segunda-feira, maio 10, 2010

Conhecer Joana Vasconcelos

Esta era uma das nossas aspirações. Depois de se conseguirem os contactos necessários eis-nos a discutir as propostas. Na Direcção da Associação de Defesa do Património Histórico e Cultural aprovámos a visita. A Cultura não podia esperar! De Almeirim a Lisboa. Capital do nosso "reino". Lá onde tudo, ou quase tudo, acontece. Acontecia a Exposição que nos interessava. A utilização dos modelos nacionais. A busca das formas das rendeiras. A combinação das cores. O génio de "mestra": a utilização de materiais do quotidiano. Tudo era possível, tudo nos transporta a uma nova dimensão: o Conhecer de que não alcançamos os limites. Partimos de Almeirim com um grupo de 52 pessoas. Destino: Lisboa - Centro Cultural de Belém - Museu Berardo - Exposição "Sem Rede" de Joana Vasconcelos. De manhã visita à Exposição "Sem Rede"; à tarde visita ao Atelier com a presença da Artista. Juntámos os elementos de todos os orgãos da Associação e convidámos muitos dos nossos colaboradores e amigos. Como o autocarro municipal é de 50 lugares estávamos limitados. Se mais houvesse!... À autarquia os nosos agradecimentos. A Exposição trnsportou-nos para novos caminhos de sesnsibilidade e de beleza. Com a Artista, no seu Atelier, aconteceu a revelação. Foi bom ir a Lisboa. A sua simpatia e a apresentação do seu trabalho marcaram todos os visitantes.É para se dizer "estamos muito agradecidos".

quarta-feira, abril 28, 2010

Não era dificl perceber!?

Esta nossa situação não é agradável. Há tempos escrevi que estava preocupado. A razão era que, após o acto eleitoral para a Assembleia da República, o que se verificou foi o desenvolvimento de uma pura estratégia de ajuste de contas. E o país estava com graves problemas. Mas de acordo com os nossos políticos o que interessava e era importante era culpar alguém. A figura do 1.º passou a estar em leilão. O Governar tornou-es uma tarefa de somenos importância. Surgiram as alterações orçamentais aprovadas na Assembleia. Outro Governo surgiu. Mas aprovando para outros concretizarem. Tudo mau, senão péssimo. Agora temos contestações exorbitantes. Paralisa-se o país. Os transportes, as estradas, a educação, a saúde. Todos querem mais e não há quem o possa dar! As notícias sobre a nossa situação económica e financeira estão aí. Sãos os outros, os que querem proteger o que é seu que têm de gritar por juizo aos Zés da Patuleia. Estava e continuo a estar preocupado. Parece que o Verão está aí. Já não chove. Cultivam-se os campos. Muita couve e muito nabo.E mais outras coisas, já agora!?

sexta-feira, abril 16, 2010

Algumas novas de Ká!

Continua a chover. Como nasci numa região desértica, à beira-mar, não tenho nenhum sentimento especial para a permanente acção de cair água do céu, quero dizer: sentir os pingos de água resultantes das transformações atmosféricas. Ora bolas!
Este Inverno passado não deixa boas recordações. Agora a Primavera parece caminhar no mesmo sentido. Primeiro foi que a Terra, planeta, se aborreceu e vai daí estremece, abana-se, cospe e treme. As calamidades continuam. Agora temos o vulcão da Islândia. Já não bastava a perturbação que causaram os islandeses com a sua ruína financeira. E eram considerados como zona de bom risco. Riscaduras.
Aqui na nossa terra de Almeirim a chuva é agradecida pelos lavradores e fazendeiros. Ou, melhor, era. Acontece que a sua continuação alaga os campos e transforma-os em zonas dificeis para o trabalho mecânico. As sementes apodrecem.
É preciso semear para colher.
Tenho para mim que o trabalho agrícola deve ser estimulado e enriquecido. Ao menos somos produtores de alguma coisa mais!
Boa Prima Vera para todos.

quarta-feira, abril 07, 2010

Os Bandeireiros

Vi e não gostei. Aliás, fiquei estupefacto. Em Portugal, nação independente e soberana, há gente que passeia nas ruas da sua cidade bandeiras do país vizinho. Como se isso fosse uma forma de protesto. A democracia estabelece o direito dos cidadão partciparem activamente. De contestarem. Mas não creio que a apologia dos outros, da humilhação da Pátria, ou de qualquer outra forma de desidentificação nacional, sejam formas de protesto. Já perguntaram como está a saúde para as populações de Espanha? Já perguntaram porque é que se manteve durante tantos anos o número clausus a Medicina. A quem é que isso beneficiava?
Falar em Pátria e Nacionalidade é um direito democrático. Temos que defender o que é nosso e que, como diziam os nossos antepassados do Século XIV, tanto sangue custou a ganhar.
Bandeiras estrangeiras glorificadas no nosso País não são uma forma de protesto, são uma injúria.

quinta-feira, abril 01, 2010

Há casos a mais?!

O que ouvimos agora é sobre a morte de um jovem estudante de Lamego. Morreu em Espanha, caindo da janela do apartamento onde estava alojado, com os colegas, para umas férias de finalista do secundário.
Não posso crer. Uma festa é tragédia.
A juventude não tem limites. A deste tempo parece que conquistou o mundo. No entanto ainda está à porta dele. Há que os elucidar. Não conquistaram nada. As dificuldades que se deparam, no seu caminho de conquista, serão cada vez maiores.
Para essa conquista é necessário trabalho, sacrfício e sofrimento. Quem lhes disse que tudo são rosas?
As organizações e associações que se dedicam à juventude deviam ter um desempenho eficaz. Serem verdadeiras, exigirem comportamentos e esclarecimentos.
Eu, no ancoradoro, já não vejo coisa alguma!

quarta-feira, março 31, 2010

Doutores e cientistas!

Este género é curioso de se conhecer.
Depois da queda do regime do Estado Novo tornou-se mais fácil conseguir uma formação escolar e técnica. O número de cidadãos que conseguiram ascender à formação universitária aumentou.
Aqui podemos destacar o papel desempenhado e, ainda a desempenhar, pelas mulheres. Aconteceu assim que, por todo o país, se sentiu a importância desse aumento de formação e, com ele, as modificações que se registaram. Ora estar formado/a, "ser doutor/a ou engenheiro/a", não deve significar preponderância ou hegemonia de.
O conhecimento deve transportar consigo a humildade. O que sabemos pode ser partilhado num sentimento de igualdade.
Trazer para os meios pequenos e limitados a sua formação académica e, com ela, procurar a exaltação pessoal e a sobranceria sobre os outros é coisa que não me parece aceitável. Mas, infelizmente, isso verifica-se.
Todos sabemos um pouco de cada coisa. É como diz o povo: " Andei na Universidade da vida".

Discutir a violência Juvenil

Começa, de novo, a falar-se sobre a vilolência nas Escolas. Sabemos agora que, nos EUA, há oito jovens em situação de julgamento e condenação. Motivo: terem exercido, durante meses, uma violência contínua sobre uma jovem emigrante, irlandesa, na sua Escola. Esta, não suportando as agressões e humilhações, suicidou-se. Acontecia tudo na escola. Já temos os nossos casos e já podemos dizer que não somos os únicos nem especiais. Os tempos trazem sempre modificações de comportamentos, alterações de hábitos. As normas de conduta do ser humano, que se diz ser eminentemente social, alteram-se. O que importa saber é se é possível controlar essas alterações e como o fazer. Há comportamentos antisociais em todo o lado. Aliás, sempre os houve. O que me parece é que falta a capacidade para se entender essas mudanças. Os lugares onde se juntam grandes grupos são, sempre, propícios a desvios. Há a hipótese de ocultação, de camuflagem dos actos, de compadrios e conivências doentias. Uma primeira regra - que sempre existiu - controlar o que se passa e agir de imediato.

segunda-feira, março 22, 2010

Jovens deste tempo.

Está, de novo, aberto o tema da educação e formação dos jovens. Depois de longos períodos a discutir a situação profissional e salarial de professores, voltamos a ter o/a jovem na "mesa".
Em todos os tempos houve problemas com a educação/formação da juventude.
Sempre aque se registaram situações de alteração e mudança do curso das sociedades humanas, quando se mudavam pessoas e instituições, processos e métodos, ideologias e teorias, as coisas aconteceram.
A juventude não é mais do que aquilo que todos nós somos.
A sociedade actual tem uma característica de certo modo diferente das anteriores: os meios de comunicação adquiriram uma rapidez e uma interpenetração sociais que superam tudo o que já se registou. Mas, atenção, isto é o que nós hoje dizemos porque não vivemos as épocas mais conturbadas de antes do nosso tempo.
Está em foco a Escola. Já vem a estar há muito tempo. Se, para o nosso país, as situações começam a agudizer-se agora, para outros isso já aconteceu há muito.
Era bom que a ligação dos intervenientes na Educação fosse mais conseguida e mais coesa.

quarta-feira, março 17, 2010

Estas Notícias que temos

Já há dias que se ouviu: a França, Alemanha e Inglaterra protestaram junto do governo israelita. Motivo, os agentes da Mossad que assassinaram o lider do Hamas que estava no Dubai, tinham, cada um, um passaporte daqueles países. O que se diria se um país da União Europeia - talvez a Espanha - mandasse assassinar um opositor noutro país?
Agora é o governo dos EUA que apresentam o protesto pelas mais de mil casas que eles querem construir em Jerusalém.
Ali está uma autentica fábrica de talibans e terroristas.
No nosso Parlamento, depois de todas as audições, guerras e acusações, agora o que se diz é que se vai procurar saber das relações do estado com o negócio da TVI.
Lindo serviço. Acusações, ameaças, enfim um desfilar que incongruências, mudaram. Agora acordaram. O trabalho activo para o descrédito da actual legislatura não poderia estar mais claro.
Já não chove. O Sol procura aquecer-nos os dias. As andorinhas voam nos céus da cidade.

sábado, março 13, 2010

Novas de Ká!

Agora há a notícia de um suicídio praticado por um professor! Só faltava mais esta! As coisas da educação e da vida profissional ligada a esta actividade não estão fáceis. Há que se encontrar um caminho. Mas esse encontrar não é fácil. Já outros têm tentado. Veja-se os casos dos tiroteios escolares nos Estados Unidos, em França, na Inglaterra, Alemanha e até, pasme-se, na Finlândia.
As sociedades não estão a dar as respostas convenientes para os problemas que criam.
Agora estamos noutra. Chegaram as andorinhas.
Há dias que se notam nos céus da cidade. Creio que foi pelo dia 10. Estamos em Março, a Primavera está à porta.
É chegado o bom tempo, será?
Todos precisamos de uma acalmia. Este Inverno vai ficar na memória pelos inconvenientes e cataclismos que se verificaram.
Esperemos o Sol. A frescura dos dias primaveris. E a capacidade de suportar e de ser tolerante. Amem.

sexta-feira, março 05, 2010

Quando um Rio é educativo!

Pois, infelizmente, parece que é verdade. A notícia que vem de Mirandela é óbvia: as crianças não podem estar sozinhas! Quando se escreve "sozinhas" há a intenção de dizer que temos que estar atentos e conversar diariamente com os nossos filhos. Ouvi-los. Escutar as suas reclamações. Dar-lhes "tempo de antena" é um direito inerente a ser criança. A Escola, lugar de ensino-aprendizagem, tem que o ser em permanência. Estar atento ao dia-a-dia dos alunos, às suas conversas, às situações relacionais que estabelecem, são obrigações educativas. Já há muito que se sabe: não se pode descurar a formação dos jovens. Não se deve esperar que eles apareçam junto dos educadores para revelar qualquer situação menos própria ou mais ameaçadora, sobre si próprios. É necessário um acompanhamento e uma atenção que evitem situações de horror! Uma criança de doze anos lança-se a um rio? Quando todas as crianças e até jovens receiam as águas turbulentas e furiosas em tempos de Inverno!? O que não terá passado essa criança? Só agora é que se fala do que sofreu? A formação e educação da juventude exige responsabilidades permanentes. Já não é mais possível estar só a cumprir horários ou estar presente. Há mais para fazer.

quinta-feira, março 04, 2010

Vale Tudo- Até arrancar olhos!?

As declarações de ontem na Assembleia da República, feitas por MGM são de espantar. E eu que considerava que a Assembleia era um lugar de Estado e de Ética! Então agora a Directora da PJ de Setúbal é corrupta? Diz-se isto! Acusa-se na Assembleia da República? O que andam lá a fazer? Mais do que discutir as situações, alegadas e não provadas, das faltas atribuidas às entidades envolvidas é necessário entender o sentido e o alcance do que se está a passar. Agora vale tudo. A justiça não responde ao que se deseja? Manda para os jornais! Faz gravações, envia-as aos amigos para as publicarem. Parece que? Ouvi dizer que? Telefonou ao rei de Espanha??!! Anda uma loucura no ar!

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Palavras ditas!

Diz-se muito. Aliás, fala-se muito para se escrever mais ainda. Ao apreciar o que circula como informação e esclarecimento deparamo-nos com a permanente manipulação.
A informação deve, ou devia, ser séria. Mas está cada vez mais tendenciosa. Há códigos de conduta profissional que são atirados às malvas. Cada jornal publica a sua sentença. Tudo depende de quem o dirige e das razões que transporta consigo.
É certo que há o tribunal de opinião pública. Ao longo da nossa História isso já aconteceu por várias vezes. A matança dos judeus por volta de 1512, no reinado de D. Manuel, aconteceu porque um frade veio para a rua gritar que os males que havia eram provocados por esses cidadãos. Ele tinha sido informado por Deus, num Milagre.
Vai daí e juntam-se todos os de Lisboa. Passam ao bairro judeu e agridem, atacam, assaltam, matam. É claro que quem mais desacatos e crimes cometeu foram os marinheiros da Flandres (holandeses), que estavam na cidade. E roubaram seguindo depois para os seus barcos, levantaram velas e zarparam antes da chegada das forças reais.
No fim nada do que se apregoara fora verdadeiro.
Podiamos avançar e escolher outros erros colossais que se desenvolveram no chamado "tribunal da opinião pública". Todos eles mostram uma manipulação dos factos e a intenção de acusar alguém. O cidadão bem informado, culto e democrata deve saber distinguir as coisas.
Agora as notícias trazem-nos novas revelações. Outras figuras se levantam.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Para a Madeira, com amor!

O temporal é assim. Não pede licença nem avisa quando chega. Ou será que avisa? E não se tem a consciência de que vem?
Os acontecimentos na ilha atlântica exigem a atenção de todos. Sendo a Madeira uma ilha vulcânica, logo montanhosa, a elevada precipitação provoca desastres consideráveis. Este foi de mais.
Lamento as mortes das pessoas que foram apanhadas pela violência das águas.
A minha solidariedade para com o nosso amigo Jardim. Ele agora merece. E para com todos os madeirenses, portugueses das águas do Atlântico.
A resposta nacional, sendo pronta e imediata, mostra o verdadeiro sentido de estado e de saber governar. Ainda bem.
Acreditemos que tudo vai melhorar!
(A foto foi retirada do sapo net.)

domingo, fevereiro 14, 2010

Ir a Santiago

No fim de semana passado, Sábado e Domingo, fui em peregrinação-visita a Santiago de Compostela. Tirando o nome do Apóstlo, Tiago, ficamos com Compostela: campus stella - a zona onde estacionou a Legião Romana da Estrela.
Transformou-se, ao longo dos tempos cristãos, num lugar de peregrinação.
Não conhecia o lugar e fiquei satisfeito com o que observei e senti.
A visita aos lugares santos e à cidade deram a dimensão da importância que os mesmos continuam a ter sobre os povos europeus ocidentais.
Há um senão para se registar. Numa das ruas, que não fixei o nome, um bar, cafetaria, não nos abriu as portas para entrarmos. Mas à nossa frente vinham compostelanos que entraram. Fecharam-nos a porta. Curioso este tratamento.
Depois, já no Domingo, fomos ver a ria de Arousa (?). Um extenso braço de mar que entra pela terra.
Aí observámos a cultura dos mexilhões e ostras. Muito oportuno o aproveitamento económico.
A prova dos ditos mexilhões foi optima.
Bom tempo este que passámos.

Deu-me para filosofar

É isso mesmo! Neste momento apetece-me criar filosofinices! Que isto de demonstrar conhecimento e sageza é coisa de "rafiné". Estamos em plena erupção de escutosice. Aliás: de técnica de escutar. Esta técnica parece que é assim: "a justiça, diga-se minsitério púplico ou PJ (não sei bem quem efectivamente é) utiliza razões de suspeição e vai daí, com os instrumentos sofisticados fornecidos pelo estado (nós), põe-se a escutar o cidadão. À partida diz-se que há o segredo de justiça e que tudo não passa daí. Mas não, há que acrescentar os jornalistas, os jornais e o Utube. É que me parece que esta história está mal contada. Eu também não sei se estou a ser escutado ou visto e me vão processar. E esta hem?! É que a minha filosofinice dá-me para considerar que as escutas podem estar a ser encomendadas pelos jornalistas para depois as porem a seu belo prazer no jornal e acusarem e julgarem o cidadão na praça pública. Este sistema, que considero no mero campo da dita filosofinice, pode assim ser considerado como sindrome de escutismo (nada de comparar com escuteiros), pode atingir-nos a todos. Eu quero uma Justiça hábil, ágil e democrática. Os tempos do Tirbunal do Santo Ofício, ou (mais próximo de nós) da Pide-Dgs, estão ultrapassados. Não é bom copiar métodos!

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Ditosa Pátria que tais filhos tem!

Seguir as notícias e comentários que os habituais meios de comunicação nos apresentam é coisa de pasmar! O que está a dar é falar e escrever sobre as escutas. Há alegados planos de controlo. No entanto o que vemos e lemos não parece estar sob controlo. No Parlamento Europeu - PE -surgiu algo de insólito. Já lá estive. A construção é enorme. Está rodeada de gabinetes para os tradutores. Quando o visitei estava em sessão. Apenas contei uns 70 deputados presentes. Disseram-nos que os outros estavam a trabalhar em comissões!? O nosso "Rangel" vai daí, já que lá está, levanta-se para dizer que não estamos num estado de direito. Será que estamos num de esquerdo? de centro? O que se confirma é que no dia seguinte aparece a declarar que é concorrente à Direcção do seu Partido. Queria ter uma forma de se apresentar! E diz o que disse e onde disse? Façam dele Primeiro-Ministro, Presidente da República, quiçá da União. A menina Manuel M. Guedes, que já utilizou providências cautelares a seu favor é, agora, acusadora! Vamos melhor. Um cidadão não pode recorrer à Justiça? Num estado de direito pode! Requerer uma providência cautelar contra um órgão de comunicação é atentatório de liberdades? Quais? Há quem seja inatacável? Porquê se estamos num estado de direito? Haja moralidade e ração igual para todos.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Eu, cá para mim, estou preocupado!

Acontece que estou aposentado. E da função pública! As notícias de hoje não me agradam. A bolsa de Lisboa sofreu a maior queda de há muito: menos 4,5%. E isto depois da UE dizer das razões suas sobre o nossso Orçamento. E agora o baile do jardim. Aliás as alterações à Lei das Finanças Regionais para a Madeira. Ouvi, e ninguém contestou, que em 1996 o Estado fez uma ajuste da dívida da Madeira, ficando esta a zero. Em 2006 o déficit daquela região já ia em mais de 600 milhões de euros. Hoje ultrapassa os mil e duzentos milhões. As propostas da Lei são para lhe dar - a ele Presidente Jardim - mais dinheiro. Não dos seus rendimentos, mas dos do País. Quando se poderia esperar o que é necessário: Juízo para todos! É o que se vê! O que tu tens não me interessa, o que eu quero é o meu! Volto ao início: estou preocupado. Andamos sempre às voltas! Sem o sentido da justa medida e do desejo de vencer! Amanhã, na frente Ocidental, talvez haja algo de novo!

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Naqueles tempos era assim!?

Ouvi, ontem, uma estória de espantar. Não, não havia Nau Catrineta, nem perigos no mar. Era passada em terra. Nas terras de Almeirim. Nos idos da década de 20 do Século passado. Já havia República. E, claro, a Igreja continuava. Um morador da cidade, pessoa de mais de noventa anos. Que ainda os há e muito bem! Meu conhecido e amigo. Melhor ainda. Vem a estória "... eu andava na catequese. Aprendiamos as orações e histórias religiosas. Um dia o padre disse que quem tivesse bom aproveitamento ía a uma visita a Fátima, à Procissão das Velas. Eu fiz tudo certo. Não havia dúvida. A minha mãe preparou-me o melhor fatinho de cotim. Engomou-o, preparou um pequeno farnel que eu levei numa bolsa de pano. Fomos todos para a frente da Igreja. Chegaram as camionetas. O padre foi chamando os meninos para entrarem. Um a um lá foram entrando. O meu nome não surgia. Esperei e vi a primeira camionete fechar as portas e avançar. Veio a segunda. Continuou a chamada porque eram muitos. Lá estava eu à espera com a bolsa do lanche na mão. Não dizia nada. Deviam chamar-me. A terminar a chamada só fiquei eu, de pé. Nisto, de junto da parede da Igreja sai um miúdo que era pouco entendedor das coisas que se ensinavam e só criava problemas. Veio a correr, entrou e a porta fechou-se. A camioneta arrancou. Eu fiquei, parado, à espera. Ninguém me chamou. Depois de passar alguns dias de voltarem o padre chamou-me. Eu não tinha reclamado nada. Ele disse-me: Tenho que te pedir perdão pelo que se passou. Fiz toda a viagem contigo à minha frente. Mas, sabes? Isto aqui é assim: eu passo na rua pelo senhor Dom Manuel e tiro o chapéu e cumprimento sua excelência. Se passar numa rua e outra pessoa qualquer me cumprimentar eu nem ligo e digo olá. Aquele último a entrar foi porque a mãe dele é das coisas aqui da Igreja, sabes? Resta acrescentar que a criança de então, hoje quase centenário, era orfão por morte do pai e a mãe fazia grandes esforços para sustentar os filhos. E que viva a Reública.

sábado, janeiro 30, 2010

E Viva a República!

Faz cem anos. Um Século. Bonita idade para se procurar melhorar muita coisa.
Em 1910, às primeiras horas do dia 4 de Outubro deu-se início à revolta que originou a proclamação da Répública.
Os militares do quartel de Infantaria 16 apoderam-se do comando e sairam à rua armados. Distribuiram armas pelos civis que lá se dirigiram. Depois a Artilharia 1 também se revoltou, bem como os marinheiros do Alfeite.
Os confrontos na manhã de dia 4, que se prolongaram por todo o dia, posicionaram os revoltosos republicanos na Rotunda. As forças fiéis à Monarquia e ao Governo instalaram-se no Rossio.
Aí esperaram.
É no dia 5, pela manhã que tudo se resolve. O embaixador alemão dirigiu-se ao Rossio para falar com as tropas monárquicas pedindo um sessar fogo para retirarem os estrangeiros da cidade. Recibida a concordância daqueles dirigiram-se à Rotunda. Subiram a Avenida com uma bandeira branca. Os populares, habitantes de Lisboa naquela Avenida, interpretaram o sinal como uma rendição das forças monárquicas. Sairam à rua a festejar e a abraçar os soldados gritando vivas à República. E pronto!
Estava vitoriosa a Revolução.

Tempos Conturbados

Quando vemos o que se passa no Haiti, país sujeito a uma catástrofe sem limites, ficamos com a sensação de que alguma coisa não está bem. Quando as Organizações Internacionais procuram acorrer às dificuldades e prestar apoio às vitímas, os naturais rapinam. Quer dizer: assaltam, roubam. É fácil perceber que quem pratica o saque e o roubo não sofreu com o sismo. Esses que o sofreram só pedem ajuda, não têm força para mais. Mais curioso é o que o porta -voz da ONU referiu: a organização está preocupada com o auxílio e não com as pilhagens. Curiosa interpretação. Então todos nós apoiamos para os produtos serem sujeitos à pilhagem? O Haiti é um estado falhado onde o crime é coisa normal. Alguém que tome conta daquilo.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

A vida da Terra também mata!

O sismo no Haiti é um espanto! A calamidade atingiu a espécie humana de uma forma arrasadora!
É impressionante observar as imagens que nos chegam.
O pior não será só a intensidade e força destruidora. O que se verifica é que não há condições de socorro e de apoio às pessoas atingidas.
É simplesmente confrangedor! Isto para não dizer mais.
Creio que os países que não tivessem as mínimas condições de se governarem, oferecendo aos seus nacionais as condições de vida, de segurança, de progresso e bem-estar normais deviam ser geridos pelas Nações Unidas. Ou será que só servem para intervir nos conflitos militares? Está visto e mais que visto que, aí, não fazem grande coisa.
Há a necessidade de se prestar todo o apoio e ajuda ao Haiti. Há, no entanto, que se reflectir sobre a continuação desses apoios e a forma que devem ter.
Gerir uma nação não é fácil.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Uma "mostra" - o Sacro e o Profano

Abriu ao público, na cidade de Almeirim, a Exposição que organizámos na Associação de Defesa do Património. O tema escolhido, o Sacro e o Profano, tem em atenção a capacidade que as pessoas têm em ligar tudo o que sentem e praticam. A espiritualidade e a prática diária transportam informações pessoais e comunitárias.
Esta exposição está patente na Galeria municipal até 12 de Fevereiro e só foi possível graças à participação e colaboração das pessoas da cidade. A Cultura deve ser mais do que a afirmação de alguns seres especiais. As pessoas normais, que vivem num determinado espaço e que organizam os seus modelos de acordo com as suas aprendizagens e heranças, são portadores de um sentido de Cultura que não pode ser ignorado.
Esta mostra implicou a participação de pessoas que cederam os seus materiais.
Pode ser que esta forma de entender a defesa da cultura local se torne em alguma forma de afirmação e de verdadeira presença.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

A questão do casamento!

Foi aprovada a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ao que se sabe já há outros países onde esse acto é legalizado, estando entre eles a nossa vizinha Espanha. Pessoalmente não vejo porque esteja contra esta aprovação, uma vez que ela não vem introduzir nenhuma novidade. Já há casais de pessoas do mesmo sexo há muito tempo. Lembro-me, dos meus tempos de estudante universitário, que os gregos incentivavam esta relação a dois aos seus guerreiros, como forma de reforçar os laços de união entre os combatentes. De qualquer modo não me parece que a Lei aprovada se destine a obrigar ou a impôr a alguém a realização do acto de matrimónio. Será isto que cada um deve pensar, em vez de se estar a ridicularizar e a criar formas de combate que mais parecem formas de descriminação. Já não estou de acordo com a adopção. Os casais do mesmo sexo, questão que é do foro privado de cada um, não representam o casal que se considera nos Direitos da criança. Quero dizer com isto que as crianças têm Direitos. De entre eles avulta o de ter pai e mãe. As crianças que se encontram em espera para adopção, por qualquer motivo de desaparecimento dos seus progenitores, têm um direito inquestionável: uma família com pai e mãe. Elas não são animaizinhos de estimação. Todos devemos considerar e defender esse princípio.

domingo, janeiro 03, 2010

Mensagens e Comunicações

Ouvimos o que baste de mensagens. Desde que passou a ser possível difundir com grande fidelidade a imagem e o som que temos, a todo o momento, mensagens: Compre este produto! O mais acertado para si! - Vá ao cinema. Novo Trabalho de Spilberg! Compre o Telemóvel XB15 -27K. O seu futuro de comunicação.
O nosso tempo de portugueses. neste ano, como no anterior, e como nos outros está complicado.
Vamos fazer uma forcinha para melhorar! Aí está a Mensagem e a Comunicação do nosso Chefe. De estado.
As formas de actuação que as nossas forças políticas desenvolveram após as últimas eleições são de "gritos". Vai daí todos querem mandar. Não interessa o que se encontra e como se encontra. O importante é mandar. Assim não vamos a lado nenhum.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

O começo de mais uma Aventura!

Estamos em 2010. Isto não é novidade. Desde que se contam os tempos que sabemos os anos que se sucedem. O que não sabemos é o que nos poderá suceder. Daí a Esperança em melhores dias e melhores realizações. Que nos sejam favoráveis. Claro! Mas também para todos. Não estamos sozinhos, vivemos em constante contacto com a globalidade das gentes. Aqui e em todos os lugares habitáveis deste nosso planeta Azul.
E que viva o azul, e o verde.
Há formas de sermos mais tolerantes, melhores amigos e mais responsáveis. É só fazer um esforço.
As notícias que nos chegam, de todas as marcas, são muito perversas.
Mas confio em que a coragem possa comandar a vida.
Aqui chove muito. Já não acontecia há muito tempo. Há desastres provocados por temporais. E vai daí: que venha o Santo Estado a satisfazer as perdas. Valha-nos Nosso Senhor de São Bento. E de todos os outros lugares.
Bom Ano Novo!

quarta-feira, dezembro 16, 2009

A gente de hoje. Espírito religioso e cidadania

Vamos apresentar uma Exposição sobre o Sacro e o Profano, nas gentes da cidade, entre 9 de Janeiro e 12 de Fevereiro do próximo ano de 2010. Esta amostra conta com os materiais cedidos pelas pessoas que colaboram e trazem o que faz parte do seu quotidiano. A religião transporta consigo um sentido de ligação ao espiritual, e às crenças que se representam através da noção de Deus. O Profano - que consideramos a forma de ligação ao religioso da Igreja - traz-nos a representação da espiritualidade de cada um de nós. A sua forma de orar e de pdir a protecção de Deus. Esperemos que gostem. A partir de 9 de Janeiro na Galeria Municipal de Almeirim.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Tempos verdes - Há verdes tempos!

Decorre a cimeira sobre o clima e o nosso Planeta. Todos falam e apresentam propostas. Acima de tudo parece que estão mais preocupados com quem paga as medidas que resolverem tomar.
A acção humana tem sido bastante intensa e a resposta resulta em catástrofes quase que pré-anunciadas.
Todos queremos viver melhor. Ter mais comodidas e serviços disponíveis. Conseguir momentos de lazer a toda a hora. Isto resulta na ofensiva mais complicada que a humanidade realizou.
As alterações climáticas não estão unicamente na acção humana. Elas também resultam de alterações cósmicas que se podem estudar e encontrar em tempos anteriores ao nosso. Os russos falam das manchas solares e do seu ciclo de aparecimento e intensidade.
Enfim, temos que nos precaver.
Aqui na nossa zona a acção agrícola tem provocado alterações na estrutura dos solos. Lavra-se em todo o lado e não há estudos sobre o impacto da desflorestação provocada pela agricultura. O problema da erosão dos solos numa região de depósitos terciários não está devidamente acautelado.
Temos o rio Tejo repleto de areia, as ribeiras estão assoreadas. Há linhas de água que foram anuladas.
A refracção da luz solar é intensa.
Esperemos por melhores dias. Mas à espera morreu um burro!? (isto dizia a minha mãe quando eu era pequeno)

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Os tempos que vivemos ou o que vivemos no tempo

Há sempre um paralelo entre o que somos hoje o que outros foram antes de nós. Era habitual a referência "ó tempora o mores" dos antigos romanos. Ela referia-se à constante transformação que a sociedade dessa época estava a sofrer. Hoje, após tantos anos de regime democrático parece que há quem tenha uma visão muito peculiar do que significa a democracia. Estou a lembrar-me da época de governação de Cavaco Silva, actual Presidente, e das afirmações que fazia quando era governo minoritário. Com ele, ao que me lembro, também andava a nossa amiga Ferreira Leite. Agora é o que se vê. Não me parece que estejamos no caminho certo com tantas suspeições e votações. Quando se passa à praça pública informações, que se dizem em segredo, e a partir delas se fazem juizos, estamos a seguir o mesmo caminho trilhado pelo Tribunal do Santo Ofício. E isto não é bom. Outra situação, que foi explorada na campanha eleitoral, é a da questão das maiorias para governar. Democracia não é autoritarismo. O exercício do poder através do mandato popular , com uma temporalização certa, constitui o expoente máximo do exercício do poder. O poder é legítimo quando conseguido através do voto livre e secreto. Éssa é a força de se ser democrata: saber reconhecer o que ganha e o que perde.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Ler Saramago

Depois de tanta espera li "Caim". A narrativa centra-se na deambulação de Caim, colocando-o em vários momentos das ocorrências biblicas. O escritor aproveitou uma personagem importante e utiliza-a para destacar as passagens de guerras e de violências. Acontece que a escritura do Livro A Bíblia aconteceu em vários períodos da História da Humanidade e principalmente do Médio-Oriente. Há que se entender que ela é a História Sagrada dos Homens que a escreveram e é nesse sentido que deve ser entendida. Não percebo prque foi tanto alarido e perturbação. Há que se entender tudo dentro da exacta dimensão da sua importância e revelação. Esta narrativa de Saramago pode ajudar a compreender os entendimentos que são possíveis de se ter. Agora o que verifiquei, ao abrir a primeira página do livro, foi que lá estava a referência editorial: 5ª. Edição, de 30.000 exemplares. E ainda não foi há um há um mês que foi lançado. Afinal as coisas da religião estão na moda. Aliás nunca deixaram de estar.

terça-feira, novembro 03, 2009

E o muro caíu!

Estamos a comemorar os vinte anos da queda do muro de Berlim. Claro que este não caíu por qualquer efeito da natureza ou ruína própria. Deitaram-no a baixo! Recordo os meus tempos de infância e juventude, quando esta extraordinária aberração da natureza humana foi construída. Vivia-se a "guerra-fria". Terminada a 2.ª Guerra Mundial a derrotada Alemanha ficou dividida entre a zona Ocidental e a Oriental. A Ocidental, dominada pelas forças dos Estados Unidos, Grâ Bretanha e França, vai originar a República Federal Alemã, a RFA. A Oriental, controlada pela União Soviética, vai originar a República Democrática Alemã, a RDA. Não há nada de mais singular no termo de República Democrática. A polícia secreta, a Stasi, controlava tudo e todos - os seus ficheiros continham informação sobre todos os cidadãos do país. Uma vez que os habitantes da Berlim Oriental saíam, cada vez em maior número, para a Berlim Ocidental, o governo da RDA resolveu a construção do Muro. Para eles era uma forma de impedir a entrada dos "perigos" do Ocidente. Na realidade foi uma forma para evitar a queda do seu próprio regime. O que não foi evitado. Lembro-me das notícias sobre pessoas mortas ao tentarem passá-lo. Das cercas de arame farpado. Das zonas electrificadas. Nada consegue impedir o desejo de Liberdade dos seres humanos. Gorbachov viu isso. Os cidadãos das repúblicas de influência Soviética estavam em ebulição. Cai o muro. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Esoterismo e religião. Tempos novos

A discussão sobre o trabalho Caim de José Saramago continua. Tudo o que é programa toca no assunto. Acabei de ler um trabalho muito curiioso. De Margaret Starbird: Maria Madalena e o Santo Graal. É uma obra em que a autora procura as razões da anulação do feminino pela Igreja Católica. A partir das Escrituras e dos Salmos, vai para uma construção narrativa que se destina a encontrar razões e motivos para a sua conclusão - que já se encontra pré-estabelecida. Jesus casou com Madalena e esta, depois da morte daquele, foge para Alexandria no Egipto e daí passa para a Provença. Já ia grávida. Na Provença - Sul de França, nasce a religião, ou heresia, dos Cátaros. Há referências à mulher Noiva e a lendas da Senhora Negra. Constrói-se uma narrativa que atravessa os Séculos e milénios, sempre com a mesma intenção. Há igualmente a referência à obra: Holy Blood, Holy Grail. Sobre esta narrativa ouvi um debate há pouco tempo, com indicações das criações fantasiosas dos seus autores. Ainda não li o Caim. Mas já me estou a preparar para isso. Os tempos actuais são prolixos na discussão de todo o tipo de temas. A religião e os seus dogmas não deixam de concentar em si muitas atenções. Temos que os acompanhar e ler com a atenção e o cuidado que merecem - já ia escrever: com simpatia, amizade e sem rancores.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Património Cultural: há zonas próprias?!

Um dos aspectos mais interessantes que se verificam na nossa região prende-se à noção de zona de património, ou melhor, zona de acção patrimonial (ou de noção)?! Tenho lido várias intervenções locais e, até, sido contactado sobe isso. Acontece que o que fico a saber - e qualquer um que leia ou comente - que o que é Património material - objectivo e construído - é o que se encontra no espaço ou no domínio públicos. A realização de trabalhos nas estradas e ruas, a construção de um equipamento numa propriedade pública - estatal ou autárquica - tudo é posto em causa com a exigência do acompanhamento arqueológico, do estudo, da salvaguarda! Não estou em desacordo com esta determinação, antes a tenho defendido desde os anos oitenta a esta parte, e isto quando muitos não apareciam! O que acontece é que não defendo estas limitações ou "unicidades". Os trabalhos, as intervenções, as mexidas nos espaços privados, desde que considerados sensíveis, também têm que ter o mesmo tratamento. Na área do nosso concelho há mais património cultural - edificado e não-edificado - em zonas de propriedade individual/particular do que nas públicas. É redutor e de se desconfiar, o alarido que se faz sobre acções em zonas públicas em contraponto com o que se produz para as propriedades privadas.

sábado, outubro 24, 2009

José Saramago, ele próprio!

Ontem acompanhei o debate em que estiveram presentes, na SIC Notícias, o Padre Carreira das Neves e o Nobel Saramago. Tudo a propósito do seu trabalho mais recente:Caim. As trocas de pensamento e interpretação não me pareceram surpreendestes. Conheço pessoalmente o Padre Carreira das Neves e já troquei algumas impressões com ele. É um Franciscano convicto e credenciado. José Saramago é um escritor que conseguiu para o país o Prémio Nobel da Literatura. Óptimo! Ainda não adquiri o livro mas vou fazê-lo. A dimensão do problema é actual, embora, pelo que tive oportunidade de ouvir, não me surprende nem traga nada de novo. Quanto à dita petição online só posso mandá-la para o quinto dos infernos.

Dixit

Para perfeito esclarecimento nosso ouvi o nosso conhecido Jardim da Madeira dizer: Portugal tem políticos medíocres! Faltou acrescentar: "Eu sou o número 1 da lista!". Os meus escritos resultam das informações colhidas através da imprensa escrita, publicada na nossa região. Daí que seja importante que quem comenta leia o que lá está escrito. Cada terra com o seu uso, cada roca com o seu fuso. Acho que o povo tem razão!

segunda-feira, outubro 12, 2009

Tudo feito!

Não foi surpresa de maior o resultado autárquico. Como já tinha concluído a situação política não era o que pretendiam que fosse! O que se verificou foi uma tentativa expressa de condicionar o voto de cada um apresentando soluções e revelações deficientes e incompletas. Sendo eu um cidadão um pouco experimentado nestas coisas cedo verifiquei que havia muita fumação para um foguinho tão pequeno. Já escrevi que não aprecio campanhas de rancor, de ódio! A democracia vive-se no nosso dia-a-dia, com simpatia, amizade e confiança! Os independentes - que não o são nem nunca o foram - de Almeirim pretenderam ser os donos da Verdade e das Certezas. Nada disso. Não há donos de nada. O que é curioso é verificar que foram retirar votos à CDU e ao PSD - nunca estes partidos ou coligações tiveram tão poucos. O PS manteve a sua votação e ganha a freguesia de Benfica, tudo com maioria absoluta. Parabéns para o Presidente da Câmara e para todos os autarcas envolvidos. Agora vou fazer as minhas exigências. Necessitamos de avançar para uma política de promoção, valorização e realizações Culturais! Não das de fazer para haver palmas e floreados. É necessária uma acção de fundo. Em breve voltarei ao que escrevo.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Então pessoal!? Vamos a votos!

Está a terminar a campanha para as eleições autárquicas. Antes foi para a Assembleia da República.
Facto comum e que não deixa de ser interessante! Agora a coisa muda de figura. Para a eleição da Assembleia da República a questão prendia-se com a satisfação de interesses gerais e particulares. Agora parece-me que são mais particulares! Ou então locais!
Aqui nas terras da charneca ribatejana - a que se chama também de lezíria? - as promessas e as críticas são muitas. Cada um apresenta o seu modo de interpretar o poder local e de querer partcipar nele.
Para melhor esclarecimento digamos que este ano temos um movimento de independentes. Não deixa de ser curioso, para mim, esta sigla. Alegre, depois das presidênciais, criou o MIC - movimento independente para a cidadania. Agora muita gente resolveu herdar-lhe o verbo. O pior é que o apresentam como criação sua.
A poucos dias da decisão final não deixo de emitir algumas opiniões. As listas dos partidos que se candidatam, apresentam os seus modelos e propostas. O actual Presidente apoia-se no trabalho realizado, que foi muito (podem mandar-me mails com animais pendurados, que a verdade é reconhecida).
Mas os ditos independentes é que são a surpresa. Os principais elementos que se perfilam à eleição nada têm de independentes. Eles estiverem preferencialmente integrados nas listas do partido PS, do actual Presidente. Participaram nas campanhas anteriores, apoiaram propostas, incentivaram ao voto.
Agora são independentes. Votem em mim! A democracia é assim. Direitos são direitos. Mas não são unilaterais, são de todos.
À beira da minha decisão tenho que esclarecer que não gosto de campanhas de rancor ou vingança. De mau perder. De arrogância.
Vamos lá. Democracia é democracia e de entre todos os regimes ela é a melhor!

sexta-feira, outubro 02, 2009

Esta terra em que vivemos!

Estamos em Almeirim! Terra do Ribatejo! Aqui se vive, como em todo o lado. Estamos em plena campanha Autárquica. Acabou a nacional e começa a local. Por todas as ruas há enfeites. De papel, de plástico, de pano. Aí estão eles pendurados. Eu dou água mais barata, eu basta de eu, eu trago a reclamação, eu faço. Não li ainda nenhuma das propostas. Quero dizer, não li a fundo pois que só me mandam mails, correio e mensagens com coisas de cada um. O que considero mais deplorável é que há campanhas, ou candidaturas, que surgem para injuriar o próximo, o que lá está. Gostava de perguntar se conseguem ver o que já está feito! Isso não conta? É o que acreditam? Acham que os votantes não se apercebem das realizações? Há que apresentar propostas sérias e inovadoras. Onde está uma proposta cultural? Falo de acções que visem a promoção e efectivação da acção cultural como forma de valorização pessoal e colectiva. Digam-me coisas do outro mundo!

E Pum!?

Ouvi, como todos, o famoso discurso presidencial de segunda, dia 28. Não esperava, nem por quilómetros de distância, aquele arrasoado. Então políticos não podem comentar situações, divulgadas na imprensa, que isso é atacar a honra do Presidente? O facto mais aguardado, em explicação a dar, era o da publicação das escutas de Agosto! Zero explicações. Não sei o que deu nele. Olhar para a situação nacional e sentir que ela me desperta interesse e cuidado é um facto normal de direito de cidadania! Eu quero que o país seja mais estável e consiga ultrapassar as dificuldades. Ainda mais quando estas não estão dependentes dos nossos esforços ou desejos, mas sim de acções internacionais, onde somos muito pequenos para influenciar! Hoje estou preocupado! As instituições devem funcionar com lealdade e com o sentido da responsabilidade pública. Esperemos isso. Vá lá, é só fazer o esforço de não se julgarem sozinhos e senhores de tudo e de todos.