sábado, maio 14, 2011

Açores - As ilhas de Encanto!

Já referi a visita. Por terras de Nemésio e de Antero, as Ilhas de Bruma encantam. A paisagem surpreendeu-me. De um modo extraordinário.Não tinha conhecimento da realidade insular açoriana, ou melhor, o que conhecia pelo estudo e leituras não se adapta à realidade. Entre o primeiro e o último passo que damos naquelas terras vulcanicas a surpresa mantém-se. A luta diária dos açorianos, desde os tempos de ocupação e conquista de espaços para a vida, aos nossos dias, é um feito que nos esmaga.Foram necessários um esforço e uma vontade enormes para que, hoje, se possa viver a beleza e a simplicidade do dia-a-dia. Há uma referência especial para quem tem o privilégio de ser açoriano: os nossos agradecimentos por partilharem connosco a grandeza da vosso trabalho e amor à terra! As imagens, algumas das muitas que continuam a encher-me a alma, mostram o que é preciso conhecer. As imagens indicam momentos nas ilhas:Terceira, Faial e Pico.

segunda-feira, maio 09, 2011

Açores - Terras do Pico

Agora estou por terras dos Açores. Terceira, Faial e agora o Pico. Depois S. Miguel e volta a Lisboa. Esta escrita tem por fim registar apenas um primeiro comentário. Fiquei impressionado com a paisagem. Não conhecia a terra vulcânica. Agora já dá para perceber a sua formação e transformações ocorridas durante os tempos geológicos. Mas o que é de considerar é o conhecimento do esforço humano que foi necessário fazer para se habitar estes territórios e viver neles. Um cumprimento muito especial para os açorianos.

sábado, abril 30, 2011

Avaliação e desempenho profissional!

Agora o que já se sabia. O tribunal Constitucional anulou a suspensão da Avliação de Professores, decidida pela A.R. quando já estavam de partida.Já escrevi que a Avaliação de trabalho, para verdadeiros profissionais, é uma exigência que não se pode ignorar, ou, então, impedir que exista. A votação da "Santa Aliança", que pretendia a nulação da dita Avaliação, que já estava em marcha e que procurava distinguir o trabalho sério da simulação, tudo isto, foi feito com espírito de arrogância, rancor e cálculo político. Mas o que me surpreende é o facto de os deputados da A.R. não saberem o que fazem e, ainda pior, não conhecerem os limites do Poder que exercem. Sem Avaliação não há qualidade no trabalho qe se faz. Não há respeito pelo mérito de cada um. Pior será uma Avaliação feita pelos avaliados. Seria bom que, por exemplo, o treinador da equipa 1 fosse para o jogo com as suas regras e exigências! Há que se tirar o oportunismo político da Carreira Docente.

terça-feira, abril 19, 2011

Não Vou! Não Negoceio!

Acabo de ouvir e ver a posição de dois Partidos que se reclamam de esquerda: Não vão reunir com os senhores do FMI e da CE e do BCE. Mas que novidade. Quando alguém vem à nossa casa para nos ajudar ou tentar explicar qualquer coisa é de bom tom receber e ouvir. Não se recusa ou despreza. Enfim. Mas então? vão continuar a receber os vencimentos das funções políticas? com o dinheiro que eles vão emprestar? Ou não? Não me agrada o FMI e companhia. Mas recebemos os apoios da CE para a integração e desenvolvimento. O nosso modelo de base, surgido após o 25 de Abril, que consubstancia o Estado Social, está falido. O Estado não é a salvação. Há que repartir e tornar a dar. Esperemos mais consenso em torno das necessidades nacionais e não dos interesses ideológicos. A Utopia deve existir, mas é, e sempre será, Utopia.

domingo, abril 10, 2011

Novidades da Primavera

Já começou o tempo novo da Primavera. Agora 2011 fica conhecido como o ano da Repetição. Aí está o FMI e mais a CE e mais o BCE. É um conjunto de visitas que dispensava. Procuram-se bodes espiatórios quando todos o somos. Queremos o melhor, reclamamos mais e fazemos o pior. Aqui, no meu quintal, as flores apareceram. É tempo de Primavera. Há mais Sol. O ar está mais quente. O céu azul está limpo. Claro, passam aviões que deixam a sua marca. Para onde vão? Neste novo tempo, repetição constante dos amanhãs a virem, é chegado o momento de se pensar em melhores dias. A Esperança do que virá não deve ser esquecida. Com as dúvidas da ordem. Aí vão as flores do meu descanço.

sábado, abril 02, 2011

Geração À Rasca!

Já tive oportunidade de assinalar a minha opinião sobre esta designação escolhida para a juventude de hoje. É claro que há razões para se concordar com ela assim como as há para a não concordância. As dificuldades aguçam o engenho, é o que se costuma dizer. Só que temos de aceitar que as dficuldades da juventude de hoje são mais especializadas e, por isso mesmo, mais dificeis de ultrapassar. O facto desta juventude ter como formação o Curso Universitário, muitos com especializações diversas, acrescenta valor às dificuldades e às reivindicações. O que me parece é que se está a criar uma forma de contestação que leva à negação das realidades sociais e políticas, ao mesmo tempo que se pretende entrar nelas. O célebre Coelho da Madeira, agora, já aparece a oferecer o Partido dele para servir "O Movimento" ? Agora já é Movimento. A pretensão de se apresentar na AR um pedido legislativo sobre a situação dos recibos verdes parece-me legítima. Mas o que leio é um conjunto de conclusões, de gente de fora e que se pretende comentadora eficaz, que aparece a rejeitar as organizações Políticas e a classificá-las como nocivas. Foi isso o que disseram os grandes ditadores do Século XX: Estaline, Mao, Hitler, Enver Hoxa, Castro e o nosso Salazar. Sim, nosso porque também tivemos direito à receita das reivindicações (com a 1.ª república). À medida que vamos envelhecendo - nos, os pais da geração à rasca - vamos criando maiores distâncias em relação à juventude e aos seus anseios e esperanças. Esse é que é o problema. A juventude atual é a nossa continuação, das nossas esperanças e dos nossos desejos de um mundo melhor. Separando o trigo do joio acrescento que é necessário permitir à juventude o lugar e os direitos que lhes competem.

sábado, março 26, 2011

Avaliação, Trabalho, ... Avaliar!

Agora mais uma! O nosso célebre Parlamento - diga-se Assembleia da República - aprovou, através da Santa Aliança, a anulação do Processo de Avaliação para os Professores. Fico surpreendido! O que representa o valor e a qualidade de uma Profissão é a Avaliação que a mesma sofre em todo o processo da sua ação. É curioso registar que se diz que se aceita a "avaliação" mas, esta, não! Qual será? A que os avaliados exigem. Melhor, quem se sujeita a ser avaliado é que quer ditar as regras do processo! Já fui avaliado e já fiz avaliação! Não ditei as regras ao que fui sujeito e não abdiquei do direito de proceder à aplicação do processo avaliativo. Não vi que tivesse sofrido males por isso. Antes pelo contrário, progredi na carreira. Infelizmente vi outros, graças ao processo existente, progredir como eu quando não tinham realizado metade do que eu havia realizado. Coisas que se querem continuar!? Cá para mim há a certeza: o individuo a ser avaliado não pode ditar as regras! É mais democrático, aberto e leal!

quinta-feira, março 24, 2011

Austeridade! Sim? ou Não?

Ontem assistimos ao inevitável. As medidas governamentais para reduzir o déficit do Estado não foram aceites pelas forças políticas da Oposição e o Governo saíu. Estamos numa situação que lembra outros tempos, tempos constantes e continuados. Desde o Século XVI que se repete a situação: o estado não tem dinheiro para pagar as suas despesas, e, vai daí, pede empréstimos e aumenta os impostos. Como somos nós para estarmos em constante repetição? Talvez masoquistas? Itimeratos? Seja o que for, não me agrada esta situação. Não fui educado a viver à custa das benesses do Estado. Tendo nascido em Angola não tinha apoios sociais, de saúde ou outros. O que se conseguia resultava do esforço e do trabalho de cada um e de cada família. Como vamos ultrapassar a situação? Pelo que disseram as Oposições, todos e a uma só voz, há solução e não é necessário exigir sacrifícios. Boa. Venha o novo Governo para nos dar o que queremos. E viva o "regabofe".

quinta-feira, março 10, 2011

Estamos todos "À Rasca ?"

Parece que vai haver uma manifestação de jovens (?) sobre as dificuldades resultantes de terem formação universitária e não terem emprego ou, então, estarem em trabalho precário ou com os chamados recibos verdes. É engraçado ouvir esta justificação. Ela lembra-me os meus tempos de estudante, no Liceu e na Universidade, o que quer dizer nas décadas de 60 e 70 do Século que já passou. Tanto tempo. Quando estava a finalizar o Liceu o que se discutia era a empregabilidade de quem se formava. Ao tempo as notícias chegavam-nos da Suécia. Os jovens suecos, saíam da Universidade e tinham que se sujeitar ao emprego que era possível encontrar, fora do que era a sua formação. Já na Universidade, numa discussão sobre o mesmo tema, o Prtofessor Joel Serrão dizia: Estive recentemente nos EUA, em casa de um amigo universitário. Vou lá para partcipar em Encontros e Colóquios. Fiquei em casa dele, pois quando ele vem a Portugal fica em minha casa. Uma noite levou-me a jantar a um restaurante de qualidade (5 estrelas). A empregada aproximou-se para registar o pedido de refeição. O professor americano falou familiarmente com ela, conheciam-se pelo nome. Ele, português, admirou-se. Vem cá muitas vezes? perguntou. O americano respondeu que não. Era caro, só vinha com amigos em ocasiões especiais. Então? conhece bem a empregada. Responde o dito americano: Á, ela foi minha aluna na Universidade, boa aluna. Vai ter um bom futuro. Perante a admiração do professor Joel Serrão, ele acrescentou. Aqui é assim, não basta ter um curso universitário para ter garantido um lugar. É preciso lutar por isso. É o que ela está a fazer. Prarece-me que todos querem tudo dado. O meu progresso pessoal foi feito à custa de muitas dificuldades. A juventude de hoje parece estar à espera que lhe ofreçam tudo. A vida é uma luta contínua. Não estou de acordo com a afirmação de que se está a hipotecar o futuro dos outros. Então e o nosso? O que nos entregaram para resolver?

terça-feira, fevereiro 22, 2011

50 Anos da Guerra de África

Este ano fazem anos a memória e o sofrimento. Aconteceu, pela primeira vez, em Fevereiro, Luanda dia 4, ano de 1961. A revolta contra o envio dos prisioneiros políticos para o Tarrafal produziu várias mortes. Mas o pior estava para vir. 15 de Março, massacres da UPA. Foram indiscriminados e de extrema violência. Falar ou comentar a Guerra Colonial sem ter em conta os acontecimentos de Angola, em Março, é não atingir os pontos cruciais da História. Milhares de pessoas, homens, mulheres, crianças, brancos, mestiços e negros, foram massacrados à catanada, numa erupção de violência que se devia esperar e não se teve em conta. É preciso lembrar os mortos, todos os mortos, para se ter a dimensão do sofrimento e do que custou a Guerra da Independência das colónias portuguesas de África. Há sempre mais uma memória para descrever, uma revelação a acrescentar.

Há fogo a Oriente!

Estamos a assitir a um novo mundo. As revoltas das populações de credo muçulmano são extraordinárias. Há uns tempos atrás seria impensável considerar esta movimentação. Agora tudo está em mudança. As ditaduras estão a ficar sem sentido. A net, e com ela, os lugares de encontro e debate podem muito. E viva o facebook.

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Reflexões para uma certeza.

Todos gostamos de elaborar bons pensamentos para a época do fim do ano. Um ciclo natural da vida termina e outro vai começar. É um erro considerarmos que há coisas que terminam e outras que começam. Tudo é continuação. Como testemunhava Lavoisier "na Natureza nada se perde e nada se cria. Tudo se transforma". Estamos em permanente evolução e o que teremos ámanhã será o resultado do que fizemos hoje. Deste ano acontece que, como continuação dos anteriores, destaco a aposta na Educação: a renovação espetacular das Escolas, a distribuição de computadores para todos os alunos do 1.º ciclo. As novas medidas de gestão escolar. Há que entender o mundo em que vivemos, hoje, para se ter a dimensão do que se fez. Ainda me lembro, da minha infância, na Escola o problema pessoal de cada criança em relação aos outros. Os que tinham dinheiro, da família, traziam o melhor equipamento, as bolsas mais bonitas. Cadernos e material do melhor. Os outros ficavam-se pelo que era possível à família: bolsas de pano, cadernos e material do mais barato. A entrega de computadores iguais para todos é um fator de igualdade assinalável. Mas temos a crise. E veremos o que se vai passar. Nós não comandamos o Mundo. E então o da Finança pior ainda. Esperemos o melhor, acautelando o que temos e o que quremos ter. Bom Ano 2011.

domingo, dezembro 26, 2010

Um ano que termina!

Estamos a chegar ao fim de 2010. O percurso foi longo e complicado. A cada dia, a cada mês, as coisas pareciam que iam ser piores. Mas conseguiu-se chegar ao Natal. E a pensar no próximo. Ano, próximo 2011. Acabo de ler que alguém colocou pneus a incendiar uma cabine da portagem, lá para o Norte. Acontece que eu, e todos os mais, aqui para o Centro e para o Sul sempre pagámos as ditas portagens. O que me vem a memória é o conjunto de dizeres que do Norte nos mandavam. Aqueles é que trabalham. No entanto quem sustenta quem? Também gostaria de não pagar fosse o que fosse! Mas não existe País que sobreviva sem o contributos dos seus nacionais. Esperemos um 2011 mais sensato. Que consigamos ultrapassar as nossas insuficiências e cada um considere que deve ter um maior contributo. Junto duas imagens. O revolver das águas pelo barco em andamento. Sem força e direção não se navega. E uma Ponte. Temos que ter pontes de ligação com todos os que nos rodeiam e com as nossas dificuldades e aspirações. Esperemos que ...

segunda-feira, dezembro 13, 2010

De Monsaraz a Portel

Desta vez deslocámo-nos a Monsaraz. A rota traçada levou-nos a Monsaraz, Reguengos e Portel. Como não conhecíamos estas localidades, tão badaladas, a visita seria para acrescentar ao nosso Conhecimento esta região do Alto Alentejo. Monsaraz é linda. Pequena terra mas com muito para mostrar. Descemos ao Portugal antigo. Nas suas ruas, nas muralhas do seu castelo, podemos sentir a alma e o grito das gentes de outrora. De Monsaraz seguimos para Reguengos. Esta localidade é agora a sede do concelho. Antes era Monsaraz. Podémos verificar a mudança. Mais movimento, mais gente. Maior riqueza. Mas ficou uma pergunta: porque razão os autarcas da terra colocam tantos obstáculos - leia-se contentores e placares - no jardim fronteiro à Câmara e à Igreja? Eles impedem a "vista". Portel é mais além. No caminho para Beja. Um castelo imponente. Uma terra que foi grande e poderosa. A suas casas "de janela avarandada" mostram a importância económica e social que já teve. Surpreendeu-me ver Portel. É bom conhecê-la.

O Alentejo e o Alqueva

Já se encontra em funcionamento a Barragem do Alqueva, depois de muitos anos de projetos e tentativas de construção. A sua inauguração trouxe várias interpretações: bom projeto, mau projeto, elefante branco, etc. Acontece que hoje verificamos o valor que representa para o Alentejo. Hà pouco mais de um mês que visitei a zona da dita Barragem. Depois de uma volta pelas águas da "maior albufeira europeia" tivemos a oportunidade de visitar a aldeia da Luz. Esta povoação foi inundada com a subida das águas após o encerramento das comportas. A modernidade e o progresso têm custos que se devem procurar minimizar e aproveitar como fatores positivos. Foi issso que tive a oportunidade de constatar na visita ao Museu da aldeia. Pelas imagens podemos "viajar" no tempo da dita aldeia da Luz. O Museu está devidamente organizado, com uma apresentação sugestiva e esclarecedora. A nossa Cultura constitui uma riqueza a não perder:

terça-feira, novembro 16, 2010

Benfica do Ribatejo - Uma vila colorida

Na estrada para Muge, partindo de Almeirim em direção a essa antiga vila, surge Benfica. Esta vila, de designação recente, conseguiu concretizar uma aspiração. Abrir um polo museológico. É ao Rancho Floclórico que se deve esta inovação. Acontece que foi possível estabelecer um protocolo com a Família Malfeito Ferreira para a utilização da sua Adega, já desactivada. Esta ligação entre agentes locais da Cultura e uma família de proprietários, constitui uma afirmação da vontade de se valorizar a sua terra e a sua Cultura. A defesa do Património e da Cultura só é possível com a união de todos os intervenientes na vida diária das localidades, sejam elas cidades, vilas ou aldeias. A cerimónia, que foi bem organizada, decorreu a 23 de Outubro. Ficam aqui algumas imagens a destacar um trabalho que se pretende venha a ter continuidade. Um cumprimento especial para o Ricardo Casebre e toda a equipa do Rancho Folclórico de Benfica do Ribatejo e um ramo de flores para a família Malfeito Ferreira.

sábado, novembro 06, 2010

À Cadeia com quem Governa

Depois de um longo período de hibernação. Que isto de se atender ao bate-à-porta para vender o acesso mais barato é um problema. Volto a escrever algumas palavras. Surpreendeu-me o que acabo de ler. O lider do PSD diz que se deve responsabilizar civil e criminalmente pelo mau desempenho da economia. Mas isto foi o que fez o Joseph Staline, na década de trinta do Século passado. Perante o colapso do regime que tinha criado: a nacionalização e ocupação brutais das propriedades e meios de produção da União Soviética (com a execução de milhões de mujiques), a economia estava a degradar-se. Vai daí, para além de criar os Planos Quinquenais, com resultados obrigatórios, estabeleceu penas gravíssimas para o seu não cumprimento. Estamos todos a ver o que isso deu. Hoje, com o desaparecimento da URSS e a chegada a Portugal de centenas de milhar de emigrantes dessa região, podemos pesar bem do que foi esse regime. Esta afirmação nunca a ouvi do PCP, que se considera herdeiro das teorias marxistas-leninistas. Vivendo e aprendendo. Só interessa saber se a aplicação desta proposta vai ser sempre cumprida. Quando ele estiver, se estiver, no Governo e não progredirmos, para onde o iremos mandar!?

domingo, setembro 12, 2010

Ainda e sempre - A Casa Pia

O termo do julgamento do caso de pedofilia na Casa Pia, em vez de trazer o seu fim traz, pelo contrário, um interminável conflito: os poderes dos poderosos e as desgraças dos fracos. Durante todo o tempo em que durou o Processo e Julgamento estes decorreram com atrasos e outras figuras processoais, do âmbito da advocacia e que desconheço. Terminado o julgamento, Aqui delRei, que estou inocente! Mais do que essa alegação dos condenados - têm direito à defesa - o que assistimos foi a uma manipulação tendenciosa e destinada a favorecer alguns. A RTP apresentou - quase que em permanência - a presença de um dos acusados, Carlos Cruz, com todos os direitos de tempo e de Programa. Não conheço outra situação de condenações onde isso tenha acontecido. A nossa Comunicação Social está pelas ruas da amargura. Ontem ouvi a notícia que dava como falso o documento que se revelou sobre as desinteligências entre os magistrados no caso do Freeport. Como é possível informar com bases incorrectas? Verdade e sentido Ético para a Comunicação e Jornalismo. E já!

A educação e os seus custos

Temos sempre a sensação de que somos os piores, ou então, de que não conseguimos ultrapassar dificuldades. A Educação é uma das causas de tudo. Estamos pior colocados, não conseguimos, enfim, é uma relação de pergaminho: Contudo e para esclarecer, deparamo-nos com a seguinte informação: "Davis Guggenheim, que estã a realizar um Documentário sobre a Educação nos Estados Unidos, convidou Bill Gates - o da Informática e dos PC - para participar com a demonstração do seu sucesso. O título do dito Documentário será "À Espera do Superhomem". Assunto do mesmo: mostrar as dificuldades do sistema educativo norteamericano que apresenta fracos resultados embora tenha havido um aumento do seu orçamento de despesa.

domingo, agosto 29, 2010

Os Manuais Escolares

Continua-se com a ideia de que a utilização de Manuais Escolares de anos anteriores constitui uma forma de poupança ou de incentivo. Não me parece que assim seja. Os Manuais e qualquer outro material escolar são utilizados pelo aluno durante o seu ano de escolaridade. Nesse tempo transporta-o diariamnete, folheia-o, faz os trabalhos e sugestões que nele se apresentam. No fim do ano já se encontram em mau estado, ou então, com folhas marcadas, riscados. Com sinais evidentes de uso. Pegar neles e entregá-los a novos alunos segundo a alegação de que estes, sendo de parcos recursos, não os podem comprar e que é uma ajuda à família, são posições inadequadas. O aluno é obrigado a aceitá-los. Rapidamente ficará com a prova de que é diferente dos outros que trazem livros novos. Ele sofre, à partida, uma auto-discriminação. Depois virá a dos colegas. O resultado será a recusa em trazê-lo para a Escola, em o utilizar. Fazer trabalhos para quê? Se já estão escritos? A uma folha dobrada seguir-se-ão mais folhas dobradas. É mais positivo e mais aconselhável que se distribuam livros novos a cada ano. Para isso há a Ação Social Escolar.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Portugal - Despatrimónio Europeu!?

Quem leu o jornal "Diário de Notícias" de hoje, 25 de Agosto de 2010, pg. 50, só pode perguntar: como pode isto ser possível? Com o título "Despatrimónio Europeu" o "Escritor" Vasco Graça Moura, que também é (ou foi) Deputado no Parlamento Europeu escreve uma Crónica que me parece descabida. A terminar o seu escrito refere:"Assim, um país analfabeto, predisposto à mendicância e propenso à falta de vergonha, desertificado e macrocéfalo, desequilibrado em todos os aspectos, que não trabalha, não produz, não tem agricultura nem indústria(...)Portugal tornou-se o mais sério candidato a despatrimónio europeu." Ora eu conheço o autor de há muitos anos na política. Esteve em governos do PSD, esteve no Parlamneto Europeu. O que andou a fazer para chegar a estas conclusões? É curioso registar este espírito puro de maledicência, do bota-abaixo, do desprezo pela nação onde se nasceu. Analfabeto significa desconhecimento de um código, o escrito, não ignorância ou incapacidade. Das realizações existentes fala a projecção actual do país! Há dificuldades, que não são só nossas! O que precisamos é de gente que tenha a capacidade de contribuir para o progresso. Os apóstolos da desgraça e dos desgraçadinhos sempre deram mau resultado. Agora vou à praia. Está um dia quente. Passam por mim na Marginal de Quarteira espanhóis, ingleses, italianos, alemães e franceses. Também vão brincar com as águas oceânicas. E sentimo-nos bem. A foto é nocturna. É para olhar com noção de património. Que seja cultural. Incline a cabeça!

terça-feira, agosto 17, 2010

É chegado o tempo quente

Desta vez foi em Agosto. A praga dos incendios ganhou forma a partir deste mês. A ação humana é cada vez mais avassaladora. O meio recente-se e sofre alterações que trazem profunda perturbação. No Norte do País as matas e campos estão a arder. O Parque Nacional da Peneda - Gerês foi, mais uma vez, devastado. Conheço a região e a sua beleza encantou-me. Para espanto de todos também a Rússia ardeu. Aí, onde as temperaturas eram baixas, registaram-se subidas alarmantes. É o que se vê. Continuamos a falar e a discutir as alterações climáticas mas pouco se faz para as evitar. Será que essas alterações resultam mesmo da ação humana? Outro fator de surpresa foi a execução, por lapidação, de um jovem casal no Afeganistão. Os Talibans voltam a matar. Fuzilam médicos e técnicos de saúde com a acusação de cristãos. Lapidam gente segundo uma lei religiosa. Que lei é essa? Que gente é essa?