terça-feira, maio 07, 2013

Um Tempo Complicado!

Estas "Conversas em Família" que estes nossos primeiro e segundo ministros trazem, são de incluir no conjunto das regras do absurdo.
Agora se continua com o mesmo procedimento: para encolher a despesa pública tira-se o rendimento aos funcionários e pensionistas. Mas que forma de Governo é esta que se utiliza a diminuição dos ganhos de quem trabalha para provocar crescimento? De quem?
O despudor - aqui até estou a utilizar frases bonitas - com que trabalham no corte dos rendimentos pessoais é esclarecedor da sua arrogância e respeito pelos outros.
Todos fazem contas e apresentam soluções. Continuo com o mesmo princípio: o que pretendo são propostas válidas e credíveis. Nesta linha de conduta estou a recordar as declarações do Sr. do PCP. "Pedimos a todos os democratas e camaradas que ajudem a derrubar este Governo". Como? o PCP teve cerca de 11% da votação em eleições livres e democráticas. Os ditos do Governo têm maioria absoluta. Qual será a forma mais adequada para alterar as políticas seguidas e qual o tempo para o fazer? As próximas eleições são em 2015. Agora temos as autárquicas.
Parece-me que falta sentido da realidade aos nossos políticos. fazem marchas, organizam manifestações, protestos. Até aparecem a misturar-se com manifestações genuínas das populações em protesto.
Enfim. Precisamos de uma dinâmica democrática, séria e realista, para defrontar esta guerra aberta contra os servidores do Estado e os Pensionistas.
Junto umas fotos. Que a Luz, a Cor e a Forma nos alegrem o pensamento e permitam o encontro de uma solução.
Aqui nos campo do Ribatejo e, mais ao lado, na cidade de Almeirim, as coisas parecem esquecidas. Espera-se o calor . Todos temos várias palavras a dizer.

sexta-feira, maio 03, 2013

USA Today!?

A notícia vai correndo por tudo quanto é papel escrito, blogosfera, net, espaço mediático e afins. Nos Estados Unidos uma criança de 5 anos matou a tiro a irmã de 2. É isso mesmo. também fui confirmar e reli. Mas não havia engano.
A história do caso é a explicação real do "way of life" norte-americano: todos têm o que querem e ter armas faz parte da sua cultura. Então porque andam para aí a matar a gente de outras terras e lugares segundo o princípio da "democracia e respeito pelos direitos humanos?".
Os pais das crianças dizem que não sabiam que a arma estava carregada. Mas ofereceram a arma à criança de 5 anos e ensinaram-na a utilizar o artefacto. A mãe diz que se ausentou por três minutos. Aí está: em três minutos uma criança vai buscar uma espingarda - que é feita propositadamente para crianças (brinquedo lindo) - aponta-a à irmã e dispara. Já se perguntaram o que será, a partir de agora, a vida do menino de 5 anos? E o direito à vida daquela criança de 2 que deveria ter quem a ajudasse e protegesse?
Vai muito longa a discussão naquele país a propósito das armas. Impressiona o discurso dos que dizem que as ditas fazem parte da sua cultura e que o que há é ter cautela. É incrível o desprezo pela vida e segurança das pessoas. Armas todos os países têm. Carregar no gatilho e disparar toda a gente pode fazer. O que importa é saber se é um direito universal cada um possuir esses instrumentos de morte e utilizá-los como lhe apetecer. Os exemplos são tantos que importa perguntar: afinal onde é que estão os terroristas?

quarta-feira, abril 17, 2013

O Vira da Troika!

Nesta primavera ensolarada eis que nos trazem novas de tempos de agrura e revolta. Continuamos com a Troika às costas. E que bem nos carrega nas ilhargas. Estou a lembrar-me do Zé Povinho de Rafael Bordalo Pinheiro.
As novas medidas, que de novas não têm nada, estão para decorar a nossa sala de estar. E que linda decoração. Mais uma vez os funcionários do Estado (a que isto chegou) vão sofrer quebras de rendimento. Eu propunha a criação da Associação dos Pedintes do Estado (a AsPED), talvez conseguíssemos alguma coisa mais.
Tenho à mão o livro "O Mendigo e Outros Contos", de Fernando Pessoa, um trabalho de recolha e identificação feito e editado por Ana Maria Freitas. Aí temos um Pessoa filosófico em diálogos interiores que bem poderiam ser de hoje.
Temos gente, muita gente, que sabe pensar e realizar, mas só aparecem depois de mortos ou, então, emigram.
Continuo a ouvir e ver as ações dos nossos representantes políticos. Será que continuam a não ver a realidade real? Cada um faz o seu discurso como se tivesse a solução ali, já ao virar da esquina.
As medidas para o Ensino, para o funcionalismo público e para os trabalhadores por conta de outrem não ajudam ninguém a não ser os nossos pagadores e credores.
Será que anda não entenderam que os senhores da massa da Comunidade (os países nórdicos) não querem arriscar em nós e se estão, literalmente, borrifando para o que passamos?
Está-me a parecer que isto já não vai com mezinhas da tia Maria. Também me parece que não é possível adivinhar o que aí vem. Talvez seja mais lógico referir o que já cá está.
Agora estou de novo por terras transmontanas. Aqui em Vila Real faz calor. O sol inunda tudo de luz e cor e dá a sensação da verdadeira primavera. As montanhas apresentam-se erguidas e distantes, sobranceiras à urbe. A leitura será a que se quiser: montanhas são sinal de força e de resistência, ou sinal de imobilismo e prisão?
Os chineses têm um provérbio milenar: Por trás de uma montanha há sempre outra montanha muito maior.

domingo, março 31, 2013

Há Cheia no Tejo!

Agora que temos a Primavera de entrada surge o perigo das cheias. Há alguns anos que não se sentia. As alterações climáticas provocaram pouca chuva, as barragens retiveram a água, o desvio de águas em Espanha ajudou. Já parecia uma paisagem normal o rio Tejo, aqui por Santarém e Almeirim, ter as areias à mostra (o mesmo que dizer: ter a fralda à mostra).
Agora corre grosso e abundante. Parece um prazer novo ver o movimento das águas e a ocupação dos espaços marginais.
Flores crescem. Como sempre cresceram. Há um conforto de limpeza que parece estar para durar.
Desta vez os agricultores não se devem lamentar. Há água. E mesmo assim não sei, a mama dos subsídios está a acabar!
E que venham as águas e corram para o mar.
É caso para se dizer: limpos mas a ficar pobrezinhos.

quinta-feira, março 28, 2013

Sócrates: O Regressado!

E então? Ei-lo que regressa! Não o Sócrates de Atenas, o grego, que gregos não queremos, embora nos estejamos a ver nisso!. É José Sócrates que foi primeiro ministro antes deste Governo.
Causou espanto e reclamação. Não sei porquê! O nosso regime parece que ainda é democrático o que permite aos cidadãos intervir quando o desejarem. Mas os que protestaram será que se aperceberam do que fizeram? Então vai passar a ser moda reclamar com a presença dos que exerceram cargos políticos! Nesta linha de pensamento podemos perguntar o que se vai fazer ao nosso Passos e ao famoso Gaspar e Companhia?
Ouvi com atenção o que se disse na entrevista. A conclusão é que já devia ter falado há mais tempo. As revelações vieram esclarecer muitas dúvidas. Claro que para quem as quer ouvir.
Parem de escavar o buraco. Lógico e tão simples como isso. Mais austeridade aumenta o buraco da miséria e das falências; mais liberalidade aumenta o buraco da dívida. Então? Em que ficamos!?
Buraco por buraco prefiro não ver e sentir a miséria, o desemprego, o desespero da gente que procura um lugar, principalmente os jovens.
Porra! Parem de escavar e de aumentar a buraca!

quinta-feira, março 21, 2013

Para onde vamos? Chipre a ilha pendurada.

Os comportamentos nacionais não param de nos surpreender. Agora a história daquela ilha do Mediterrâneo Oriental, a Chipre das Cruzadas.
Quem tem dinheiro depositado no Banco paga uma taxa por isso. Mas quem é que descobriu esta inovação? Será um candidato a prémio Nobel? Há uma histeria à volta da salvação dos Bancos e do sistema bancário que não consigo perceber! O que terá verdadeiramente acontecido? Por que é que os Bancos estão sem dinheiro? Vão à bancarrota deixando os depositantes na miséria! Quem fez isso?
Há mais perguntas que respostas. Agora dizer à Ilha e à sua gente que têm de pagar as perdas financeiras destas entidades, que deveriam funcionar para salvaguardar as poupanças e dinheiros de quem neles os confia, é coisa de outro mundo. Venham mais ETs para resolver este pesadelo.
Aqui somos tributados por tudo. A par de nos terem aumentado os pagamentos, impostos, taxas, créditos, serviços sociais e medicinais, há o desconto na pensão, o aumento da taxa de IRS, a redução de escalões. Já somaram isto tudo? O certo é que tudo junto ultrapassa os 50% do que se recebe.
Mas não há redução do deficit (nome mais estrambólico). O que nos levam, sem nossa autorização porque os Senhores mandam, já ultrapassa o que seria legítimo e saudável.
Mas a dívida não baixa. Querem mesmo que baixe?
O nosso sistema está a falir. A aposta nos centros financeiros e na gestão dos YUPIs só deu merda! Dinheiro também é mercadoria. Tem que ser movimentado e aplicado com regras e com as cautelas necessárias.
Não é mais possível deixar tudo nas mãos de gente ávida e sem escrúpulos.
Depois da loucura dos marxistas e dos seus regimes totalitários temos agora a loucura dos super-capitalistas.
O Mundo Novo, que tem de vir após esta destruição, tarda em chegar.

sábado, março 16, 2013

Nestes dias e nestas noites!

Há títulos para tudo. É só pensar neles e procurar uma ou mais palavras que exprimam o desejo de comunicar! Não será o caso do "nosso" P. Coelho, que quase não acerta uma. Mas lá vai. Fomos a Tomar.
A cidade do Nabão. O rio ia cheio. Mas o barco não anda, lá diz a canção.
Os espaços são os mesmos. As alterações urbanos são poucos. Isto tendo por referência os mais de dez anos em que lá não aparecia.
Os centros de interesse continuam a atrair gente. O Convento de Cristo, sempre à espera de uma intervenção mais cuidada e rejuvenescedora, as Igrejas e a sinagoga.
Deambulámos pelas ruas. Pouco movimento, uma luz cinzenta, talvez acastanhada ilumina os espaços. De vez em quando uma praça que se abre. Meia dúzia de gente de idade avançada pelos bancos. Olham e ali estão.
Está frio porque é inverno e o vento sopra do sítio costumeiro "de Espanha nem bom vento nem bom casamento".
Uma visita de enriquecimento e de novos horizontes.
A janela do Convento de Cristo merece um destaque especial. É uma obra escultórica de significados múltiplos. Só quem conheceu novos mundos e novos horizontes podia ter criado aquela profusão de sinais.
Olha-se para ver e compreender. A pergunta final é sempre a mesma: quem criou estas obras, quem percorreu as sete partidas do mundo, quem trouxe conhecimentos e riquezas novas, estes quems todos como é que chegaram ao nosso hoje com esta performance?

domingo, fevereiro 24, 2013

Todos à Procura!?

Aqui continuamos nesta "apagada e vil tristeza", com a devida vénia a Luís Vaz. Agora de novo se procura uma canção para motivar a contestação. Somos cantores? Nem por isso. Mas o Grândola Vila Morena de José Afonso, que começou por ser um poema de agradecimento à forma como o poeta/cantor foi recebido naquela cidade,agora surge como contestação mais soft.
Ainda guardo as palavras da Snr.ª Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Ordenamento do Território, e não sei que mais. Segundo ela é a agricultura que mais empregos tem. E disse isto com a glória de ser o seu Ministério a gerir a dita ocupação. Numa era da tecnologia e do avanço das ciências e de novos centros de riqueza, falar da agricultura como principal fonte de trabalho é proeza, só da Cristas.
Percorremos os nossos caminhos com uma carga pesada e pouco animadora. É ver as estatísticas, os números, gráficos e percentagens com que nos afogam a esperança no dia-a-dia. Gente fina, sabedora!
Neste Inverno que bem poderá continuar a ser o do descontentamento, não falta o frio e o vento. Os campos estão em mudança. Viva a agricultura. Aí vai uma imagem desta terra agora a ser verde: da cor do Limão (com umas azedas pelo meio).

domingo, fevereiro 10, 2013

Coreia do Norte! O inferno na Terra?

Terminei a leitura da obra "Dentro do Segredo" da autoria de José Luís Peixoto. Já conhecia o autor de outros trabalhos, mas este, a entrada no "Segredo" ultrapassou a noção da sua qualidade. Utilizando uma linguagem simples e esclarecedora o autor transporta-nos a uma irrealidade real. Para entrar num país é preciso deixar na fronteira o Telemóvel? Os livros e jornais, o rádio que se possa levar? Será que existe um País assim? Existe. É ali na península coreana. Mais esclarecedor: A Coreia do Norte.


A sucessão dos dias e da narrativa transporta-nos para uma sensação de claustrofobia e de horror. Como podem dominar um povo de mais de 22 milhões de seres? Humanos, seres humanos, é do que se trata.
A adoração fantasmagórica dos líderes, como se estes fossem a luz do dia, é coisa que se usava no antigo Egipto.
A existência de um Museu com objetos oferecidos ao grande líder e ao querido líder - assim é que se trata os ditos - parece demasiado surreal.
Ultimamente ouvimos que querem fazer testes nucleares para terem a bomba e atacarem o inimigo, os EUA.
Aconselho a leitura do trabalho de José Luís Peixoto. A Humanidade também tem aberrações, mas assim? durante tanto tempo e com os resultados que se conhecem?

As coisas que vemos.

Nestes dias na capital da Catalunha, Barcelona a das motas e das casas bonitas, fomos à descoberta. Gaudi e a sua visão futurista que nos deu uma Catedral - Basílica - que nos alivia. Visitar A Sarada Família é sentir uma conquista da Paz e da Simplicidade. No gigantismo das suas colunas há um sorriso de liberdade que muda o conceito de Religião.
Para melhor percebermos o sentimento transportado pela Basílic








a há que a visitar. As imagens podem dizer muito mas o sentimento verdadeiro só aparece com a presença direta.

domingo, janeiro 27, 2013

Barcelona - a cidade das "Motas"

Chegámos a Barcelona! Já com alívio pois o temporal em Lisboa deixou-nos a secar no aeroporto mais de 5 horas. Bem, parece que há situações piores, vamos lá com calma.
Barcelona é uma cidade com linhas retas. Às vezes parece Lisboa ou Amesterdão.As carreteras, as avingudas e os passeos (será assim?).
Mas o que me surpreende nesta cidade mediterrânica são as motas, lambretas e motos. Por todo o lado. Os estacionamentos estendem-se por todas as artérias. Fazem-me lembrar as cidades de Angola no antes da independência.
Já comecei a percorrer as suas ruas e avenidas. O Passeio de Gracia. A Praça de Catalunha, a La Pedrera de Gaudi. As formas e o traçado urbano são agradáveis e cativantes. Parece uma terra calma na calma dos seus moradores.
Há outra coisa a destacar. As mulheres andam com minissaias mesmo minis. Eu com frio. Encasacado e de calças grossas, elas de meias compridas. Isto é que é resistência.
Vão algumas imagens do que se vê. Como sempre a imagem do espaço comum, a urbe em vida!
Ainda haverá mais porque esta cidade se prolonga no tempo e no encontro de criações diversas.



quinta-feira, dezembro 20, 2012

Pobrezinhos mas resistentes!

A Resistência tem vários horizontes. Na fímbria de um deles será possível identificar uma solução ou caminho que nos alegre os dias e torne os passos mais seguros.
Estamos sempre de ouvido e olho no presente. Há gente que nos enche os sentidos com notícias e informações do que acontece aqui e ali. Como é possível assassinar tantas crianças numa Escola? Como se mata tantos adultos responsáveis desse mesmo espaço? Esse país, onde tudo acontece, continua a acontecer e vai permanecer assim, que direitos defende? Como educa a sua descendência? Cada vez mais percebo o sentido da guerra do Bush.
Para as famílias que sofreram o cúmulo do horror: ver mortas as suas crianças, vai um abraço fraterno e sentido!
Nós aqui vamos indo a pé-coxinho. O Estado dos Impostos que vamos ter obriga a uma reflexão profunda.
Como o Natal é aceite para a Família desejo um Bom Natal a todos. As afirmações de um Bom Ano, mais próspero e feliz, devem ser vistas com cuidado. Mas há exemplos que devemos seguir ou, então, compreender. Nas terras de S. Jorge, ilha açoreana, a conquista e o esforço humano mostram-nos a vitória perante a adversidade. Assim Um Bom Ano a sofrer com a coragem e sacrifício como tiveram as gentes daquela ilha comprida e alta.
As fajãns, línguas de terra que desabaram do alto, servem de morada e poiso. As rochas vulcanicas, a profundeza dos mares, tudo se utilizou par a sobrevivência. Um exemplo a ter em conta.

domingo, dezembro 09, 2012

De mala aviada

Ouvir e ver as notícias é coisa que surpreende. É claro que a surpresa já se torna habitual. Como classificar uma surpresa que já se experimentou? Mistério! Acontece então que ouvi há dias o nosso famoso Seguro, dito de seu nome António José (se não estou em erro). O que nos disse de surpresa o tonico? Simplesmente isto: estou preparado para ser governo (com estas ou outras palavras, mas o fim em vista será o mesmo).
Até agora não ouvi ou li nenhuma proposta de alternativa que tivesse apresentado e que fosse credível. Eu sou um cidadão que se considera de esquerda. Mas não me parece que a dita Esquerda possa querrer ser Governo sem uma Proposta alternativa credível e lógica. Exigir mais Tempo? Mais aberturas? Melhores juros? Como pode fazer destas afirmações uma Política de ação se quem tem o dinheiro e os que nele mandam não o permitem. Vamos dar porrada nos gajos se não aceitarem?
Perante este assalto aos nossos rendimentos, que trabalhámos para os ter, uma alternativa tem que ser consistente e ser para aplicação imediata. Não pode estar dependente de terceiros. Isso, de estar dependente de outros para um resultado, será para a nossa Seleção.
Guarda a mala e espera e aprende!

quinta-feira, novembro 22, 2012

Estamos com Gasparite aguda!

É assim mesmo. As receitas que nos são impostas, para o nosso repasto mensal e diário, ultrapassam o que seria esperado há uns tempos atrás. Retrocedendo a 2008 constato que já então visualizava um cenário bastante escuro para a nossa comum existência.
Agora continuo a estranhar a posição e afirmação do nosso mundo portugalense. O que nos importaria mais seria ouvir, ver e sentir medidas objetivas e concretas para ultrapassarmos o problema da dívida e seguirmos em frente, com certa "bonança" (ai os tempos da marinharia e dos slogans do Estado Novo).
Mas o que nos dizem e cantam são coisas não concretizáveis. Critica-se, defende-se, afirma-se, jura-se a pés juntos (viva a Inquisição) e não se diz nada de novo ou de satisfatório.
Gostaria de ouvir a quem faz oposição ao nosso primeiro - será que este sabe o que está a fazer? - apresentando soluções. No entanto o entanto é que falam e apresentam soluções irrealizáveis! Como vão proceder, se estiverem no Poder, para ultrapassar a fase crítica? Bem, o senhor do PS, o dito Seguro - pelo menos de nome - já aparece em S. Bento com um fato azul escuro e novo. Nunca o tinha visto com a dita fatiota. É para mostrar o quê?
Não falo sobre as medidas da CGTP, PCP e BE (sempre as mesmas e sempre o mesmo processo). Onde vão buscar o dinheiro que precisamos todos os dias? Continuo com o mesmo pensamento: o sindicalismo não pode ser ligado a organizações polític-partidárias. Veja-se o caso dos estivadores dos Portos (creio que de Lisboa, Setúbal e Aveiro). Fazem greve para exigir melhores condições. No entanto, entanto, têm melhores situações que todos os outros. E Viva O Regabofe.
Estamos no fim do Ciclo 25 de Abril: aquele em que se dá tudo, se têm todos os direitos. Agora há o retorno (palavra que me arrepia).
Vai uma foto: Gaivota voando sob o Céu Azul e eu debaixo dela.

segunda-feira, outubro 29, 2012

De Santarém à Pia do Urso!

Uma jornada e tanto! Não será assim tão longe, mas é uma mudança de horizontes e de espaços.
Aqui, nesta Almeirim ribatejana, as coisas são as mesmas. Talvez seja mais elucidativo referir que parecem mas não são. Há, ou melhor, houve, o lançamento de um livro. Não o meu: As Origens Benfica do Ribatejo. Este conheço-o bem. Fui eu que o escrevi. Depois de um trabalho intensivo de estudo e investigação. Mas outro. Enfim é para se dizer: A Ficção não é História.
Agora vamos a Santarém. A dita capital do Ribatejo. Que já não é porque o fragmentaram.
Na avidez de mais fundos comunitários desdobraram o distrito: a margem direita pretende à CCR de Coimbra. A margem esquerda à CCR de Évora.
Agora a cidade lá está. Com as suas ruas e praças. Depois a jornada à Pia do Urso. Junto a Fátima. Na serra com os seus encantos.
Vivendo um tempo de magreza - o nosso Orçamento leva-nos o que temos e não temos - desciar o olhar para a natureza que nos rodeia, ajuda a ganhar novas forças.




Agora a Pia do Urso. Aninhada na Serra, espera por quem a queira conhecer. Um dia de calma e Paz.





quarta-feira, setembro 26, 2012

A Ver o Mar em Peniche.

O mar traz calma. Sossego e novas formas para se entender o que sofremos. Estes dias amargos da fobia à Troika, que nos dá o dinheiro que precisamos. Estes dias de guerras de políticos pouco sabedores e muito faladores. Desconta-se, carrega-se nos impostos. Do estive lá, disse sim, mas não queria dizer isso!
Agora o mar. Peniche dos pescadores, dos "amigos de Peniche". Das gaivotas voadoras que circulam voando por todo o lado. Fui até lá. A razão era forte, a minha filha terminava a sua jornada marítima no Crioula. Enquanto esperava pela embarcadiça, demos umas voltas pela terra. Junto as imagens, apara ver e pensar. Sentir a azáfama das gentes, cheirar o mar.
Estamos todos a precisar de mar e de novos cheiros e novos voos.










domingo, setembro 09, 2012

Porque vamos Cantando e Rindo ?

Ouvi o nosso Primeiro! Atenção, o do Governo e não o da tropa que fizemos. À altura, na tropa, o primeiro era para nos dizer que o vencimento já estava a pagamento. Hoje o Primeiro é para nos dizer que continua a tirar o vencimento. Muitas são as razões. Gastámos (gastaram) muito, agora paga Zé-Povinho!
O que me surpreende é ouvir a nossa Oposição aos gritos. É contra, esfola-se o Povo, mais não! A pergunta que faço é a de saber qual a alternativa que têm para nos livrar disto! Não basta gritar, insultar ou combater. É preciso dizer o que fazer neste caso de aflição. Vão pedir mais tempo? A quem? à Troika? E eles estão de acordo? Vão aceitar? Se não, onde vão buscar a massa para o País?
Infelizmente temos um conjunto de políticos que só pensam em popularidade e em angariar votos. Sempre fizeram isso à custa do erário público, melhor, dos nossos impostos. Por aí fora, neste País do Mar, é ver placas a comemorar inaugurações. Inaugurado na presidência de Sua Exc.ª o Senhor Fulano de Tal. Há-as por todos os concelhos. Muitas das obras são faraónicas e sem grande impacto na satisfação de necessidades básicas. Fizeram-nas com o seu dinheiro para terem direito a placa comemorativa? É o que acontece em Inglaterra e nos EUA. Há placas a lembrar que fulano de tal doou uma obra, uma estátua, um banco para jardim. Até mesmo arranjos urbanísticos.Têm placa porque pagaram do seu bolso. Aqui não, a placa é paga por nós, o bolso infindável do erário público.
Aqui estamos em mais uma volta da nossa História. Haja qualidade e sabedoria para resolver o que nos amedronta!

terça-feira, agosto 21, 2012

Mar, Verde Mar!

Porque a cor verde significa Esperança. Que é coisa, sensação, desejo, aspiração, realidade que queremos. Aconteça o que tiver de acontecer, que isto de predizer o futuro é coisa que não me sugestiona.
Agora aqui, nas terras quentes do Algarve, em Altura das lindas praias, vou ouvindo e vendo o que nos chega. Parece que estamos noutro Espaço, mesmo com robôs marcianos em função. As notícias ligam-nos ao Mundo real. Por mais que nos afastemos ele está sempre ao nosso lado.
Há, ou houve, fogos. Sempre o mesmo. Não seria melhor preparar para responder às situações anuais? Sempre a mesma polémica. Mais meios, mais rapidez. Melhor desempenho. Talvez seja mais fácil interpretar tudo o que se houve como vontades de protagonismo!
Até o futebol é capaz de nos surpreender. Pela negativa. Um club da importância do Benfica de Lisboa não pode ter comportamentos altamente desviantes. A agressão ao árbitro em Dusseldorf foi uma violência inaceitável. Isto num jogo dito amigável.
Agora para Setembro já nos preparam para as doenças do Euro. A moeda que temos. É só ver e ler os cientistas da economia e da finança. Os que tudo fizeram para estarmos aqui agora são opinadores. Vão opinar para casa do c... mais velho!
Há sol e calor. A água está a convidar para um banho. Eu, que nasci junto ao mar, já não lhe noto tanta importância.
Agora lembrei-me da situação dos professores e do ensino. Não há lugares para todos. Muitos, com anos de trabalho, vão procurar outros sois e outras paragens. Fazendo uma retrospetiva a tudo o que fizeram à senhora Maria de Lurdes Rodrigues, até dá para considerar o cláasico: bem-feito. Não fosse a desgraça de muitos.
Para quando considerar que os Sindicatos são organizações de trabalhadores para defender os seus direitos e não organizações com interesses políticos de intervenção e subordinadas a nomenclaturas partidárias?
Haja esperança! Em quê não sei, mas que haja!