quinta-feira, julho 05, 2007

O Arco - Oásis no deserto

Depois de deixarmos o Tombua fomos ao Arco. Situado na margem direita do rio Curoca, em frente à fazenda de S. João do Sul, o Arco é uma formação natural de grande beleza. O deserto aperta o rio que, aqui, consegue espraiar-se e formar um lago de grandes proporções quando a cheia é grande. As rochas sedimentares mostram o que terá sido esta zona há milhões de anos atrás: um braço de mar, ou lago marinho, que secou progressivamente. A erosão cortou a rocha, moldando as formas que se podem ver.

terça-feira, julho 03, 2007

A cidade e a vida de hoje

Visitámos a cidade no curto espaço de tempo em que lá estivemos. Pela manhã fomos comprar o pão para o pequeno almoço à loja do Mamedes, que tem a Padaria, e outras coisas mais. O clima desertico, de dia calor e à noite frio, fez-se sentir sobre o espaço urbano. Sem os necessários cuidados de manutenção as ruas, os passeios e muitas das casas já não são o que antes foram. Aqui mais uma vez tivemos a oportunidade de constatar a afirmação "Angola é o país das crianças".

Tombua - Porto Alexandre

Do Namibe seguimos para o Tombua, a cidade mais a Sul na costa angolana. Antigo porto de pesca, aqui se desembarcavam mais de duas mil toneladas de peixe por dia, a cidade nasceu à beira-mar, na antiga Angra das Voltas de Bartolomeu Dias. O seu único recurso económico era a pesca. Dela surgiu a indústria de farinhas e óleos de peixe e o peixe seco, hoje a mulamba.
Seguimos para lá ao cair da noite, depois do jantar na praia das Miragens, no Namibe. Corremos o deserto já com o dia no fim. Quando passávamos sobre a ponte do Curoca verificámos que o rio ía cheio.
Pernoitámos na casa do José João Tendinha, engenheiro da Mota Engil, empresa que está a proceder a trabalhos de recuperação de estradas e pontes.
Aqui fiquei a saber, pela senhora responsável pela cas, que era possível falar com alguém que antes conhecera, o Filipe.

sábado, junho 30, 2007

As Festas da Cidade de Almeirim - Um Comentário

Terminaram as Festas. Já o havíamos referido anteriormente. Agora só para um comentário. Estiveram presentes as Associações e Colectividades Locais conjuntamente com os representantes das Actividades Económicas. A acompanhar esta apresentação apareceram igualmente os "artesãos". As Actividades Económicas mostraram-se principalmente através das Adegas e Casas Vinícolas. O que me parece de realçar são as apresentações das Associaçõs e Colectividades. Aqui se pôde verificar a sua existência e o trabalho que desenvolvem. Estas pessoas que durante o ano, os anos que se seguem, vão dando o seu tempo e a sua disponibilidade para que haja associativismo e, com ele, que os cidadãos tenham o direito à participação activa e criativa na comunidade, são de se considerar.

domingo, junho 24, 2007

A vida de hoje

Estivemos por três vezes na cidade. Percorremos os seus espaços e contactámos com as pessoas que a habitam. Foi muito agradável observar a nova vida urbana que aí se instalou. As ruas, as casas, os espaços públicos e as praças, todos cumprem a sua parte na vida diária de cada um.
As cores do céu, o azul do mar, traziam consigo a memória de um tempo que continua a existir, agora já com novos contornos e com a afirmação de uma nova Pátria.

As imagens do presente - Namibe - mar e Março

Para o Namibe - Moçâmedes

A viagem, como já se mostrou, trouxe um tempo de reflexão e de lembranças antigas. Neste novo País - que deve merecer de todos um respeito e um sentimento de pertença - tudo é grande. O Deserto, aqui já transformado em estepe povoada de pequenos arbustos, estava verde. As chuvas chegaram e, com elas, verificou-se o desabrochar repentino das plantas e das flores. Atravessarmos os rios Giraúl e Bero foi um momento de alegria pois a água sempre trouxe consigo mais vida. A Cidade lá está, aninhada ao lado da Baía, estendendo-se para o areal desértico, agora já só composto por areias que se estendem para lá do Tombua - Porto Alexandre.

Namibe - O rio Giraúl

On Gila Ul, passado para a Língua Portuguesa dá Giraul - o caminho acabou - nome dado ao rio pelo povo mucubal quando aqui chegou.

sábado, junho 23, 2007

As Festas de Almeirim

Estamos a chegar ao fim do período de Festas. Muita música e muita gente. Os stands das Associações, das empresas e casas comerciais são visitados e observados regularmente. O mesmo acontece com os espaços ocupados pelos artesãos. Os visitantes preferem passar, olhar e continuar. Poucos são os que param e entram pedindo esclarecimentos. Mas mesmo assim este ano marca uma diferença para nós, da Associação do Património: há muita gente que pára, entra e comenta. Ainda bem. As festas da música estão recheadas de nomes. O denominado "Mickael Carreira" não me conveuceu. Os Da Weasel fazem muito barulho e as Can Can deviam ter aulas de música já que dançam e mexem bem. Houve a apresentação do Livro de Gastronomia local. Recolha de António Claudio e Edição da Câmara Municipal para a Confraria Gastronómica. Não estive presente ao Lançamento feito Na Biblioteca. O facto de estar permanentemente no espaço da Associação do Património, à noite, e de desenvolver um trabalho de investigação sobre História Local, de dia, fez-me passar a data. É engraçado constatar a intensidade de coisas que se pretende apresentar.

Almeirim - Festas da Cidade

quinta-feira, junho 21, 2007

As Festas da Cidade de Almeirim

As Festas da Cidade tiveram o seu início a 16 de Junho. Comemora-se a elevação da vila a Cidade. Mais uma vez os espaços foram ocupados com a feira das Actividades Económicas e Culturais e com as habituais Tasquinhas organizadas pelas colectividades. Este ano foi de alarme - temia-se a acção da ASAE sobre os espaços de comes e bebes. Toda a gente procurou melhorar o seu serviço e cumprir regras mais correctas. Até que foi bom este alarme. É necessário que se tenham todos os cuidados quando se serve o público. O dia da inauguração foi um dia molhado. Este verão parece que é uma estação tropical, pouco calor e muita chuva, é a diferença. Mesmo com a chuva abriu o espaço. Com um Programa recheado de vedetas esperamos que seja agradável.

Festas da Cidade - Almeirim - 2007

terça-feira, junho 19, 2007

Do Lubango ao Namibe - Angola 2007

A viagem para o mar representou um momento de contacto com a Natureza. Descer a Serra da Leba, onde a cada curva se revia um outro tempo e uma outra realidade, foi um espectáculo extraordinário. À medida que íamos descendo a paisagem sofria modificações, lembrando que passávamos da zona de altitude para as zons baixas do deserto.
Este foi um ano de muita chuva. Como já haviamos observado, a partir do avião, os rios que atravessámos transbordavam, as terras estavam cobertas de uma vegetação de um verde exuberante. Ao descer fomos passando por vários tipos de plantas, de acordo com a altitude e com a zona em que nos encontrávamos. A paisagem estava repleta de vida e de cor. As populações apareceiam junto à extrada para vender toda a espécie de produtos: leite azedo, carvão, lenha. Na base da Serra encontra-se um grande mercado onde se pode comprar uma grande variedade de produtos. E que grande que ele é.
Verificámos que as árvores de grande porte quase que já não existem. A necessidade de se conseguir rendimento para o dia-a-dia levou a que se aproveitasse a Natureza. Assim cortam as árvores para fazer carvão e para lenha. O Mutiati que se vê é de pequeno porte, ainda sem interesse económico.
Saídos da Serra penetrámos nas zonas planas em direcção à cidade do Namibe. O mar, íamos ver o mar.