quinta-feira, março 05, 2009

Como fazer!

Há dias, mais precisamente na semana passada, fomos de visita a Seia. Terra de montanha, cerca da Guarda.Objectivo da jornada: visitar o Museu do Pão. Nunca me tinha deslocado àquelas paragens.
Integrados no Grupo VidaPlena, da Paróquia, aí fomos pela manhã, de jornada em autocarro.A viagem até foi engraçada. Chegados a Seia subimos no pequeno "combóio" até ao lugar do Museu, onde almoçámos.
Seguiu-se depois a visita. Foi agradável observar o trabalho dedicado ao fabrico do pão. Mas mais curioso foi constatar que as instalações pertencem a dois professores que aí instalaram o dito Museu.
Por cá temos mais materiais e condições. Mas falar de coisas deste género é como a tradição popular afirma "malhar em ferro frio".
Os moinhos da Ribeira de Muge - lugar hoje tão propalado - estão à espera que os salvem. Vamos desenvolver os contactos que o permitam. Será Blasfémia?

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Participar na Comunidade

Como Presidente do Rotary Club de Almeirim fiz entrega de um conjunto de livros para a Escola do 1º Ciclo de Foros de Benfica. O Rotary, sob proposta que tive a oportunidade de apresentar, deliberou apadrinhar esta Escola, procurando fornecer materiais que possam melhorar a aprendizagem e a vida social dos seus alunos.
Assim fomos adquirindo e solicitando ofertas de livros e brinquedos que foram já entregues. As fotos mostram a cerimónia que se realizou em conjunto com a da Escola e da CMA, com a entrega dos Magalhães.
Foi um dia muito positivo. A abertura das bibliotecas escolares de Benfica, Cortiçois e Foros, acompanhada das ofertas que se fizeram, trouxe um momento de surpresa e felicidade para os estudantes, professores e pais.
A Escola de hoje é muito diferente da minha. Os tempos são outros, os equipamentos e as disponibiliades também.
Seria bom que todos entendessem os verdadeiros desafios que a Educação apresenta.
A alegria estampada no rosto das crianças que receberam os computadores e os livros é uma obrigação para todos nós.

E já lá vai mais uma!

Hoje voltou-se de novo ao Parlamento. Houve mais uma votação sobre a Avaliação de Professores. Com esta são três, ou mais, as tentativas feitas pela Oposição Parlamentar para anular a Lei da Avaliação. Continuo sem perceber porque razão se está contra o facto de se ser avaliado. As explicações do contra dizem que esta e esta não, querem uma que seja Avaliação. Qual? A avaliação de uma actividade profissional é um bem que revigora a profissão e permite novos processos e métodos de trabalho. Quando ouço profissionais da educação dizerem que não sabem avaliar colegas fico estupefacto. Então o que fazem todos os dias? É só avaliar crianças? Avaliar é um acto geral que implica técnicas, processos e métodos próprios, que não são exclusivos de um determinado escalão etário. Eles adpatam-se às pessoas a que são dirigidos e aí, nessa adpatação aplicam-se a cada uma das entidades a ela sujeitas. Não há uma avaliação para adultos e uma outra, diferenciada ou exclusiva, para jovens. A avaliação obdece a objectivos apropriados e adaptados ao público a que se dirige. Quem avalia um jovem também avalia um adulto. Agora para além da contestação, o que me parece ser um direito, há a classificação dos outros que não estão no mesmo ritmo. Isso é que já não é admíssivel. Então não sabem avaliar ou estão contra e avaliam quem não está de acordo? As pressões que se têm realizado fazem lembrar os processos tenebrosos do tempo da "outra senhora".

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Je suis Mac Tramé

As notícias que recebemos continuam negrosas. O camarada presidente das américas aceita telefonemas da zona de guerra e cumpre. Bonito. A nossa situação económica não é linda. Melhor. Será que ainda não se entende que cada um tem que fazer o que lhe compete? Continuamos a atirar com as culpas para o vizinho e a esperar que outros façam o nosso trabalho. Lembro-me - ainda sou desse tempo -da frase de tomada de posse do então presidente JFK "não perguntem o que a américa pode fazer por vós, mas sim o que vocês podem fazer pela américa". E vai tudo com letra pequena. As escolas, no nosso país, estão na mesma. Ninguém quer ser avaliado. Ora bem e como vai ser? Os textos que tenho lido, as explicações e justificações não me elucidaram. Nunca tinha lido ou ouvido tanta manifestação de um conservadorismo pernicioso. O Mundo não pára. As coisas novas já estão aí.

A Lezíria, o Cavalo e o Touro

Abriu ao público, na cidade de Almeirim, mais uma Exposição da Associação de Defesa do Património Histórico e Cultural do Concelho. Desta vez optámos por referir a importância que a Lezíria e os animais que, por excelência, nela se criaram e criam, tiveram na vida das populações locais e no desenvolvimento da região. Esta Expo está aberta a partir de 10/01 e termina a 14/02, na Galeria Municipal. O que pretendemos com esta amostra é previlegiar o contacto entre os campos, o cavalo e o touro, ligando-os aos Homens que os utilizam e com eles realizam extraordinárias obras de "arte". Este ciclo, que inaugurámos na Associação já lá vão 7 anos, é uma aposta na divulgação de Temas da Vida das Pessoas, de referências à Cultura e Tradição Locais. Contámos com a colaboração pronta e simpática do Forcado João Simões, do Cavaleiro António Ribeiro Telles, da Senhora D.ª Maria José Gabirra, da casa do Sr. Engenheiro Rui Gonçalves e da Reserva Natural do Cavalo do Sorraia, em Alpiarça. Ao longo destes anos fomos ganhando experiências importantes e, também, mantivémos uma relação com o nosso público - as Pessoas - que é de manter e alargar. Sem qualquer desprimor, tivémos a oportunidade - durante a sessão de abertura - de solicitar aos nossos autarcas que pensem a sério na compra da adega sita na Rua das Faias - que ainda tem uma destilaria de aguardente em bom estado - para aí se instalar um verdadeiro Museu, repositório urgente e necessário, para a Cultura, o Conhecimento e o Desenvolvimento. Amem

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Ano Novo - Novas Perspectivas?

Volto ao espaço netial. Quero fazer uma promessa pessoal: manter em actualidade a minha expressão. Talves seja este o "meu secreto secretário".
Este Ano não surgiu do nada. Não trouxe novas formas de entender o Mundo e nós próprios. É a continuação do que já foi, aliás tudo é continuação.
Estou estupefacto com a faixa de Gaza. Embora tenhamos problemas com a Crise Financeira e Económica, embora haja recessão, o certo é que ver de novo o massacre, a morte e a matança como formas de resolver problemas, não faz parte do meu imaginário cristão e civilizacional.
Uns, o Hamas, lançam uns tubinhos que matam muito pouco ou quase nada. Perante outros, Israelitas, isto é mau. Vai daí lançam aviões bombardeiros, helicópteros, navios, blindados. São Foguetões, são misseis, são bombas. Afinal quem é Terrorista? Está em causa a classificação.
Vejo as imagens de espaços urbanos destruídos por bombardeamentos, vejo mortos, crianças que são abatidas.
E do outro lado nada. Só a frase "árabe bom é árabe morto".
Venham mais 1000 anos e - se estivermos cá - veremos o mesmo, talvez ao contrário.

quinta-feira, novembro 06, 2008

A Madeira é um Jardim

Hoje surgiu uma notícia muito importante. Seguindo a mesma linha de pensamento que já apresentei no texto anterior, esta é mais uma afirmação da incompatibilidade que há entre quem quer exercer o poder que conquistou nas urnas e quem quer impôr o que não conseguiu. Na Madeira, na sua Assembleia Regional, um deputado apresentou-se com os símbolos execráveis do nazismo. Era para insultar os outros, a maioria democrática, que venceram as eleições. Não sabe o dito senhor que na Alemanha a exibição de distintivos nazis e a referência explícita a eles e à sua acção é punível criminalmente? Trazer essa coisa para aqui é inaceitável. Por muitas razões que queira ter, esse facto só demonstra que é pior do que aqueles que quis criticar.

Criminalizar o Poder Autárquico?

Acabo de ler a notícia sobre o arquivamento de uma queixa apresentada pelo ex-presidente da Assembleia Municipal de Almeirim, feita contra o Presidente da mesma Câmara. A dita vem no Jornal o Mirante desta semana. Ao que refere a apresentação da queixa fez-se no Tribunal de Leiria. Razão da mesma: a questão da Prisão na Ribeira de Muge. Das alegações parece-me que é de se ter em conta o seguinte: a queixa foi apresentada mas ainda nenhum sobreiro foi abatido; outra a propriedade foi atribuida à Junta de Fazendas sem limitações específicas de direito de posse. O que é de se ter em conta na dita queixe é de que foi feita para criminalizar um acto que resulta da assumpção do Poder Democrático: quem vence as eleições para o exercício de um cargo autárquico tem o direito legítimo e democrático para o exercer. O Ex-Presidente da Assembleia não sabe isso? Quer retirar a propriedade da Herdade dos Gagos à Junta de Freguesia de Fazendas? Para a dar a quem? Ignora que essa propriedade tem funcionado como uma base de apoio a acções de melhoria da freguesia? Tenho assistido - lido - à apresentação de inúmeras queixas, por autarcas desavindos, contra a gestão municipal. O poder Autárquico é para se exercer por quem o obteve democraticamente e não por desisões de tribunais a favor de quem não o tem e o quer ter.

quinta-feira, outubro 16, 2008

O que Eu vejo ...

Há a proposta para a construção de um novo Centro Escolar em Almeirim. Aqui o processo vai adiantado. Lugar escolhido, planos aprovados e concurso aberto. Não considero que seja importante discutir as razões da anulação do concurso porque em qualquer momento é sempre tempo de se emendarem erros. O que importa é a existência de um Espaço Escolar condigno e que permita melhores condições de trabalho. Já para as Fazendas há a proposta em curso de uma Casa da Cultura (ou Centro Cultural). A vila é a maior do concelho. Avançar com a construção de um espaço dedicado às Actividades Culturais constitui um passo importante para abrir novos horizontes às populações. Já agora aproveito para deixar no espaço cibernético (para alguns maléfico) a proposta. Almeirim- cidade não tem Casa ou Centro de Cultura. Não me parece importante. O que é importante é um espaço para a amostra e Exposição do Passado da Terra. Para os materiais arqueológicos do concelho, para as alfaias agrícolas e instrumentos dos artesãos que aqui existiram. Enfim para ser uma Amostra Cultural e Técnica do que foi a Vida nesta terra. Há à venda a adega da Rua das Faias, foi do Dr. Francisco José Godinho ( ao que me parece) e depois esteve alugada à família Pinhão. Ainda lá está uma caldeira de destilação para a aguardente. É um espaço que reune condições para ser transformado e permitir uma Amostra Cultural de peso. Comprem aquilo!

segunda-feira, outubro 13, 2008

Ora arranca, ou não arranca?

As notícias de hoje parecem melhores dos que as de ontem. Escrevemos sobre a situação da "Crise Finaceira" e não esperávamos resultados tão rápidos. A taxa Euribor desceu, as Bolsas subiram. Lindo Mundo Novo. Depois das afirmações e decisões dos Governos, as Instituições parecem reagir. É bom haver quem mande, mas mande bem. Ouvi os nossos profissionais da política. É engraçado como se demonstram, por outras palavras, o que se pretende. As críticas do BE são de gritos. O que há a fazer é ajudar as famílias. E de que maneira? O Estado distribui senhas de racionamento? Oferece 10 salários mínimos a cada família? Comanda o Sistema e impõe a sua vontade? Mas isto é o que preconiza a Ditadura do Proletariado. Já sabemos o que aconteceu e como ficaram os países onde ela foi aplicada. O BE não sabe. O mesmo para o PC e para o CDS/PP. Normalmente devíamos estrar atentos às reacções de cada um dos interventores na política caseira. É preciso conhecer bem onde se está. Agora o que me parece de ser sujeito a um controlo mais eficaz e sério é a acção dos Gestores da Alta Finança. Jogaram de qualquer maneira. Novos Produtos, mais agressividade financeira, e aí está! Espero que não me prejudiquem mais.

sábado, outubro 11, 2008

Ai ólinda!

É assim. Continuamos na nossa terra a assistir à novela das relações autárquicas. Agora vamos ter no dia 14 a reunião extraordinária da Assembleia Municipal. Razão: votar a destituição da mesa da Assembleia. Como chegamos até aqui? Tudo se desenvolveu com base em conflitos pessoais. Interesses de cada um e relações de Poder. É que não é possível deixar de considerar que o actual Presidente da Câmara, o Prof. Sousa Gomes, tem imprimido um ritmo de crescimento e expansão urbana, em todo o concelho, que é digno de nota. Podemos criticar algumas das opções considerando que poderiam ter tido outro andamento mas não é lógico ignorar ou desdizer de que está feito. Não me parece que em qualquer outro tempo se tenho feito mais e melhor. O concelho, por inteiro, sofreu transformações assinaláveis que mudaram a vida das pessoas. Ora o que está então em causa? Como escrevi, parece-me que são questões mais relacionadas com problemas pessoais e não gerais. A fraseologia que tem sido utilizada pelos elementos que hoje constituem a oposição na Câmara, é de uma pobreza confrangedora. Acrescente-se ainda os insultos proferidos a propósito da Prisão a construir na área da Ribeira de Muge, próximo de Marianos, e na freguesia de Fazendas. Podemos estar contra a localização ou os métodos seguidos mas não podemos estar contra a construção e funcionamento do estabelecimento prisional. Ele representa um investimento assinalável e vai trazer consigo mais riqueza. É claro que há que se ter em conta a segurança dos espaços e dos lugares. Mas não me parece que isso possa ser motivo para tanta movimentação ou violência política. Quanto à Assembleia Municipal eu sou dos que consideram que quando se assume uma responsabilidade perante uma organização política ela deve ser cumprida. Quem está contra deliberações ou actos que não aceita só tem dois caminhos: ou se demite invocando as suas razões ou muda de lugar. Em qualquer dos casos o Presidente da Assembleia Municpal devia considerar que foi eleito pelos seus camaradas de lista para ocupar o dito cargo. Ser Presidente da Mesa da Assembleia resulta da eleição feita pelos elementos eleitos e não por votação directa dos cidadãos. Assim a sintonia política tem que ser completa. Estou informado da situação porque leio as crónicas dos jornais que acompanham as reeuniões. Já que parece ser, agora, moda ameaçar com os tribunais quem critica ou imita opiniões, esperemos pelos resultados. Já o sábio Povo diz "quem não quer ser lobo, que não lhe vista a pele".

Admirável Mundo Novo

Estamos numa nova era. As mudanças são tão repentinas que os governos são apanhados de costas. Ainda ontem eram os melhores, estavam prontos para tudo. Hoje são reuniões conjuntas, estratégias de intervenção conjunta, procura de soluções rápidas e imediatas. Aí está a crise da Bolsa, dos sub-prime (ou lá o que são) a falência das instituições bancárias. A adopção, desde o governo de Reagen nos EUA, da política de completa liberdade de acção para os agentes dominadores dos mercados financeiros, segundo o princípio de que esses mesmos mercados se iam regular entre si, é o que se está a ver. Um cambada de super-heróis financeiros, utilizando os dinheiros dos depositantes e aforradores, utilizou a seu belo prazer o poder de "gerir". Quanto mais melhor. Os Governos - o dito G7/ + 1- liberalizaram os mercados, internacionalizaram os espaços económicos. As multinacionais e grandes empresas passaram a explorar esse "caminho" de facilidades e vá de "deslocalizar empresas". Logo surge o encerramento de empresas nos países desenvolvidos e "mais ricos". Afinal não tão ricos assim: deslocalização significa desemprego, desemprego significa falta de dinheiro, esta falta por sua vez gera a impossibilidade de se cumprirem contratos. O não pagamento de dívidas e de empréstimos leva à falta de dinheiro nos Bancos. Cá estamos num circulo interminável de dependências. Ignorantes. E ainda por cima são pagos como um rei árabe. Esperemos que não nos tirem as nossas poupanças.

segunda-feira, junho 23, 2008

A minha Pátria é a Língua Portuguesa

Tem havido muita discussão sobre esta assunto. Tudo a propósito do novo acordo ortográfico. Acontece que a crítica que se faz tem a ver com as novas regras de sintaxe e morfologia das palavras que se passarão a aplicar. Todos sabemos que a Língua portuguesa é falada "nos quatro cantos do mundo". No Brasil, em Portugal, em Angola, Moçambique, Guíné, S. Tomé, Cabo Verde, agora em Timor. E também nos destinos de emigração - vi muitos dizeres e nomes colocados nas Ruas de Newark, nos EUA. Um dos aspectos que se devem ter em conta são os que se relacionam com a soberania dos países onde a Língua é falada. A distribuição geográfica da sua implantação resultou de expansão marítima portuguesa - facto tão esquecido - o que constitui uma proeza universal. Em cada um dos países indicados juntaram-se povos de várias origens e de várias línguas e dialectos, tendo-se todos convertido ao português que falam hoje. Isso constitui um facto de dimensões extraordinárias. Se lermos textos portugueses dos Séculos XVIII para trás, veremos que muitos dos vocábulos que agora se repetem para significar a adulteração da língua, eram utilizados como regra. O facto de Portugal se ter afastado do Brasil, não mantendo qualquer ligação diplomática sobre a utilização da língua, provocou uma evolução diferente para os dois países. Em Angola está a acontecer o mesmo: quando nós pronunciamos o "mas" como consoante, eles pronunciam "máis" e isto é já comum. O novo Acordo Ortográfico é uma necessidade. Mais vale haver um conjunto de regras comuns do que cada um aplicar as suas. A universalidade é a verdadeira Pátria da Língua Portuguesa.

Palestra a 24 de Junho - E aí está Paço dos Negros

O dia 24 de Junho é uma data importante. Acontece depois do S. João, no Porto, e da festa dos martelinhos Há uma palestra em Paço dos Negros e logo no "Paço Real". Parece-me que devia haver mais contenção nas classificações dos espaços sobre os quais se deve realizar um trabalho aturado e eficaz de protecção patrimonial. Mas a razão para a palestra está no facto de se organizar um protesto sobre a localização do futuro estabelecimento prisional. Não discuto a manifestação - em democracia os actos públicos dos cidadãos são parte integrante da vida e constituem uma excelente forma de participação na vida pública. Acontece que não vejo a situação do mesmo modo. Não há qualquer perturbação para as populações locais pela referida instalação. Assim sendo temos que considerar que todo o tipo de estabelecimentos do mesmo género passaria pelas mesmas considerações. O que me parece de se ter em conta será a importância do impacto da construção sobre a zona. Principalmente no que se relaciona com a área florestal. Outra indicação é a do secretismo das negociações. Não estou a par do referido processo para poder responder com clareza. O que estava em jogo? Os benefícios de uma construção do género, tendo em atenção tudo o que vai necessitar para funcionar, não são de desprezar: os produtores agrícolas locais podem ter um mercado para os seus produtos. A movimentação de pessoas pode originar um reforço dos transportes e da restauração que se traduzem na melhoria das condições de vida. Agora, e como é óbvio, todo o processo deve obedecer às mais elementares regras de funcionamento e de segurança. Convidar um Presidente de uma Câmara de um concelho vizinho, que luta pela instalação no seu espaço concelhio dos mesmos serviços, é coisa que não lembraria ao Diabo.

quarta-feira, junho 18, 2008

Paço dos Negros está na Moda?

A informação chegou-me por palavras ouvidas. Em conversa fui informado que se realizara uma reunião da Assembleia de Freguesia nas Fazendas para se informar sobre a possibilidade (ou realidade?) de se construir um estabelecimento prisional em Paço dos Negros, nos Gagos. A cadeia de Lisboa será desactivada e os presos, cerca de 1.200, serão transferidos para uma nova instalação. Aqui vem Paço dos Negros. Ao que parece a Câmara e a Junta candidataram-se à construção, com indicação da propriedade da referida Junta na zona dos Gagos. Tudo bem. Uma cadeia, para um número elevado de presos, oferece cindições de melhoria da vida local: mais pessoas em movimento, casas para alugar ou vender, venda de produtos locais para a alimentação, restauração, etc. Estas bonificações locais não são de desprezar. No entanto, ao que me foi dito, não houve qualquer informação ou notícia pública sobre o assunto, quando o mesmo se encontrava em fase de negociação?? Apareceu em cima da mesa já pronto! Será? É esquisito à brava. O que me perturba é a destruição dos sobreiros na zona de construção. São 26 ha, para uns, 40 para outros. É uma área considerável. Quem tiver oportunidade de acesso ao Google, poderá observar a mancha da paisagem na zona do concelho de Almeirim. Há uma grande área a descoberto, como resultado da acção agrícola. A radiação solar deve ser enorme. Agora com uma maior desflorestação isso ainda vai aumentar. Mais alterações climatéricas. Mas que é um bom negócio, isso é verdade.

quarta-feira, junho 11, 2008

Todos à descoberta de Petróleo em Almeirim.

É o que está a dar. O preço ganhou asas e voa dia-a-dia. Nós suportamos a carestia e os valores elevados. Há agora uma manifestação dos empresários individuais (?) para conseguir bonificação de preços. Também espero conseguir porque não me apetece pagar preços altos para outros os terem por baixo. Estive em NY e lá ouvi, pela TV dos ditos americas, que o preço dos combustíveis estava a criar problemas. Os taxistas, camionistas individuais e outros transportadores, queixavam-se de que o preço os estava a prejudicar. Eles têm carros mais potentes dos que aqui se utilizam. No entanto não ouvi qualquer referência a manifestações para o estado dar qualquer bonificação ao combustível. Por isso aqui vai um conselho: vamos arranjar umas pás de cavar muito fundo e procuremos o dito petróleo. Isso é que era um grande negócio.

segunda-feira, junho 09, 2008

Já de chegada

Estação do Metro
Tudo é rápido. Depois de uns dias de visita eis que somos chegados à velha Almeirim. É mais velha como localidade que NY.
Agora é tempo de lembrar os dias passados na descoberta da cidade mais cidade do mundo. Já escrevi que aí se encontra a perfeita ligação entre o homem e a vida urbana. Tudo é feito na cidade. Os espaços de lazer, os que são evocativos da natureza primitiva, são construídos de modo a não se esquecer que ali é cidade.
As ofertas culturais são excelentes e completas. Dos Museus às Exposições, da apreciação de estilos arquitectónicos às vivências de rua. Tudo se pode encontrar. Riqueza e pobreza, também lá estão.
Nos Museus e Exposições foi possível observar, para além do que lá se encontra, as pessoas que os visitam. Aqui surgiu uma semi-surpresa: os alunos das Escolas, dos Jardins de Infância às Escolas Secundárias, visitam assiduamente esses lugares. Sentam-se no chão, fazem trabalhos sobre o que observam. Comentam entre si. Falam alto, aliás toda a gente fala alto. É um contraste com o que aqui se passa. Quando ía com os alunos a um Museu era o cabo dos trabalhos, havia sempre gente a interromper, a chamar a atenção para o barulho dos alunos e para as suas correrias. Ali, em NY, os alunos fazem barulho, correm, observam, tiram notas. As pessoas presentes, os visitantes, desviam-se, deixam-nos recolher as informações. Observam-nos com simpatia. Engraçado que já tinha visto isto em Londres.
A cultura é para todos, o conhecimento é um direito universal.
Aqui vão umas imagens. Elas também falam, contam o que é a realidade. As duas primeiras imagens mostram um quadro patente numa Exposição que se apresentava no salão do Clube Português de Newark e o difício do Clube Português na cidade.

terça-feira, junho 03, 2008

Aí vai um adeus.

Agora estou de partida. Embora tenha estado bem longe não deixei de ler o "Pincel". Muito bem. Quando estamos fora da terra e do país o nosso "olhar" torna-se mais reflexivo, mais atento e crítico. Há uma forma de exercer o poder que aqui não tem lugar. Parece que na nossa santa terrinha o poder é exercido para se continuar nele. É como andar de automóvel: em novo não precisamos de oficina, mas quando mais kms tem mais reparações se fazem. No poder quanto mais tempo se está mais estratagemas se utilizam para continuar nele. 
Aí vão umas fotos de ká.

sexta-feira, maio 30, 2008

Vida na Cidade

Ontem fomos visitar a Galeria Whitney. Aproveitámos pois era o úlimo dia da "Whitney Biennial 2008". Tivemos a oportunidade de conhecer os artistas americanos da arte moderna e contemporânea. Um mundo muito interessante.
Hoje foi dia do American Museum of Natural History. Passámos lá o dia todo. As exposiões relacionam-se com a vida em todos os continentes e foi uma viagem enriquecedora.
Por todo o lado havia gente de váias nações, raças e línguas, aliás como acontece por toda a cidade. As crianças, mais pequenas e mais crescidas, acompanhadas pelos professores, corriam pelo espaço, conversando, vendo, tirando notas. 
Fez-me lembrar o tempo de professor. Exactamente a mesma coisa.

quinta-feira, maio 29, 2008

Outra terra, outro Mundo

Estou instalado nas Américas. Melhor será escrever na América, pois encontro-me em NY. Há seis dias que percorro as suas ruas e visito os espaços culturais e paisagísticos. A paisagem urbana, aqui, ultrpassa a noção que já tinha. Tudo é urbano. Tudo está adaptado à vida na cidade. 
Encontramos por todo o lado gente de todas as Nações. Todas, ou quase todas, as línguas faladas se fazem ouvir. Esta será a verdadeira definição de "Torre de Babel". Os espaços Culturais estão por toda a parte. E o que se verifica é que a sua quase totalidade deve-se à acção de proprietários particulares. Ganharam muito dinheiro, mas deixaram uma grande parte dele aplicado em benefícios a favor dos "urbanos novaiorquinos". No nosso país isso não existe.
O que existe é a permanente exigência para com o Estado. Tem que fazer tudo! Tem que dar tudo! E viva o futebol!
Já agora acrescento: na nossa almeirim verifica-se uma grande actividade desportiva! Há jogos de tudo. Promovidos pelo município. Mas quando solicitamos apoios para outras actividades é o que se vê!
Cumprimentos de ká.