Uma forma de Presença sobre a vida do nosso dia-a-dia e as ocorrências gerais de Almeirim, do Ribatejo e das posições culturais políticas e económicas do país. Livros e leituras, gente e comentários, numa forma de ser e de conhecer.
sexta-feira, novembro 30, 2007
Exposição da Associação do Património
Temos estado a trabalhar na próxima Exposição - Almeirim - Pessoas e factos VI - a levar a efeito pela Associação do Património Histórico e Cultural de Almeirim. Será aberta em Janeiro, a 12, na Galeria Municipal. O Tema será "Os médicos na nossa terra". Com esta actividade pretende-se destacar o trabalho dos profissionais da Saúde no nosso concelho.
À semelhança das anteriores esta traz, igualmente, um novo sabor ao que foi o passado e como se deu a evolução local.
Vamos ver um trabalho que trouxe importantes benefícios à população. Esperamos que se estabeleça uma relação de proximidade com todos os que a quiserem visitar.
O Local e o Nacional.
Depois do que é Local temos sempre o que é Nacional. Esta é a encruzilhada do caminho pensante e existencial. Acabei de ler (ontem) uma notícia sobre a autarca de Felgueiras. Ao que se escrevia a Câmara local pagou ao advogado brasileiro as despesas com toda a estratégia seguida para sair do País e não poder ser extraditada do Brasil. Engraçada esta actuação de quem está no poder Local.
Será que o exercício desse mesmo Poder não corresponde a imperativos éticos e profissionais de qualidade?
O facto da maioria das gentes do nosso País - e em especial as do interior - ter estado afastada da Instrução e do acesso aos meios de conhecimento e de exercício do Poder pode justificar que esta "espécie" de autarcas iluminados consiga perdurar. Mas parece-me que já é tempo de se aprender.
Dar tempo ao tempo
É um título curioso mas necessário. Tenho esta página (blog) e não a tenho actualizado. Por preguiça, por falta de tempo, por ter a necessidade de ponderar o que escrevo e o que podem ler.
Estou a realizar um trabalho de pesquisa e investigação sobre a História Local - Almeirim. Neste trabalho tenho percorrido os Séculos XVII e XVIII. As novidades e as situações são tantas que me resolvi a publicar proximamente um novo Livro sobre o assunto.
A História Local tem andado arredia da verdade das coisas verdadeiramente locais. Já no trabalho anterior - Coisas Urgentes - tive a oportunidade de destacar a importância de conferir a memória com as provas documentais. É o que espero fazer brevemente.
quarta-feira, novembro 07, 2007
As ruas são armadilhas?
Este título até que parece engraçado. Não é que dei uma volta pela cidade na Sexta-feira de manhã acompanhado da família - mullher, filha e neta. C0mo levávamos o carro para a criança se sentar, aliviando o nosso esqueleto do seu peso, foi então possível constatar que há passeios em que se não pode transitar. Alguns candeeiros, altos e cheios de torneados, estão no meio dos ditos. Há carros estacionados sobre os passeios o que obriga a circular pela estrada - zona de passagem de automóveis. Outros aparecem com um candeeiro seguido de uma caixa de electricidade ou de outra qualquer instalação. É uma proeza circular com uma criança num carro pela cidade (estou a falar de carro para crianças).
A facilidade de circulação implica maior segurança e é também uma forma de ecovida.
quarta-feira, outubro 24, 2007
Escolas Boas, Escolas Más?
Acabo de ouvir falar sobre o ranking das Escolas. Mais uma vez se apresenta a relação dos resultados nacionais, obtidos nos exames, para se avaliar as Escolas.
As privadas têm melhores resultados. Acontece que nessas escolas estudam os filhos de pessoas das classes média e média-alta. Lindo de se saber.
O problema não é esse. As Escolas privadas obtêm melhores resultados porque os alunos trabalham arduamente e os professores estão disponíveis a 100%. Para além disto há que se considerar que os pais e encarregados de educação exigem resultados e controlam o trabalho dos filhos e educandos. Isto não quer dizer que realizam actos de punição ou de violência. Simplesmente estão atentos e acompanham os trabalhos escolares.
Ora nas Escolas públicas as coisas não funcionam dessa maneira. Os regulamentos apontam para actos de administração que facilitam a vida e os comportamentos dos alunos. Os professores são responsabilizados por acções e actos que são praticados pelos alunos. Os pais e encarregados de educação exigem resultados sem terem em conta a sua própria responsabilidade no processo educativo. O Ministério de Educação legisla, determina, manda fazer. Muitas vezes, ou na totalidade das vezes, seguindo regras e normas importadas, que não se compatibilizam com as características nacionais. O resultado aparece no pouco trabalho, na indisciplina, na desvalorização do valor do conhecimento.
A Escola é um lugar de trabalho árduo para todos. Aí se procura o conhecimento e este só se alcança com muita persistência e muito sacrifício pessoal.
Não é na facilidade e no consentimento de tudo para os educandos que se conseguem bons resultados.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Alerta aos Aposentados
Ao que consta o actual Governo prepara-se para aumentar drasticamente os impostos aos cidadãos aposentados. Parece que quer mexer na dedução específica, fazendo diminuir o seu valor o que, a acontecer, vai provocar o dito aumento de impostos.
Quando estávamos no activo havia uma Lei da Aposentação, com todos os dados e pormenores, que cumprimos. A subida nos degraus da carreira profissional fez-se principalmente às custas do próprio profissional, que não teve qualquer contribuição do Estado para os encontros de actualização, para os Seminários a que se assistiu, pelos Cursos de Especialização e de Formação académica que fizemos.
A vida não é fácil. Temos mais obrigações que os que ganham, ou recebem, menos. Os descontos são maiores, os serviços públicos a que recorremos cobram-nos as taxas mais elevadas. Enfim, isto está a ficar muito mau.
Quem é aposentado também tem o direito "à indignação".
domingo, outubro 21, 2007
Fluviário de Mora
Depois de ter ouvido falar sobre ele e de ter visto algumas reportagens, resolvemo-nos a sair de Almeirim e ir em direcção a Mora. Caminho directo para o Fluviário. Estava uma tarde de sol, ainda quente embora estejamos já em finais de Outubro. A distância não é muita.
Lá chegados fomos fazer a visita de conhecimento. Ali está um trabalho notável. Longe de tudo, no chamado Alentejo esquecido, Mora tem uma "joia da coroa".
A simplicidade do espaço dá um maior realce à qualidade do que se pretende mostrar. A afluência do público interessado diz bem do valor que o Fluviário representa.
Junto algumas imagens para ilustrar o discurso, enriquecendo-o.
O Outro, na Taberna do Toino da Cunha - Almeirim
Foi agradável ter lá estado no Sábado, à noite.
O grupo de jovens artistas, que pretendem construir o seu espaço no mundo das artes, volta a amostrar-se. É sempre bom ver gente ambiciosa e com força para lutar por um lugar. A vida exige muito de nós. Sem a tenacidade e o espírito de conquista, não se vai longe.
As apresentações do Filipe Bonito, do Ricardo Manso, do João Cavaleiro, do Pedro Azinheira, do João Manso e do Tiago Marques, cada um com o seu caminho e espaço, revelam uma inquietude que nos satisfaz. Parabéns.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Imagens de outros lugares
Para descansar e alegrar o espírito, junto algumas imagens de África, terras de Angola.
Tiradas entre Março e Abril, mostram-nos um mundo agora diferente, mas com as marcas profundas da sua construção como país. Escola do Tchivinguiro, Tundavala, lavando na represa, mulher pedindo uma nota, vista do Lubango a partir do Cristo Rei, estrada para a My Beach, Morro Maluco, em frente ao Casino do Lubango, Cristo Rei.
Almeirim city, bang-bang.
Voltei a ler o folhetim dos acontecimentos na Câmara - questão entre o Presidente e o Vereador que foi Vice-Presidente. Acusações mútuas, ameaças recíprocas, enfim, um desconforto total.
Parece-me que há ainda muita coisa por acontecer, o que não é desejável.
Os autarcas devem preocupar-se, em primeiro lugar, com a resolução dos problemas e das dificuldades dos munícipes. Para isso é que são eleitos.
Ser autarca é, antes do mais, o direito de prestar um serviço público, constitucional e democrático, a favor de todos.
Está tudo doido?
Soube-se que vai haver troca de seringas nas prisões. Ao que se pretende é para evitar contágios e contaminações. No entanto há que se ter em consideração que o consumo de drogas é proibido nas ditas prisões. Agora parece que já não é. Se é possível ter o veículo para a sua introdução no organismo, de borla e oferecido, o que impede a entrada das ditas nas prisões?Condenação? Mas eles, os presos consumidores, já estão presos!
Quer-se tapar o sol com uma peneira.
quinta-feira, outubro 11, 2007
O Orfeão de Almeirim foi a Milevsko - R. Checa
O Orfeão de Almeirim deslocou-se à republica Checa, à cidade de Milevsko, a convite do grupo coral da terra.
Antes, no ano passado, o referido grupo esteve em Almerim. Agora, retribuindo a visita foi a vez dos cantores de Almeirim irem áquelas paragens.
Pelo resultado ficámos a saber que souberam representar a cidade e os nossos valores culturais. A visita a outros lugares, para além de Milvsko, contemplou a cidade de Pilsen e, claro está, Praga, a capital. Algumas imagens que a coralista Maria do Sameiro recolheu.
terça-feira, outubro 02, 2007
As Recomendações
A Assembleia Municipal de Almeirim fez uma nova descoberta! Apresenta e vota recomendações ao executivo municipal. Um órgão deliberativo e fiscalizador envia ao órgão executivo um conjunto de recomendações com procedimentos a adoptar. Bonito.
A última refere-se à Ribeira de Muge. É de louvar a preocupação com a sua limpeza, manutenção e estudos de ecossistemas e pedido de "diagnóstico ecológico, biofísico e sócio-económico". Só agora é que fala nisso?
Acrescento que a zona do Ecoparque da Chamusca não tem nada a ver com a bacia hidrográfica da Ribeira de Muge.
Mas há o aterro da Ecolezíria, instalado na Raposa. Está situado em solos arenosos e drena águas lixiviantes para a dita Ribeira. Mas disso não se fala. Nada se recomenda. Ao que sei o referido aterro não está licenciado! Ou já estará?
Há tempos ouvi várias vezes (sempre que me encontrava na rua falava disso) o proprietário de um propriedade que foi inundada por águas que transbordaram do aterro. Tinha a propriedade destruída, dizia ele. É importante falar de tudo. Não fica bem a um órgão autárquico esconder coisas!
Mergulhar no chão em Lisboa
É um bom título! Quem mergulha no chão, ainda mais na capital do País?
Fui ver o criptopórtico na rua da Conceição. Sábado, dia 29, abria ao público interessado.
Quando lá chegámos era quase meio-dia. A fila de gente estava ao princípio da rua dos Correeiros. Fiz os meus cálculos: daqui a duas horas e meia estamos a entrar. Enganei-me. O tempo foi passando, passaram-se as horas: duas, três, quatro. Já não dava para desistir, depois de tanto tempo de espera. Veio a chuva e todos nós nos mantivémos na fila.
Cinco horas e meia depois, chegou a nossa vez de "mergulhar no chão". Desce-se para o criptopórtico por uma abertura no meio da rua. Claro que estava cortada ao trânsito.
É uma construção romana no Século I. Estes construiram uma base de apoio para um prédio, que deveria ser uma Praça, ou Mercado.
Foi agradável e esclarecedora a visita que fizémos. Mas quem é que fica tanto tempo numa fila, à chuva ( atenção, comprámos chapéus numa loja perto) para visitar um espaço arqueológico?
Ainda bem que lá fui mais a família. Aguentámos o frio e a chuva, mas chegámos ao fim da visita!
A Televisão e as notícias
A importância da Notícia obrigou a que se criasse, no Século XIX, um modelo de construção do que se pretendia dizer. Para maior facilidade da informação dos leitores, os jornais passaram a ter uma norma que referia o tempo, o lugar e o facto do acontecimento. Os comentários já não eram notícias mas sim opiniões pessoais dos jornalistas.
Agora estamos numa nova fase. A Televisão continua a mudar tudo. As notícias passam, no monitor, em rodapé, a correr, misturando as funções percepcionais:ver e ouvir. Quem quer ver não consegue ler. As imagens que nos são dadas não são notícias mas sim criações de entretenimento para distrair e manter o ouvinte e espectador atento ao Canal.
A leitura obriga a funções complexas. A escrita é uma invenção humana.
Daí que os nossos telejornais apresentam reportagens longas, durante o período de emissão, as notícias correm em rodapé (muitas vezes com erros e frases ofensivas) e o resto são comentários e opiniões de reporteres.
Para a Escola com eles. Vão aprender a divulgar a verdade.
A nossa Família e os apoios.
Já aqui escrevi sobre a importância do apoio à família, no que se refere à maternidade e aos apoios relacionados com a crição e educação dos filhos.
Agora assistimos à divulgação dos apoios a conceder às mães grávidas, pelo nascimento das crianças.
Acontece que estamos perante uma forma absurda de marginalização do direito de se terem filhos. Os apoios só são concedidos a famílias com rendimentos baixos ( quase mínimos ). E os outros? Ganham mais, têm mais posses, então já não têm direito a apoios. A conclusão lógica é a de que só os pobres é que podem ter filhos. E os outros? Onde está a igualdade de oportunidades para todos? Não é assim que acontece em Espanha. Ali os apoios estatais são para as famílias com os "bébés a bordo", para todas as famílias.
Continuamos o Estado pequenino! Das esmolas aos pobrezinhos e dos impostos aos que trabalham e procuraram melhores posições profissionais.
O Ecoponto da Chamusca
Num tempo de muita conversa sobre os problemas da poluição e da contaminação do meio ambiente é de se ter em conta o trabalho que se está a fazer na Chamusca, com a criação do Parque do Relvão. Tive a oportunidade de visitar aquele espaço, no seguimento da actividade do Clube Rotário de Almeirim, em colaboração com as Edições Cosmos e com a Câmara M. daquele concelho. Antes da visita houve uma palestra sobre a importância do tratamento aos resíduos e da necessidade de se proceder à criação de espaços, devidamente controlados e certificados, para tratamento e aproveitamento daquilo a que vulgarmente chamamos de "lixo", mais e menos perigoso.
Na visita fomos informados sobre o funcionamento do Ecoparque e sobre as empresas ali instaladas e a instalar. O Sr. Presidente da Câmara da Chamusca foi incansável nas explicações e resposta às questões.
Quando ouvi e li as primeiras notícias sobre o interesse dos autarcas chamusquenses na instalação, fiquei surpreendido. Agora a Chamusca queria o lixo todo? Depois da visita e dos esclarecimentos compreendi o seu interesse. Parabéns.
domingo, setembro 16, 2007
Vamos dar computadores à malta.
A notícia sobre a abertura das aulas é elucidativa. O Governo em peso: creio que sete ministros e mais Secretários de Estado, estiveram nas Escolas, na abertura do ano escolar, e acabaram por seguir a sua política de "dar computadores". Atenção"há que se pagar 150€". O que admira não será o facto de se proporcionar aparelhos informáticos e banda larga de acesso à net, o que é de espantar é esta maneira de fazer propaganda política ao Zé Pagode.
No tempo de Marcelo Caetano, se se lembram, ele dizia que não se podia dar a democracia ao povo porque este não era suficientemente educado para isso. Agora, de outra forma, parece que se anda a dizer que o povo não é suficientemente educado para perceber que se procura tapar o sol com a peneira. Há fábricas que fecham. Há incendios e fábricas que ardem. O desemprego vai acima dos 8%. Continuamos no entanto com a política da publicidade governativa.
Não estou a fazer qualquer tipo de política. Constactar os factos como cidadão comum é um direito democrático, e, diga-se, sou já muito educado.
Enquanto isto decorre não podemos deixar de ter em atenção a afirmação de um estudante que refere que a sua Escola não tem boas condições de funcionamento: chove nas salas, faltam equipamentos.
Já agora é de elogiar a acção da Câmara Municipal de Abrantes no que se refere à sua estratégia de dotar as Escolas do Concelho de sistemas informáticos.
segunda-feira, setembro 10, 2007
A Educação e as novidades
Assistimos hoje a mais uma acção do Ministério da Educação. Foram assinados protocolos com vinte escolas (?) para a sua autonomia. O que parece estranho é a questão de os conselhos directivos assinarem com o Ministério da Educação protocolos para a autonomia. Quem é o dono das Escolas? Quem contrata e paga aos agentes escolares? Quem determina os orçamentos anuais para a Educação e para as Escolas? Os presidentes e demais elementos dos Conselhos Directivos são funcionários que estão obrigados ao cumprimento das Leis para o sector. Assinar Protocolos? Qual será a sua independência e autonomia?
As novidades da criança inglesa - Madeleine.
Agora todos ouvimos e vemos uma evolução do caso do desaparecimento da criança. As buscas não têm resultado em dados que permitam conhecer verdadeiramente o que se passou. Não posso desligar este caso dos que se passaram com cidadãos nacionais. Acontece que o facto da nacionalidade de origem provocou um impacto muito maior.
A divulgação da suspeita de intervenção dos pais parece que fez desabar o mundo. Sou dos que acreditam que todos os caminhos são viáveis. Aliás era o que dizia o pai da criança.
Mas não posso deixar de protestar pelo modo como a imprensa, e especialmente as televisões, tem tratado o caso. Há uma especulação doentia, uma falsificação propositada do que se está a passar. O que interessa será a captação das audiências. Isso não pode ser tolerado porque a informação adulterada e manipulada pode gerar situações perigosas e afrontar com os direitos pessoais. Veja-se o caso de hoje. A RTP passa uma reportagem colhida na localidade onde vivem os pais, em Inglaterra. A reporter questiona várias pessoas. Uma delas, um homem de meia idade, não aceita as questões e protesta pela insistência dos média. É inquirido violentamente pela repórter para se explicar. Não responder ou, protestar, pela insistência é um direito. Os reporteres de televisão não são senhores de todos os direitos.
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