Uma forma de Presença sobre a vida do nosso dia-a-dia e as ocorrências gerais de Almeirim, do Ribatejo e das posições culturais políticas e económicas do país. Livros e leituras, gente e comentários, numa forma de ser e de conhecer.
sexta-feira, agosto 19, 2011
Novos Tempos, Velhos Tempos
Agora é tempo de refletir. Sobre o que vivemos. O Mundo está em mudança. E não se percebe para onde se quer ir. Aqui, no nossos espaço, as coisas continuam a não ir bem.
Assistimos ao ataque continuado da Oposição (em conjunto) ao Governo do Sócrates. Vai daí? Eleições. Agora é tempo de Passos e de Portas. E então? Antes iniciaram o movimento de anular as taxas moderadoras da saúde. Agora? Acabam-se os apoios às despeas com tratamentos, com diagnósticos, exames. Bem. E vamos Bem.
Acabe-se com o TGV. Já. Quando formos Governo é liquidado. E então? O que se fez? Não sabiam? Os compromissos internacionais assumidos? Ignoravam? Boa gente. Santa gente.
Aqui nos Algarves vou refletindo. E ouvindo e vendo. É só gerúndio porque não dá para mais.
quarta-feira, julho 27, 2011
Aos Novos Tempos sucedem Novos Tempos
A minha ausência tem um motivo. Parece que me estou a cansar destes processos de vida e de organização. Tudo está de pés para o ar e há quem considere o "tudo bem".Há a crise. Em crise já vivemos nós há muito tempo. Fomos sempre adiando, encontrando alternativas escapatórias. Adiando. Vamos acompanhar o processo da salvação para saber o que a realidade nos prepara!
Agora não podia deixar de registar algumas opiniões. Oslo. A terra dos nórdicos. Os que se dizem civilizados e que são a inteligência e a organização. Afinal não tinham nada. Há um energúmeno que pega na arma, que tinha, e vai a uma ilha onde estavam centenas de jovens e mata o que lhe aparece pela frente.
A polícia teve que arranjar transporte para lá ir salvar as pessoas. Trájico. Não há discursos ou alegações que valham. Mentes criminosas.
Agora, outra vez, Amy Winehouse. Morreu. Pronto. Assim mesmo: morreu. E quando se apresentava em público em estado alterado e incontrolável? Tudo é permitido. E depois lamentam-se.
Mas que coisas para lembrar. O Mundo não é um "mar-de-rosas". A liberdade e a democracia não podem permitir o livre-arbítrio.
sábado, maio 14, 2011
Açores - As ilhas de Encanto!
segunda-feira, maio 09, 2011
Açores - Terras do Pico
Agora estou por terras dos Açores. Terceira, Faial e agora o Pico. Depois S. Miguel e volta a Lisboa.
Esta escrita tem por fim registar apenas um primeiro comentário. Fiquei impressionado com a paisagem. Não conhecia a terra vulcânica. Agora já dá para perceber a sua formação e transformações ocorridas durante os tempos geológicos. Mas o que é de considerar é o conhecimento do esforço humano que foi necessário fazer para se habitar estes territórios e viver neles.
Um cumprimento muito especial para os açorianos.
sábado, abril 30, 2011
Avaliação e desempenho profissional!
Agora o que já se sabia. O tribunal Constitucional anulou a suspensão da Avliação de Professores, decidida pela A.R. quando já estavam de partida.Já escrevi que a Avaliação de trabalho, para verdadeiros profissionais, é uma exigência que não se pode ignorar, ou, então, impedir que exista. A votação da "Santa Aliança", que pretendia a nulação da dita Avaliação, que já estava em marcha e que procurava distinguir o trabalho sério da simulação, tudo isto, foi feito com espírito de arrogância, rancor e cálculo político.
Mas o que me surpreende é o facto de os deputados da A.R. não saberem o que fazem e, ainda pior, não conhecerem os limites do Poder que exercem. Sem Avaliação não há qualidade no trabalho qe se faz. Não há respeito pelo mérito de cada um. Pior será uma Avaliação feita pelos avaliados. Seria bom que, por exemplo, o treinador da equipa 1 fosse para o jogo com as suas regras e exigências!
Há que se tirar o oportunismo político da Carreira Docente.
terça-feira, abril 19, 2011
Não Vou! Não Negoceio!
Acabo de ouvir e ver a posição de dois Partidos que se reclamam de esquerda: Não vão reunir com os senhores do FMI e da CE e do BCE. Mas que novidade. Quando alguém vem à nossa casa para nos ajudar ou tentar explicar qualquer coisa é de bom tom receber e ouvir. Não se recusa ou despreza. Enfim. Mas então? vão continuar a receber os vencimentos das funções políticas? com o dinheiro que eles vão emprestar? Ou não?
Não me agrada o FMI e companhia. Mas recebemos os apoios da CE para a integração e desenvolvimento.
O nosso modelo de base, surgido após o 25 de Abril, que consubstancia o Estado Social, está falido. O Estado não é a salvação. Há que repartir e tornar a dar. Esperemos mais consenso em torno das necessidades nacionais e não dos interesses ideológicos. A Utopia deve existir, mas é, e sempre será, Utopia.
domingo, abril 10, 2011
Novidades da Primavera
sábado, abril 02, 2011
Geração À Rasca!
Já tive oportunidade de assinalar a minha opinião sobre esta designação escolhida para a juventude de hoje. É claro que há razões para se concordar com ela assim como as há para a não concordância. As dificuldades aguçam o engenho, é o que se costuma dizer. Só que temos de aceitar que as dficuldades da juventude de hoje são mais especializadas e, por isso mesmo, mais dificeis de ultrapassar. O facto desta juventude ter como formação o Curso Universitário, muitos com especializações diversas, acrescenta valor às dificuldades e às reivindicações. O que me parece é que se está a criar uma forma de contestação que leva à negação das realidades sociais e políticas, ao mesmo tempo que se pretende entrar nelas. O célebre Coelho da Madeira, agora, já aparece a oferecer o Partido dele para servir "O Movimento" ? Agora já é Movimento. A pretensão de se apresentar na AR um pedido legislativo sobre a situação dos recibos verdes parece-me legítima. Mas o que leio é um conjunto de conclusões, de gente de fora e que se pretende comentadora eficaz, que aparece a rejeitar as organizações Políticas e a classificá-las como nocivas. Foi isso o que disseram os grandes ditadores do Século XX: Estaline, Mao, Hitler, Enver Hoxa, Castro e o nosso Salazar. Sim, nosso porque também tivemos direito à receita das reivindicações (com a 1.ª república).
À medida que vamos envelhecendo - nos, os pais da geração à rasca - vamos criando maiores distâncias em relação à juventude e aos seus anseios e esperanças. Esse é que é o problema. A juventude atual é a nossa continuação, das nossas esperanças e dos nossos desejos de um mundo melhor. Separando o trigo do joio acrescento que é necessário permitir à juventude o lugar e os direitos que lhes competem.
sábado, março 26, 2011
Avaliação, Trabalho, ... Avaliar!
Agora mais uma! O nosso célebre Parlamento - diga-se Assembleia da República - aprovou, através da Santa Aliança, a anulação do Processo de Avaliação para os Professores.
Fico surpreendido! O que representa o valor e a qualidade de uma Profissão é a Avaliação que a mesma sofre em todo o processo da sua ação. É curioso registar que se diz que se aceita a "avaliação" mas, esta, não! Qual será? A que os avaliados exigem. Melhor, quem se sujeita a ser avaliado é que quer ditar as regras do processo!
Já fui avaliado e já fiz avaliação! Não ditei as regras ao que fui sujeito e não abdiquei do direito de proceder à aplicação do processo avaliativo.
Não vi que tivesse sofrido males por isso. Antes pelo contrário, progredi na carreira. Infelizmente vi outros, graças ao processo existente, progredir como eu quando não tinham realizado metade do que eu havia realizado. Coisas que se querem continuar!?
Cá para mim há a certeza: o individuo a ser avaliado não pode ditar as regras! É mais democrático, aberto e leal!
quinta-feira, março 24, 2011
Austeridade! Sim? ou Não?
Ontem assistimos ao inevitável. As medidas governamentais para reduzir o déficit do Estado não foram aceites pelas forças políticas da Oposição e o Governo saíu. Estamos numa situação que lembra outros tempos, tempos constantes e continuados. Desde o Século XVI que se repete a situação: o estado não tem dinheiro para pagar as suas despesas, e, vai daí, pede empréstimos e aumenta os impostos.
Como somos nós para estarmos em constante repetição? Talvez masoquistas? Itimeratos? Seja o que for, não me agrada esta situação. Não fui educado a viver à custa das benesses do Estado. Tendo nascido em Angola não tinha apoios sociais, de saúde ou outros. O que se conseguia resultava do esforço e do trabalho de cada um e de cada família.
Como vamos ultrapassar a situação? Pelo que disseram as Oposições, todos e a uma só voz, há solução e não é necessário exigir sacrifícios. Boa. Venha o novo Governo para nos dar o que queremos.
E viva o "regabofe".
quinta-feira, março 10, 2011
Estamos todos "À Rasca ?"
Parece que vai haver uma manifestação de jovens (?) sobre as dificuldades resultantes de terem formação universitária e não terem emprego ou, então, estarem em trabalho precário ou com os chamados recibos verdes. É engraçado ouvir esta justificação. Ela lembra-me os meus tempos de estudante, no Liceu e na Universidade, o que quer dizer nas décadas de 60 e 70 do Século que já passou. Tanto tempo.
Quando estava a finalizar o Liceu o que se discutia era a empregabilidade de quem se formava. Ao tempo as notícias chegavam-nos da Suécia. Os jovens suecos, saíam da Universidade e tinham que se sujeitar ao emprego que era possível encontrar, fora do que era a sua formação. Já na Universidade, numa discussão sobre o mesmo tema, o Prtofessor Joel Serrão dizia: Estive recentemente nos EUA, em casa de um amigo universitário. Vou lá para partcipar em Encontros e Colóquios. Fiquei em casa dele, pois quando ele vem a Portugal fica em minha casa. Uma noite levou-me a jantar a um restaurante de qualidade (5 estrelas). A empregada aproximou-se para registar o pedido de refeição. O professor americano falou familiarmente com ela, conheciam-se pelo nome. Ele, português, admirou-se. Vem cá muitas vezes? perguntou. O americano respondeu que não. Era caro, só vinha com amigos em ocasiões especiais. Então? conhece bem a empregada. Responde o dito americano: Á, ela foi minha aluna na Universidade, boa aluna. Vai ter um bom futuro.
Perante a admiração do professor Joel Serrão, ele acrescentou. Aqui é assim, não basta ter um curso universitário para ter garantido um lugar. É preciso lutar por isso. É o que ela está a fazer.
Prarece-me que todos querem tudo dado. O meu progresso pessoal foi feito à custa de muitas dificuldades.
A juventude de hoje parece estar à espera que lhe ofreçam tudo. A vida é uma luta contínua.
Não estou de acordo com a afirmação de que se está a hipotecar o futuro dos outros. Então e o nosso? O que nos entregaram para resolver?
terça-feira, fevereiro 22, 2011
50 Anos da Guerra de África
Este ano fazem anos a memória e o sofrimento. Aconteceu, pela primeira vez, em Fevereiro, Luanda dia 4, ano de 1961. A revolta contra o envio dos prisioneiros políticos para o Tarrafal produziu várias mortes. Mas o pior estava para vir. 15 de Março, massacres da UPA. Foram indiscriminados e de extrema violência.
Falar ou comentar a Guerra Colonial sem ter em conta os acontecimentos de Angola, em Março, é não atingir os pontos cruciais da História.
Milhares de pessoas, homens, mulheres, crianças, brancos, mestiços e negros, foram massacrados à catanada, numa erupção de violência que se devia esperar e não se teve em conta.
É preciso lembrar os mortos, todos os mortos, para se ter a dimensão do sofrimento e do que custou a Guerra da Independência das colónias portuguesas de África.
Há sempre mais uma memória para descrever, uma revelação a acrescentar.
Há fogo a Oriente!
Estamos a assitir a um novo mundo. As revoltas das populações de credo muçulmano são extraordinárias. Há uns tempos atrás seria impensável considerar esta movimentação.
Agora tudo está em mudança. As ditaduras estão a ficar sem sentido.
A net, e com ela, os lugares de encontro e debate podem muito.
E viva o facebook.
quarta-feira, dezembro 29, 2010
Reflexões para uma certeza.
domingo, dezembro 26, 2010
Um ano que termina!
segunda-feira, dezembro 13, 2010
De Monsaraz a Portel
O Alentejo e o Alqueva
terça-feira, novembro 16, 2010
Benfica do Ribatejo - Uma vila colorida
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