agora estamos todos em festa. Mesmo os que não são adeptos do "papado" sentem que há diferenças no ar.
A presença de Bento XVI no nosso país pode revelar alguma coisa de moderno. Já cá temos o Papa!
No entanto o que me parece de considerar é o seu discurso de modernidade e de franqueza. Há problemas graves no comportamento dos responsáveis da igreja católica. Denunciem-se e que sejam levados a julgamento. É o que sucede nas sociedades civis (não religiosas).
A necessidade de se travar o "consumismo" e de se adoptar uma forma de vida mais consciente com a nossa realidade e com a espiritualidade de cada um, são urgências constantes.
Há uma Europa - e nós fazemos parte dela - que se considera, desde há muito, como mais inteligente, poderosa e dominadora. Isso já era!
Mais do que evidenciar o aspecto religioso e confessional é necessário parar para pensar as coisas do nosso dia-a-dia.
segunda-feira, maio 10, 2010
Conhecer Joana Vasconcelos
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