quarta-feira, junho 13, 2007

Os arredores do Lubango - Humpata - Huíla - Tundavala

A visita ao Lubango não estaria completa se não fôssemos aos arredores. A ida à Huíla tinha um objectivo: visitar a Cascata. A estrada que lhe dá acesso, a que se dirige para a fronteira Sul estava em péssimo estado de conservação. Uma vez que se estão a desenvolver trabalhos de recuperação e de construção, os camions de grande tonelagem circulam carregados com os materiais para as obras o que provoca danos consideráveis no pavimento. Como a recuperação é lenta ou não se faz, os buracos são mais que muitos. A Cascata é simplesmente linda. O mesmo pudemos dizer da Tundavala. Dificuldades enormes na circulação pela estrada, mas uma paisagem de sonho. Aqui a Natureza está intacta. Ela aparece-nos com todo o seu poder mágico, com a força bruta do que não tem a interferência Humana.
Na Huíla observámos a paisagem humanizada dos seus campos, a simplicidade das suas casas. A Palanca, pequena localidade situada próximo da Humpata, mantém-se calma e pacífica. Pouca gente circula pelas suas ruas. As imagens constituem um prolongamento do que escrevemos.

terça-feira, junho 12, 2007

A Escola - Angola 2007

Como já referi anteriormente as crianças estão por todo o lado. Constituem um elemento importante nas estruturas urbanas e rurais. De acordo com a determinação governamental todos os pais têm a obrigação de mandar os filhos à Escola. Acontece que, como em qualquer outro lugar subdesenvolvido, aparecem resistências. Conta-se que houve famílias que exigiram contrapartidas pelo envio dos filhos para a Escola. Só depois de alguns debates é que as autoridades perceberam que o ir à Escola representava a perda de um elemento importante na economia familiar.
No Lubango como na Humpata e na Huíla, no Namibe como no Tombua, as estradas apresentam um movimento juvenil intenso. Crianças de bata branca, professores de bata branca, todos circulam de casa para a Escola e desta para casa.

sábado, junho 09, 2007

Lubango - Angola

Na cidade do Lubango a estadia permitiu o contacto com a nova realidade. Para além das visitas a casa do meu irmão Manuel, que tem um lugar de projecção, tivémos a oportunidade de visitar todos os lugares que nos pareceram de interesse. Não houve qualquer tipo de limitação e sempre nos deslocámos facilmente. Percorrer as ruas, subir à Senhora do Monte, ao Cristo Rei, tudo foi um redescobrir de antigos tempos. Hoje a cidade mostra a nova realidade do país. Devo confessar que me encontrava retraído no que se refere à segurança da família na rua. Andar pelas ruas com os acidentes dos espaços públicos, aqui notórios, não me parecia coisa segura. E ainda mais a tirar fotografias para recordação. Enfim, lá ultrapassei este sindrome e consegui realizar as visitas planeadas.
Descemos a antiga Rua do Picadeiro, hoje Hoji Ya Henda, visitámos a Catedral, a Senhora do Monte. O verde estava por todo o lado e com ele as flores exuberantes, de cores de sonho.
Em todas as ruas as pessoas movimentavam-se à procura do seu sustento. A venda ambulante, feita na maioria dos casos por mulheres, está em todo o espaço urbano.
Angola é o país das crianças e aqui, no Lubango, essa verdade é bem evidente. As mulheres, mães, transportam os filhos às costas e correm a cidade numa azáfama constante. Procuram vender de tudo para com isso conseguirem o dinheiro que lhes permitirá sustentar a famíla. É que os homens podem ter várias mulheres, constituir duas ou mais famílias, mas a que permanece em primeiro e único lugar é a famíla "de casa", a que é a verdadeira famíla. As outras são de passagem. Aí entra o trabalho das mães. Árduo e difícil, mas que demonstra uma coragem e uma tenacidade insuperáveis.

Saio ou não saio!?

Isto de se exercer o poder chamado local tem gaitas - para falar à moda de Almeirim. Agora ficámos a saber que o governo prepara legislação sobre os autarcas que estão envolvidos em causas judiciais - são arguidos em processos. O que admira não será a legislação sobre o assunto mas o facto de só agora se preocuparem com isso. É que, para o cidadão comum, a falta, ou faltas, ao cumprimento exacto do que é o dever e a obrigação dos que são mandatados para o exercício democrático de funções públicas, não pode ser considerada sem importância ou sem efeitos. Parece-me que o que estará em causa nestes casos não será o direito individual do eleito à presunção da inocência, mas sim os direitos dos cidadãos eleitores e cumpridores da Lei que não podem ser defraudados ou menosprezados. Não é de admirar a Guerra dos autarcas, principalmente Presidentes de Câmara, à proposta. Quando assistimos à continuada assumpção do poder local como se fosse uma propiedade pessoal, estes gritos não deixam de mostrar o valor em que têm as Leis e o seu cumprimento. Isso é para os outros.

quinta-feira, junho 07, 2007

A partida e o Lubango

O nosso voo para o Lubango estava agendado para as 7,00 H. Para lá estarmos a tempo saímos do Hotel às 5,30. O funcionário da Sinfic, o Sousa, veio buscar-nos. O caminho para o Aeroporto continuava complicado àquela hora. A zona de partida, nos voos internos, não era a mesma da que conheceramos à chegada.
Toda a gente que espera o chek-in está amontoada na sala. Cumprimos a fila para os bilhetes e a que se destinava à entrega da bagagem. Aí fomos revistados. Aliás, a mala que eu levava foi revistada, as outras a Nora e a Romina levaram-nas logo para a zona de despacho. Como tinhamos bilhetes de executiva mudámos de sala. A espera fazia-se agora num espaço mais arranjado, com cadeiras almofadadas, até havia um pequeno Bar.
As ditas 7,00 horas passaram e não houve chamada para embarque. Às sete e meia a Nora foi saber o que se passava com o voo. Voltou com a informação de que lhe haviam dito que a marcação das sete horas era para fazer com que os passageiros estivessem a horas no areroporto, a partida seria às 8,00. Aconteceu que se passaram as ditas oito horas, as oito e meia.
Às dez estávamos no avião para a partida. O Voo era na Gemini, empresa aérea do grupo Espírito Santo. Chegámos ao Lubango às onze. Durante o período de voo tive a oportunidade de observar a paisagem. Do alto viam-se os campos e os rios. A paisagem verde contrastava com o castanhos das fitas de água que serpenteavam em direcção ao mar. Este tempo de chuvas foi muito intenso.
No aeroporto da Mucanca, Lubango, o Manuel estava à nossa espera. De novo fomos assaltados por indivíduos que queriam levar as malas. Havia carregadores por todo o lado. Lá nos conseguimos safar e entrámos no carro.
A ida para a cidade mostrou mais uma das imagens da nova Angola. Casas por todo o lado e muitas crianças. Descendo a rua contavam-se centenas de crianças de bata branca.
- Vêm da Escola que é já ali à frente! - Disse o Manuel.
Seguramente Angola é o país das crianças.

segunda-feira, junho 04, 2007

Os Trabalhos na Zona do Paço Real - Almeirim

Continuam os trabalhos de instalação da nova canalização nas Ruas Almirante Reis e da Praça de Taxis, depois do que já se fez na Travessa do Mercado. Acontece que até ao momento não foram detectados vestígios de construções de grande dimensão no local que se abriu. Uma vez que o Paço de Almeirim foi mandado demolir por despacho do Principe Refente D. João, em 1791, era natural que os vestígios das suas fundações fossem detectados assim que se iniciassem as ditas obras. Ora tal não aconteceu na área em causa, o que permite concluir que a sua dimensão não ultrapassava a zona do Hospital e do Mercado.
As fotografias mostram as valas abertas, notando-se que a camada de terra com indícios de acção humana não ultrapassa os 40/50 cm, sendo que a vala desce até cerca dos 1,60m. Isto na Praça de Taxis.
Como os trabalhos vão continuar esperemos pelo que se possa revelar.

A Educação e a Disciplina

Realizaram-se provas de aferição. As escolas cumpriram a determinação ministerial. Ao que nos foi dito essas provas destinavam-se a avaliar das condições de aprendizagem e do ensino. O que foi de surpreender foi a declaração de responsáveis do Ministério da Educação de que os resultados não contavam. Isto quando se verificou que havia muitos erros de português nas provas, principalmente nas do 1º ciclo. Ouvi e não quis acreditar. Agora a Ministra vem repôr o óbvio, contam para a avaliação. O que é de registar é esta continuada forma de entender a instrução e a aprendizagem. A Escola não é um lugar de passa-tempos, de bem estar e brincadeiras. A Escola tem que ser entendida como um lugar de trabalho, trabalho árduo e difícil que é necessário realizar. A aprendizagem exige muito trabalho, muito sacrifício e muita dedicação. Querer transformá-la num lugar sem regras e de bem estar não conduz a nada de bom. E isto é o que tem sido o seu funcionamento, daí o abandono escolar, o elevado nível de insucesso, a indisciplina. Esperemos por melhores dias.

A chegada - Luanda

Luanda, a cidade capital, já não é o que era. Descemos a estrada do Aeroporto em direcção ao Quinaxixe. Ficámos no Hotel Trópico até ao dia seguinte, dia de partida para o Lubango. Depois do jantar fomos com o Casseano, o meu irmão que lá se encontra, a dar uma volta pela Baixa e pela Ilha. No dia anterior tinha chovido. Foi uma chuva como só as que acontecem em Luanda, havia água por todo o lado, árvores caídas com os troncos serrados mas colocados nas bermas. A estrada para a Ilha é um caos. Aliás a cidade pareceu-me o exemplo perfeito do caos: um caos organizado. A população aumentou aí umas cinco vezes. Há gente por todo o lado. O número de carros em circulação deve ter decuplicado. O calor fazia-se sentir com toda a sua intensidade do mês de Março. Correr a ilha e observar a Marginal é um espectáculo de sonho, que mostra a grandeza da capital angolana. Por todo o lado vimos a realização de trabalhos de recuperação e acrescentamento urbano. Luanda continua viva e em expansão.

sexta-feira, junho 01, 2007

Diário de uma visita - A partida

Foto - Zona do Arco - Tombua - Namibe
A partida para o Aeroporto de Lisboa foi engraçada e com surpresas. Saímos de Almeirim no dia anterior, 24 de Março, e fomos para a estação ferroviária de Santarém. Aí se apanhava o combóio para Lisboa. Acontece que sabíamos do horário de saída mas a dona Maria do Sameiro esqueceu-se disso. Quando estava a tirar as pesadas malas do carro do João, que nos levara, ouviu-se o anúncio da chegada do combóio para Lisboa. Não é que a Senhora sai a correr para o cais de embarque para subir? Ainda não tinha comprado bilhetes, aquele não era o combóio em que iríamos, ela levava o meu casaco na mão e nele estava a minha carteira com o dinheiro.
Do cais chamava-me para vir apanhar o combóio que ía partir, eu, junto à bilheteira, dizia-lhe que não era aquele e que tinha de comprar o bilhete mas ela é que tinha a minha carteira. Foi um espectáculo. Lá comprámos os bilhetes e seguimos naquele "trem".
Já em Santa Apolónia tivemos que alugar dois Taxis, as malas não cabiam num. Passámos a noite em casa da Romi, que também ía. Manhã cedo, pelas 6,00 horas, seguimos para o Aeroporto onde cumprimos as funções de apresentação, fiscalização e revista.
Chegámos a Luanda às 19,00 Horas. À saída do avião dá-se outro episódio viagistico: comecei a descer as escadas metálicas e, com medo de escorregar, concentrei a minha atenção nos degraus. Quando dei por mim estava na pista e alguém, funcionário local da TAP, dizia-me para seguir em direcção ao autocarro. Respondi que não ía, a minha filha e a minha mulher estavam lá atrás, nas escadas, onde tinha sido interrompida a descida, ficando à espera de outro transporte. Há uma funcionária, de lenço ao pescoço e telemóvel na mão que se aproxima e diz:
- Ficar à espera na sala de desembarque, aqui não pode ficar, siga para o autocarro.
Lá fui, muito contrariado.

Dia Mundial da Criança

Hoje é Dia da Criança, segundo a resolução da ONU, Dia Mundial. As crianças são o prazer da nosssa vida, a continuação do sonho de uma vida melhor. Só que, por vezes, esse prazer desfaz-se no horror dos conflitos, das explorações da vida infantil. Ouvi e vi a notícia: na Faixa de Gaza tropas israelitas abateram 3 crianças. O governo veio dizer que os soldados atiraram a três vultos. Mas as imagens dos corpos mostraram as crianças com sangue no peito, à altura do coração. Não se atira a vultos para se ser tão certeiro. Houve a clara intenção de matar e foram utilizadas armas de grande precisão de tiro. É uma pena constatar o que o ódio e a segregação podem fazer. Façamos todos um voto - não, mil votos - para que a vida seja um direito das crianças.

quarta-feira, maio 30, 2007

A Greve Geral

Hoje foi dia de greve geral. Mais uma vez organizada pela CGTP. Ao que nos vamos acostumando parece que esta Central Sindical é a única força que aparece a dar o corpo ao manifesto pelos direitos dos trabalhadores. A greve não terá tido muito impacto no País, mas fica o direito ao protesto e a reivindicação por uma vida melhor. Não gostei de ouvir o tom e a voz dos responsáveis governamentais, quando apresentaram os seus números - sempre o mesmo processo. Aquele rapazola não tem ar de ter trabalhado para conseguir uma vida melhor para si e para a família. As últimas notícias dizem-nos que pagamos mais 18% pela electricidade doméstica que os espanhóis. Ora vivam os números. Já não se fala dos salários. Daí a greve. Continuemos na mesma pose de Newton: esperar que algo que não seja muito pesado, caia do céu.

Marcha pela Venezuela

As notícias informam-nos da situação vivida na Venezuela, país sul-americano onde governa o Senhor Chavez. Como havia um canal de televisão que era contrário às suas orientações vai daí, encerra-se. As populações e principalmente a juventude, manifestam-se e entram em choque com a polícia. Temos aqui uma nova fonte de instabilidade nas Américas. O dito senhor Chavez, depois de atacar o Presidente maravilha dos EUA, depois de criticar as declarações de Bento XVI, encerra tudo o que não seja do seu agrado. A América Latina tem sido pródiga em Ditadores. Normalmente homens que se julgam portadores da verdade absoluta e que trazem a verdade e a salvação. Creio que aí estará um novo foco de graves problemas sociais, económicos e políticos. É que Chavez vai ser um inimigo a abater. Para quem não saiba, há mais de trezentos mil portugueses a viverem nessa zona do Golfo do México.

sexta-feira, maio 25, 2007

A delação, ou o Monstro Negro do Passado

Estamos a assistir a um processo de denegação das Liberdades Cívicas. O que se passa em relação ao Processo Disciplinar instaurado na DREN - Delegação Regional de Educação do Norte - constitui um atropelo ao que esperávamos ser a Nova Ordem da Democracia Portuguesa. É necessário que se tenha em conta que uma coisa é a instauração de um processo disciplinar e outra é a condição, ou situação, que gera a existência desse mesmo Processo. A situação, pelo que tem sido anunciado pelo acusado, resulta de declarações críticas a uma figura pública - o Primeiro Ministro - no gabinete e perante outro funcionário. Ora este facto, devidamente delatado pelo ouvinte, gerou um Processo Disciplinar por injúrias a um superior. Acontece que esta leitura não é correcta nem é a que se enqudra no nosso Sistema. A liberdade de expressão constitui um direito que não pode ser alterado consoante as figuras a que se dirige. Acontece ainda que o referido Processo Disciplinar foi acompanhado com a Suspensão do Cargo e com o despedimento do acusado. É que na Dren, como nos outros organismos do Ministério da Educação, não há quadros de Professores especialistas nas áreas que se ocupam, eles são requisitados em destacamento para os ocupar. Quando se manda regressar à Escola de onde saíu está-se a retirar o lugar que ocupava. Quer dizer: instaurou-se um Processo Disciplinar mas já se fez a punição do indivíduo. Como é que os membros do Governo - Ministra, Primeiro, e outros podem dizer que não sabem nada? A questão não está num processo Administrativo onde há a possibilidade de defesa. A defesa de um acusado é um Direito que não depende da boa vontade de nenhum governante. A questão está na delação e na existência de um Processo pelos motivos invocados. Ó tempora, ó mores!

terça-feira, maio 22, 2007

Visita a Angola - Tombua

Na cidade do Tombua, antiga Porto Alexandre, foi possível verificar que a população não tem qualquer ligação com o espaço urbano existente. A maioria das fábricas desapareceu e poucas que existem funcionam com empresas estramgeiras. A pesca era o principal sustento das gentes que edificaram, em pleno deserto, a cidade. Hoje poucos são os barcos de pesca. Tivémos a oportunidade de observar jovens à pesca. Construiram pequenos barcos com flutuadores de espuma plástica e afastam-se uns metros da praia para pescarem o que será a sua refeição diária.

As obras na rua Almirante Reis.

Travessa do Mercado e Rua Dr. João Cesar Henriques
Continua a proceder-se ao assentamento das tubagens na rua acima referida. Agora existe acompanhamento por parte de uma arquóloga, o que está dentro das normas legais para estes casos. Não nos devemos esquecer que se tem afirmado que a cidade de Almeirim tem um Centro Histórico. A zona de intervenção é uma área sensível pois é contígua ao local da edificação do Paço Real de Almeirim. Acontece que até à data não foram referenciadas ocorrências de vestígios sólidos que permitam detectar parte da zona de implantação. Tive oportunidade de fotografar a vala aberta na Travessa do Mercado. À profundidade dos trabalhos não foi possível detectar estruturas de construção. O mesmo está a acontecer na zona da rua Almirante Reis, provavelmente por a profundida não atingir a zona dos "túneis". Mas os trabalhadores já retiraram a tubagem de ferro que terá sido instalada há 38 anos por um dos Andrades e que se destinava ao transporte de vinho de uma adega para outra. O acompanhamento que se está a fazer vai trazer novas conclusões sobre o que se tem dito por aí.

As andanças e desadanças da CULT

A informação sobre as instâncias que regulamentam e acompanham o funcionamento do Poder Local devem ser fornecidas a todos e permitir um conhecimento completo da realidade. Já de há muito que se vem lendo sobre as questões relacionadas com a Câmara Municipal de Santarém e a CULT. O problema, ao que parece, está na questão das contrapartidas que o actual presidente dessa Câmara, Moita Flores, teria solicitado ao consórcio que vencera o concurso. No entanto, quanto a mim e depois de acompanhar aquilo que se tem noticiado, o problema reside no facto de o dito presidente ter conseguido obter as contrapartidas que exigiu. O que me parece estranho é a guerra que se moveu contra o mesmo. Ao que consegui perceber tudo terá sido despoletado pelas palavras e comportamentos de um funcionário responsável da Cult. A actual direcção optou por defender o funcionário e contra-atacar Moita Flores. Não tenho nada a ver com politicas, o que me preocupa é o funcionamento de um órgão que deveria ser compartilhado por todos os autarcas que a ele aderiram. É fácil perceber que Santarém é o maior e mais poderoso concelho dessa entidade (ainda lhe chamam comunidade). A entrevista publicada no jornal "O Ribatejo", a fls 11, é de rir e chorar por mais.

sexta-feira, maio 18, 2007

A nossa cidade de Almeirim vai Bem!?

Li no Mirante, nº 770 de 09/05/007, o comentário da última página, escrito por JAE. Fiquei surpreendido. Escreve o articulista que "... não tenho dúvidas sobre a sua inocência..." isto sobre o caso do convite aos Jornalistas para a volta ao Concelho. Depois, o mesmo articulista escreve "... Isto não é mais grave para o prestígio da classe que um inocente convite do presidente da Câmara de Almeirim que, nesse dia, devia ter alguém no seu gabinete que bebeu uns copos?..." Ora no mesmo jornal , a folhas 33, publica-se que o presidente da Câmara cancela prémio, que "... tinha criado sem base legal...", acrescenta-se depois "... Sousa Gomes justifica então que esta era uma iniciativa pessoal e que o prémio de 250 euros atribuído ao jornalista que fizesse o melhor texto sria pago do seu bolso." Já o jornal o Almeirinense refere , nº901 de 15/05/007, que a iniciativa tinha sido do Presidente. É engraçado o texto que me parece de repudiar pelas alusões e acusações ao Presidente do Sindicato dos Jornalistas e ao comportamento de "alguém no Gabinete do Presidente da Câmara que bebeu uns copos".

Razões de uma escolha

Ontem, dia 17, fomos surpreendidos com a escolha do PS para a Câmara de Lisboa. Não é que o senhor Ministro António Costa não tenha capacidades para a gestão da capital. O que acontece é que, como Ministro da Administração Interna, foi responsável pela Lei do Financiamento para as Autarquias, Lei que veio restringir os Orçamentos e as transferências. Por causa dela o nosso Jardim da Madeira demitiu-se e voltou a vencer com uma maioria esmagadora. O que irá fazer António Costa? Vai ser contra a Lei que tirou à Câmara de Lisboa uma importância avultada? Vai defender os cortes e as restrições? Esperamos para ver.

Navas Imagens de uma visita a Angola

A praia My Beach, a Minha Praia, ofereceu-nos uma óptima estadia. Águas límpidas, com uma temperatura convidativa, permitiu uns banhos inesquecíveis.
A visita ao Namibe, antiga cidade de Moçâmedes e ao Tombua, a Porto Alexandre, serviu para nos inteirarmos da vida local e das necessidades de recuperação dos espaços urbanos.
No Arco, junto ao rio Curoca, pudémos desfrutar a surpresa de um oásis em pleno deserto.

sexta-feira, maio 11, 2007

Trabalhos na Rua Almirante Reis e Travessa do Mercado - Almeirim

A Câmara Municipal adjudicou a renovação dos esgotos da cidade, na zona que vai pela Rua Almirante Reis, Rua João César Henriques, até à Igreja, e também na Travessa do Mercado. Esta zona corre sobre a parte mais antiga da cidade. Entre os terrenos do antigo Hospital da Misericórdia e o Mercado situava-se o Paço Real de Almeirim. A Rua João César Henriques, antiga Rua da Igreja, vai da antiga Igreja do Espírito Santo à actual Igreja de S. João Baptista. O mínimo que se poderia exigir era haver um acompanhamento da obra por parte de um arqueólogo.Ora, tendo já iniciado a dita obra há mais de um mês, só agora se levanta o problema. Isto porque a vereadora Manuela Cunha reclamou para o IGESPAR. Como não me encontrava na cidade, só nestes dias me inteirei do assunto. Estivemos ontem, dia 10, com uma responsável daquele organismo e foi solicitado que houvesse esse acompanhamento. Quando escrevo nós estou a referir-me à vereadora , ao Arq. Elias e a mim próprio.
Na verificação que fiz à abertura da vala na Travessa do Mercado, não detectei estruturas que justificassem a afirmação de que havia vestígios naquele local. O poço que me foi referido pelo meu amigo João Renato parece ser uma construção mais recente. As fotos mostram esses trabalhos .
Vamos estar atentos à continuação dos mesmos.

Mais sobre uma visita de aprendizagem!

A observação do estado de desenvolvimento local foi bastante enriquecedora. A substituição do modo de vida de estilo europeu por outro de estilo africano, foi uma surpresa. Acontece que foi possível verificar que a existência de estruturas urbanas deixadas permite uma evolução mais rápida e uma adaptação das populações a melhores condições de vida. A necessidade de se criar um clima favorável à vitória nas próximas eleições, está a permitir a realização de importantes obras de recuperação urbana e das vias de comunicação.
A guerra trouxe para as vilas e cidades a população do interior o que originou uma sobrecarga habitacional e de utilização dos equipamentos quase até a exaustão.

terça-feira, maio 08, 2007

Algumas vistas

Visita a Angola - O alegre passeio dos construtores de ontem

Entre os dias 25 de Março e 24 de Abril deslocámo-nos à República de Angola. A afirmação surge no plural pois fui eu, a minha mulher, Maria do Sameiro, e a minha filha mais nova, Romina. As razões para a deslocação foram várias: desde a necessidade de rever antigos espaços à de reconhecer os lugares onde a Romina poderá fazer a parte experimental do seu Doutoramento sobre a Corrente Fria de Benguela- animais marinhos. Entrar em contacto com um País que está em pleno desenvolvimento é coisa que traz muito de interesse. Rever as paisagens naturais, a afirmação da força bruta da Natureza, as pessoas que circulam nos espaços urbanos, tudo foram descobertas que nos enriqueceram a alma e o espírito.Angola é o País das crianças. Por todo o lado vimos crianças a circularem nas ruas, de bata branca, indo a caminho da Escola. Segundo apurámos há 7.578.000 mil alunos nas escolas. Por todo o lado se verifica um esforço de reconstrução, que o tempo de Paz justifica e as gentes exigem. Esperemos que continuem.

quinta-feira, março 08, 2007

Tudo às Aranhas

As notícias que nos chegam sobre a situação autárquica passam os limites do possível. Os problemas de entendimento entre Presidente da Câmara, Presidente da assembleia Municipal, Vereadores, todos eles eleitos nas listas do mesmo Partido, são de nos deixar perplexos. Acima de tudo o que é de se ter em conta é que estamos a funcionar com uma autarquia com problemas sérios de relacionamento democrático e de estabilidade. Ao que se costuma dizer "a educação começa na nossa casa". O PS tem que ser uma organização - em todos os sectores da vida pública - respeitadora das regras democráticas no exercício do poder. Ora não me parece que o que se tem divulgado tenha alguma coisa a ver com isso. Como é que um Presidente de Câmara - o de Torres Novas - vem dizer que se vai fazer um processo disciplinar a um Presidente da Assembleia Municipal? Como é que um Presidente de Câmara - o de Almeirim - diz que não quer o vereador - da sua lista - nas reuniões porque não tem confiança nele, uma vez que o mesmo vereador pode levar informações para o Presidente da Assembleia Municipal? Meus senhores: onde é que nós estamos?

sábado, março 03, 2007

Porquê "Passo"

A referência introduzida sobre o nome de "Passo dos Negros" tem a ver com a escrita do Século XVII que refere os Passos da Ribeira de Muge a que chamam os "Passos dos Negros". Esta referência surge em documentos deste Século o que confirma a designação pouco tempo depois da criação do referido Paço.

sexta-feira, março 02, 2007

Estudo Arqueológico

O estudo arqueológico feito nos terrenos contíguos ao Paço dos Negros não revelou qualquer vestígio de construções ou alicerces. O grupo que fez o trabalho de escavação, que desconheço, realizou 5 sondagens que desceram a mais de 2m, atingindo e ultrapassando as camadas primitivas. Apenas detectaram, na sondagem junto à estrada, os alicerces do muro da Horta (?). Parece-me que a área em causa deverá ter integrado o terreno da Horta junto ao pequeno Paço. O Paço deverá ser objecto de um estudo no páteo interior, zona que me parece ser possível de conter informações mais verdadeiras. Não me pronunciei sobre a necessidade de uma área de protecção ou envolvente, uma vez que as sondagens só apareceram depois das discussões sobre a necessidade de salvaguarda. Lembro que a Associação de Defesa do Património apresentou em 1994 uma proposta para o estudo desta área.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Terras da Charneca - Almeirim

Agora estamos numa de lutas e deslutas. Os "nossos" políticos querem ter arena de afirmação. Mas onde andaram até hoje? Os mandatos são para serem respeitados e cumpridos. Não é aceitável que quem integrou uma lista política à Autarquia venha agora com deslealdades para aqueles com quem aceitou partilhar o lugar, ou lugares.

O Novo Big Brother Português

O Lançamento de um noco Cartão de Identificação, feito com muita pompa e circunstância, não esconde a realidade: estamos perante uma total invasão da privacidade do cidadão, ligando e misturando informações pessoais e intransmissíveis, as quais, desde que descodificadas por alguém - e que fácil isso é nos nossos dias - podem criar problemas graves. Isto não é inovação, é vigilancia e fiscalização.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

omarsalgado

omarsalgado A informação/notícia que corre nesta cidade é curiosa. Isto porque surge um problema na Autarquia. Mais do que referir comportamentos e falhas o que me parece é que quem é eleito para ocupar um lugar deve cumprir integralmente o seu mandato. As propostas políticas de substituição só podem e devem ocorrer a quando da organização das listas eleitorais, no período respectivo. O contrário justifica duas perguntas: O que andaram a fazer no período das Eleições do actual mandato? Houve ou não sufrágio directo, secreto e democrático? Agora aguentem o que existe. Paço dos Negros - Uma herança a salvaguardar A verificação da realização de um aterro junto ao Paço dos Negros motivou uma séria reflexão sobre a importância do Património concelhio. Não vou fazer aqui a história do acontecimento - tipo folhetim novelesco - o certo é que se procurou desenvolver esforços no sentido de se proceder a um estudo directo do espaço em causa. Acontece que hoje, dia 7 de Fev, fui convidado a ir ao local para observar os trabalhos de sondagem arqueológica aí realizados. As mesmas não revelaram qualquer ocorrência relacionada com a ocupação humana. Apenas do lado da actual estrada surgiram vestígios do que terá sido o muro da propriedade. No entanto, estando com o Sr. Presidente da Câmara e Vereador da Cultura, foi ajustada a realização de sondagens no átrio do Paço, junto à zona da Capela, o que, no meu entender, poderá explicar alguma coisa mais. Esperemos pelos resultados.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

omarsalgado

omarsalgado Uma Exposição, um lugar de cultura. Na Galeria Municipal de Almeirim a Associação de Defesa do Património Histórico e Cultural do concelho de Almeirim expõe sobre as Actividades Laborais. Depois de uma recolha de instrumentos e informações, realizada na cidade, conseguiu-se um número considerável de instrumentos relacionados com o trabalho e as tarefas artesanais. Em cada um deles pode ver-se a vida dos artesãos e as suas destrezas e realizações. O Mundo de hoje, mecanizado e informatizado, retira o valor pessoal do artesão na confecção de cada uma das peças que constituem o nosso quotidiano.

Actividades Laborais

domingo, janeiro 07, 2007

Reflexões ao entardecer

É sempre bom sentir o espaço e o tempo que nos rodeiam. A calma traz novos modos de sentir a realidade. Depois destas semanas de Festa e de acontecimentos a reflexão ajuda. Foto: Rio Tejo - Porto Sabugueiro

sábado, janeiro 06, 2007

omarsalgado

omarsalgadoO Direito de Ser Poder. O naufrágio do pesqueiro Senhora do Sameiro junto à costa da Nazaré constitui um acto de reflexão. Como pode aceitar-se que a poucos metros da praia não seja possível socorrer de imediato aqueles que se encontram em perigo de vida? Fala-se em muitos projectos de modernização, de desenvolvimento e de remodelação dos meios de socorro e auxílio e o que vemos é o falhanço destas afirmações e promessas, juras e trejuras. Continuamos a viver no reino das "maravilhas" onde tudo se promete porque é fácil de se dizer. As palavras do "precioso " ministro das Pescas (?) são um paradigma de tudo o que se faz. Razões indicadas para a falta de socorro: porque estava perto da costa, porque não foi (ou foi?) pedido socorro de imediato, porque havia aquelas redes a bordo. Ninguém disse a esse imbecil que morreram seis pessoas por falta atempada de auxílio? Ninguém disse ou informou "o precioso" que o tempo de demora - cerca de 3 horas - equivale à duração de uma viagem de Lisboa a Londres? O que podemos esperar desta gente?