domingo, fevereiro 14, 2010

Ir a Santiago

No fim de semana passado, Sábado e Domingo, fui em peregrinação-visita a Santiago de Compostela. Tirando o nome do Apóstlo, Tiago, ficamos com Compostela: campus stella - a zona onde estacionou a Legião Romana da Estrela.
Transformou-se, ao longo dos tempos cristãos, num lugar de peregrinação.
Não conhecia o lugar e fiquei satisfeito com o que observei e senti.
A visita aos lugares santos e à cidade deram a dimensão da importância que os mesmos continuam a ter sobre os povos europeus ocidentais.
Há um senão para se registar. Numa das ruas, que não fixei o nome, um bar, cafetaria, não nos abriu as portas para entrarmos. Mas à nossa frente vinham compostelanos que entraram. Fecharam-nos a porta. Curioso este tratamento.
Depois, já no Domingo, fomos ver a ria de Arousa (?). Um extenso braço de mar que entra pela terra.
Aí observámos a cultura dos mexilhões e ostras. Muito oportuno o aproveitamento económico.
A prova dos ditos mexilhões foi optima.
Bom tempo este que passámos.

Deu-me para filosofar

É isso mesmo! Neste momento apetece-me criar filosofinices! Que isto de demonstrar conhecimento e sageza é coisa de "rafiné". Estamos em plena erupção de escutosice. Aliás: de técnica de escutar. Esta técnica parece que é assim: "a justiça, diga-se minsitério púplico ou PJ (não sei bem quem efectivamente é) utiliza razões de suspeição e vai daí, com os instrumentos sofisticados fornecidos pelo estado (nós), põe-se a escutar o cidadão. À partida diz-se que há o segredo de justiça e que tudo não passa daí. Mas não, há que acrescentar os jornalistas, os jornais e o Utube. É que me parece que esta história está mal contada. Eu também não sei se estou a ser escutado ou visto e me vão processar. E esta hem?! É que a minha filosofinice dá-me para considerar que as escutas podem estar a ser encomendadas pelos jornalistas para depois as porem a seu belo prazer no jornal e acusarem e julgarem o cidadão na praça pública. Este sistema, que considero no mero campo da dita filosofinice, pode assim ser considerado como sindrome de escutismo (nada de comparar com escuteiros), pode atingir-nos a todos. Eu quero uma Justiça hábil, ágil e democrática. Os tempos do Tirbunal do Santo Ofício, ou (mais próximo de nós) da Pide-Dgs, estão ultrapassados. Não é bom copiar métodos!

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Ditosa Pátria que tais filhos tem!

Seguir as notícias e comentários que os habituais meios de comunicação nos apresentam é coisa de pasmar! O que está a dar é falar e escrever sobre as escutas. Há alegados planos de controlo. No entanto o que vemos e lemos não parece estar sob controlo. No Parlamento Europeu - PE -surgiu algo de insólito. Já lá estive. A construção é enorme. Está rodeada de gabinetes para os tradutores. Quando o visitei estava em sessão. Apenas contei uns 70 deputados presentes. Disseram-nos que os outros estavam a trabalhar em comissões!? O nosso "Rangel" vai daí, já que lá está, levanta-se para dizer que não estamos num estado de direito. Será que estamos num de esquerdo? de centro? O que se confirma é que no dia seguinte aparece a declarar que é concorrente à Direcção do seu Partido. Queria ter uma forma de se apresentar! E diz o que disse e onde disse? Façam dele Primeiro-Ministro, Presidente da República, quiçá da União. A menina Manuel M. Guedes, que já utilizou providências cautelares a seu favor é, agora, acusadora! Vamos melhor. Um cidadão não pode recorrer à Justiça? Num estado de direito pode! Requerer uma providência cautelar contra um órgão de comunicação é atentatório de liberdades? Quais? Há quem seja inatacável? Porquê se estamos num estado de direito? Haja moralidade e ração igual para todos.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Eu, cá para mim, estou preocupado!

Acontece que estou aposentado. E da função pública! As notícias de hoje não me agradam. A bolsa de Lisboa sofreu a maior queda de há muito: menos 4,5%. E isto depois da UE dizer das razões suas sobre o nossso Orçamento. E agora o baile do jardim. Aliás as alterações à Lei das Finanças Regionais para a Madeira. Ouvi, e ninguém contestou, que em 1996 o Estado fez uma ajuste da dívida da Madeira, ficando esta a zero. Em 2006 o déficit daquela região já ia em mais de 600 milhões de euros. Hoje ultrapassa os mil e duzentos milhões. As propostas da Lei são para lhe dar - a ele Presidente Jardim - mais dinheiro. Não dos seus rendimentos, mas dos do País. Quando se poderia esperar o que é necessário: Juízo para todos! É o que se vê! O que tu tens não me interessa, o que eu quero é o meu! Volto ao início: estou preocupado. Andamos sempre às voltas! Sem o sentido da justa medida e do desejo de vencer! Amanhã, na frente Ocidental, talvez haja algo de novo!

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Naqueles tempos era assim!?

Ouvi, ontem, uma estória de espantar. Não, não havia Nau Catrineta, nem perigos no mar. Era passada em terra. Nas terras de Almeirim. Nos idos da década de 20 do Século passado. Já havia República. E, claro, a Igreja continuava. Um morador da cidade, pessoa de mais de noventa anos. Que ainda os há e muito bem! Meu conhecido e amigo. Melhor ainda. Vem a estória "... eu andava na catequese. Aprendiamos as orações e histórias religiosas. Um dia o padre disse que quem tivesse bom aproveitamento ía a uma visita a Fátima, à Procissão das Velas. Eu fiz tudo certo. Não havia dúvida. A minha mãe preparou-me o melhor fatinho de cotim. Engomou-o, preparou um pequeno farnel que eu levei numa bolsa de pano. Fomos todos para a frente da Igreja. Chegaram as camionetas. O padre foi chamando os meninos para entrarem. Um a um lá foram entrando. O meu nome não surgia. Esperei e vi a primeira camionete fechar as portas e avançar. Veio a segunda. Continuou a chamada porque eram muitos. Lá estava eu à espera com a bolsa do lanche na mão. Não dizia nada. Deviam chamar-me. A terminar a chamada só fiquei eu, de pé. Nisto, de junto da parede da Igreja sai um miúdo que era pouco entendedor das coisas que se ensinavam e só criava problemas. Veio a correr, entrou e a porta fechou-se. A camioneta arrancou. Eu fiquei, parado, à espera. Ninguém me chamou. Depois de passar alguns dias de voltarem o padre chamou-me. Eu não tinha reclamado nada. Ele disse-me: Tenho que te pedir perdão pelo que se passou. Fiz toda a viagem contigo à minha frente. Mas, sabes? Isto aqui é assim: eu passo na rua pelo senhor Dom Manuel e tiro o chapéu e cumprimento sua excelência. Se passar numa rua e outra pessoa qualquer me cumprimentar eu nem ligo e digo olá. Aquele último a entrar foi porque a mãe dele é das coisas aqui da Igreja, sabes? Resta acrescentar que a criança de então, hoje quase centenário, era orfão por morte do pai e a mãe fazia grandes esforços para sustentar os filhos. E que viva a Reública.

sábado, janeiro 30, 2010

E Viva a República!

Faz cem anos. Um Século. Bonita idade para se procurar melhorar muita coisa.
Em 1910, às primeiras horas do dia 4 de Outubro deu-se início à revolta que originou a proclamação da Répública.
Os militares do quartel de Infantaria 16 apoderam-se do comando e sairam à rua armados. Distribuiram armas pelos civis que lá se dirigiram. Depois a Artilharia 1 também se revoltou, bem como os marinheiros do Alfeite.
Os confrontos na manhã de dia 4, que se prolongaram por todo o dia, posicionaram os revoltosos republicanos na Rotunda. As forças fiéis à Monarquia e ao Governo instalaram-se no Rossio.
Aí esperaram.
É no dia 5, pela manhã que tudo se resolve. O embaixador alemão dirigiu-se ao Rossio para falar com as tropas monárquicas pedindo um sessar fogo para retirarem os estrangeiros da cidade. Recibida a concordância daqueles dirigiram-se à Rotunda. Subiram a Avenida com uma bandeira branca. Os populares, habitantes de Lisboa naquela Avenida, interpretaram o sinal como uma rendição das forças monárquicas. Sairam à rua a festejar e a abraçar os soldados gritando vivas à República. E pronto!
Estava vitoriosa a Revolução.

Tempos Conturbados

Quando vemos o que se passa no Haiti, país sujeito a uma catástrofe sem limites, ficamos com a sensação de que alguma coisa não está bem. Quando as Organizações Internacionais procuram acorrer às dificuldades e prestar apoio às vitímas, os naturais rapinam. Quer dizer: assaltam, roubam. É fácil perceber que quem pratica o saque e o roubo não sofreu com o sismo. Esses que o sofreram só pedem ajuda, não têm força para mais. Mais curioso é o que o porta -voz da ONU referiu: a organização está preocupada com o auxílio e não com as pilhagens. Curiosa interpretação. Então todos nós apoiamos para os produtos serem sujeitos à pilhagem? O Haiti é um estado falhado onde o crime é coisa normal. Alguém que tome conta daquilo.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

A vida da Terra também mata!

O sismo no Haiti é um espanto! A calamidade atingiu a espécie humana de uma forma arrasadora!
É impressionante observar as imagens que nos chegam.
O pior não será só a intensidade e força destruidora. O que se verifica é que não há condições de socorro e de apoio às pessoas atingidas.
É simplesmente confrangedor! Isto para não dizer mais.
Creio que os países que não tivessem as mínimas condições de se governarem, oferecendo aos seus nacionais as condições de vida, de segurança, de progresso e bem-estar normais deviam ser geridos pelas Nações Unidas. Ou será que só servem para intervir nos conflitos militares? Está visto e mais que visto que, aí, não fazem grande coisa.
Há a necessidade de se prestar todo o apoio e ajuda ao Haiti. Há, no entanto, que se reflectir sobre a continuação desses apoios e a forma que devem ter.
Gerir uma nação não é fácil.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Uma "mostra" - o Sacro e o Profano

Abriu ao público, na cidade de Almeirim, a Exposição que organizámos na Associação de Defesa do Património. O tema escolhido, o Sacro e o Profano, tem em atenção a capacidade que as pessoas têm em ligar tudo o que sentem e praticam. A espiritualidade e a prática diária transportam informações pessoais e comunitárias.
Esta exposição está patente na Galeria municipal até 12 de Fevereiro e só foi possível graças à participação e colaboração das pessoas da cidade. A Cultura deve ser mais do que a afirmação de alguns seres especiais. As pessoas normais, que vivem num determinado espaço e que organizam os seus modelos de acordo com as suas aprendizagens e heranças, são portadores de um sentido de Cultura que não pode ser ignorado.
Esta mostra implicou a participação de pessoas que cederam os seus materiais.
Pode ser que esta forma de entender a defesa da cultura local se torne em alguma forma de afirmação e de verdadeira presença.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

A questão do casamento!

Foi aprovada a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ao que se sabe já há outros países onde esse acto é legalizado, estando entre eles a nossa vizinha Espanha. Pessoalmente não vejo porque esteja contra esta aprovação, uma vez que ela não vem introduzir nenhuma novidade. Já há casais de pessoas do mesmo sexo há muito tempo. Lembro-me, dos meus tempos de estudante universitário, que os gregos incentivavam esta relação a dois aos seus guerreiros, como forma de reforçar os laços de união entre os combatentes. De qualquer modo não me parece que a Lei aprovada se destine a obrigar ou a impôr a alguém a realização do acto de matrimónio. Será isto que cada um deve pensar, em vez de se estar a ridicularizar e a criar formas de combate que mais parecem formas de descriminação. Já não estou de acordo com a adopção. Os casais do mesmo sexo, questão que é do foro privado de cada um, não representam o casal que se considera nos Direitos da criança. Quero dizer com isto que as crianças têm Direitos. De entre eles avulta o de ter pai e mãe. As crianças que se encontram em espera para adopção, por qualquer motivo de desaparecimento dos seus progenitores, têm um direito inquestionável: uma família com pai e mãe. Elas não são animaizinhos de estimação. Todos devemos considerar e defender esse princípio.

domingo, janeiro 03, 2010

Mensagens e Comunicações

Ouvimos o que baste de mensagens. Desde que passou a ser possível difundir com grande fidelidade a imagem e o som que temos, a todo o momento, mensagens: Compre este produto! O mais acertado para si! - Vá ao cinema. Novo Trabalho de Spilberg! Compre o Telemóvel XB15 -27K. O seu futuro de comunicação.
O nosso tempo de portugueses. neste ano, como no anterior, e como nos outros está complicado.
Vamos fazer uma forcinha para melhorar! Aí está a Mensagem e a Comunicação do nosso Chefe. De estado.
As formas de actuação que as nossas forças políticas desenvolveram após as últimas eleições são de "gritos". Vai daí todos querem mandar. Não interessa o que se encontra e como se encontra. O importante é mandar. Assim não vamos a lado nenhum.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

O começo de mais uma Aventura!

Estamos em 2010. Isto não é novidade. Desde que se contam os tempos que sabemos os anos que se sucedem. O que não sabemos é o que nos poderá suceder. Daí a Esperança em melhores dias e melhores realizações. Que nos sejam favoráveis. Claro! Mas também para todos. Não estamos sozinhos, vivemos em constante contacto com a globalidade das gentes. Aqui e em todos os lugares habitáveis deste nosso planeta Azul.
E que viva o azul, e o verde.
Há formas de sermos mais tolerantes, melhores amigos e mais responsáveis. É só fazer um esforço.
As notícias que nos chegam, de todas as marcas, são muito perversas.
Mas confio em que a coragem possa comandar a vida.
Aqui chove muito. Já não acontecia há muito tempo. Há desastres provocados por temporais. E vai daí: que venha o Santo Estado a satisfazer as perdas. Valha-nos Nosso Senhor de São Bento. E de todos os outros lugares.
Bom Ano Novo!

quarta-feira, dezembro 16, 2009

A gente de hoje. Espírito religioso e cidadania

Vamos apresentar uma Exposição sobre o Sacro e o Profano, nas gentes da cidade, entre 9 de Janeiro e 12 de Fevereiro do próximo ano de 2010. Esta amostra conta com os materiais cedidos pelas pessoas que colaboram e trazem o que faz parte do seu quotidiano. A religião transporta consigo um sentido de ligação ao espiritual, e às crenças que se representam através da noção de Deus. O Profano - que consideramos a forma de ligação ao religioso da Igreja - traz-nos a representação da espiritualidade de cada um de nós. A sua forma de orar e de pdir a protecção de Deus. Esperemos que gostem. A partir de 9 de Janeiro na Galeria Municipal de Almeirim.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Tempos verdes - Há verdes tempos!

Decorre a cimeira sobre o clima e o nosso Planeta. Todos falam e apresentam propostas. Acima de tudo parece que estão mais preocupados com quem paga as medidas que resolverem tomar.
A acção humana tem sido bastante intensa e a resposta resulta em catástrofes quase que pré-anunciadas.
Todos queremos viver melhor. Ter mais comodidas e serviços disponíveis. Conseguir momentos de lazer a toda a hora. Isto resulta na ofensiva mais complicada que a humanidade realizou.
As alterações climáticas não estão unicamente na acção humana. Elas também resultam de alterações cósmicas que se podem estudar e encontrar em tempos anteriores ao nosso. Os russos falam das manchas solares e do seu ciclo de aparecimento e intensidade.
Enfim, temos que nos precaver.
Aqui na nossa zona a acção agrícola tem provocado alterações na estrutura dos solos. Lavra-se em todo o lado e não há estudos sobre o impacto da desflorestação provocada pela agricultura. O problema da erosão dos solos numa região de depósitos terciários não está devidamente acautelado.
Temos o rio Tejo repleto de areia, as ribeiras estão assoreadas. Há linhas de água que foram anuladas.
A refracção da luz solar é intensa.
Esperemos por melhores dias. Mas à espera morreu um burro!? (isto dizia a minha mãe quando eu era pequeno)

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Os tempos que vivemos ou o que vivemos no tempo

Há sempre um paralelo entre o que somos hoje o que outros foram antes de nós. Era habitual a referência "ó tempora o mores" dos antigos romanos. Ela referia-se à constante transformação que a sociedade dessa época estava a sofrer. Hoje, após tantos anos de regime democrático parece que há quem tenha uma visão muito peculiar do que significa a democracia. Estou a lembrar-me da época de governação de Cavaco Silva, actual Presidente, e das afirmações que fazia quando era governo minoritário. Com ele, ao que me lembro, também andava a nossa amiga Ferreira Leite. Agora é o que se vê. Não me parece que estejamos no caminho certo com tantas suspeições e votações. Quando se passa à praça pública informações, que se dizem em segredo, e a partir delas se fazem juizos, estamos a seguir o mesmo caminho trilhado pelo Tribunal do Santo Ofício. E isto não é bom. Outra situação, que foi explorada na campanha eleitoral, é a da questão das maiorias para governar. Democracia não é autoritarismo. O exercício do poder através do mandato popular , com uma temporalização certa, constitui o expoente máximo do exercício do poder. O poder é legítimo quando conseguido através do voto livre e secreto. Éssa é a força de se ser democrata: saber reconhecer o que ganha e o que perde.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Ler Saramago

Depois de tanta espera li "Caim". A narrativa centra-se na deambulação de Caim, colocando-o em vários momentos das ocorrências biblicas. O escritor aproveitou uma personagem importante e utiliza-a para destacar as passagens de guerras e de violências. Acontece que a escritura do Livro A Bíblia aconteceu em vários períodos da História da Humanidade e principalmente do Médio-Oriente. Há que se entender que ela é a História Sagrada dos Homens que a escreveram e é nesse sentido que deve ser entendida. Não percebo prque foi tanto alarido e perturbação. Há que se entender tudo dentro da exacta dimensão da sua importância e revelação. Esta narrativa de Saramago pode ajudar a compreender os entendimentos que são possíveis de se ter. Agora o que verifiquei, ao abrir a primeira página do livro, foi que lá estava a referência editorial: 5ª. Edição, de 30.000 exemplares. E ainda não foi há um há um mês que foi lançado. Afinal as coisas da religião estão na moda. Aliás nunca deixaram de estar.

terça-feira, novembro 03, 2009

E o muro caíu!

Estamos a comemorar os vinte anos da queda do muro de Berlim. Claro que este não caíu por qualquer efeito da natureza ou ruína própria. Deitaram-no a baixo! Recordo os meus tempos de infância e juventude, quando esta extraordinária aberração da natureza humana foi construída. Vivia-se a "guerra-fria". Terminada a 2.ª Guerra Mundial a derrotada Alemanha ficou dividida entre a zona Ocidental e a Oriental. A Ocidental, dominada pelas forças dos Estados Unidos, Grâ Bretanha e França, vai originar a República Federal Alemã, a RFA. A Oriental, controlada pela União Soviética, vai originar a República Democrática Alemã, a RDA. Não há nada de mais singular no termo de República Democrática. A polícia secreta, a Stasi, controlava tudo e todos - os seus ficheiros continham informação sobre todos os cidadãos do país. Uma vez que os habitantes da Berlim Oriental saíam, cada vez em maior número, para a Berlim Ocidental, o governo da RDA resolveu a construção do Muro. Para eles era uma forma de impedir a entrada dos "perigos" do Ocidente. Na realidade foi uma forma para evitar a queda do seu próprio regime. O que não foi evitado. Lembro-me das notícias sobre pessoas mortas ao tentarem passá-lo. Das cercas de arame farpado. Das zonas electrificadas. Nada consegue impedir o desejo de Liberdade dos seres humanos. Gorbachov viu isso. Os cidadãos das repúblicas de influência Soviética estavam em ebulição. Cai o muro. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Esoterismo e religião. Tempos novos

A discussão sobre o trabalho Caim de José Saramago continua. Tudo o que é programa toca no assunto. Acabei de ler um trabalho muito curiioso. De Margaret Starbird: Maria Madalena e o Santo Graal. É uma obra em que a autora procura as razões da anulação do feminino pela Igreja Católica. A partir das Escrituras e dos Salmos, vai para uma construção narrativa que se destina a encontrar razões e motivos para a sua conclusão - que já se encontra pré-estabelecida. Jesus casou com Madalena e esta, depois da morte daquele, foge para Alexandria no Egipto e daí passa para a Provença. Já ia grávida. Na Provença - Sul de França, nasce a religião, ou heresia, dos Cátaros. Há referências à mulher Noiva e a lendas da Senhora Negra. Constrói-se uma narrativa que atravessa os Séculos e milénios, sempre com a mesma intenção. Há igualmente a referência à obra: Holy Blood, Holy Grail. Sobre esta narrativa ouvi um debate há pouco tempo, com indicações das criações fantasiosas dos seus autores. Ainda não li o Caim. Mas já me estou a preparar para isso. Os tempos actuais são prolixos na discussão de todo o tipo de temas. A religião e os seus dogmas não deixam de concentar em si muitas atenções. Temos que os acompanhar e ler com a atenção e o cuidado que merecem - já ia escrever: com simpatia, amizade e sem rancores.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Património Cultural: há zonas próprias?!

Um dos aspectos mais interessantes que se verificam na nossa região prende-se à noção de zona de património, ou melhor, zona de acção patrimonial (ou de noção)?! Tenho lido várias intervenções locais e, até, sido contactado sobe isso. Acontece que o que fico a saber - e qualquer um que leia ou comente - que o que é Património material - objectivo e construído - é o que se encontra no espaço ou no domínio públicos. A realização de trabalhos nas estradas e ruas, a construção de um equipamento numa propriedade pública - estatal ou autárquica - tudo é posto em causa com a exigência do acompanhamento arqueológico, do estudo, da salvaguarda! Não estou em desacordo com esta determinação, antes a tenho defendido desde os anos oitenta a esta parte, e isto quando muitos não apareciam! O que acontece é que não defendo estas limitações ou "unicidades". Os trabalhos, as intervenções, as mexidas nos espaços privados, desde que considerados sensíveis, também têm que ter o mesmo tratamento. Na área do nosso concelho há mais património cultural - edificado e não-edificado - em zonas de propriedade individual/particular do que nas públicas. É redutor e de se desconfiar, o alarido que se faz sobre acções em zonas públicas em contraponto com o que se produz para as propriedades privadas.

sábado, outubro 24, 2009

José Saramago, ele próprio!

Ontem acompanhei o debate em que estiveram presentes, na SIC Notícias, o Padre Carreira das Neves e o Nobel Saramago. Tudo a propósito do seu trabalho mais recente:Caim. As trocas de pensamento e interpretação não me pareceram surpreendestes. Conheço pessoalmente o Padre Carreira das Neves e já troquei algumas impressões com ele. É um Franciscano convicto e credenciado. José Saramago é um escritor que conseguiu para o país o Prémio Nobel da Literatura. Óptimo! Ainda não adquiri o livro mas vou fazê-lo. A dimensão do problema é actual, embora, pelo que tive oportunidade de ouvir, não me surprende nem traga nada de novo. Quanto à dita petição online só posso mandá-la para o quinto dos infernos.

Dixit

Para perfeito esclarecimento nosso ouvi o nosso conhecido Jardim da Madeira dizer: Portugal tem políticos medíocres! Faltou acrescentar: "Eu sou o número 1 da lista!". Os meus escritos resultam das informações colhidas através da imprensa escrita, publicada na nossa região. Daí que seja importante que quem comenta leia o que lá está escrito. Cada terra com o seu uso, cada roca com o seu fuso. Acho que o povo tem razão!

segunda-feira, outubro 12, 2009

Tudo feito!

Não foi surpresa de maior o resultado autárquico. Como já tinha concluído a situação política não era o que pretendiam que fosse! O que se verificou foi uma tentativa expressa de condicionar o voto de cada um apresentando soluções e revelações deficientes e incompletas. Sendo eu um cidadão um pouco experimentado nestas coisas cedo verifiquei que havia muita fumação para um foguinho tão pequeno. Já escrevi que não aprecio campanhas de rancor, de ódio! A democracia vive-se no nosso dia-a-dia, com simpatia, amizade e confiança! Os independentes - que não o são nem nunca o foram - de Almeirim pretenderam ser os donos da Verdade e das Certezas. Nada disso. Não há donos de nada. O que é curioso é verificar que foram retirar votos à CDU e ao PSD - nunca estes partidos ou coligações tiveram tão poucos. O PS manteve a sua votação e ganha a freguesia de Benfica, tudo com maioria absoluta. Parabéns para o Presidente da Câmara e para todos os autarcas envolvidos. Agora vou fazer as minhas exigências. Necessitamos de avançar para uma política de promoção, valorização e realizações Culturais! Não das de fazer para haver palmas e floreados. É necessária uma acção de fundo. Em breve voltarei ao que escrevo.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Então pessoal!? Vamos a votos!

Está a terminar a campanha para as eleições autárquicas. Antes foi para a Assembleia da República.
Facto comum e que não deixa de ser interessante! Agora a coisa muda de figura. Para a eleição da Assembleia da República a questão prendia-se com a satisfação de interesses gerais e particulares. Agora parece-me que são mais particulares! Ou então locais!
Aqui nas terras da charneca ribatejana - a que se chama também de lezíria? - as promessas e as críticas são muitas. Cada um apresenta o seu modo de interpretar o poder local e de querer partcipar nele.
Para melhor esclarecimento digamos que este ano temos um movimento de independentes. Não deixa de ser curioso, para mim, esta sigla. Alegre, depois das presidênciais, criou o MIC - movimento independente para a cidadania. Agora muita gente resolveu herdar-lhe o verbo. O pior é que o apresentam como criação sua.
A poucos dias da decisão final não deixo de emitir algumas opiniões. As listas dos partidos que se candidatam, apresentam os seus modelos e propostas. O actual Presidente apoia-se no trabalho realizado, que foi muito (podem mandar-me mails com animais pendurados, que a verdade é reconhecida).
Mas os ditos independentes é que são a surpresa. Os principais elementos que se perfilam à eleição nada têm de independentes. Eles estiverem preferencialmente integrados nas listas do partido PS, do actual Presidente. Participaram nas campanhas anteriores, apoiaram propostas, incentivaram ao voto.
Agora são independentes. Votem em mim! A democracia é assim. Direitos são direitos. Mas não são unilaterais, são de todos.
À beira da minha decisão tenho que esclarecer que não gosto de campanhas de rancor ou vingança. De mau perder. De arrogância.
Vamos lá. Democracia é democracia e de entre todos os regimes ela é a melhor!

sexta-feira, outubro 02, 2009

Esta terra em que vivemos!

Estamos em Almeirim! Terra do Ribatejo! Aqui se vive, como em todo o lado. Estamos em plena campanha Autárquica. Acabou a nacional e começa a local. Por todas as ruas há enfeites. De papel, de plástico, de pano. Aí estão eles pendurados. Eu dou água mais barata, eu basta de eu, eu trago a reclamação, eu faço. Não li ainda nenhuma das propostas. Quero dizer, não li a fundo pois que só me mandam mails, correio e mensagens com coisas de cada um. O que considero mais deplorável é que há campanhas, ou candidaturas, que surgem para injuriar o próximo, o que lá está. Gostava de perguntar se conseguem ver o que já está feito! Isso não conta? É o que acreditam? Acham que os votantes não se apercebem das realizações? Há que apresentar propostas sérias e inovadoras. Onde está uma proposta cultural? Falo de acções que visem a promoção e efectivação da acção cultural como forma de valorização pessoal e colectiva. Digam-me coisas do outro mundo!

E Pum!?

Ouvi, como todos, o famoso discurso presidencial de segunda, dia 28. Não esperava, nem por quilómetros de distância, aquele arrasoado. Então políticos não podem comentar situações, divulgadas na imprensa, que isso é atacar a honra do Presidente? O facto mais aguardado, em explicação a dar, era o da publicação das escutas de Agosto! Zero explicações. Não sei o que deu nele. Olhar para a situação nacional e sentir que ela me desperta interesse e cuidado é um facto normal de direito de cidadania! Eu quero que o país seja mais estável e consiga ultrapassar as dificuldades. Ainda mais quando estas não estão dependentes dos nossos esforços ou desejos, mas sim de acções internacionais, onde somos muito pequenos para influenciar! Hoje estou preocupado! As instituições devem funcionar com lealdade e com o sentido da responsabilidade pública. Esperemos isso. Vá lá, é só fazer o esforço de não se julgarem sozinhos e senhores de tudo e de todos.

terça-feira, setembro 22, 2009

Tudo isto é triste ...!

Agora a situação parece mais esclarecida. Com a decisão presidencial, de demitir o seu assessor, as coisas do diz que já disse que ia dizer e parece que é e é, estão mais claras. Quando li a primeira notícia sobre o assunto, em Agosto, fiquei admirado. Estávamos perante uma situação inaceitável, cuja gravidade ultrapassava tudo o mais. No entanto a forma e o conteúdo da mesma notícia não podiam ser aceitáveis. E agora esclarece-se. Li o comentário do Provedor do jornal O Público, de Domingo, dia 20. Não era necessário mais. Os Jornais e qualquer outro orgão noticioso, não podem especular sobre a realidade do dia-a-dia! Tenho lido sobre esta situação noutros países, nomeadamente nos EUA. Aqui a Direcção da Redacção exige a existência de dados concretos e objectivos para se divulgar qualquer informação, que envolva assuntos sérios e pessoais. É que a acção da Justiça sobre a "suspeita" ou injúria à dignidade pessoal, é muito rigorosa e implica condenações muito fortes. O certo é que temos de ter sempre em conta a máxima: "a minha liberdade e os meus direitos são iguais aos do meu vizinho!".

segunda-feira, setembro 14, 2009

As coisas que se confirmam!

Há algumas semanas, no mês de Agosto, escrevi aqui um pequeno texto sobre a famosa manchete do jornal O Público a propósito da espionagem à Presidência da República. Como se pôde ler então, fiquei bastante admirado com a notícia. Bem, agora a coisa é pior. No mesmo Jornal, o Público de dia 13, na secção do Provedor dos Leitores vem a explicação. É bom de se ler. Tudo foi uma montagem inacreditável da Direcção. Efectivamente só lendo o que se escreveu. Com o Título "Subitamente neste Verão" a págs 39, pode encontrar-se a dita explicação. O Provedor termina escrevendo"Como o leitor já terá intuído chegado a este ponto, estamos perante um caso que se reveste de grande complexidade e gravidade, pelo que ao provedor não é possível esgotar a sua análise numa única crónica. Voltaremos ao assunto no próximo domingo". O que, para mim, está em causa é a credibilidade de um órgão de comunicação. Quando compramos um jornal devemos estar conscientes que o que vamos encontrar nele será o que é verdadeiro e correcto. Ou não ??

quinta-feira, setembro 10, 2009

Ainda a informática - Ou o poder da independência!

Continuamos com a história da entrega de computadores nas Escolas e das acções que visam o seu incremento. Páro agora numa das declarações de um dos responsáveis do PSD sobre tudo isto! "É preciso repensar e suspender a introdução e desenvolvimentos previstos, sabendo que não se pode introduzir o computador e ligá-lo ao ensino sem a prévia formação, ou elucidação, dos professroes" Creio que é mais ou menos isto que se lê da sua entrevista. Acontece que não é possível aprender sem ter os materiais e instrumentos de aprendizagem. Ninguém aprende primeiro as regras, princípios ou formas de conduzir um veículo e, só depois de saber tudo, é que vai conduzir. Não conduz. A aprendizagem é conjunta. Aprendemos a ler e a escrever fazendo os sinais gráficos correspondentes aos fonemas - grafemas e fonemas. Não se aprende a trabalhar com um computador sem o ter à mão. Sem mexer nele. A introdução da informática e das suas técnicas não pode ser teórica. Há que conhecer o "instrumento". Quando liguei a impressora que comprei agora - a anterior foi-se - não fui ler o Manual. É claro que o vi. Segui os passos indicados. A aprendizagem é uma forma prática de conseguir as respostas acertadas para as exigências que "as coias do dia-a-dia" nos pôem. Hoje já é do passado falar da necessidade de se trabalhar com o recurso à informática. É preciso não se ser info-excluído!?

sexta-feira, setembro 04, 2009

O País das Suspeições!

Há a História do Peter Pan e dos Meninos da Terra do Nunca (será assim?). Inventar, criar, dar largas asas à imaginação. Tudo é trabalho do artista, do visionário, do criador. De pensamentos e imaginações, por vezes absurdas, surgem grandes coisas! Mas imaginar histórias de suspeição? Sobre pessoas e personalidades públicas? Para se tirar dividendos pessoais? Será que me é lícito inventar uma Suspeição qualquer: do género "o Político A tirou o gelado da boca de uma criança, quando estava de férias. Mau personagem (o que era a realidade é que ele estava a entregar um gelado ao sobrinho e eu só vi de longe). Esta de uma Estação de Televisão (TVI) suspender um Programa e a resposta dos políticos opositores é a acusação ao Governo, é de se ver e ouvir com preocupação. Se eles forem para o Poder é assim que vão agir? A suspeição e a acção a ela correspondente foram apanágio das sociedades ditatoriais e monolíticas. Foi assim com a Inquisição, com o Stalin, com o Mao, com o Hitler. Aqui, para nós - embora estabelecendo as devidas distâncias - foi com a PIDE. Ora Bolas! O que esta gente quer é o Poder - e que viva Maquievel.

O que eles mandam!

Já me tinha admirado antes! Aqui há tempos o apresentador da RTP lançou um Livro (creio que foi o 7.º Selo). Vai daí a notícia do seu lançamento surgiu no Telejornal da RTP1, com tempos de entrevistas e tudo. Achei esquisito porque não faziam o mesmo a outro autor que estivesse a lançar um livro seu. Nesses havia a Publicidade paga pela Editora. Não sei se foi o mesmo que então aconteceu. Agora de novo. Há Notícia de Telejornal da Noite, na mesma RTP1 - Judite de Sousa, ouviu x personalidades, apresentou o Programa. Agora surge um Livro. Há entrevistas de personalidades (pesadas no meio informativo e político). Mas o trabalho das entrevistas terá sido pago pela Estação? Se o foi a Publicação é da dita RTP? A notícia era importante ou foi para fugir à Publicidade paga? Aliás como às vezes fazem algumas Editoras, mas que pagam por isso! Será que há utilização do facto de se estar dentro da RTP para se conseguir a divulgação? É engraçado e seria de se ouvir uma explicação.

quinta-feira, agosto 27, 2009

É bom assumir o que se faz!

Esta situação parece ser muito pouco seguida. Quando fazemos qualquer coisa, seja de que natureza for, temos de a assumir como nossa. Para o bem ou, pelo contrário, para outras situações menos favoráveis. Continuo a ouvir justificações e silêncios inaceitáveis. Penso eu! Há pouco tempo foi o caso relacionado com a Presidência da República e o Governo. Logo que dois! Havia a espionagem do governo aos assessores do Presidente. O Jornal O Público deu relevo na capa à notícia, mas o que se dizia? Que parecia que ..., que já o ano passado, na visita à Madeira, alguém teria estado a acompanhar ..., que se dizia que...!? Será isto uma notícia? Os organismos de Gestão e Direcção do País não podem funcionar assim? Cá no meu entender. Agora oiço mais outra! O nosso amigo treinador do Sporting disse que não tinha ganho por causa do relvado, porque tinham jogado bem na primeira parte, etc. Mas ele não viu que a sua equipa não soube proteger o resultado? Que não se esforçou "com garra"? Já no jogo de Lisboa o jogador que marcou o golo despiu a camisola, o que é proibido. Como tinha um amarelo, ao segundo foi-se embora. O que faz o treinador e o Clube? Reclamam do árbitro e da arbitragem. Bonito! Há que assumir os erros. Com "toda a frontalidade"!

terça-feira, agosto 25, 2009

Uns dias , umas leituras!

Neste tempo de férias, em que me desloco da miha habitual residência para as terras do Sul, há uma coisa que faço: pôr a leitura em-dia. Quero dizer, ler algumas obras selecionadas. Normalmente escolho cinco. Este ano vou nas quatro e estou a chegar ao regresso! Acabei de ler Lobo Antunes , dito o Arquipélago da Insónia. Penetrar na sua técnica de construção textual foi complicado. Deu que fazer, que ler. Mas terminei a apreciar o trabalho. O jogo de palavras, a articulação semântica, a estratégia seguida na apresentação dos narradores, tudo exige atenção e vontade de compreender! Um bom trabalho. Antes embrenhei-me em Pepetela, "Jaime Bunda Agente Secreto". É de se recomendar. As aventuras desaventuradas de Jaime, cognominado de Bunda por a ter como herança da mãe, trazem-me o tempo da vida em Angola. Temos que compreender as transformações que se têm realizado naquela Grande Nação de África. Talvez eu queira o Sol, o cheiro da terra, a vida africana, como formas de me entender!

segunda-feira, agosto 10, 2009

As férias também são tempo de pensar!

Neste Agosto ensolarado há também lugar para ouvir e ler! As novas prendem-se com tudo o que se publica nos nossos jornais! É engraçado o que se escreve. A polémica da ERC é de nos deixar a pensar! Creio que a deliberação não terá sido muito soft. Mas mexeu com tudo e todos. Assim já é melhor. Neste nosso país quando se mexe alguma coisa é certo que vai cheirar mal. O certo também é que não sinto a mesma apetência para a leitura das crónicas (?) do Sr. Tavares. Já vinham com rótulo quando considerava que eram intervenções isentas e de conhecimento. Morreu Raul Solnado. Lembrei-me da minha juventude e dos seus programas e filmes. Um adeus para o Actor e o Cidadão. Ele teve em vida o reconhecimento que para muitos só chega depois e mortos! A abrir vai uma imagem, ou duas, do mar e da sensação de distância.

quinta-feira, junho 11, 2009

Quem corre nem sempre pensa!

Estamos numa corrida constante. As coisas que vemos e sentimos mudam de um momento para o outro e, às vezes, não reparamos nessas mudanças! Que fazer com as interrogações que nos surgem e passam? O mundo está em constante mudança e continua a haver gente que pretende a imobilização! Todos querem tudo, poucos querem alguma coisa. Outros muitos acham que não é assim! Deve é tudo ser para eles! A razão das coisas do nosso viver é uma constante desconstante! Tenho para mim que cada um deve ter o que merece. Cada profissão, ofício, indústria, comércio, associação e outros que mais, têm uma tarefa para cumprir. E isto sem a permanente queixa de que ainda não receberam nenhuma "ajuda"! Os desafios que estão ordenados no presente e no futuro não se deixam iludir. Parece-me que a refelexão sobre o que se pode dizer, saber ou afirmar, é coisa que anda muito pela Rua da Amargura, Lote 6, n.º 0031, À -de-Baixo!

Pensar com a cabeça e sentir com os olhos!

Vamos participar nas Festas da Cidade. É engraçado o começo! As festas! Tudo tem sempre um título! Estas serão um pouco diferentes. Juntamente com os meus companheiros, da Direcção da Associação de Defesa do Património, vamos apresentar uma proposta pública.
Preservar alguns moinhos ainda existentes na Ribeira de Muge: freguesias de Fazendas e da Raposa.
Como temos feito, anualmente, a apresentação de um espaço cultural - ou que pretendemos que o seja - tem sido a nossa intervenção!
Agora vamos mais longe. Interferir com o "estabelecido"!
Falamos dos moinhos de azenha: do Pinheiro, da Ponte Velha e da Várzea Redonda.
Não basta só falar ou discutir, é precido afirmar!
Seguem algumas fotos dos espaços pretendidos. Nas imagens do Google , de cima para baixo, localizamos o moinho da Várzea Redonda, o da Ponte Velha e o do Pinheiro.

sábado, maio 23, 2009

O Tempo e a Cor

Por todo o lado a cor espanta quem passa! As diferentes tonalidades cromáticas que a vida assume trazem mensagens que mudam a cada instante.
Estamos a findar a Primavera!
Mas as mensagens que nos chegam mais aparecem para anunciar o Inverno. Contradição das negações! Há a gripe suína. Mas atenção, ela não é suína: é humana. Ou não?
A vida piora! Mas se for eu a mandar vai ser imediatamente melhor! Ora vejam e votem!
Temos que o computador é uma negação nas escolas e às crianças. Mas, atenção, eu agora estou a utilizá-lo e ele é o melhor que há! Então? Vamos lá, ó malta!
Já me surgem à memória as aprendizagens dos textos e poemas de Luiz Vaz, o Camões!
Vi a cor da terra. Senti a mensagem em cada planta, em cada Flor!
Junto ao Tejo. Rio abandonado e exaurido! Corri as suas margens. E a cor está ali. Grita por se afirmar!

segunda-feira, maio 18, 2009

Razões e desrazões

Há razões! E por vezes não as há. Engraçado o que se pode escrever conjugando os grafemas (e os fonemas, claro). Participo, por indicação das colectividades onde exerco a minha actividade na vida comunitária, no Conselho Geral Transitório de duas Escolas. Curiosa a maneira como cada Escola apresenta o seu método de trabalho! O que tenho ouvido e as intervenções e participações que tenho apresentado e defendido não deixam de ter ... Graça!? A Escola já não é o que era. E os professores ainda não entenderam isso! Há alguns anos que me aposentei desta profissão. No activo "cumpri com o meu dever" agora o meu olhar é outro. A Escola tem que se "abrir" ao meio em que se encontra inserida. Só que esse "abrir" não é realizar votações e apresentações previamente combinadas. Estrategicamente bem organizadas (pensam eles). Abrir é sentir o pulsar da vida cá de fora! Aproveitar as forças que possam trazer mais enriquecimento e melhor condição para a resolução de problemas. Sozinhos não vão a lado nenhum!

sábado, abril 25, 2009

Hoje é dia 25, de Abril!

Neste continuar incessante da vida o tempo renova-se! De novo o 25 de Abril! Não é só uma data de calendário! É mais do que isso. Asssim como temos o 1º de Dezembro, o 15 de Agosto, e outros mais, este é um dia para não se esquecer. Lembrar é sempre bom! Mesmo que a lembrança traga imagens perturbadoras!
A vida no tempo do regime do "Estado Novo" não estava de acordo com os novos tempos que já se viviam!
Infelizmente não se conseguiu ter a inteligência de "mudar" em tempo de certezas e segurança! Tudo acabou por surgir de uma forma intranquila! De tentativas de domínio e de novas formas de opressão, para as quais foi necessário desenvolver uma luta democrática!
O certo é que o País de hoje não é o que era nesses tempos do antigamente. As coisas mudam. E isso é bom!
Claro! A mudança é dor, por vezes! Mas dor é nascimento! E daí não vem mal ao mundo! Antes o contrário!
Estive no centro de mudanças terríveis! Mas fizeram-se e hoje, no longe da distância temporal, sinto que há um Mundo novo. E gosto dele!
Vai aí um mar - o de Albufeira - mas Mar! "Andava um barco nas voltas do mar" e eu não cansado de navegar!

terça-feira, abril 21, 2009

O Senhor da Luz

Há gente para tudo! O nosso próximo apresenta comportamentos que, por vezes, nos deixam mais do que admirados: frios! Uma figura que começa a ser comum é a do senhor da luz (Senhor da Luz). Este pode definir-se como o que sabe de tudo, tem a resposta para tudo. Os circundantes são de estaca zero! Veja-se o que já escrevi anteriormente! Até parece que é moda. O Senhor da Luz passeia-se pela sombra das luzes considerando-se iluminado! Antes, no tempo da outra senhora era rei e verdadeiro senhor! No período de perturbação abrilista eclipsou-se: era bom camarada, bom companheiro, boa pessoa. Com ele o mundo tinha sido e estava melhor. O tempo passa. O vento continuou a soprar e moderou-se. O céu continuou azul. A chuva renovou a esperança da vida, ano após ano! Mas o senhor esperou e agora salta. Sendo Senhor de novo da Luz. Volta a ser candeeiro. Tem a Luz e traz a Luz.

sexta-feira, abril 17, 2009

O gato que é Leão

Estive a ler um dos jornais, semanários e quinzenários- O Almeirinense - que me chegam! Não pude deixar de parar na leitura de um comentário à visita feita à celébre "Zona da Marka - Cadeia dos Sobreiros". A leitura conduziu-me a uma reflexão e esta a uma "Estória". Cá vamos: Havia num certo povoado, nem grande nem pequeno, assim como que de pretensões a Grande, mas não tanto! Aí era notória a figura de um certo senhor contador de estórias de certeza. Ele sabia de tudo! De tudo tinha a certeza e a confirmação. Contava, comentava, ajustava, ajuizava e emitia a sentença final: era assim, ele é que sabia como era! Ora certo dia, estando numa roda de amigos, que isto de rodas de gente só se for de amigos é que dá, vendo um gato a passar, gritou! - Ali vai um Leão, e que grande que ele é! Todos se voltaram assustados. Um Leão? Ali! - Aquilo é um gato, ó caramelo! - Gato? Mas é um Leão, eu sei do que digo. A discussão prolongou-se, era gato ou era Leão? Cada um que conclua! Acontece que li considerações classificativas que me arrepiaram: tais como "gente do antigamente, salazarentos (ou salazaristas) e outras mais. Quando é que neste País - e estamos a comemorar mais um aniversário da revolta militar do 25 de Abril - as pessoas percebem que estamos num regime democrático?

domingo, abril 12, 2009

Haja ovinhos. Hoje é dia de Páscoa

Hoje estamos pacificamente: é dia de Páscoa, festa cristã que relembra o início da cristandade.
Dia de reunião de família e amigos. Isto de reuniões tem muito que se acrescente. Reunir significa juntar, arrebanhar, ligar. Todos precisamos de reunir: os pensamentos, as opções de vidas, a convivência com os outros.
Por aqui continuamos na mesma. O mais interessante que se pode verificar é que o mais praticado é o reunir-desunir, mais precisamente "desreunir".
Junto ao texto algumas imagens. Captei-as há poucos dias. Umas situadas ao longo da Ribeira de Alpiarça, margem direita, junto a Almeirim, outras junto à Ribeira de Muge, também na margem direita.
As paredes perturbam mas mostram coisas. Que é preciso saber ver!
Já é Primavera, o tempo vai frio. Mas a paisagem que podemos desfrutar reune em si o que sempre teve: a cor, o florir das plantas, o céu azul, a terra à espera de ser afagada.
Há calma no ar e na terra. Eu gosto disso!
Já repararam como o céu é azul? Azul-claro, que o sol desponta intenso e não há nuvens. Mas com cor de novo tempo e de amanhãs para qualquer coisa.
Feliz Páscoa!