sexta-feira, novembro 30, 2007

Dar tempo ao tempo

É um título curioso mas necessário. Tenho esta página (blog) e não a tenho actualizado. Por preguiça, por falta de tempo, por ter a necessidade de ponderar o que escrevo e o que podem ler. Estou a realizar um trabalho de pesquisa e investigação sobre a História Local - Almeirim. Neste trabalho tenho percorrido os Séculos XVII e XVIII. As novidades e as situações são tantas que me resolvi a publicar proximamente um novo Livro sobre o assunto. A História Local tem andado arredia da verdade das coisas verdadeiramente locais. Já no trabalho anterior - Coisas Urgentes - tive a oportunidade de destacar a importância de conferir a memória com as provas documentais. É o que espero fazer brevemente.

quarta-feira, novembro 07, 2007

As ruas são armadilhas?

Este título até que parece engraçado. Não é que dei uma volta pela cidade na Sexta-feira de manhã acompanhado da família - mullher, filha e neta. C0mo levávamos o carro para a criança se sentar, aliviando o nosso esqueleto do seu peso, foi então possível constatar que há passeios em que se não pode transitar. Alguns candeeiros, altos e cheios de torneados, estão no meio dos ditos. Há carros estacionados sobre os passeios o que obriga a circular pela estrada - zona de passagem de automóveis. Outros aparecem com um candeeiro seguido de uma caixa de electricidade ou de outra qualquer instalação. É uma proeza circular com uma criança num carro pela cidade (estou a falar de carro para crianças). A facilidade de circulação implica maior segurança e é também uma forma de ecovida.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Escolas Boas, Escolas Más?

Acabo de ouvir falar sobre o ranking das Escolas. Mais uma vez se apresenta a relação dos resultados nacionais, obtidos nos exames, para se avaliar as Escolas. As privadas têm melhores resultados. Acontece que nessas escolas estudam os filhos de pessoas das classes média e média-alta. Lindo de se saber. O problema não é esse. As Escolas privadas obtêm melhores resultados porque os alunos trabalham arduamente e os professores estão disponíveis a 100%. Para além disto há que se considerar que os pais e encarregados de educação exigem resultados e controlam o trabalho dos filhos e educandos. Isto não quer dizer que realizam actos de punição ou de violência. Simplesmente estão atentos e acompanham os trabalhos escolares. Ora nas Escolas públicas as coisas não funcionam dessa maneira. Os regulamentos apontam para actos de administração que facilitam a vida e os comportamentos dos alunos. Os professores são responsabilizados por acções e actos que são praticados pelos alunos. Os pais e encarregados de educação exigem resultados sem terem em conta a sua própria responsabilidade no processo educativo. O Ministério de Educação legisla, determina, manda fazer. Muitas vezes, ou na totalidade das vezes, seguindo regras e normas importadas, que não se compatibilizam com as características nacionais. O resultado aparece no pouco trabalho, na indisciplina, na desvalorização do valor do conhecimento. A Escola é um lugar de trabalho árduo para todos. Aí se procura o conhecimento e este só se alcança com muita persistência e muito sacrifício pessoal. Não é na facilidade e no consentimento de tudo para os educandos que se conseguem bons resultados.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Alerta aos Aposentados

Ao que consta o actual Governo prepara-se para aumentar drasticamente os impostos aos cidadãos aposentados. Parece que quer mexer na dedução específica, fazendo diminuir o seu valor o que, a acontecer, vai provocar o dito aumento de impostos. Quando estávamos no activo havia uma Lei da Aposentação, com todos os dados e pormenores, que cumprimos. A subida nos degraus da carreira profissional fez-se principalmente às custas do próprio profissional, que não teve qualquer contribuição do Estado para os encontros de actualização, para os Seminários a que se assistiu, pelos Cursos de Especialização e de Formação académica que fizemos. A vida não é fácil. Temos mais obrigações que os que ganham, ou recebem, menos. Os descontos são maiores, os serviços públicos a que recorremos cobram-nos as taxas mais elevadas. Enfim, isto está a ficar muito mau. Quem é aposentado também tem o direito "à indignação".

domingo, outubro 21, 2007

Fluviário de Mora

Depois de ter ouvido falar sobre ele e de ter visto algumas reportagens, resolvemo-nos a sair de Almeirim e ir em direcção a Mora. Caminho directo para o Fluviário. Estava uma tarde de sol, ainda quente embora estejamos já em finais de Outubro. A distância não é muita.
Lá chegados fomos fazer a visita de conhecimento. Ali está um trabalho notável. Longe de tudo, no chamado Alentejo esquecido, Mora tem uma "joia da coroa".
A simplicidade do espaço dá um maior realce à qualidade do que se pretende mostrar. A afluência do público interessado diz bem do valor que o Fluviário representa.
Junto algumas imagens para ilustrar o discurso, enriquecendo-o.

O Outro, na Taberna do Toino da Cunha - Almeirim

Foi agradável ter lá estado no Sábado, à noite. O grupo de jovens artistas, que pretendem construir o seu espaço no mundo das artes, volta a amostrar-se. É sempre bom ver gente ambiciosa e com força para lutar por um lugar. A vida exige muito de nós. Sem a tenacidade e o espírito de conquista, não se vai longe. As apresentações do Filipe Bonito, do Ricardo Manso, do João Cavaleiro, do Pedro Azinheira, do João Manso e do Tiago Marques, cada um com o seu caminho e espaço, revelam uma inquietude que nos satisfaz. Parabéns.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Imagens de outros lugares

Para descansar e alegrar o espírito, junto algumas imagens de África, terras de Angola.
Tiradas entre Março e Abril, mostram-nos um mundo agora diferente, mas com as marcas profundas da sua construção como país. Escola do Tchivinguiro, Tundavala, lavando na represa, mulher pedindo uma nota, vista do Lubango a partir do Cristo Rei, estrada para a My Beach, Morro Maluco, em frente ao Casino do Lubango, Cristo Rei.

Almeirim city, bang-bang.

Voltei a ler o folhetim dos acontecimentos na Câmara - questão entre o Presidente e o Vereador que foi Vice-Presidente. Acusações mútuas, ameaças recíprocas, enfim, um desconforto total. Parece-me que há ainda muita coisa por acontecer, o que não é desejável. Os autarcas devem preocupar-se, em primeiro lugar, com a resolução dos problemas e das dificuldades dos munícipes. Para isso é que são eleitos. Ser autarca é, antes do mais, o direito de prestar um serviço público, constitucional e democrático, a favor de todos.

Está tudo doido?

Soube-se que vai haver troca de seringas nas prisões. Ao que se pretende é para evitar contágios e contaminações. No entanto há que se ter em consideração que o consumo de drogas é proibido nas ditas prisões. Agora parece que já não é. Se é possível ter o veículo para a sua introdução no organismo, de borla e oferecido, o que impede a entrada das ditas nas prisões?Condenação? Mas eles, os presos consumidores, já estão presos! Quer-se tapar o sol com uma peneira.

quinta-feira, outubro 11, 2007

O Orfeão de Almeirim foi a Milevsko - R. Checa

O Orfeão de Almeirim deslocou-se à republica Checa, à cidade de Milevsko, a convite do grupo coral da terra.
Antes, no ano passado, o referido grupo esteve em Almerim. Agora, retribuindo a visita foi a vez dos cantores de Almeirim irem áquelas paragens.
Pelo resultado ficámos a saber que souberam representar a cidade e os nossos valores culturais. A visita a outros lugares, para além de Milvsko, contemplou a cidade de Pilsen e, claro está, Praga, a capital. Algumas imagens que a coralista Maria do Sameiro recolheu.

terça-feira, outubro 02, 2007

As Recomendações

A Assembleia Municipal de Almeirim fez uma nova descoberta! Apresenta e vota recomendações ao executivo municipal. Um órgão deliberativo e fiscalizador envia ao órgão executivo um conjunto de recomendações com procedimentos a adoptar. Bonito. A última refere-se à Ribeira de Muge. É de louvar a preocupação com a sua limpeza, manutenção e estudos de ecossistemas e pedido de "diagnóstico ecológico, biofísico e sócio-económico". Só agora é que fala nisso? Acrescento que a zona do Ecoparque da Chamusca não tem nada a ver com a bacia hidrográfica da Ribeira de Muge. Mas há o aterro da Ecolezíria, instalado na Raposa. Está situado em solos arenosos e drena águas lixiviantes para a dita Ribeira. Mas disso não se fala. Nada se recomenda. Ao que sei o referido aterro não está licenciado! Ou já estará? Há tempos ouvi várias vezes (sempre que me encontrava na rua falava disso) o proprietário de um propriedade que foi inundada por águas que transbordaram do aterro. Tinha a propriedade destruída, dizia ele. É importante falar de tudo. Não fica bem a um órgão autárquico esconder coisas!

Mergulhar no chão em Lisboa

É um bom título! Quem mergulha no chão, ainda mais na capital do País?
Fui ver o criptopórtico na rua da Conceição. Sábado, dia 29, abria ao público interessado.
Quando lá chegámos era quase meio-dia. A fila de gente estava ao princípio da rua dos Correeiros. Fiz os meus cálculos: daqui a duas horas e meia estamos a entrar. Enganei-me. O tempo foi passando, passaram-se as horas: duas, três, quatro. Já não dava para desistir, depois de tanto tempo de espera. Veio a chuva e todos nós nos mantivémos na fila.
Cinco horas e meia depois, chegou a nossa vez de "mergulhar no chão". Desce-se para o criptopórtico por uma abertura no meio da rua. Claro que estava cortada ao trânsito.
É uma construção romana no Século I. Estes construiram uma base de apoio para um prédio, que deveria ser uma Praça, ou Mercado.
Foi agradável e esclarecedora a visita que fizémos. Mas quem é que fica tanto tempo numa fila, à chuva ( atenção, comprámos chapéus numa loja perto) para visitar um espaço arqueológico?
Ainda bem que lá fui mais a família. Aguentámos o frio e a chuva, mas chegámos ao fim da visita!

A Televisão e as notícias

A importância da Notícia obrigou a que se criasse, no Século XIX, um modelo de construção do que se pretendia dizer. Para maior facilidade da informação dos leitores, os jornais passaram a ter uma norma que referia o tempo, o lugar e o facto do acontecimento. Os comentários já não eram notícias mas sim opiniões pessoais dos jornalistas. Agora estamos numa nova fase. A Televisão continua a mudar tudo. As notícias passam, no monitor, em rodapé, a correr, misturando as funções percepcionais:ver e ouvir. Quem quer ver não consegue ler. As imagens que nos são dadas não são notícias mas sim criações de entretenimento para distrair e manter o ouvinte e espectador atento ao Canal. A leitura obriga a funções complexas. A escrita é uma invenção humana. Daí que os nossos telejornais apresentam reportagens longas, durante o período de emissão, as notícias correm em rodapé (muitas vezes com erros e frases ofensivas) e o resto são comentários e opiniões de reporteres. Para a Escola com eles. Vão aprender a divulgar a verdade.

A nossa Família e os apoios.

Já aqui escrevi sobre a importância do apoio à família, no que se refere à maternidade e aos apoios relacionados com a crição e educação dos filhos. Agora assistimos à divulgação dos apoios a conceder às mães grávidas, pelo nascimento das crianças. Acontece que estamos perante uma forma absurda de marginalização do direito de se terem filhos. Os apoios só são concedidos a famílias com rendimentos baixos ( quase mínimos ). E os outros? Ganham mais, têm mais posses, então já não têm direito a apoios. A conclusão lógica é a de que só os pobres é que podem ter filhos. E os outros? Onde está a igualdade de oportunidades para todos? Não é assim que acontece em Espanha. Ali os apoios estatais são para as famílias com os "bébés a bordo", para todas as famílias. Continuamos o Estado pequenino! Das esmolas aos pobrezinhos e dos impostos aos que trabalham e procuraram melhores posições profissionais.

O Ecoponto da Chamusca

Num tempo de muita conversa sobre os problemas da poluição e da contaminação do meio ambiente é de se ter em conta o trabalho que se está a fazer na Chamusca, com a criação do Parque do Relvão. Tive a oportunidade de visitar aquele espaço, no seguimento da actividade do Clube Rotário de Almeirim, em colaboração com as Edições Cosmos e com a Câmara M. daquele concelho. Antes da visita houve uma palestra sobre a importância do tratamento aos resíduos e da necessidade de se proceder à criação de espaços, devidamente controlados e certificados, para tratamento e aproveitamento daquilo a que vulgarmente chamamos de "lixo", mais e menos perigoso. Na visita fomos informados sobre o funcionamento do Ecoparque e sobre as empresas ali instaladas e a instalar. O Sr. Presidente da Câmara da Chamusca foi incansável nas explicações e resposta às questões. Quando ouvi e li as primeiras notícias sobre o interesse dos autarcas chamusquenses na instalação, fiquei surpreendido. Agora a Chamusca queria o lixo todo? Depois da visita e dos esclarecimentos compreendi o seu interesse. Parabéns.

domingo, setembro 16, 2007

Vamos dar computadores à malta.

A notícia sobre a abertura das aulas é elucidativa. O Governo em peso: creio que sete ministros e mais Secretários de Estado, estiveram nas Escolas, na abertura do ano escolar, e acabaram por seguir a sua política de "dar computadores". Atenção"há que se pagar 150€". O que admira não será o facto de se proporcionar aparelhos informáticos e banda larga de acesso à net, o que é de espantar é esta maneira de fazer propaganda política ao Zé Pagode. No tempo de Marcelo Caetano, se se lembram, ele dizia que não se podia dar a democracia ao povo porque este não era suficientemente educado para isso. Agora, de outra forma, parece que se anda a dizer que o povo não é suficientemente educado para perceber que se procura tapar o sol com a peneira. Há fábricas que fecham. Há incendios e fábricas que ardem. O desemprego vai acima dos 8%. Continuamos no entanto com a política da publicidade governativa. Não estou a fazer qualquer tipo de política. Constactar os factos como cidadão comum é um direito democrático, e, diga-se, sou já muito educado. Enquanto isto decorre não podemos deixar de ter em atenção a afirmação de um estudante que refere que a sua Escola não tem boas condições de funcionamento: chove nas salas, faltam equipamentos. Já agora é de elogiar a acção da Câmara Municipal de Abrantes no que se refere à sua estratégia de dotar as Escolas do Concelho de sistemas informáticos.

segunda-feira, setembro 10, 2007

A Educação e as novidades

Assistimos hoje a mais uma acção do Ministério da Educação. Foram assinados protocolos com vinte escolas (?) para a sua autonomia. O que parece estranho é a questão de os conselhos directivos assinarem com o Ministério da Educação protocolos para a autonomia. Quem é o dono das Escolas? Quem contrata e paga aos agentes escolares? Quem determina os orçamentos anuais para a Educação e para as Escolas? Os presidentes e demais elementos dos Conselhos Directivos são funcionários que estão obrigados ao cumprimento das Leis para o sector. Assinar Protocolos? Qual será a sua independência e autonomia?

As novidades da criança inglesa - Madeleine.

Agora todos ouvimos e vemos uma evolução do caso do desaparecimento da criança. As buscas não têm resultado em dados que permitam conhecer verdadeiramente o que se passou. Não posso desligar este caso dos que se passaram com cidadãos nacionais. Acontece que o facto da nacionalidade de origem provocou um impacto muito maior. A divulgação da suspeita de intervenção dos pais parece que fez desabar o mundo. Sou dos que acreditam que todos os caminhos são viáveis. Aliás era o que dizia o pai da criança. Mas não posso deixar de protestar pelo modo como a imprensa, e especialmente as televisões, tem tratado o caso. Há uma especulação doentia, uma falsificação propositada do que se está a passar. O que interessa será a captação das audiências. Isso não pode ser tolerado porque a informação adulterada e manipulada pode gerar situações perigosas e afrontar com os direitos pessoais. Veja-se o caso de hoje. A RTP passa uma reportagem colhida na localidade onde vivem os pais, em Inglaterra. A reporter questiona várias pessoas. Uma delas, um homem de meia idade, não aceita as questões e protesta pela insistência dos média. É inquirido violentamente pela repórter para se explicar. Não responder ou, protestar, pela insistência é um direito. Os reporteres de televisão não são senhores de todos os direitos.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Cultura e Património

Esta nossa cidade tem das suas. Mal chega um cidadão das férias e logo apanha com as novidades locais. Há no ar uma confusão! Não conheço quem pretenda refazer construções antigas, desaparecidas há Séculos. Isso não se faz. Ninguém pode reconstruir um espaço arqueológico desaparecido. O que importa será a pesquisa, o estudo e a investigação sobre ocorrências e monumentos, objectos e artefactos que sejam portadores de informação histórica que valorize o Património Local. Este pedaço rural do Ribatejo tem sido useiro e vezeiro em arrasar esses testemunhos. Encontrá-los e procurar neles informações é tarefa que já está dificultada à partida. Mas é possível encontrar ou identificar as marca ou vestígios. Isso é falar de estudo do património, de salvaguarda da herança cultural.

domingo, setembro 02, 2007

Tempo de Férias - tempo acabado

Voltei do tempo de férias, se é que se pode chamar "tempo" uma vez que já não estou no activo. De qualquer modo foi um momento de mudança e de novos horizontes.
Horizontes algarvios, diga-se. Este ano houve um facto a registar. Estivemos em Quarteira o mês de Agosto, e ao longo dos anos fomos reparando que a segunda quinzena do dito mês apresentava uma frequência muito menor do que a primeira. Menos trânsito, menos gente. Este ano aconteceu o contrário. A segunda quinzena registou um número considerável de veraneantes, quase superior aos da anterior.
Quando procurava a explicação para esta alteração de hábitos, dei com uma reportagem sobre a praia da Caparica. Dizia-se que havia uma redução de cerca de 60% na frequência e no comércio. As razões indicadas apontavam para o desgaste das areia e mau tempo.
Estava explicada a alteração. As pessoas optaram pelo Algarve.